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Roteiro Fotográfico Oitocentista

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on 20 May 2013

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Transcript of Roteiro Fotográfico Oitocentista

Convento dos Lóios A primeira notícia sobre a estadia de daguerreotipistas em Évora surgiu no jornal Chronica Eborense.
No Convento dos Lóios desta cidade se tirão retratos ao Daguerreotypo por 1$440 reis, as pessoas que quizerem utilizar-se deste bello invento podem dirigir-se ao dito edeficio todos os dias das 10 horas ao meio dia. (Chronica Eborense, Anno I, n.º 7, 3 de Fevereiro de 1847) Rua Miguel Bombarda (antiga Rua dos Infantes), n.º14 e 66-A Retratos photographicos coloridos em papel, pelo systema Crozart, preços d’estes retratos – uma duzia em bilhetes coloridos 5$250 réis, pelo systema ordinario 3$200 réis. Tiram-se na Rua dos Infantes n.º 14, das dez horas da manhã em diante.
In A Folha do Sul, Anno I, n.º 27, 13 de Março de 1864.

Silva Nogueira/ Vem para Evora, no proximo mez de Maio, o distincto photographo Silva Nogueira proprietario de diversos estabelecimentos para photographia em Faro, Caldas da Rainha e Nazareth. Este eximio artista possue diversas machinas que pertenceram ao distincto photographo amador Carlos Relvas [...]. Rua dos Infantes, 66-A. (A Academia, 27 de Abril de 1899). Rua do Eborim Aí se situava a estalagem de Joaquim Marques, onde se hospedaram vários fotógrafos-itinerantes, durante as décadas de 1840 e 1859 do séc. XIX. Largo e Convento de S. Francisco Nas ruínas do antigo Convento esteve instalado provisoriamente o fotógrafo Ulisses d’ Oliveira, tendo, posteriormente, passado para a Rua Ancha (actual Rua João de Deus), n.º 66.
Photographo – Chegou novamente o já bem conhecido photographo, o sr. Ulisses de Oliveira; continua a tirar retratos todos os dias no extincto convento de S. Francisco, onde se acha provisoriamente enquanto não arranjar casa competente para estabelecer o seu atelier.
Consta-nos que o Sr. Ulisses de Oliveira, tenciona fixar residencia n’esta cidade, com o que muito folgamos. (Perseverança, 1.º Anno, n.º 2, 17 de Novembro de 1867). Rua da Republica (antiga Rua do Paço), n.º 69-71, 107-109. Nesta artéria, um dos principais eixos comerciais da cidade oitocentista, situou-se a Minerva Commercial , importante oficina tipográfica oitocentista, editora de bilhetes postais ilustrados e a residência de José Pedro Braga Passaporte, Photographo da Casa Real.

Bilhetes Postaes/ São muito catitas os bilhetes postaes que a ccreditada officina typographica Minerva Commercial, acaba de expôr á venda.Os que temos sobre a mesa são d’uma belleza encantadora e contem cada um d’elles uma gravura representando – a celebre Porta do Convento do Carmo – a Se Cathedral e o templo de Dianna [...]. (A Rabeca, 27 de Novembro de 1898).
Obs. A MINERVA COMMERCIAL, situava-se na R. do Paço 69 e 71.

