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OTITES CRÔNICAS

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by

Pedro Coelho

on 8 April 2014

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Transcript of OTITES CRÔNICAS

OTITES MÉDIAS CRÔNICAS
Grau de pneumatização das cavidades mastoides e aticais
Quantidade de tecido conjuntivo da membrana timpânica
Má formação do anel timpânico
Drenagem e ventilação da orelha média
Fatores Embriológicos e Anatômicos
A inflamação crônica induz uma metaplasia mucosa, ocorrendo hiperplasia e desenvolvimento de vegetações submucosas. O clearance mucociliar diminui, pois o próprio muco altera sua constituição, se tornando menos flúido,
Fatores Histológicos
Nos quadros de OMC, com ou sem colesteatoma os agentes da flora auditiva exercem forte influência sobre o curso da doença.
Fatores Bacterianos
OMC sem perfuração de MT
Classificação
Degeneração de tecido conjuntivo, secundária a processo inflamatório, com formação de lâminas hialinas entre o martelo e o estrato fibroso da MT.
- Comum em jovens de 20 a 30 anos com hipoacusia e OMA's de repetição.
- Otoscopia com placas calcárias limitadas à lâmina da MT podendo infiltrar.
- Calcificações e neoformações ósseas.
Timpanoesclerose
Inflamação crônica com otorréia e alterações reversíveis na mucosa da orelha média e processo mastóide.
- Sintomas leves com longos períodos de acalmia.
- Pode afestar conduto ósseo e causar lesões secundárias à formação de granulomas
- Hipoacusia condutiva, otorréia intermitente fluida ou mucóide
- Localização:
central - "pars tensa" na porção entral da MT.
marginal - central + anel timpânico
ântero-superior (atical) - "pars flácida", relacionada com mal prognóstico
OMC Simple
Otorréia persistente amarela ou esverdiada com odor fétido e otalgia
- Inflamação da mucosa da MT ao mastóide com hiperplasia e hiperatividade
- Osteíte e osteomielite das celulas mastoídeas de caráter irreversível
- Risco de evolução para metaplasia epidermóide apresentando tufos esbranquiçados sobre a mucosa
- Risco de epidermose timpânica com apresentação de lamelas brancas no cabo do martelo.

OMC Supurativa
Grupo:
- Pedro Pina
- Igor Terra
- Jade Braga
- Jéssica Matos
- Verônica Vilasboas
- Thaís Lima
Definição
Processo inflamatório da mucosa da orelha média, acomentendo desde a membrana timpânica até as cavidades anexas à tuba auditiva com duração maior que 3 meses.
Etiopatogenia
Apesar da maioria das OMC serem advindos de uma complicação de um quadro agudo, temos que vários fatores contribuem para esta afecção
Segmento antero inferior (tubárea):
Aberta e bem ventilada - pouco propício pra OMC
Segmento pôstero-superior (antro-atical):
Aberta, mas pouco ventilada - retém secreção - perigoso
Fatores Sistêmicos
A mucosa da orelha média produz imunoglobulinas protetoras (IgA e IgG). É comum em imunodeficiências ou vulnerabilidade imunológica o aparecimento de lesões no conduto auditivo.
Vulnerabilidade Imunológica, leia-se: diabetes melitus, hipotireoidismo, doenças autoimunes, fatores alimentares e hábitos de higiene
Fatores Fisiológicos
Na disfunção tubária a pressão do ouvido médio se torna negativa, alterando pH e concentração dos gases, o que favorece ainda mais as metaplasias da mucosa ou membrana timpânica.
Consideração Especial
A perfuração traumática da membrana timpâncica geralmente tem resolução simples por cicatrização, contudo pode ser causa de uma OMC, via conduto auditivo externo, principalmente pela penetração de água
OMC com perfuração de MT
OMC Tuberculosa
Disseminação hematogênica de foco pulmonar ou em pacientes bacilíferos via tuba auditiva.
- Raramente tem apresentação aguda
- Apresenta destruição da pers-tensa, edema de mucosa e granulações causando destruição dos ossículos podendo acometer rapidamente até o ouvido interno.
- Apresentação crônica com perda auditiva importante e desproporcional aos achados, otorréia indolor e aumento de gânglios periauriculares.
- Na otoscopia vemos inicialmente maior vascularização em cabo do martelo e múltiplas perfurações da MT que ao evoluir coalescem e perfuração única, podendo ocorrer também pólipos hemorrágicos.
Otite Colesteatomatosa
- Formação tumoral constituído predominantemente por queratina proveniente de epitélio escamoso altamente irritado.
- O queratoma costuma ter forma de saco acompanhando a arquitetura do ouvido médio, ático e mastóide.
- Apresenta-se classicamente como uma massa compacta, esbranquiçada, lisa, brilhante, de fácil ressecção e com matriz de epitélio queratinizado.
- É frequente a erosão óssea por contato com tecido de granulação.
- Colesteatoma digitiforme: possui a matriz infiltrada em tecido conjuntivo subjacente com bolha purulenta e fétida ao centro.
Consideração Especial
- Secundário à restos embrionários de tecido epitelial em OM.
- Acomete cavidade timpânica, região tímpano mastoídea, pirâmide petrosa, ângulo ponto cerebelar e forame jugular.
- Otoscopia com massa esbranquiçada anterior à MT próxima ao cabo do martelo.
- Assintomático até por volta dos 4 a 5 anos.
- Predomina em sexo masculino (3:1) podendo apresentar paralisia facial, perda auditiva ou vertigem.

