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Memorial do Convento (cap.XIV e XV)

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by

Susana Silva

on 24 May 2015

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Transcript of Memorial do Convento (cap.XIV e XV)

Capítulos XIV e XV
Memorial do Convento
Resumo dos capítulos
Categorias da narrativa
Importância dos capítulos para a globalidade da obra
Linguagem e estilo de Saramago
Fim
Ideologias do pensamento de Saramago
Regresso do Padre Bartolomeu Lourenço de Coimbra, doutor em cânones;
Novo estatuto do padre: fidalgo capelão do rei:
Relação do padre com o rei;
Lição de música da infanta D. Maria Bárbara, sendo o seu professor o músico Domenico Scarlatti;
Scarlatti desloca-se a S. Sebastião da Pedreira, a convite de Bartolomeu Lourenço;
Apresentação do casal a Scarlatti e da máquina de voar;
Convite a Scarlatti para visitar a quinta sempre que quiser;
Ensaio do sermão de Bartolomeu Lourenço para o Corpo de Deus.
Ação
Ação principal
Ação secundária
construção do Convento
de Mafra
construção da
máquina voadora
Enquadram-se na ação secundária do Memorial do Convento:
Apresentação da máquina de voar a Domenico Scarlatti
É evidenciado o amor entre Baltasar e Blimunda
As personagens principais presentes no capítulo são :

Padre Bartolomeu Lourenço Gusmão

Blimunda

Baltasar

Domenico Scarlatti
As personagens secundárias são :

Infanta D.Maria Bárbara

Rainha D.Maria Ana

Rei D.João V
TEMPO
Tempo histórico
A história passa-se toda no ínicio do século XVIII, ou seja, durante o reinado de D.João V
Tempo da história

A ação em ‘’Memorial do Convento’’ tem a duração de 28 anos , começando com a promessa do rei e acabando com a morte de Baltasar.
Tempo do discurso
O narrador recorre a analepses e prolepses, assim como a elipses e resumos ao longo de todo o discurso.
No 14º capítulo recorre principalmente a analepses havendo também exemplos de prolepse : ''’porque se o deus perdeu a deusa, este homem não perderá a mulher’’
Narrador
Narrador
Heterodiegético
Posição
subjetiva

Omnisciente
Espaço
Físico
Lisboa
Terreiro do Paço
S.Sebastião
da
Pedreira
Espaço
Social
Trindade terrestre
Blimunda
Baltasar
Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão
Domenico
Scarlatti
- Lição de cravo da Infanta D.Maria Bárbara dada por Scarlatti (cap. XIV)

- Espaço de opressão e de falta de liberdade (cap.XV)
FIGURAS DE ESTILO



Ironia

– “ Por toda a parte se queimava alecrim para afastar a epidemia, nas ruas, nas entradas das casas, principalmente nos quartos dos doentes, ficava o ar azulado de fumo, e cheiroso, nem parecia a fétida cidade dos dias saudáveis” (cap.XV);

Personificação
- “Fechou-se a noite por completo, a cidade dorme, e se não dorme calou-se” (XIV).
Recurso a uma linguagem:

- Familiar e popular;
- sentido irónico e crítico;
- Recorrente a figuras de estilo;
- Discurso direto narrativizado;
- Discurso do período barroco (jogos de palavras)

Simbologia
Exemplos: “pregoava (Bartolomeu Lourenço) assim o tema do sermão, mas hoje não procurava os efeitos da voz, os trémulos rolados que comoveriam os ouvintes”;

“É Vénus e Vulcano, pensou o músico”
Exemplo : Perdoemos-lhe a óbvia comparação clássica, sabe ele lá como é o corpo de Blimunda debaixo das roupas grosseiras que veste, e Baltasar não é apenas o tição negro que parece (…)”
Personagens
Scarlatti, vai reunir o saber artístico,
permitindo assim a concretização
do sonho de voar.
Passarola
Concretização
do sonho
Nasce a
Trindade terrestre,
mas também é o
motivo de separação
desta.
símbolo da ligação
do céu e da terra.
Trindade terrestre
Simbolo da harmonia
perfeita, embora seja
possível a entrada
de um novo
elemento
Filho, o construtor
Espírito Santo, devido ào seu poder sobrenatural
Pai, o criador
Blimunda e Baltasar
Vénus e Vulcano
Associação
"(...) perdoemos-lhe a óbvia comparação clássica, sabe ele lá como é que é o corpo de Blimunda debaixo das roupas grosseiras que veste, e Baltasar não é apenas o tição negro que parece, além de não ser coxo como foi Vulcano, maneta sim, mas isso também Deus é. Sem falar que a Vénus cantaria todos os galos do mundo se tivesse os olhos que Blimunda tem, veria facilmente nos corações amantes, em alguma coisa há-de um simples mortal prevalecer sobre as divindades. E sem contar que sobre Vulcano também Baltasar ganha, porque se o deus perdeu a deusa, este homem não perderá a mulher.” (cap.XIV)
Vulcano
Deus romano do Fogo;
Era coxo e manco;
Representado por um ferreiro.
Vénus
Deusa do amor e da beleza;
Casada com Vulcano.
“il signor Scarlatti só chegou há poucos meses, e por que hão-de estes estrangeiros tornar os nomes difíceis, se tão pouco custa descobrir que é Escarlate o nome deste, e bem lhe fica, homem de completa figura, rosto comprido, boca larga e firme, olhos afastados (…), em Nápoles nascido há trinta e cinco anos” (cap.XIV)
Tempo da escrita

Quanto à presença:
Quanto à focalização:
Quanto à posição:
Pela primeira vez o segredo da passarola é revelado a outra pessoa - Domenico Scarlatti.
+

Simbologia
Ação
“Como se mostram variadas as obras das mãos do homem, são de som as minhas, Fala das mãos, Falo das obras, tão cedo nascem logo morrem, Fala das mãos, Falo das obras, que seria delas se lhes faltasse a memória e o papel em que as escrevo, Fala das mãos, Falo das obras.”
Capítulo XIV
Capítulo XV
O Padre Bartolomeu Lourenço atormenta-se devido às múltiplas facetas da sua vida;
Foi interrogado pelo Santo Ofício mas conseguiu sair ileso do interrogatório;
Scarlatti leva um cravo para São Sebastião da Pedreira para tocar enquanto Baltasar e Blimunda constroem a Passarola;
Uma grande epidemia atinge Lisboa;
Blimunda põe mãos à obra e vai conjuntamente com o seu amado, Baltasar, recolher vontades;
Após Blimunda recolher as duas mil vontades, fica gravemente doente, por esta razão Scarlatti vai tocar algumas vezes para ela;
 Baltasar e Blimunda dão pela falta do padre, vão a casa dele dar-lhe a notícia de que a Passarola está pronta.
Importância da música
Rescaldo do Salazarismo
Espaço
Psicológico
- Monólogo do Padre Bartolomeu Lourenço (dúvidas em relação aos dogmas da doutrina católica (cap.XIV);
- Sonho do Padre Bartolomeu Louren (cap. XV).
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