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Aula 2 - Teoria Organizacional

Aula Mestrado - FURB 2013
by

Eduardo Villar

on 9 August 2013

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Transcript of Aula 2 - Teoria Organizacional

Teorização Organizacional, Contingência Estrutural e Ecologia Organizacional
Agenda:
1 - Teorização Organizacional
2 - Teoria da Contingência Estrutural
3 - Ecologia Organizacional

Adriana, Anandra, Arlan, Eduardo e Jonas

A modernização instigada pelo capitalismo trouxe mudanças significativas para a política, economia e sociedade.

Teorização Organizacional:
um campo historicamente contestado

Estudos Organizacionais tem suas origens históricas nos escritos do século XIX;
Saint Simon antecipou e interpretou as transformações ideológicas e estruturais geradas pelo capitalismo
Pontos de Intercecção
Teoria da Contingência Estrutural
Construir um paradigma coerente para a análise da estrutura das organizações, permitindo a construção de um corpo de conhecimento científico.

Objetivo Geral
O relacionamento entre os membros da organização pode ser considerado como a estrutura da organização, incluindo:
a) Relacionamento de autoridade subordinação;
b) Comportamentos requeridos pelos regulamentos;
c) Padrões adotados na tomada de decisão, como:
- descentralização;
- padrões de comunicação;
- padrões de comportamento.

Itens iniciais de destaque
Ecologia Organizacional
Até a metade dos anos 70
A abordagem predominante na TO e gerenciamento enfatizava a mudança adaptativa nas organizações.
Quando o ambiente organizacional muda, líderes ou coalizões dominantes alteram as características organizacionais para responder as demandas do ambiente.

Processos Institucionais
Dinâmica da população e dependência da densidade
Modelo de dependência da densidade na dinâmica das populações.
Quando a dinâmica e a densidade populacionais são modeladas conjuntamente, os efeitos dinâmicos da população são geralmente mais fracos e menos robustos.

É o número de fundações e fracassos prévios em uma população, o número de organização na população.
Inicialmente, fundações anteriores sinalizam um nicho fértil para empreendedores potenciais, encorajando novas fundações. Conforme, porém, as fundações aumentam, a competição por recursos também aumenta, desencorajando as novas fundações.

Os fracassos anteriores são prognosticados como tendo um efeito curvilíneo similar sobre as fundações.
Primeiramente, os fracassos liberam recursos que podem ser reutilizados em novas fundações criações.
Mas fracassos adicionais sinalizam um ambiente hostil, desencorajando novas fundações.
Criações e fracassos prévios podem também diminuir taxas de fracasso.

Seminário de Teoria das Organizações
Entre o fim do século XIX e o início do XX crescem as unidades organizacionais.

(WOLIN, 1961)

Homem não determina a ordem

Saint Simon

Natureza das Coisas

Princípios científicos

ORGANIZAÇÕES COMO FORMA DE PODER

Raízes históricas dos estudos organizacionais ganhou expressão a partir da 2ª metade do século XIX.

(REED, 1985)

Triunfo da
Ciência sobre a Política

X

Necessidades coletivas e vontades individuais

Organizações

(WOLIN, 1961)

Resolver conflitos

Combinando processos decisórios coletivos e interesses individuais

Garantiam



Ordem social e a liberdade pessoal

(STORING, 1962)

Organizações



(WOLIN, 1961)
Meio de impor poder, estrutura e uniformização à sociedade

Método de controle social

Organização


Nos anos 50 e 60 distribuía-se confiança na identidade intelectual do racionalismo.


Enquanto nos anos 80 e 90 predominam incertezas e confusão sobre o mérito dos estudos organizacionais

Incertezas

Ciência Comum
Ciência Revolucionária
(GOLDNER, 1980)

A criação de uma teoria é uma prática intelectual situada em dado contexto histórico.

Organização da Teoria
Para Strettom (1969), bebemos a racionalidade desde as primeiras gotas de leite materno.


Triunfo do Racionalismo
A divisão do trabalho é o alicerce da organização, a razão pelo qual existe.
A organização deve ser um instrumento dirigido para a solução de problemas coletivos, de ordem social ou gestão, trazidos por Taylor, Fayol, Urwick e Brech.



Supõe-se Saint Simon como sendo o primeiro teórico organizacional, sendo inclusive o que observou padrões organizacionais modernos.

Nos anos 30 e 40 as organizações racionalísticas eram incapazes de resolver problemas de integração social.

Redescobrindo a comunidade
A missão da organização é não apenas prover bens e serviços, mas também criar companheirismo. (WOLIN, 1961)

Provável solução através da Teoria das Relações Humanas

Escritos de Mayo e de outros teóricos das Relações Humanas trazem a tona a identificação do isolamento social e de conflitos.

Sociedade e organização eficaz são aquelas capazes de facilitar e sustentar a realidade social e psicológica, promover a cooperação espontânea, frente as mudanças que ameaçarão a integração do indivíduo na comunidade.
Custo Transação: Análise do meio externo e ajustes em seu meio interno para adaptar-se as pressões
Ecologia populacional: Seleção de uma
organização em detrimentos as demais
As teorias organizacionais baseadas no mercado surgem nos anos de 70 e 80, em uma tentativa de Barnard trazer uma concepção sistêmica racional e natural, com analise do custo de transação e a ecologia populacional.
Entra em cena o Mercado
Ignorados por este modelo

Elementos externos

Valor individual ou grupais

Conflitos, dominação e poder

Interesses do sistema
Entra em cena o Mercado
O modelo organizacional sob a perspectiva do poder conflita com outros modelos, haja visto que conceitua que no ambiente organizacional existe a luta constante pelo poder.