Congênito
Adquirido
- Primário: retração atical com disfunção da tuba auditiva podendo ser decorrente de invaginação, hiperplasia de celulas epiteliais, perfuração da pars flácida com crescimento subjacente, entre outras causas.
- Secundário: menos frequente, originado de perfurações marginais ou centrais e secundário muitas vezes a tratamento inadequado de OMC ou à colocação de tubo de ventilação (teoria da implantação).
- Formação por implantação de epitélio do ouvido externo no médio por trauma, corpo estranho, iatrogenia cirúrgica, etc.
- Formação metaplásica é mais comum nos adquiridos primários e consiste na modificação do epitélio respiratório para escamoso estratificado queratinizado devido a fatores inflamatórios irritativos. Ex: OMA de repetição, OMC ou pólipos.
- Formação invasiva ou migratória ocorre em otites crônicas com crescimento de pele do ouvido externo ao médio pela pefuração da MT e está mais relacionada com os adquiridos secundários.
Diagnóstico
Otoscopia
Audiometria
Exames de Imagem
Otite Média Crônica Simple
Otoscopia: O canal auditivo externo pode estar normal, com secreção, edemaciado, hiperemiado ou com granulações. A membrana timpânica pode apresentar perfuração central ou marginal, estendendo-se o anel timpânico que está destruído; ou ântero-superior (atical), mais freqüentemente associada à OMC colesteatomatosa
Na audiometria tonal verifica-se uma hipoacusia de condução que varia entre 30 e 50dB. Nas perfurações com menos de 20% da MT ocorrem perdas leves de até 15dB, já quando há perfurações maiores e/ou lesão ossicular, o déficit condutivo é grande.

