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Apresentação Reuven Feuerstein

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by

Hellen Vieira

on 5 November 2014

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Transcript of Apresentação Reuven Feuerstein

REUVEN FEUERSTEIN
BIOGRAFIA:

Nasceu em 21 de agosto de 1921, em Botosan, uma pequena cidade da Romênia;

Pertencia a uma Família judia. Era o 5º de 8 irmãos (2 mulheres e 5 homens);

Seu pai era um erudito em estudos judaicos, chefe do culto e rabino;

Aos três anos já falava duas línguas e aprendeu a ler nos textos sagrados, passando a presidir as celebrações entre seus irmãos;
REUVEN FEUERSTEIN
BIOGRAFIA:
Estudou e trabalhou em uma escola em Bucarest (capital da Romênia) até 1944, quando emigrou para Israel, onde casou-se com Bertha Gugenheim com quem teve quatro filhos;

Em Israel, começou a trabalhar com crianças órfãs chegadas da Europa, inclusive de campos de concentração;

Em 1949 pega uma tuberculose e é enviado para tratar-se na Suíça. Durante o internamento de sete meses aproveita para aprender francês, inglês e alemão;
REUVEN FEUERSTEIN
BIOGRAFIA:
Em 1950 retoma seus estudos e, em Genebra - Suiça, estuda sob a direção de Piaget, Inhelder e Usteri;

O encontro com Piaget faz com que Feuerstein escolha sua escola, porém discordando em alguns pontos de seu mestre.

Em 1952 recebe o diploma de Psicologia geral e clínica, e em 1954 obtém a licenciatura em Psicologia;

Em 1970 obtém seu doutorado na Universidade de Sorbonne, na França.
REUVEN FEUERSTEIN
BIOGRAFIA:
Foi professor de psicologia na Universidade de Bar-llan - Israel. Professor adjunto da Universidade de Vanderbilt e no Colégio de Educação Peabody, nos EUA.

Fundou com os professores David Krasilowsky, Yacob Rand e Simon Tuchman o Instituto de Pesquisa: Hadassa Wizo Canadá - Jerusalém, hoje ICELP (Centro Internacional para o Desenvolvimento do Potencial de Aprendizagem);

Em 1980 publica o PEI - Programa de Enriquecimento Instrumental e o LPAD Avaliação Dinâmica da Propensão para o Aprendizado, seu modelo de psicodiagnóstico;
REUVEN FEUERSTEIN
BIOGRAFIA:
Em 1988 lança a obra: "Não me aceite como eu sou...“, síntese de suas pesquisas educativas sobre o autismo e a Síndrome de Down;

Recebeu inúmeros prêmios. Destacando-se: Em 1992, o Prêmio Israel em Educação; e, em 2012, a indicação para o Prêmio Nobel da Paz.
REUVEN FEUERSTEIN
OBRAS:
Há outras obras, em português, de outros autores, que aprofundam aspectos da teoria de Feuerstein, como:
Autores:
Marcos Meier e
Sandra Garcia
Autores:
Gislaine Coimbra
Budel e Marcos Meier
Autor:
Cristiano Gomes
TEORIA DA MODIFICABILIDADE COGNITIVA ESTRUTURAL - TMCE
Baseia-se na
modificabilidade
, na
flexibilidade
da
estrutura cognitiva
, isso baseado no pressuposto de que a mente humana é plástica, flexível e aberta a mudanças, dotada de potencial e de propensão natural para a aprendizagem.
TEORIA DA MODIFICABILIDADE COGNITIVA ESTRUTURAL - TMCE
Paradigmas que fundamentam a TMCE:

A modificabilidade é uma condição filogenética da espécie humana, pertinente a todos os seres humanos.