Faces do Poder
(LUKES, 1974)


Episódico
Manipulativo
Hegemônico

Múltiplas Facetas do Poder
Ações sociais institucionalizadas e estruturada de inteirações e alianças táticas, promovendo mutações a certa instabilidade ao poder.

Conhecimento é poder
Teoria Pós-Estruturalista

Teoria Tomada de Decisão Neoracionalista

Teoria Pós-Modernista
(Cultura e Simbolismo)

Teoria Rede-Ator

Conhecimento

Conhecimento é poder
O modelo institucional analisa as formas pela qual a ação é estruturada e a ordem é viabilizada por sistemas compartilhados de regras, não podem ser reduzidas como consequência direta de reproduções individuais.

A teoria institucional tem como preocupação central o processo cultural e político por meio do qual indivíduos e seus valores são institucionalmente construídos.
A teoria institucional tem como preocupação central o processo cultural e político por meio do qual indivíduos e seus valores são institucionalmente construídos.
Imagens da Justiça
Espinha dorsal de análise em seis estruturas narrativas (racionalidade, integração, mercado, poder, conhecimento e justiça) podem ajudar a interpretar essas estruturas como tentativas contestadas de representação de organização.
Debate atuação/estrutura
Os que privilegiam a atuação buscam um entendimento da ordem social e organizacional que saliente que os seres humanos criam e reproduzem as organizações.

Debate teórico a respeito de explicações rivais sobre conceitos de atuação e estrutura (conceitos chave de características organizacionais);
Eos que privilegiam a estrutura chamam a atenção para a importância dos padrões e das relações externas que determinam a interação social dentro de formas institucionais específicas.
Debate construtivista/positivista
Debate epistemológico entre construtivismo e positivismo e as implicações que geram para a natureza e caráter do conhecimento que os estudos organizacionais produzem.
A organização pode ser explicada por princípios gerais ou leis que governam o seu funcionamento (narrativa racional). A organização como um artefato socialmente construído (narrativa construtivista).
Debate local/global
Debate analítico sobre a prioridade relativa a ser conferida nos estudos organizacionais ao nível local em oposição ao global.
As abordagens teóricas desenvolvidas com base nas estruturas de poder, conhecimento e justiça dão destaque a processos e práticas a nível local. As abordagens racional, integracionista e de mercado tem uma concepção mais global da realidade organizacional.
O debate individualista/coletivista
No individualismo a organização é uma criação não intencional de atores individuais que seguem os desígnios de seus objetivos políticos e instrumentais. No coletivismo a organização é uma entidade objetiva que se auto-impõe aos atores que devem obedecer aos seus comandos.
Debate normativo de concepções ideológicas rivais que competem pela noção de viver bem nas sociedades modernas.
Pontos de Exclusão
Os pontos de intersecção deixam excluídos alguns aspectos da vida organizacional que podem adquirir um significado estratégico se observados de maneira diferente, são eles: gênero, raça e etnicidade, tecnociência, desenvolvimento global e subdesenvolvimento.
Gênero
As categorias, conceitos e teorias com as quais a análise organizacional geralmente lida não permitem reconhecer o fato de que as estruturas e processos organizacionais são permeados por relações e práticas de poder baseadas no gênero.
Raça e etnicidade
Está apenas começando a surgir na literatura como tópico de debate e se refere a terminologias biológicas (preto, branco) geográficas (americano africano, americano asiático) e históricas (americano nativo, indígena).
Tecnociência
Os pesquisadores organizacionais começam a se sensibilizar para os novos campos organizacionais e cenários institucionais nos quais os desenvolvimentos científicos e tecnológicos se combinam para criar novas formas de apropriação e mecanismos de decisão.
Desenvolvimento global e subdesenvolvimento
O terreno da globalização econômica, política e cultural dominado pelo Ocidente e os seus impactos nos países de primeiro e terceiro mundo são temas pouco explorados nas análises contemporâneas das organizações.
Teorizando sobre Organizações: Vaidades ou Pontos de Vista?
De acordo com Fachin e Rodrigues o texto de Michael Reed traz o estado-da-arte dos estudos organizacionais, ele aborda historicamente os diversos temas, os diferentes contextos e as distintas metodologias desse campo de estudos.
Reed classifica a teorização organizacional em perspectivas que acentuam: racionalidade, integração, mercado, poder, conhecimento e justiça, num terreno historicamente contestado, trazendo diferentes visões do que são as organizações e como elas devem ser estudadas e compreendidas.
Essa maneira de apresentar a teoria permite ao leitor brasileiro perceber as diferentes ênfases teóricas e se inserir na comunidade mundial de estudiosos, contribuindo para melhorar os conhecimentos em administração que expliquem melhor a nossa realidade, chamando a atenção para a necessidade de uma teoria administrativa brasileira, defendida desde Guerreiro Ramos.
Apresentar o estado-da-arte ajuda o leitor brasileiro a identificar a evolução teórica dos estudos organizacionais. As obras brasileiras não dão muita ênfase ao referencial teórico, isso pode ser explicado talvez pela facilidade de acesso às obras clássicas e a dificuldade de acesso aos textos que também fazem parte da evolução teórica.
O Brasil tem potencial para o desenvolvimento de uma teoria administrativa independente pelo tamanho da economia e diversificação do setor privado, bem como mais de 20 anos de sistema de pós-graduação. Porém, pouca produção nacional é mostrada nos periódicos internacionais.
O conhecimento brasileiro sobre organizações é fortemente influenciado pelo pensamento anglo-saxônico. Estudos da trajetória da produção brasileira entre os anos de 1961 a 1993 apontam que a maior parte da produção brasileira é reprodução do pensamento americano e é limitada para explicar a realidade brasileira.
Há a necessidade de uma comunidade mais efetiva de estudos organizacionais, mas ela é dificultada pela fragmentação das áreas de estudos e as deficiências na estruturação geral da área.
Nos artigos brasileiros a escolha da literatura para a revisão teórica privilegia os escritos internacionais de origem americana ou britânica, não por eles apresentarem maior capacidade de explicar o problema estudado, mas por ter maior legitimidade no circuito internacional.
Dessa maneira, a conversação de teorias dentro do quadro nacional ainda é raramente desenvolvida, assim como a prática de contestar os trabalhos dos colegas, as ideias parecem ás vezes sair do nada, sem a preocupação com o que já foi dito sobre a matéria.
Traçar os contornos da teoria contingencial da estrutura organizacional e mostrar como a pesquisa dentro desse paradigma evoluiu na forma da ciência normal.