José Pedro Braga Passaporte/ Photographo da Casa Real/ Rua do Paço, n.º 109 / Participa ao público que está tirando retratos a 700 réis DUZIA, GARANTINDO A PERFEIÇÃO E BOM ACABAMENTO E SENDO CADA UM A 120 RÉIS. Toca a proveitar a ocasião de tirar retratos baratos. [...] O sr. José Pedro Braga Passaporte, Photographo da Casa Real, resolveu offerecer, como prémio aos seus clientes, que tirarem uma ou mais photographias em platina, o direito de tirar photographias a uma creança. O Reclamo, n.º 255, 8 de Maio de 1904) Rua Diogo Cão, 19 Instalações do Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Évora, criado em Novembro de 2000 e que possui actualmente em acervo mais de 400 000 espécies fotográficas. Aí poderá visitar um pequeno Núcleo Museológico, no qual se procura recriar, estilizadamente, um estúdio fotográfico oitocentista. A história da fotografia em Évora foi o pretexto para a realização de um Roteiro Oitocentista desenvolvido em torno dos principais locais a ela ligados.
Efectivamente, vários são os espaços, no centro histórico, que constituem marcas territoriais da introdução e desenvolvimento da prática fotográfica em Évora. Desde o antigo Convento dos Lóios à Rua de Aviz, passando pelo Convento de S. Francisco, Praça do Giraldo e Rua João de Deus (antiga Rua Ancha), vários são os locais que, discreta e anonimamente, encerram a memória de uma prática, ela própria, testemunho do pulsar de uma época.
É possível encontrar uma lógica de localização geográfica dos referidos locais: nos primeiros anos (1840-1860) a sua escolha obedeceu à proximidade de estalagens/hospedarias onde os primeiros fotógrafos itinerantes se instalavam e, temos neste caso, o Largo de Aviz, o Largo de S. Francisco, a Rua do Eborim, a Rua dos Infantes; posteriormente, com a abertura dos primeiros estúdios, alguns deles temporários, a sua localização passa a situar-se ou no principal eixo comercial da cidade (Rua do Paço, Praça do Giraldo, Rua Ancha), ou junto aos principais centros de sociabilidade, Praça Joaquim António de Aguiar (antiga Praça D. Pedro V), Largo Luís de Camões, Praça do Giraldo.
Propõe-se, assim, a realização de um circuito que, partindo da Praça do Giraldo, terminará no Arquivo Fotográfico da CME (Rua Diogo Cão, 19, 1.º), onde se poderá visitar um pequeno Núcleo Museológico e conhecer o trabalho de preservação fotográfica que aí é desenvolvido.
O circuito representará, paralelamente, uma oportunidade para apreciar zonas do centro histórico menos conhecidas, nomeadamente alguns trechos de arquitectura vernácula. Praça Grande (Praça do Giraldo) Os primeiros daguerreotipistas chegados a Évora, anunciavam e mostravam os seus trabalhos nas lojas situadas sob as arcadas da Praça do Giraldo, como foi o caso de Mr. Fox, que fez anunciar a sua arte na mercearia da Praça Grande, sita no n.º 37.

ANNUNCIOS / - / ATENÇÃO / Mr. Fox tendo de retirar-se muito breve d'esta cidade, offerece o seu prestimo aos cavalheiros que queiram exercitar-se em alguns artigos de physica recreativa. Promptifica-se tambem a ensinar com perfeição em duas lições qualquer individuo, por preço modico. Alem d'isso vende uma excellente lanterna magica com boa collecção de estampas proprias para as pessoas particulares passarem as noites de inverno. / Quem quizer utilisar-se do seu prestimo dirija-se á loja de mercearia n.º 37, na Praça Grande, onde póde deixar o seu nome.

(Gazeta do Meio Dia, ano 1, n.º 11, 12/04/1864) Rua Ancha (atual Rua João de Deus), n.º66 (ou 64) O primeiro estúdio fotográfico fixo surgiu na Rua Ancha, n.º 66 (ou 64), num último piso, tendo sido o seu primeiro ocupante Ulysses d’Oliveira que chegado a Évora na década de 60 do séc. XIX, aqui permaneceu até finais da década de 80. No mesmo local passaram Ricardo Santos, Silva Nogueira e Walowski, que, em 1895 fez colocar, com engenho, uma campainha eléctrica na escada do prédio, tendo um avisador que a fazia tocar no interior da casa, sem que o individuo que subisse ou descesse percebesse esse effeito, o que não sendo, cousa scientifica […] pela novidade foi apreciada por muitas pessoas.(Diário do Alentejo, 25 de Abril, 1895). Rua Soeiro Mendes, n.º 9 (antiga Casa de Banhos) No lado direito em que circula situavam-se as traseiras do antigo Convento de Santa Catarina, demolido em 19..,. Algures, no então n.º 9, onde anteriormente funcionara um balneário público oitocentista, situou-se o primeiro estúdio de fotógrafos eborenses: a Photographia Pereira & Prostes.