Tomografia computadorizada pode ser solicitada em suspeita de OMC supurativa ou colesteatomatosa
OMC Supurativa
A Otoscopia revela normalmente perfurações grandes, marginais, com retrações. A mucosa pode estar edemaciada, com tecido de granulação e pólipos, que podem se insinuar através da perfuração para o CAE. A mucosa das células mastóideas estará invariavelmente envolvida, o que ajuda a manter o processo infeccioso
Na audiometria é identificado uma perda condutiva mais acentuada que na OMC simples, variando de 20 a 60 dB, devido ao maior diâmetro da perfuração e lesão da cadeia ossicular. Pode haver também algum comprometimento neurossensorial (lesão de células ciliadas internas por passagem de mediadores inflamatórios e toxinas bacterianas para a orelha interna), gerando perda auditiva mista
A TC de osso temporal pode mostrar mastóide ebúrnea com poucas células e de tamanho pequeno e ausência de sinais sugestivos de colesteatoma
OMC Colesteatomatosa
No CAE otorréia com descamações perláceas e material queratínico;
Retração atical - vegetação pré-colesteatomatosa;
Retração póstero-superior associada ou não com invaginação da membrana de Sharpnell (com aticotomia espontânea) - Pode ter aspecto de “pseudo-perfuração”;
Perfuração ampla (destruição subtotal do tímpano) ou póstero-marginal com supuração ântero-atical;
pólipo aural /colesteatoma infectado;
pólipo atical;
colesteatoma congênito: colesteatoma se não visualizado por transparência, simula interrupção de cadeia ossicular (com MT íntegra), caso atinja o estribo;
perfuração com exteriorização do colesteatoma no aditus;
edema da mucosa da caixa e abundante tecido de granulação
Otoscopia
formação polipoide
Realizar sempre pré e pós-cirurgia. A audiometria tonal demonstra disacusia condutiva progressiva. Quando maior que 40 dB indica descontinuidade ossicular. Pode ocorrer perda neurossensorial por passagem de toxinas bacterianas pela janela redonda, ou mesmo destruição do ouvido interno.
Audiometria
Exames de Imagem
A tomografia computadorizada de osso temporal é hoje o exame de escolha, no qual avalia-se a extensão da erosão óssea e a penetração tumoral, verifica-se o clássico apagamento do esporão de Chausse além de erosão ossicular, pneumatização da mastóide, aumento do espaço de Prussak e cavidades alargadas.
Agentes Etiológicos
- Os principais agentes etiológicos da maior parte desses processos são de flora microbiana mista (aeróbios e anaeróbios), com ou sem colesteatoma:
- Aeróbios: Pseudomonas aeruginosa, Staphylococus aureus, Proteus mirabilis, E. coli, Corynebacterium e Klebsiella pneumoniae.
- Anaeróbios: Bacteróides spp, Peptococus spp, Peptostreptococcus spp, Prevotella spp, Porphyromonas spp, Fusobacterium spp e Propionibacterium acnes, principalmente em pacientes com colesteatoma.
Otite Crônica
Otite Aguda
PROCESSO INFECCIOSO NÃO TRATADO ADEQUADAMENTE
A otite tuberculosa é causada pela disseminação hematogênica de foco pulmonar pelo BAAR Mycobacterium tuberculosis, podendo também ocorrer disseminação ascendente via tuba auditiva em pacientes bacilíferos. É excepcional a infecção primária do ouvido, sem foco pulmonar detectável. Porém é de rara prevalencia.
Lesoes variam desde edema de mucosa até granuloma
- Estado avançado pode comprometer a cadeia ossicular e osteíte , afetando o conduto osseo
- Queixa principal : otorreia intermitente , de aspecto fluido e mucóide. Pode estar associado a IVAS , entrada de agua no conduto auditivo
Manisfestações Clínicas
Manifestações Clínicas
- Caracterizada por inflamaçao cronica da orelha media com otorreia persistente.

- Paciente apresenta otorréia constante , amarelo – esverdeada , com odor fétido , podendo cursas com otalgia.
Manifestações Clínicas:
- Manifesta se sob 2 formas:
Aguda ( rara) : Provoca destruiçao total da pars tensa da MT , edema de mucosa e granulaçoes com destruiçao dos ossículos e até ouvido interno.
Cronica (insidiosa) : Apresenta se com perda condutiva importante e desproporcional aos achados , acompanhada de otorréia indolor. Acompanha aumento dos ganglios periauriculares.

Manifestações Clínicas
- Os sintomas variam de acordo com o tipo e localizaçao inicial do colesteatoma, existindo pacientes assintomáticos, com otorréia franca característica ou até paralisia facial.

- Queixas frequentes : otorréia purulenta , constante , com ou sem lalvos de sangue, fétida. Sem fator desencadeante.

- Hipoacusia de conduçao, podendo haver componente neurossensorial.

- Zumbidos , plenitude auricular, otorragia podem ocorrer.
Tratamento
Objetivo primário: Retirada de tumor e restauração de um ouvido sem otorréia
Objetivo secundário: realizar a preservação e recuperação da função auditiva
Cirurgia: remover tecido doente
Mastoidectomia Fechada
Mastoidectomia Aberta
Pré-Cirúrgico:
Conter ou diminuir a otorreia,

-> Gotas otológicas com antibióticos
(*aminoglicosídeos - ototoxicidade)
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