Isto ocorre tanto na organização formal como na informal (Penning, 1992)
Itens para Debate
A estrutura da contingência diz que não há um estrutura organizacional única para todo tipo de organização. A estrutura vária conforme a sua estratégia e o seu tamanho físico e funcional.

Estratégia, tamanho, incerteza com relação as tarefas e tecnologia.


Fatores Contingenciais

Identificar fatores contingenciais particulares aos quais cada aspecto da estrutura organizacional precisa adequar-se.


Tarefa a Pesquisa Contingencial


Datas Importantes da Contingência Estrutural

A estrutura organizacional era dominada pela Escola Clássica da Administração, dizendo que somente teria um único tipo de estrutura organizacional para todos os tipos de organização;

Até final dos anos 1950
Isto foi combatido pela Escola as Relações Humanas, fazendo com que o gerente pudesse evocar de maneira mais atenciosa a cooperação do empregado;


A partir de 1930
As teorias contingenciais desenvolveram-se sobre tópicos como decisões em pequenos grupos e lideranças. A resolução de problemas seria mais eficaz numa estrutura menos centralizada e mais rica em comunicação e conhecimento (PENNINGS, 1992, p. 276).


Entre 1950 a 1960
Itens Importantes para Debate

A ideia é que estrutura organizacional menor centraliza habilidades, controle de tarefas comunicação, equipes flexíveis e participativas, reduz incertezas e evita a inovação.

O significado da incerteza da tarefa deriva da percepção de que quanto mais incerta a tarefa, mais informações tem que ser processada [...] (GALBRAITH, 1973).



Quanto mais incerta a tarefa, menos suscetível de programação serão as atividades e trabalho e mais se apoiarão em arranjos.
Hipótese Central da Teoria da Contingência


As tarefas de baixa incerteza são executadas mais eficazmente por meio de uma hierarquia centralizada, pois isso é mais simples, rápido e permite uma coordenação estrita mais barata.

O resultado da alta incerteza do ambiente e das tarefas na organização significa que a cooperação espontânea entre equipes de especialistas, isto é, a estrutura orgânica é mais efetiva.


Burns e Stalker (1961) em estudos de uma indústria eletrônica Woodward (1965) em estudos diversos em indústrias manufatureiras, nos resultados encontrados, sustentaram que o futuro pertenceria ao Estudo de Administrar Orgânico de Relações Humanas, e que isto seria imposto pela evolução tecnológica.


Autores de Destaque que se Apóiam a Burns (1961) e a Woodward (1965)

Lawrence e Larsh (1967) – determinam que a taxa de mudança ambiental afeta a diferenciação e a integração da organização;
Hage (1965) – sua teoria axiomática diz que em organizações centralizadas e formalizadas se obtém auto-eficiência, porém baixos índices de inovação, no qual isto muda para a organização descentralizada;

Persow (1967) – diz que quanto mais codificado o conhecimento utilizado na organização quanto menos exceções encontradas nas operações, mais o processo decisório pode ser centralizado.

Thompson (1967) – argumenta que organizações tentam isolar suas principais tecnologias de produção num sistema fechado pra emprestar-lhes eficiência, defendendo-as do meio ambiente;

Autores de Destaque que se Apóiam a Burns (1961) e a Woodward (1965)

Blan (1970) – afirma que as organizações crescem em tamanho (empregados), de modo que se estruturam de forma mais elaborada, em um crescente número de subunidades, tais como mais divisões, mais seções por divisão, mais níveis
Egelhoff (1988) – desenvolve uma teoria da contingência formal baseada nas exigências de processamento de informação.


A teoria que serve de base para entender o paradigma de pesquisa é o funcionalismo sociológico (BURREL; MORGAN, 1979).


O Paradigma de Pesquisa da Teoria da Contingência Estrutural

A ênfase na adaptação da organização a seu ambiente faz a teoria da contingência estrutural parte do funcionalismo adaptativo.