A modificabilidade é proporcionada pelo fator sociocultural.
Elementos básicos que sustentam a natureza da modificabilidade cognitiva:

1 – Permanência:
Diz respeito a duração estável das mudanças. Os novos padrões de qualidade mental devem ser interiorizados em fluxo contínuo e permanente. Sem permanência a mudança não gera modificabilidade.
TEORIA DA MODIFICABILIDADE COGNITIVA ESTRUTURAL - TMCE
Elementos básicos que sustentam a natureza da modificabilidade cognitiva:

A
permanência
é alcançada a través de três pontos:
Duração:
Diz respeito ao tempo necessário para que a mudança atinja toda estrutura cognitiva.
Frequência:

Refere-se ao número de vezes que o aparato cognitivo é forçado a modificar seus padrões.
Intensidade:

Refere-se a força com que a estrutura se vê forçada a mudança.
TEORIA DA MODIFICABILIDADE COGNITIVA ESTRUTURAL - TMCE
Elementos básicos que sustentam a natureza da modificabilidade cognitiva:

2 – Penetrância:

Refere-se a potência da mudança. Os três pontos fundamentais que nos levam a permanência – duração, frequência e intensidade – propiciam que as mudanças adquiram penetrância, tornando-se uma mudança estrutural.
TEORIA DA MODIFICABILIDADE COGNITIVA ESTRUTURAL - TMCE
Elementos básicos que sustentam a natureza da modificabilidade cognitiva:

3 – Centralização:

Diz respeito a uma auto-regulação da estrutura, que baseia-se no princípio da flexibilidade adaptativa. Em geral não é encontrada em pessoas com maiores dificuldades de aprendizagem.
TEORIA DA MODIFICABILIDADE COGNITIVA ESTRUTURAL - TMCE
PRIVAÇÃO CULTURAL: FATOR PARALIZADOR DA MODIFICABILIDADE

Para Feuerstein a causa central das barreiras no processo de aprendizagem e na organização do pensamento é a “síndrome de privação cultural”, que se define como privação do indivíduo em sua própria cultura, a falta de interação social significativa que lhe forneçam os instrumentos favoráveis aos desenvolvimento cognitivo humano, o que pode causar retardo ou impedimento do desenvolvimento.
EXPERIÊNCIA DE APRENDIZAGEM MEDIADA- EAM

A inteligência é promovida, assim como é tornada plástica, pela interação humana.

Nem toda transmissão cultural se congufigura como EAM, mas toda EAM se qualifica como uma transmissão cultural.
A transmissão cultural impões duas características:

1 – Transmissão de informações:
engloba o meio comunicacional e os conteúdos das informações.

2 – Transmissão do “algo mais”:
essa característica engloba a EAM. Aqui não importa tanto o conteúdo da informação transmitida e sim relação estabelecida entre emissor e receptor, no sentido de que tal relação implica a mobilização do processo de aprendizagem.
O MEDIADOR

O mediador tem intenção clara que é estimular o receptor a perceber como ele percebe. Ele seleciona, filtra, organiza, nomeia, dá significados ao mundo dos objetos, transmitindo sua visão de mundo para que o mediado possa estabelecer a sua própria visão e isso se dá no conflito entre os conhecimentos prévios do mediado e o saber do mediador que produz uma nova forma de interpretação por parte do mediado.
DOIS CAMINHOS DO CONHECIMENTO: APRENDIZAGEM MEDIADA E EXPOSIÇÃO DIRETA

Para Feuerstein é a presença do mediador que irá ativar o sistema cognitivo e provocar nele uma construção estrutural e flexível.

O esquema de Feuerstein resume-se dessa forma:
CRITÉRIOS DO PROCESSO MEDIACIONAL


Alguns critérios são fundamentais para que haja mediação. A falta de um desses critérios inviabiliza a qualidade de mediação em uma relação interativa. São eles:
CRITÉRIOS DO PROCESSO MEDIACIONAL

1 – Mediação de intencionalidade e reciprocidade:

Para que haja uma experiência mediada, é necessário que o mediador tenha uma intenção com relação o mediado. Em uma mão dupla, essa intenção deve ser incorporada pelo mediado.
CRITÉRIOS DO PROCESSO MEDIACIONAL

2 – Mediação de significado:


Aqui reside toda transmissão mediada de valores, atitudes culturais e pessoais do mediador para com o mediado. É o fator de interação que mais mobiliza o aspecto afetivo, envolvendo toda crença de mundo do mediador e do mediado.
CRITÉRIOS DO PROCESSO MEDIACIONAL

3 – Mediação de transcendência:

A Transcendência ocorre quando mediador e mediado caminham para a além da situação dada, buscando relações entre o conhecimento adquirido e as possibilidades para o futuro, em termos de projeções e generalizações, disponibilizando-o para situações futuras.
CRITÉRIOS DO PROCESSO MEDIACIONAL

Os três critérios apresentados até o momento demarcam os limites de uma interação e transmissão cultural que realmente se caracteriza como EAM. Os demais critérios são fundamentais para qualificarmos se uma interação é ou não uma experiência de mediação.
CONTRIBUIÇÕES DE FEUERSTEIN A EDUCAÇÃO

Feuerstein rompe paradigmas inatistas no campo do estudo cognitivo, contestando, por exemplo, a crença de que a idade e as anomalias cromossômicas sejam determinantes irreversíveis que impedem, no ser humano, o desenvolvimento pleno dos processos mentais complexos.
CONTRIBUIÇÕES DE FEUERSTEIN A EDUCAÇÃO

Sua teoria incita à esperança, à dedicação ao outro, ao inconformismo face às dificuldades.
CONTRIBUIÇÕES DE FEUERSTEIN A EDUCAÇÃO

O ser humano é modificável, não importando grau de instrução, idade, deficiências intelectuais ou mentais, apontou ideias de plasticidade cerebral e potencialidade humanas, todos temos potencial de ir além. Trouxe um novo olhar para aqueles, que eram vistos como incapacitados, ou sem espereça de elevar seu grau de aprendizagem.
CONTRIBUIÇÕES DE FEUERSTEIN A EDUCAÇÃO

Apontou a “síndrome de privação cultural”, como um dos fatores determinantes do não desenvolvimento cognitivo das crianças, e a para explicar e desenvolver essa deficiência, criou a EAM que trouxe grandes benefícios ao aprendizado, através da interação.

A mediação como instrumento de aprendizagem, eficaz e ativo.
CONTRIBUIÇÕES DE FEUERSTEIN A EDUCAÇÃO

“O educador é peça-chave. Ele transmitirá os valores, as motivações, as estratégias. Ajudará a interpretar a vida. Nós, educadores, estamos mais em jogo do que a criança e jovens. Se não formos capazes de ensinar, será impossível aprender”. FEUERSTEIN, 1994.
REUVEN FEUERSTEIN
BIOGRAFIA:
REUVEN FEUERSTEIN
OBRAS:
Seu primeiro livro em língua portuguesa foi publicado pela editora Vozes:
Principais em inglês:

Don’t Accept me as I am – Helping the Low Functioning Person Excel (edição revisada), by Reuven Feuerstein, Y. Rand, & Ra. S. Feuerstein. ICELP, 2006.

Dynamic Assessment of Cognitive Modifiability (edição revisada), by Reuven Feuerstein, Y. Rand, L. Falik & Ra. S. Feuerstein, ICELP, 2003

The Feuerstein Instrumental Enrichment Program (edição revisada), by Reuven Feuerstein, Y. Rand, L. Falik & Ra. S. Feuerstein, ICELP, 2006.
REUVEN FEUERSTEIN
Obrigado!
EXPERIÊNCIA DE APRENDIZAGEM MEDIADA
Feuerstein recebeu do recentemente fundado estado de Israel a tarefa de cuidar da educação das crianças e adolescente sobreviventes ao holocausto.

Feuerstein aplica nessas crianças testes tradicionais, como o de QI e também provas Piagetianas, para verificar o nível intelectual das crianças.

A partir de suas experiências Feuerstein consolida o paradigma de que a inteligência é promovida, assim como é tornada plástica, pela interação humana.
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