PHOTOGRAPHIA UNIÃO/PEREIRA & PROSTES / EVORA - RUA DE SOEIROMENDES – EVORA ( Antiga Casa de banhos ) / N’este novo estabelecimento tiram-se retratos de 800 rs. A duzia para cima, empregando-se os processos mais rapidos conhecidos. Grupos de familias, corporações ,etc., por preços convencionais e bastante mais módicos. Tiram-se quaesquer vistas e reproduções. O atelier está aberto todo o dia em domingo e dias santificados, e das 3 horas em diante noutros dias. (O Manuelinho d’Évora, Anno VI, 16 de Março de 1885). Rua da Ladeira, actual Rua Gabriel do Monte Pereira, n.º14 Nesta rua, com entrada pelo actual n.º 18(?), num varandim, virado a Norte, situou-se o estúdio daquela que se auto-intitulava com a primeira mulher photographa portuguesa – Maria Eugénia Reya Campos.
Recommendamos o atelier photographico da Sra. D. Maria Reya Campos, é na Rua da Ladeira.
Photographia e Ferrotipia/Maria Reya Campos/Começará no proximo sabbado a tirar retratos por meio d'estes dois processos photographicos, garantindo a maior perfeição e nitidez. Em ferrotipia tira retratos pelo processo mais adiantado e brilhante, como ainda não se viram em Évora. (Sul, 2.º Anno, n.º 118, 8 de Março de 1882.)
Obs. No mesmo local, posteriormente, instalou-se Balthazar Perez Ortiz (1885). 5.Praça D. Pedro V ou Largo de S. Domingos (actual Praça Joaquim António de Aguiar), n.º 15 e 16. Photographia/ Vimos ha dias um retrato, feito a crayon, do sr. commissario da policia, obra do sr. Guilherme Pereira da Rosa, que tem o seu atelier de trabalho na praça de D. Pedro, n.º 16. Tem grande senão perfeita semelhança com o original.
O sr. Rosa é além disto photographo e dentista. (O Manuelinho d’Évora, Anno V,1 de Setembro de 1885)

PHOTOGRAPHIA/ 15 – Largo de S. Domingos – 15 / N’este estabelecimento aberto todos os dias das 9 da manhã ás 6 da tarde, retrata-se com os aparelhos mais modernos e com productos de primeira qualidade. Especialidade em retratos para criança com máquina e chapa instantanea. Preço – 1,º retrato 300 réis, cópia 100 réis e mais preços. DEMORA-SE ATÉ À FEIRA. (O Annunciador do Alentejo, 1.º anno, n.º 3, 27 de Maio de 1890).

Novo fotógrafo/ Está nesta cidade onde conta demorar-se algum tempo, o sr. Diaz, ex-empregado da fotografia Biel, do Porto, que montou o seu atelier provisorio na P. D. Pedro, e varanda da Sociedade Almeida Garrett. Recommendamos aos nossos leitores os trabalhos do sr. Diaz, na realidade primorosos, que estam expostos no Arco da Brasserie e á entrada do atelier. (Semana d’Evora, II Anno, n.º 77, 4 de Setembro de 1904). Rua do Cano, n.º 69 (local de residência do fotógrafo José António Barbosa) No n.º 69, numa modesta habitação, residiu o fotógrafo José António Barbosa que, vindo de Setúbal, chegou a Évora, por volta de 1890. A ele se ficam a dever a maior parte dos imagens de antigos monumentos eborenses demolidos durante o período de 1890-1920.
Ao percorrer a Rua do Cano, em direcção à Rua de Aviz, encontra do seu lado direito a Travessa do Tavolante onde residiu Américo Victor Vilalva, um dos primeiros editores de postais ilustrados de Évora.