Aspectos das Pesquisas Contingenciais

Maior importância a definição operacional de conceitos;
Crescente atenção para a confiabilidade das medidas;
Os modelos teóricos utilizados para explicar um aspecto da estrutura organizacional evoluíram do uso de apenas um único fator contingencial;
A análise dos dados utiliza estatística mais sofisticada.
A teoria a evidência empírica utilizadas na teoria da contingência estrutural são positivistas, na qual a organização deve ajustar sua estrutura a fatores materiais, tais como tamanho tecnologia.
O funcionamento adaptativo, o modelo da adequação da contingência e o método da adequação da contingência e o método comparativo constituem o coração do paradigma da teoria da contingência estrutural.

A fase de ciência normal: replicação e generalização
Estudos posteriores (replicação) confirmou que o tamanho é a principal contingência para a estruturação burocrática das atividades organizacionais.
Dinâmica da Causalidade
A teoria do paradigma da contingência enfoca apenas fatores contingenciais e estruturais. Os críticos dizem que isto é só uma abordagem. Para ter uma teoria certa, Donaldson (1987) estabelece uma teoria comum e subjacente a todas sendo a teoria da adaptação para readquirir adequação, e ela sustenta haver adequação entre cada contingência e um ou mais aspectos da estrutura organizacional de forma que a adequação afeta positivamente o desempenho e a inadequação afeta este negativamente.
O ciclo de adaptação é
Adequação
Mudança da contingência
Nova Adequação
Adaptação estrutural
Inadequação
Dinâmicas de Estratégia e Estrutura

A explicação da correlação entre estratégia e estrutura é funcionalista de que há adequação entre certas estruturas e certas estratégias.
A adequação é a causa e o desempenho é o efeito. Estar adequado leva a um desempenho e, assim, a adequação deveria ser a causa e o desempenho ser a conseqüência.
Para Debate

A teoria da contingência sustenta que a estratégia leva a estrutura. Hall e Saias (1980) falam que é a estrutura eu leva a estratégia.
Escolha estratégica

Quando uma mudança de estratégia produz uma nova adequação, isto não se deve ao fato de que se preferiu alterar a estratégia para satisfazer estrutura existente, na verdade, tratou-se de um retorno a uma estrutura funcional porque foi decidido que se deveria reduzir o nível de diversificação, pois a estratégia diversificadora tinha acabado de gerar queda de desempenho.

Itens para Debate
A teoria da escolha estratégica fornece-nos o estímulo para um exame mais detido de vários itens na teoria da contingência estrutural.


Resultados de testes feitos por Donaldson (1987) em 5 países (França, Alemanha, Japão, Reino Unido e EUA)

O autor analisou dados de estratégia e estrutura no qual 87 empresas for pesquisadas sobre a mudança da adequação para a inadequação:

83% aumentaram o seu nível de contingência estratégica sendo mais diversificada;

39% mudaram suas estruturas em sentido de inadequação;

9% mudaram suas estruturas em sentido de adequação;

Daquelas que mudaram sua estrutura, 72% moveram-se da inadequação para a adequação e 5% fizeram o contrário.

Frequentemente exibe um aspecto negativo que consiste em procurar assegurar um papel para a escolha gerencial mostrando que administradores escolhem estruturas que não são as mais apropriadas (ótimas) para a situação (CHILD, 1972b).



Reflexões sobre o Paradigma da Teoria da Contingência Estrutural


Muitos pesquisadores aceitam basicamente teoria contingencial da estrutura e acrescentam variáveis e interpretações dos paradigmas estruturais mais novos, tais como a teoria institucional, porém de maneira eclética. Esse ecletismo resulta no colapso das várias teorias que não logram erigir-se em paradigmas e acaba sendo rejeitado pelos adeptos mais radicais das diversas teorias. E, todo esse ecletismo pode estar tornando-se grande utilidade para a teoria da contingência estrutural (ALDRICH, 1992).


O Desafio de Outros Paradigmas



A teoria da contingência estrutural;

A teoria da dependência de recursos;

A teoria institucional;

A teoria da ecologia populacional;

A teoria do agenciamento;

A teoria os custos econômicos de transação.

Nova Técnica: Teoria da Contingência Estrutural
Lex Donalson postula ser a Teoria da Contingência Estrutural não só um conjunto respeitável de conhecimentos acumulados na área organizacional, mas possivelmente a maneira adequada de se construir uma “ciência” organizacional.
O fato de a Teoria da Contingência Estrutural situar-se confortavelmente no interior de um paradigma funcionalista auxiliou para que pudesse assumir as características kuhnianas da “ciência normal”.
A Teoria da Contingência, baseada na análise organizacional gera 2 variáveis: tamanho e meio ambiente.

A medida que a ideia de paradigma de Kuhn implica senão a suspensão, pelo menos o amortecimento do senso crítico, pois quando um paradigma “triunfa” ele tende a ser sofregamente abraçado pela comunidade científica, podendo constatar que isto de fato ocorreu com o contingencialismo voltado a explicação de estrutura em nosso mundo de administração e análise organizacional.
Ecologia Organizacional
Abordagem teórica e empírica das ciências sociais, especialmente utilizada em estudos organizacionais.
Utiliza conhecimentos da biologia, economia,  e sociologia, e emprega a análise estatística para tentar entender as condições em que as organizações surgem, crescem e morrem. 
Inspiração: Porque há tantos tipos de organizações
Hannan e Freeman (1977:936), ecólogos organizacionais procuram explicar como as condições políticas, econômicas e sociais afetam a relativa abundância e diversidade de organizações e tentam justificar sua composição mutante ao longo do tempo.
A pesquisa é iniciada sob três observações
1) diversidade é uma propriedade dos agregados de organizações,
2) organizações frequentemente têm dificuldade para executar e planejar mudanças suficientemente rápidas para responder às demandas de ambientes incertos e mutáveis e,
3) a comunidade das organizações é raramente estável - organizações aparecem e desaparecem continuamente. 

