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FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO ENSINO DA MATEMÁTICA

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Daniel Syllas

on 17 October 2014

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Transcript of FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO ENSINO DA MATEMÁTICA

FACULDADE INTEGRADA DO BRASIL - FAIBRA
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO ENSINO DA MATEMÁTICA
Prof. Daniel Syllas
Para muitos, o estudo da Matemática é compreendido como um grande desafio.
Ainda há um mito de que a Matemática é de difícil compreensão,
QUESTÕES NORTEADORAS
Como desenvolver uma metodologia que contribua para a aprendizagem do aluno?
Como levar o aluno a compreender que a Matemática faz parte da sua vida?
Como avaliar o ensino de Matemática?
A história da constituição do conhecimento matemático se desenvolve juntamente com a história da própria humanidade.
As ideias matemáticas comparecem em toda a evolução da humanidade, definindo estratégias de ação para lidar com o ambiente, criando e desenhando instrumentos para esse fim, e buscando explicações sobre os fatos e fenômenos da natureza e para a própria existência da Matemática. (D'AMBROSIO, 1999, p.97)
Essa afirmação nos leva a entender a matemática como produto cultural e social, assumindo diversas visões conforme o período e o contexto.
Antiguidade
Parte do conhecimento produzido era resultado das necessidades práticas da vida diária. A outra parte era consequência da valorização do caráter teórico, racional.
Para os gregos, a matemática era vista como fonte rica de conhecimento que ajudava os pensadores, filósofos da época.
Idade Média
O conhecimento matemático, considerado inadequado aos princípios cristãos, praticamente não se propagou devido ao poder que a igreja católica exercia sobre a sociedade.
Com a organização das Cruzadas por volta do ano 1000 em direção ao império islâmico, a sociedade europeia entrou em contato com novos conhecimentos.
As ideias a respeito da matemática são variadas e conflitantes devido a confrontações entre conceitos estabelecidos na Antiguidade e na Idade Média. (Boyer, 2002, p. 15)
No século XVII surge uma nova visão de ciência. O conhecimento passou a ser organizado. Essa época de avanços tecnológicos e intelectuais foi denominada de Ciência Moderna.
Como desenvolver no aluno o interesse pela Matemática?
A partir do século XX o ensino e o aprendizado em matemática começaram a tomar novos rumos.
A criação da Comissão Internacional para o Ensino da Matemática.
Com o escolanovismo, o currículo seria organizado a partir das necessidades psicológicas e pedagógicas dos alunos.
Os métodos de ensino ganharam muita ênfase e o conceito matemático passou a ser construído a partir de situações vivenciadas, reais.
Apesar de toda a perspectiva de ensino pautado no manuseio de materiais concretos por meio dos métodos ativos, ao final da década de 1950, o enfoque teórico do ensino de Matemática se aproximava da maneira como os gregos a concebiam: estática, a-histórica e dogmática.
Na década de 1980 a Resolução de Problemas começa a ser visto como o centro do ensino da Matemática, norteando tanto a organização curricular quanto as estratégias e os modos de apresentação do conteúdo e o ambiente da sala de aula.
Entre as décadas de 1980 - 1990 começa-se a consolidar, como uma tendência, a abordagem aos aspectos socioculturais no ensino da matemática: a
Etnomatemática
Que concepção de Ensino da Matemática deve ser seguido nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental?
Privilegiar-se-á, aqui, a ideia de um ensino e de uma aprendizagem em Matemática com enfoque no social e no cultural.
Nesse sentido, perspectivas metodológicas como a Etnomatemática e a Resolução de Problemas constituem-se em possibilidades viáveis para que outras abordagens como os jogos e o uso de materiais didáticos, recursos tecnológicos e o desenvolvimento de projetos e atividades interrogativas desencadeiem um processo de ensino e de aprendizagem que, além de levar em consideração aspectos socioculturais, também considerem o aluno como sujeito participante e colaborador de sua própria aprendizagem, de modo a ter condições de estabelecer relações adequadas entre informações, conhecimentos e habilidades para resolver situações-problemas.
Dica de vídeo 1
A criança e o número: visão de Piaget
Para Piaget, existe um instrumento de troca, onde a zona de contato entre o próprio corpo e as coisas progredirão do exterior ao interior, sendo a ação o instrumento inicial de troca, e não a percepção.
Essa progressão nada mais é do que a aprendizagem, que se relaciona diretamente ao processo de equilibração: assimilação e acomodação.
(...) pode dizer-se que toda necessidade tende, primeiro, a incorporar as pessoas e as coisas na atividade própria do sujeito, portanto a assimilar o mundo exterior às estruturas já construídas, e, segundo, a reajustar estas em função das transformações sofridas, portanto em acomodá-las aos objetos externos (Piaget, 1990, p.17)
Piaget concebia o conhecimento em dois polos: o físico e o lógico-matemático
O conhecimento lógico-matemático é uma construção que resulta da ação mental da criança sobre o mundo, construído a partir de relações que a criança elabora na sua atividade de pensar o mundo, e também das ações sobre os objetos.
Para Piaget há uma interrelação entre a criança e a matemática. Essa interrelação acaba por justificar os dois tipos de abstrações concebidos por ele:

Abstração Empírica ou simples e a Abstração Reflexiva.
Não é possível ocorrer a abstração reflexiva nos dois primeiros estágios de desenvolvimento concebidos por Piaget: sensório-motor e pré-operatório.
Piaget definia o número como também interrelação que a criança vem a elaborar entre os objetos, por meio de relações de Ordem e Inclusão.
"Os conceitos numéricos não podem ser repassados pela transmissão social, como se fosse um conhecimento convencional".


O conceito de número é construído a partir de analogias e reflexões a seu respeito.
Pode-se dizer que a criança torna-se perfeitamente capaz de compreender o conceito de número se lhe for permitido realizar um gesto concreto que lhe conduza a uma construção lógico-matemática mais sólida.
Dica de vídeo 2
Alfabetização Matemática
A alfabetização é compreendida, antes de tudo, como um processo onde o conhecimento é construído com base nas informações e nas experiências vivenciadas.
O papel do Professor
O processo de aprendizagem em matemática se desenvolve através do próprio aluno. Em vista disso, a alfabetização matemática é tida como um processo de cunho construtivista. No entanto, o aluno é tido como o centro da aprendizagem.


Tem-se aí, o professor também inserido no processo, porém como
mediador
.

Segundo Piaget, a aprendizagem é um processo de equilíbrio-desequilíbrio constantes. (assimilação-acomodação)
Compete ao professor a intervenção no processo, de modo que consiga desequilibrá-lo, visando a obter uma nova linha de raciocínio da parte de seus alunos.
O professor deve provocar, colocar o pensamento do aluno para funcionar. Deve agir interativamente, solicitando a expressão do aluno, não se esquecendo de partir sempre de uma problematização.
Os Jogos Matemáticos
A matemática é uma disciplina desafiante e nos remete ainda a estabelecer uma melhor maneira de "ensinar número". E uma delas é a utilização dos jogos nas aulas de matemática.


É através dos jogos que o aluno se depara com situações que acabam desenvolvendo sua autonomia.
Dica de vídeo 3
Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.



A educação qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática.

Paulo Freire
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