O passeio à Manisola/ Então a commissão convidou Sua Ex.ª. e postados todos os visitantes no vasto pateo e colocando-se o Sr. Visconde á direita do estandarte ladeado pela Direcção e Commissão o photographo-amador Sr. Barbosa tirou alguns clichets em duas posições.(O Reclamo, Ano XVI, n.º 794, 30 de Agosto de 1914) Rua de Aviz, 24, 1º Ricardo Santos, vindo de Lisboa, mandou construir de raiz a sua residência e estúdio fotográfico em 1891.
Em 1929, após o seu falecimento, o estúdio foi ocupado por Eduardo Nogueira, que ali permaneceu até finais da década de 80 do século passado. Nos últimos anos do séc. XX, o estúdio foi explorado pelo fotógrafo Manuel Neves. Após o falecimento deste último, o estúdio encerrou definitivamente.

Photographia Lisbonense/ O proprietário d’esta photographia, Ricardo José Maria dos Santos, estimado artista, mudou o seu atelier da Rua Ancha para a Rua de Aviz, n.º 24.
Para proporcionar commodidades e bons trabalhos aos seus freguezes, tem uma esplendida galeria e magnificas machinas que ultimamente adquiriu, podendo executar toda a qualidade de trabalho da sua arte por mais difficil que seja. (O Manuelinho d’Evora, 20 de Dezembro de 1891)

Visitámos há pouco o atelier do habil photographo sr. Ricardo Santos, estabelecido na Rua de Aviz, n. 24 […]. A frontaria do predio está ainda incompleta, mas há dias ficou a descoberto a mansarda, cujo paramento, imitando lousa, e a platibanda artisticamente ornamentada chamam a atenção dos transeuntes, que detidamente apreciam aquella novidade em nossas construcções locaes. (O Manuelinho d’Evora, n.º 615, 5 de Fevereiro de 1893). Largo de Aviz Junto à Porta de Aviz, do seu lado direito, situava-se a estalagem/hospedaria de José Thomaz, onde se hospedaram vários fotógrafos-itinerantes. Para além de hospedagem, a casa de José Thomaz foi também local de divulgação da fotografia. Rua da Mouraria, n.º 6 e 27 No n.º 27 residiu Heliodoro da Cunha Rivara, antigo directo da Biblioteca Pública de Évora e um dos primeiros eborenses a fazer referências ao daguerreótipo como forma de ilustração dos seus artigos académicos. Nos n.os 6 e 27 estabeleceram-se fotógrafos viajantes, entre eles Francisco Paino Perez, que posteriormente passou a ter estúdio fixo em Viseu.

UM PHOTOGRAPHO - Estabeleceu-se temporariamente n’esta cidade um photographo cujos trabalhos são de preços mui commodos. Acha-se na Rua da Mouraria, n.º6.
Scholastico Eborense, n.º 8, Anno de 1862, 15 de Janeiro.

PHOTOGRAPHIA/Francisco Paino Perez/Rua da Mouraria, 27/EVORA / Tira retratos em tamanho natural e miniatura até placa com maior rapidez e elegãncia. Os seus trabalhos, devidamente apreciados por todos os que teem visto, são garantia da sua perfeição, que nada deixa a desejar. Preços commodos. A hora do trabalho é das 10 da manhã até ás 5 da tarde. (O Manuelinho d’Evora, 1,º Anno, n.º 17, 10 de Maio de 1881). Rua do Eborim Rua de Aviz, 24, 1º Rua da Mouraria, n.º 6 e 27 Convento dos Loios - Pereira & Prostes
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