Populações desenvolvem relações com outras populações engajadas em atividades distintas, formando comunidades organizacionais.

Comunidades organizacionais são sistemas funcionalmente integrados de populações integrantes.
Elementos básicos da análise ecológica das organizações
Organizações, populações, e comunidades – focalizando as taxas de fundação e fracasso, criação e morte
Críticas em Relação aos Estudos Organizacionais
O debate centraliza-se primeiramente nas hipóteses a respeito das influências relativas da história organizacional, de seu ambiente e de seus padrões de escolha estratégica sobre os padrões de mudança da organização, desenvolvidas pela teoria da inércia estrutural (Hannan e Freeman, 1977; 1984).

A teoria da inércia estrutural afirma que as organizações existentes frequentemente têm dificuldades para mudar sua estratégia e estrutura de forma suficientemente rápida para acompanhar as demandas de ambientes incertos e mutáveis e enfatiza que a maioria das inovações organizacionais, frequentemente ocorre no início da história das organizações e populações.


A mudança e a variabilidade organizacionais são, portanto, consideradas essencialmente, o reflexo da substituição de uma organização inerte (isto é, inflexível) por outra. Para os críticos e céticos, isto significa determinismo ambiental e a desconsideração da ação humana (Astley e Van de Ven, 1983, Perrow,1986).

Uma proposta da confusão é que o determinismo é erroneamente contrastado com o probabilismo, deixando de lado se a discussão a respeito das ações dos indivíduos influenciarem o futuro das organizações.

Abordagens ecológicas para a mudança organizacional
Mudanças nas populações organizacionais refletem a operação de quatro processos básicos: variação, seleção, retenção e competição (Aldrich, 1979; Campbell 1965; McKelvey 1982). 
Qualquer tipo de mudança, intencional ou não, é uma variação. Indivíduos produzem constantemente variações em, ex.: competências administrativas e técnicas, em seus esforços para ajustar a relação de suas organizações ao ambiente.
Variações resultam do comportamento humano.
Quando variações de sucesso são conhecidas, ou quando tendências ambientais são identificáveis, indivíduos podem tentar copiar e implementar essas variações de sucesso em sua própria organização ou podem tentar prever, antecipar, planejar e implementar políticas no contexto de tendências previsíveis (DiMaggio e Powell, 1983; McKelvey, 1994; Nelson e Winter, 1982).
Mas quando variações de sucesso são desconhecidas, porque, por exemplo, o comportamento dos consumidores e competidores é imprevisível, a probabilidade de escolher a variação correta e implementá-la é muito baixa.
Mesmo quando variações de sucesso são identificadas, a ambiguidade de suas possíveis causas pode frustrar as tentativas de imitação.
Sob essas condições, variações podem ser vistas como tentativas experimentais, algumas conscientemente planejadas e outras acidentais, algumas resultando em sucesso outras em fracasso (McKelvey, 1994; Miner, 1994).
Quer elas sejam conhecidas ou não, com o passar do tempo, variações de sucesso são retidas na forma de organizações sobreviventes que são caracterizadas por tais variações.
Se as chances de sobrevivência são baixas para organizações com uma variante especial, isso não significa necessariamente que essas organizações estão destinadas ao fracasso.
Na verdade, significa que a capacidade dos indivíduos de mudar as organizações com sucesso é de grande importância (Hannan e Freeman, 1989)
indivíduos realmente têm importância. 
A teoria ecológica, portanto, não remove os indivíduos da responsabilidade de controle (ou influência, pelo menos) sobre o sucesso e sobrevivência da organização:
A teoria ecológica, contudo, assume que os indivíduos não podem sempre (ou frequentemente) determinar previamente que variações irão ser bem-sucedidas ou quais irão mudar as estratégias e as estruturas de suas organizações rápido o suficiente para acompanhar as demandas de ambientes incertos e mutáveis.

Fundação e Fracasso Organizacional
Variações em relação as iniciativas, capacidades tradicionais e habilidades individuais


Abordagem Tradicional

Baseada em traços inatos – a respeito da fundação de organizações assume que há algo sobre o passado de um individuo ou personalidade que leva a fundar uma organização (Gartner, 1989).


Política de negócios – normalmente atribui o fracasso org. à inexperiência e incompetência administrativa, ou a situação financeira inadequada (Dun e Bradstreet, 1978).
Abordagem Ecológica


À fundação e fracasso org. comparativamente, enfatizam causas contextuais ou ambientais – sociais, econômicas e políticas – que produzem variações ao longo do tempo, influenciando estruturas de oportunidades.



Processos demográficos;
Processos ecológicos;
Processos ambientais.

Processos Demográficos
Examina os efeitos das características organizacionais sobre as taxas de fracasso em populações organizacionais.

Processos de fundação de empresas são atributos de uma população, já que nenhuma organização existe antes de sua criação, os processos de fracasso ocorrem nos níveis organizacionais e populacionais: as organizações existentes têm histórias e estruturas que influenciam suas taxas de fracasso.
Dependência de idade e tamanho
O efeito da idade organizacional sobre o fracasso.
A visão predominante é a da suscetibilidade das novatas.
Apoiando esse argumento está a hipótese de que organizações mais jovens são mais vulneráveis, porque elas têm que aprender novos papéis como atores sociais e criar papéis e rotinas organizacionais a tempo, em um período no qual os recursos organizacionais estão sendo exigidos até o limite.
Novas organizações parecem enfrentar a falta de influência e apoio, relações estáveis com agentes constituintes externos importantes e legitimidade.

