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Ditadura Militar na Guatemala

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by

Gabriel Rodrigues dos Santos

on 28 October 2013

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Transcript of Ditadura Militar na Guatemala

Ditadura Militar na Guatemala
Motivação do Regime
A Ditadura Militar na Guatemala foi um regime que durou de 1954 até 1996. A motivação deste regime surgiu quando o presidente Jácobo Rubenz Gúzman, foi acusado de ser comunista pelos Estados Unidos. Jácobo se tornara presidente após o fim do mandato de Juan José Arévalo Bermejo, que havia sido o primeiro presidente eleito na história da Guatemala, após a derrubada de uma ditadura que havia estado em vigor desde a independência do país. Entre os motivos do presidente Jácobo ser acusado, fora a implantação da reforma agrária no país (com o conhecido Decreto 900), onde retirara empresas internacionais para as terras serem dadas aos cidadãos, entre elas, a “United Fruit Company”, uma empresa americana, a qual muitos pensam ser o verdadeiro motivo dos Estados Unidos se envolverem na derrubada do governo de Gúzman, para proteger o patrimônio dela. A C.I.A. aplicou a operação P.B.S.U.C.E.S.S. em 18 de Junho de 1954 e terminou no dia 27 do mesmo mês.
O Comando do Regime
O primeiro presidente após a operação, foi o Coronel Carlos Castillo Armas, que ajudara na derrubada de Arbenz. Ele governou até que foi assassinado em 1957 por um membro de sua guarda pessoal, três anos após sua posse, sua ação mais marcante no poder foi o cancelamento do Decreto 900. Após a morte de Armas, o General Miguel Ydigoras Fuentes se tornou presidente a partir de uma eleição fraudada. Fuentes fez várias mudanças em seu governo, entre eles, cortou relação com Cuba após Fidel Castro ter assumido o poder, além de ter abrigado agentes americanos que mais tarde aplicariam a fracassada invasão da Baía dos Porcos. O Ministro de Defesa, Enrique Azurdia, iniciou um golpe que terminou com a deposição de Fuentes, em 1963. Depois de um golpe interno apoiado pelo governo Kennedy, que impediu que Arbenz voltasse, Julio César Montenegro foi eleito presidente, sendo o único presidente civil deste período, sob uma bandeira de "abertura democrática", entretanto foi o período de mais influência militar dos Estados Unidos...
Em 1970, com a eleição do Coronel Carlos Arana Osorio, foi o momento de mais revoltas guerrilheiras, mesmo que já estivessem ocorrendo desde o começo do regime. Osorio declarou "Estado de Sítio", isto é, suspender os poderes Legislativo e Judiciário, dando total poder ao chefe do Executivo. No tempo em que Osorio esteve no poder, houve o maior número de pessoas desaparecidas, torturadas e assassinadas, tanto que o número estimado de pessoas mortas durante seu governo é de em torno de vinte mil guatemaltecos. Em 1972, um terremoto ocorreu, que causou mais de vinte e cinco mil mortes, mas o governo não reagiu para ajudar as vítimas, isto causou uma insatisfação generalizada. Houve cada vez mais rebeldia por parte da população, até que o Presidente Jimmy Carter, dos Estados Unidos, ordenou que não houvesse nenhuma ajuda dada ao governo da GUatemala, mas hoje em dia há evidências que indicam que ainda havia ajuda sendo dada secretamente.
Guerra Civil e Liberação do Regime
A Partir da década de 1980, ocorreu uma intensificação nas guerrilhas, quando vários grupos de guerrilha se juntaram, levando elas até as cidades. No anos de 1996, as guerrilhas foram oficialmente encerradas, através de um acordo de paz, mediado pela ONU, entre os guerrilheiros e o governo da Guatemala. A contagem de corpos estimadas durante todo o período de regime e o das guerrilhas, é em torno de duzentos mil, não é certo, pois ainda há muitos registros do período que não foram abertos. Somente em 2011 o país pediu desculpas formais à Jacobo Árbenz Guzmán, restaurando uma boa imagem a ele nos livros de história.
Jacobo Árbenz Gúzman
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