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Uso indevido de benzodiazepínicos

Um estudo com informantes-chave no município de São Paulo
by

Larissa Mitrof

on 7 July 2014

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Transcript of Uso indevido de benzodiazepínicos

As benzodiazepinas (BDZs) são um grupo de fármacos ansiolíticos
utilizados como sedativos, hipnóticos, relaxantes musculares,
para amnésia anterógrada e atividade anticonvulsionante.
A capacidade de causar depressão no SNC deste grupo de fármacos é limitada, todavia, em doses altas podem levar ao coma.
Não possuem capacidade de induzir anestesia, caso utilizados isoladamente.
O que são Benzodiazepínicos?
Uso indevido de benzodiazepínicos.
Um estudo com informantes-chave no município de São Paulo.
Como ocorre?
Dados e pesquisas
Universidade Federal Fluminense
Como começou?
Após 5 anos da descoberta de seus efeitos os BDZ foram lançados no mercado (1960) e por apresentarem baixos riscos de intoxicação e dependência a aderência da classe médica foi propiciada.
Do auge dos entusiasmos com os BDZs nos anos 70, passou à restrição na década seguinte, devido a relatos de casos abusivos e dependências em usuários crônicos. O que causou uma mudança na postura da sociedade.
O uso prolongado de BDZs, ultrapassando períodos de 4 a 6 semanas pode levar ao desenvolvimento de tolerância, abstinência e dependência. Também é comum a observação de overdose de BDZs entre as tentativas de suicídio, associados ou não a outras substâncias.
No Brasil, esse alerta foi reforçado por estudos da décadas de 80 e 90 que mostraram uma grave realidade relacionada ao uso de benzodiazepínicos. No primeiro levantamento domiciliar nacional realizado em 2001, 3,3% dos entrevistados (entre 12 e 65 anos) afirmaram uso de benzodiazepínicos sem receita médica. Em um outro levantamento, com estudantes da rede pública de ensino de dez capitais brasileiras, 5,8% dos entrevistados afirmaram já ter feito uso de ansiolíticos sem prescrição.
Alunos: Larissa Mitrof, Caio Eduardo, Talita Martins, Luciana Martins e Ronald Muniz
Medicamento Saúde e Cultura

Esse estudo indicou descuido no preenchimento das notificações e receitas especiais e indícios de falsificações, na forma de prescrições por médicos falecidos e notificações com numeração oficial repetida. Essa realidade indica a necessidade de uma ampla revisão no atual sistema de controle dessas substâncias.

O objetivo desta pesquisa foi avaliar o contexto brasileiro de disponibilidade e consumo de benzodiazepínicos, a partir do ponto de vista dos usuários e dos profissionais de saúde envolvidos no sistema de prescrição e dispensação desses medicamentos
Metodologia
A amostra
A entrevista

O estudo utilizou como referencial a metodologia qualitativa, a qual envolve uma amostra relativamente pequena, permitindo assim melhor avaliação das dinâmicas atuais e do percurso histórico que os antecedeu.
Informantes-chave como; médicos prescritores de BDZs, psiquiatras e psicólogos que já haviam atendido pacientes com histórico de uso prolongado de BDZs; farmacêuticos com vivência na dispensação; usuários crônicos de BDZs; profissionais envolvidos na implementação de políticas de saúde foram ouvidos nesta psquisa.

A amostra de entrevistados foi composta no município de São Paulo, através da técnica de "bola de neve", ou seja, os primeiros entrevistados indicaram outros, e assim sucessivamente, até que
os conteúdos obtidos com as entrevistas, fosse suficiente.
Com cada informante, foi realizada uma entrevista semi-estruturada, com objetivo de obter informações sobre o controle, a prática de prescrição e dispensação, bem como sobre o uso indevido, de BDZs ao longo dos últimos anos

No processo de análise, as entrevistas foram transcritas e discutidas com a equipe de pesquisadores, para avaliação geral e determinação do tamanho da amostra ("ponto de saturação"). Posteriormente, foi feita a codificação da entrevista, ou seja, a transformação da entrevista, na sua forma literal, em um formato codificado de maneira a permitir comparações.
Transcrição
codificação
e análise dos dados
Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.13 no.spe Ribeirão Preto Oct. 2005
Autoras: Paula OrlandiI; Ana Regina NotoII
Resultados
Foram entrevistados sete médicos de diferentes especialidades, duas psicólogas da área de dependência de drogas, quatro farmacêuticos, um Fiscal da Vigilância Sanitária e cinco usuários com histórico de uso crônico de BDZs, totalizando 19 entrevistados.
O cinco usuários relataram não terem sido alertados sobre o tempo total de tratamento no início do mesmo. Além disso, três deles se queixaram da falta de orientação médica sobre os riscos da terapia com BDZ.
A indicação inicial do remédio é feita por amigos, vizinhos e/ou familiares, na maioria das vezes.
"
Foi depois da perda da minha mãe... não tinha trabalho e tinha que cuidar da minha irmã.
Eu estava endividado.
Eu estava meio que num beco sem saída. Ficava olhando pra parede, pensando em bobagem. Eu preferia tomar o remédio e dormir. (usuário, 33 anos)
"
Os usuários apontaram dois principais motivos para o uso de BDZs:
O tratamento dos distúrbios do sono e o tratamento dos transtornos da ansiedade.
Os médicos de um modo geral consideraram-se aptos a identificar um dependente, embora muito menos freqüentemente tenham relatado êxito no tratamento dessa dependência.
Um fator que parece favorecer a popularidade dos BDZs é o preço.
Os profissionais confirmam essa idéia de que o baixo custo seria um dos fatores que propiciaria a banalização do uso desses medicamentos.

Os usuários crônicos, que enfatizam seus efeitos positivos: relaxa, acalma, proporciona sono restaurador, induz o sono rapidamente.
Todos os farmacêuticos relataram, com base na sua experiência em dispensação, a constante solicitação de medicação sem receita apropriada.
Pode não parecer tão sério, mas o uso indevido de medicamentos vem tomando força ao passar dos anos, a partir da facilidade de aquisição da medicação e da cultura gerada em torno deste assundo.
O médico responsável, bem como o farmacêutico na responsabilidade de dispensar o medicamentos tem papel fundamental de fomentar a cultura de forma prévia e instrutiva sobre a responsabilidade de se administrar qualquer tipo de medicamento.
Esses resultados sugerem atitude médica e farmacêutica indevida, ao dispensar a relação médico-paciente para a prescrição de BDZs. A prescrição médica indiscriminada também tem sido observada em outros países.
Essa realidade aponta para a necessidade de melhores formações e atualização dos profissionais, para que a informação chegue de fato aos usuários.
Neste cenário, não apenas a classe médica, mas os profissionais de saúde em geral como enfermeiros, psicólogos, agentes comunitários e farmacêuticos, são responsáveis, de alertar sobre os riscos e monitorar o uso destes medicamentos junto à população.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

O uso indevido de BDZ parece envolver, além dos usuários, os médicos que prescrevem a medicação e os farmacêuticos que a dispensam. A falta de informação e a baixa percepção das conseqüências deletérias do uso indevido de BDZ, somada a uma série de outras questões discutidas neste estudo, são alguns dos principais fatores que favorecem esse fenômeno.
Obrigado!
Extra
Bibliografia
http://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/0649.pdf
http://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/2628.pdf
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-11692005000700018&script=sci_arttext
Existe um ligação entre a equipe de saúde da família e o paciente dependente de BDZ.
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