Seguindo numa linha complementar, Hannan e Freeman (1984) sugerem que as pressões seletivas favorecem organizações capazes de demonstrar serem confiáveis e terem justificação. Mostrar confiança e justificação exige das organizações alta reprodutividade.

Esta reprodutividade, e a inércia estrutural que ela gera, aumentam à medida que avança a idade da organização.

Uma vez que os processos de seleção favorecem enormemente estruturas reprodutíveis, organizações mais antigas são menos propensas ao fracasso do que organizações iniciantes.

A propensão das pequenas organizações para o fracasso é também apontada como uma das consequências de alguns problemas, como:
dificuldades para levantar capital, recrutar e treinar a força de trabalho, responder aos pagamentos com altas taxas de juros e lidar com os custos administrativos de estar de acordo com as regulamentações do governo (Aldrich e Auster, 1986).
O tamanho grande também tende a legitimar organizações, à medida que ele é interpretado pelos investidores como o resultado do sucesso da empresa e como um indicador de um futuro confiável.
Então, o que aparece como dependência negativa em relação à idade pode, de fato, ser resultado da confusão com o tamanho não mensurado (Levinthal 1991a).
Considerando que as novas organizações tendem a ser pequenas, se, conforme a suscetibilidade das pequenas empresas aponta, pequenas organizações têm taxas de fracasso mais altas, então a suscetibilidade das novatas e das pequenas empresas são passíveis de ser confundidas e devem ser separadas empiricamente (Freeman et al.,1983). 
Maior pode ser melhor, mais velho significa mais sensato?
Hipótese da suscetibilidade da idade

Suscetibilidade das novatas

Suscetibilidade da adolescência


Após adolescência



(Bruderl e Schussler 1990; Fichman e Levinthal, 1991) prevê uma relação em forma de “U” invertido entre idade e fracasso organizacional. Toda nova organização começa com um estoque inicial de ativos, entre os quais boa vontade, crenças positivas, compromisso psicológico e investimentos de recursos financeiros, que as protegem do fracasso, durante um período inicial de “lua-de-mel” - mesmo quando os resultados iniciais não são favoráveis.
Conforme esses estoques iniciais se degradam, as organizações enfrentam a suscetibilidade da adolescência; aquelas organizações que fracassaram foram incapazes de gerar os fluxos de recursos necessários, porque, por exemplo, não conseguiram estabelecer os papéis e rotinas necessários ou desenvolver relações estáveis com agentes externos importantes. 
após a adolescência, a futura probabilidade de fracassos declina, uma vez que as organizações sobreviventes foram capazes de adquirir os recursos suficientes continuamente.
Dinâmica de extensão de nicho

Dinâmica de extensão de nicho

Possíveis explicações para a dominância do processo de dependência sobre os processos de dinâmica populacional:
Primeiro


O caráter mais sistemático da densidade frente à frente com a natureza transitória das mudanças de densidade que resulta das fundações e fracassos contínuos

Terceiro
É a maior sensibilidade das estimativas por especificações quadráticas das fundações e fracassos prévios das observações marginais. Esses dados necessitam ser pesquisados mais detalhadamente antes que os efeitos das dinâmicas das populações sejam abandonados, o que é claramente a tendência na pesquisa recente.

Segundo
Os efeitos das fundações e fracassos são mais transitórios que os dados anuais -tipicamente disponíveis - são capazes de detectar (Aldrich e Wiedenmayer, 1993).

Padrões prévios de fundação e fracasso de uma população podem influenciar as taxas atuais de fundação (Delacroix e Carroll, 1983).
Os recursos liberados pelos fracassos anteriores aumentam a viabilidade das organizações já estabelecidas, diminuindo a taxa de fracasso no próximo período (Carroll e Delacroix, 1982).
Ondas de fundações organizacionais, que refletem diferenciações que segmentam as exigências de recursos organizacionais, diminuem as taxas de fracasso, reduzindo a competição direta por recursos (Delacroix et al., 1989).
Quando há poucas organizações numa população, a competição de umas com as outras pelos recursos compartilhados e escassos pode facilmente ser evitada.
Mas isto se toma mais difícil à medida que os competidores em potencial aumentam.
Combinados, os efeitos mútuos dos aumentos iniciais na densidade e os efeitos competitivos de aumentos posteriores sugerem efeitos curvilíneos da densidade da população nas taxas de fundação e fracasso (Hannan e Carroll1992, Hannan e Freeman, 1989).
A capacidade de os membros da população adquirirem recursos aumenta consideravelmente, quando aqueles que controlam os recursos consideram aquela forma organizacional como certa. Contudo, à medida que uma população continua a crescer; a interdependência entre seus membros torna-se competitiva.
As trajetórias de crescimento de diversas populações organizacionais parecem seguir um padrão repetitivo. Inicialmente, o número de organizações cresce lentamente, depois rapidamente, chegando a um pico.

Uma vez que o pico é alcançado, há um declínio no número de membros da população e um crescimento da concentração. 

Na ecologia organizacional, o modelo de dependência de densidade é usado para explicar a forma da trajetória de crescimento até seu pico (Hannan e Carroll, 1992).

Uma vez que não se permite a nenhuma organização ou pequeno grupo de organizações dominar, o modelo da dependência de densidade prevê um crescimento logístico nos números até um nível de equilíbrio.

