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Sophia de Mello Breyner

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by

Ana Eusébio

on 18 December 2014

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Transcript of Sophia de Mello Breyner

"As pessoas Sensíveis"
As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas

O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra

«Ganharás o pão com o suor do teu rosto»
Assim nos foi imposto
E não:
«Com o suor dos outros ganharás o pão»

Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito

Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem

Livro Sexto (1962)
Analíse temática/ideológica:
Introdução:
Na primeira quadra, numa expressão irónica, coloca os dois lados das pessoas que se dizem "sensíveis" por serem incapazes de matar galinhas, mas são capazes de as comer.

Desenvolvimento:
Nas segunda, terceira e quarta estrofes, a autora utiliza citações bíblicas para transmitir a injustiça e a falta de humildade por parte dos ricos, que exploram os pobres.


Conclusão:
No último dístico, dá a entender que todo o poema é uma ironia.


Figuras de estilo:

1º estrofe- Ironia
2º estrofe- Metáfora "O dinheiro cheira a pobre e cheira / À roupa do seu corpo"
3º estrofe- Sinédoque (em pão, suor, rosto); Antítese "Ganharás o pão com o suor do teu rosto" que se opõe a "Com o suor dos outros ganharás o pão"
4º estrofe- Apóstrofe "Ó vendilhões do templo"
5º estrofe- Apóstrofe "Perdoai-lhes Senhor"
Análise formal
Esquema rimático:
abab/cdedecefe/gghh/ijlm/no Cruzadas- a; b; e; d
Interpoladas- c;
Emparelhadas: g; h ;
Solto/branco: f; i; j; l; m; n; o

Estrofes:
1º - Quadra/2º- Nona/3º- Quadra/4º- Quadra/5º-Dístico
Métrica:
Verso maior- “Das grandes estátuas balofas e pesadas” – verso livre Verso menor- “E não:”- monossílabo
Classes das palavras que rimam:
Pobres- a; b; c; d; g Ricas- e; h
Sons que rimam:
Toantes: e; h Consoantes: a; b; c; d; g

Biografia:
Sophia de Mello Breyner nasce a 6 de novembro 1919 no Porto.
Entre 1936 e 1939 estuda Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publica os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia.
Autora de livros de poesia, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana.
Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu, aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004, em Lisboa,2 3 no Hospital da Cruz Vermelha. O seu corpo foi sepultado no Cemitério de Carnide, aguardando aprovação na Assembleia da República para trasladação para o Panteão Nacional.

Sophia de Mello Breyner
"As pessoas sensíveis"

Ana Eusébio, nº1
Beatriz Costa, nº5
Inês Maio, nº14
9ºT5

Disciplina: Português
Professora:
Trindade Castro

"Assim também é a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma." Tg 2.17
A situação política e social de Portugal e a sua experiência vivida numa época de repressão e perseguição levam Sophia a exprimir com rigor a sua luta pela justiça e pela verdade. Numa linguagem directa e clara, tenta que o homem adquira uma verdadeira consciência da sua relação com a natureza e com os outros, e de luta contra todas as formas de escravidão. Rejeita a fatalidade dos seres e acredita na força da verdade contra a opressão e contra a situação de submissão que divide o mundo em duas grandes classes: dos poderosos exploradores e dos fracos explorados.

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada

Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo

Geografia (1967)
Esta Gente
Webgrafia
http://lusofonia.com.sapo.pt/literatura_portuguesa/sophia.pdf

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen
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