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A roda de conversa

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by

ademilson soares

on 15 April 2015

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Transcript of A roda de conversa

Literatura, linguagens e educação infantil
A roda de conversa
Livros para a educação infantil:
a perspectiva editorial

Magda Soares
RODA DE CONVERSA
Linguagem oral e interações verbais: possibilidades e desafios
Geraldi (2003, p. 153-154), comentando a constituição do sujeito por meio dos processos
interacionais da linguagem, defende que, ao nos formamos como “[...] locutores a cada turno de conversação, estamos investindo nos atos lingüísticos que praticamos, no sentido de que a imagem que se tem de si próprio é uma identidade que a interação constrói e, ao mesmo
tempo, ameaça”.
Assim, sobre a roda de conversa é preciso indagar: que oportunidades as crianças tiveram de se constituírem como locutores ou de se construírem como sujeitos? Que imagens de si próprias foram construídas? Ao não comentar as respostas das crianças, a
professora pouco contribui para que elas se constituam como locutores e construam imagens
positivas sobre elas próprias.
Costa e Ryckebush
A RODA DE CONVERSA
NA EDUCAÇÃO INFANTIL
O TRABALHO COM A LINGUAGEM ORAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Dania Monteiro Vieira Costa – UFES
A Roda de Conversa na Educação Infantil:
uma abordagem crítico-colaborativa na produção de conhecimento
Claudia Gil Ryckebusch - PUC/SP
Literatura na infância: imagens e palavras

A produção literária para crianças:
onipresença e ausência das temáticas

Cidinha Paiva
Consideramos que a proposta de realizar leituras na roda de conversa pode ser uma atividade extremamente interessante para as crianças e a professora, se essa última reconhecer ou conhecer a necessidade de subsidiar essa prática com outra concepção de leitura, uma concepção que compreenda a leitura numa perspectiva dialógica, que vislumbre a leitura como o encontro entre autor-texto-leitor numa relação interlocutiva, cujos sentidos são construídos por meio desse encontro. Nesse contexto, o professor é mediador dessa relação e, também, leitor que faz leituras possíveis e não a leitura considerada mais “correta” ou mais
“adequada”.

Acreditamos, portanto, que essa concepção de linguagem/leitura transforma o trabalho
pedagógico em uma prática
que veja a criança como participante ativa da interação verbal, cujas falas representam o diálogo que ela constitui para os textos.
Como Geraldi (2003, p. 161), acreditamos que “[...] a não escuta é na verdade uma não devolução da palavra; é a negação do direito de proferir. A não escuta do professor ou seu mutismo empurrariam a ambos, crianças e professor, a monologia”. Fato que resulta na ausência de sujeitos, ausência de pontos de vista. Nessa perspectiva, ainda como sugere o mesmo autor, é necessário que os sujeitos se des(velem), para que as discussões de cunho ideológico possam ser travadas nas salas de aula.
As crianças, têm muitas histórias para contar, formas de ver
o mundo que são elaboradas e (re)elaboradas nas relações sociais, em diálogo com as outras
pessoas.
De modo geral, observamos que há dificuldades, por parte das professoras, de se colocarem,
na roda de conversa, numa posição que possibilite, efetivamente, o diálogo. No entanto,
acreditamos também que a ação dos docentes resulta dos processos formativos.
RODA DE CONVERSA



ABORDAGEM CRÍTICO-COLABORATIVA
“Falar e pensar não se aprende sozinho, mas na interação uns com os outros”

Costa, Guimarães e Rossetti-Ferreira (2009)
Um espaço de interlocução, “onde as crianças são assumidas como sujeitos dialógicos do processo ensino-aprendizagem”

(Ângelo, 2006, p. 1).
Na educação infantil a roda de conversa tem sido assumida como estratégia para:

* buscar soluções de problemas surgidos no grupo; promover brincadeiras cantadas e de grupo;


* discutir ou apresentar uma tarefa específica a ser realizada; acolher as crianças;


* criar laços afetivos;


Oportunidade de dizer a sua palavra...
Posicionando-se no mundo...
O diálogo colaborativo supõe:
Respeito incondicional à fala do outro
RODA DE DIÁLOGO
... pensar juntos...
... questionar as próprias posições/ações e as posições/ações dos outros...
... tomar decisões compartilhadas...
...assumir responsabilidades individuais e coletivas...
... interagindo e conversando...
A roda possibilita:

- troca de experiências,

- diálogo,

- escuta atenta,

- participação ativa

O trabalho pedagógico na roda pode gerar condições favoráveis para que as crianças se percebam sujeitos ativos de suas aprendizagens.
É de minha opinião que conceber o trabalho na “Roda de Conversa” focado em uma perspectiva de linguagem oral adequada ao domínio de capacidades comunicativas e de expressão, sintonizada com os propósitos da concepção pragmática, pode resultar num empobrecimento das possibilidades do agir crítico e criativo das crianças. Reduz, também, as possibilidades de se compreender a roda enquanto local privilegiado do diálogo na construção compartilhada de novos significados e de constituição de alunos e professora.
Isto porque, ao desconsiderar ou desconhecer a condição fundante da linguagem na constituição das crianças e do próprio contexto dialógico de enunciação-produção, a professora corre o risco de transformar essa situação específica de ensino-aprendizagem num momento rotineiro, previsível, em que predomina o silenciamento e a aceitação passiva dos alunos ao que é proposto.
A roda, se burocratizada, pode se tornar um mero dispositivo pedagógico rotinizado e com fim em si mesmo.
O DIÁLOGO É ESTRUTURANTE DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Pelo diálogo, a criança entra no mundo, entende-o, descodifica-o e, quando necessário, atua nele para transformá-lo.
diálogo
um caminho para a liberdade
Afirmando-se como “sujeito que pode conhecer, que pode superar seus limites, entender seus conflitos, construir e encaminhar formas de intervenção sobre a realidade vivida” (Ângelo, 2006, p. 8).

A realidade da sala de aula não é estática, nem se constituiu por meio de ideias, pensamentos e práticas acabadas, fragmentadas e eternas. Ela se organiza pelo estabelecimento da contradição que gera conflitos, num movimento constante de negociação de sentidos. Os participantes reais que pensam e atuam nesse contexto, colocam em discussão seus diferentes pontos de vista e opiniões, que se encontram, colidem e se fundem para a produção compartilhada de novos significados.
A roda é uma possibilidade de produzir sentidos e significados
A ação colaborativa entre os participantes pode tornar real essa possibilidade
O excedente da minha visão contém em germe a forma acabada do outro, cujo desabrochar requer que eu lhe complete o horizonte sem lhe tirar a originalidade. Devo identificar-me com o outro e ver o mundo através de seu sistema de valores, tal como ele o vê; devo colocar-me em seu lugar, e depois, de volta ao meu lugar, completar seu horizonte com tudo o que se descobre do lugar que ocupo, fora dele; devo emoldurá-lo, criar-lhe um ambiente que o acabe, mediante o excedente de minha visão, de meu saber, de meu desejo e de meu sentimento (Bakhtin, 1952-53/1992, p. 4).
Colaboro com o outro quando procuro decifrar as intenções, os sentidos e os significados daquilo que ele me fala.
O discurso autoritário exige nosso reconhecimento incondicional, e não absolutamente uma compreensão e assimilação livre em nossas próprias palavras.
Não permite qualquer jogo com o contexto que o enquadra, ou com seus limites, quaisquer comutações graduais ou móveis, variações livres criativas e estilizantes.
Ele entra em nossa consciência verbal como uma massa compacta e indivisível, é preciso confirmá-lo por inteiro ou recusá-lo na íntegra e se incorpora indissoluvelmente ao poder político, à instituição e à personalidade.
Não se pode separá-lo: aprovar um, tolerar o outro, recusar totalmente o terceiro. A distância em relação à palavra autoritária permanece constante. É impossível aqui o jogo de distância – convergência e divergência, aproximação e distanciamento (Bakhtin, 1934-35/1998, p. 144)
Em oposição a isto, a roda de conversa é radicalmente democrática.
Linguagem, fala, escuta, conversa e diálogo
Con + versar = fazer verso com o outro
Filosofia e literatura
Literatura, oralidade e poesia
Aganbem: a criança nasce para o mundo da linguagem
Lacan: o insconsciente se estrutura na linguagem; falando aprendemos sobre nós mesmos
Bakhtin: interação verbal, ideologia e história das línguas
XX
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