Mas isto não justifica o declínio posterior nos números e o aumento da concentração (Carroll e Hannan, 1989a; Jammam e Carroll, 1992).

Razões para a Concentração
Relações entre populações organizacionais são centrais para as teorias ecológicas das organizações.
Populações desenvolvem relações com outras populações engajadas em diversas atividades que as vincula em comunidades organizacionais (Astley, 1985; Fombrum, 1986; Hawley, 1950).


Comunidades organizacionais são formadas quando a competição leva à criação de novas populações de organizações que satisfazem papéis complementares, dos quais elas são dependentes, mas não competidoras com populações estabelecidas.


A competição leva para a emergência de um sistema complexo de populações funcionalmente diferenciadas, ligadas por interdependências mútuas.


Quando uma população em evolução interage com outras populações, o sucesso da sobrevivência de seus membros depende da natureza e força de suas interações ecológicas.


A evolução organizacional envolve uma inter-relação complexa entre processos ecológicos e históricos.



Interdependência da comunidade
Isto começa com a proliferação diferencial de variações dentro das populações que leva, em última análise, a fundações, o produto do pensamento empreendedor que emerge de populações estabelecidas para criar novas populações e termina com a extinção do último membro da população que a imitação criou em torno da organização fundadora (Lumsden e Singh 1990).
Lex Donaldson

A teoria institucional enfatiza que as organizações devem estar em conformidade com regras e requerimentos, em busca da suporte e legitimidade.
Relação entre teoria institucional e a ecológica
- Complementares: Síntese dentro de uma única estrutura explicativa (HANNAN; CAROLL, 1992; HANNAN; FREEMAN, 1989).
- Hierárquica: Ambiente institucional constitui o contexto social mais amplo para a ocorrência de processos ecológicos.
A pesquisa ecológica sobre processos institucionais compara tipicamente taxas de fundação e fracasso entre populações organizacionais, a medida que a arena institucional (campo) de uma população em particular muda devido:

Turbulência política

Regulamentação governamental
Conexões institucionais
Afeta as taxas de fundação e fracasso, rompendo os alinhamentos sociais e estabelecendo relações entre organizações e recursos, liberando recursos para uso por novas organizações
Exemplo

Jornais fundados durante os anos de turbulência política têm vida curta, comparado com os fundados em períodos de estabilidade (CARROLL; DELACROIX, 1982);
São vistas como restrições importantes na organização e na aquisição de recursos que afetam a diversidade organizacional (HANNAN; FREEMAN, 1977);
Aumentando (diminuindo) o número e/ou a variedade de restrições, a regulamentação aumenta (diminui) a heterogeneidade ambiental, expandindo (contraindo) o número de nichos potenciais e aumentando (diminuindo) a diversidade organizacional total possível dentro de uma comunidade organizacional.
Pesquisa ecológica
Com o tempo, por meio de processos coercitivos, miméticos e normativos, as expectativas institucionais das regulamentações governamentais tornam-se inerentes às práticas e características das organizações (DIMAGGIO; POWELL, 1983).
Mudanças das regulamentações governamentais influenciam o padrão de fundação e o fracasso organizacional.
Efeitos reguladores
Barreiras a entrada (HANNAN; FREEMAN, 1989; KELLY, 1988); recursos e restrições (SINGH et al., 1991; BARNETT E CARROLL, 1993; FREEMAN; LOMI, 1994); Monitorando, certificando, autorizando e apoiando (TUCKER et al., 1990; BAUM; OLIVER, 1991; 1992); Natureza da competição (SINGH et al., 1991; TUCKER et al., 1988).

Uma organização tem mais chance de sobreviver se ela obtém legitimidade, suporte social e aprovação dos atores no ambiente institucional no qual está inserida (DIMAGGIO; POWELL, 1983; MEYER; ROWAN, 1977).
A legitimidade externa eleva o status das organizações na comunidade; facilita a obtenção de recursos, impede questionamentos sobre os direitos de uma organização e a competência para fornecer produtos ou serviços específicos e permite que a organização demonstre sua conformidade como as normas e expectativas institucionais.
As ligações das organizações a um contexto institucional maior podem alterar as relações causais básicas propostas em ecologia organizacional.
Processos tecnológicos
A inovação tecnológica tem o potencial de influenciar profundamente populações organizacionais, porque ela pode romper mercados, mudar a importância relativa de vários recursos, desafiando as capacidades de aprendizagem organizacional e alterando a natureza da competição.
A inovação tecnológica cria oportunidades para a fundação de novas organizações, quando as fontes existentes de vantagens competitivas decaem e novas oportunidades para estabelecer posições emergem.
Riscos: Inovar ou não inovar?
Ciclos tecnológicos e dinâmicas da população
- Ciclos de longos períodos de mudança incremental – melhorar e institucionalizar a teoria existente;
- Pontuados por descontinuidades tecnológicas – Tecnologias radicalmente superiores removem as ultrapassadas, tornando possível uma ordem de magnitude ou melhora no desempenho organizacional (DOSI, 1984; TUSHMAN; ANDERSON, 1986).
Desenvolvimento de tecnologias
Nova tecnologia: Incremento na competência (constrói) ou destruição da competência

O fermento tecnológico termina com a emergência de um modelo ou design dominante, e posteriormente volta ao estado de melhorias incrementais e aperfeiçoamento da tecnologia dominante.
Após a descontinuidade tecnológica há o período de fermentação (grandes incertezas devido ao domínio da nova tecnologia vigente)
Pesquisas
Descontinuidade do tipo aumento de competência (TUSHMAN; ANDERSON, 1986; BAUM et al., 1993); descontinuidade do tipo destruição de competência (FREEMAN, 1990; HENDERSON; CLARCK, 1990); período de fermentação (ANDRESON, 1988; ANDERSON; TUSHMAN, 1992); designs dominantes (ANDERSON, 1988; INGRAM, 1993).
MUDANÇA ORGANIZACIONAL: TEORIA DA INÉRCIA ESTRUTURAL
Até que ponto as organizações podem mudar?
As organizações enfrentam tanto restrições internas quanto externas em sua capacidade de mudança e que, dadas essas restrições, os processos de seleção fornecem a explicação apropriada para mudanças nas populações organizacionais (HANNAN; FREEMAN, 1977);
A teoria da inércia estrutural assume que as organizações experimentam pressões por uma performance confiável e por ações confiáveis. A reprodutibilidade (estabilidade) da estrutura é alcançada pela institucionalização de propósitos e pela padronização de rotinas organizacionais. Institucionalização e padronização oferecem a vantagem da reprodutibilidade, mas elas também produzem pressões inerciais fortes contra mudanças (HANNAN; FREEMAN, 1984);
Características centrais da estrutura:
Demandas usadas para mobilizar recursos destinados a iniciar uma organização e às estratégias e estruturas usadas para manter fluxos de recursos escassos. Objetivos organizacionais, formas de autoridade, tecnologia principal, estratégia de marketing das organizações.

Protegem as características centrais da organização em relação à incerteza, formando um filtro e ampliando as conexões da organização a seu ambiente. Números e tamanhos de subunidades, número de níveis hierárquicos, amplitude de controle, padrões de comunicação e mecanismos de proteção.
Características periféricas:
A mudança é benéfica?
Hannan e Freeman (1984) propõem que a tentativa de mudança em características centrais da organização produz uma renovada suscetibilidade dos novatos, roubando o histórico que a organização possui do valor da sobrevivência;
Tentativas para mudar as características centrais que visam promover a sobrevivência, expõe a organização a um risco de fracasso a curto prazo. Neste caso a Teoria da Inércia prevê que as organizações podem frequentemente fracassar como um resultado direto de suas tentativas de sobrevivência (HANNAN; FREEMAN, 1984).
TESTES DA TEORIA DA INÉRCIA INICIAL
Taxas de mudança em características centrais diminuem com a idade, enquanto taxas de mudança em características periféricas aumentam com a idade.

A inércia e o momentum nem sempre são prejudiciais, uma vez que, além de promover a confiança e a justificação do desempenho, tais proposições podem proteger as organizações de terem que responder rápido demais às mudanças organizacionais.
Esquerda (Fundadas antes do começo do período de observação): Não são observadas quando mais jovens e menores


Limitação: as análises ecológicas dos efeitos de mudança sobre fracassos organizacionais não incluem normalmente medidas de desempenho organizacional em progresso.

Fluidez de idade e tamanho
Quanto mais experiente uma organização se torna em um tipo particular de mudança, mais provavelmente repetirá essa mudança, pois sabe como fazê-la (aprendizado anterior)
Para muitos tipos de mudança podem existir diferenças de tipo interno, com substanciais implicações sobre a sobrevivência
Limitação: Pressuposto de que todas as organizações são igualmente suscetíveis aos efeitos de mudança no fracasso.
Dependência da idade e de tamanho nas taxas de mudança
Poucas evidências de que a diversificação é relacionada negativamente tanto a idade quanto a tamanho

Por meio de uma história cumulativa de sobrevivência, as tensões e os esforços de sobreviver em meio a tantas mudanças do ambiente acumulam-se nas organizações, aumentando as pressões para que mudem.
A complexidade, a diferenciação, a especialização e a descentralização interna, todas características das organizações grandes, têm sido associadas à adoção de inovações.
Momentum Repetitivo
Uma vez iniciada a mudança, o processo por si só torna-se rotineiro e sujeito as forças inerciais, criando um momentum repetitivo, ou seja, a tendência de manter a direção e ênfase nas ações anteriores no comportamento corrente (MILLER; FRIESEN, 1980).
Mudança e Fracasso Organizacional
Censura pela esquerda e pela direita
Direita: Mudanças de características centrais podem frequentemente não ser observadas, porque organizações fracassam antes da realização de seus esforços
Desempenho organizacional
Protetores de transformação
Variação de tipo interna:

Direções futuras

- Sofisticação metodológica
- Capacidade de acumular problemas empíricos resolvidos, minimizando o escopo de problemas empíricos e conceituais não resolvidos
- Ecólogos organizacionais parecem favorecer a decisão entre precisão e realismo pela generalidade;
- Acumulação de uma força de evidência empírica comparável a situações empíricas diversas (fortaleza e fraqueza);
- Medidas mais robustas no nível organizacional são necessárias para estabelecer mais precisamente os microfundamentações da teoria ecológica;
Teoria ecológica enfatiza a predominância da seleção sobre a adaptação, contudo pode-se buscar estudar a complementariedade dos efeitos adaptativos e ecológicos.


Reconciliando adaptação e seleção

É o momento para expandir as fronteiras das perspectivas ecológicas e adaptativas para criar uma abordagem combinada que veja processos de adaptação e seleção como complementares e interagentes.
Muito Obrigado!!!
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