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Literatura

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by

Giselle Silveira

on 20 February 2017

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Literatura
Arte da palavra
"A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio. Os fatos que lhe deram origem perderam a realidade primitiva e adquiriram outra, graças à imaginação do artista. São agora fatos de outra natureza, diferentes dos fatos naturais objetivados pela ciência, ou pela história ou pelo social. (...)
A Literatura é, assim, vida, parte da vida, não se admitindo que possa haver conflito entre uma e outra. Através das obras literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os homens e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana."

COUTINHO, Afrânio.
Notas de teoria literária.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.
PALAVRA
I
M
A
G
I
N
A
Ç
Ã
O
C
R
I
A
T
I
V
I
D
A
D
E

Transfiguração
TEXTO LITERÁRIO
Novo contexto de produção e publicação:
no caso de José Paulo Paes, um poema em um livro.
Com isso, torna-se uma obra de arte literária, já que é:
- um texto conotativo, apresentando plurissignificação;
- uma representação da realidade;
- um produto da imaginação, criação do artista;

A placa:
Elementos que fazem com que a obra reflita:
seu
contexto social
e a
visão de mundo
do artista.

Suas funções
- Concepção clássica -
Aristóteles

1.
Catártica

2.
Hedônica

- Função humanizadora (3) -
Antonio Candido

3.1.
Psicológica

3.2.
Educativa

3.3.
Social

- A arte como agente de mudanças


Função catártica

"Certamente o pavor e a compaixão podem ser gerados a partir do espetáculo, mas também podem surgir da própria trama dos fatos (...) é preciso compor o enredo de tal modo que, mesmo sem o assistir, aquele que escuta o desenrolar dos acontecimentos efetuados possa ser tomado pelo pavor e pelo compadecimento, como ocorrerá com todo aquele que for afetado pela escuta do mito de Édipo."
(ARISTÓTELES.
Poética
. São Paulo: Editora 34, 2015. p. 118-119)

"O poeta (...) elabora uma releitura dos antigos mitos da civilização grega e que, no caso do poeta trágico, seria capaz de produzir, por meio dessa releitura mimética, um efeito catártico, fruto da manipulação de emoções precisas que nos levariam à depuração (kátharsis) do pavor e da compaixão evocados."
(PINHEIRO, Paulo. "Introdução" IN:
Poética
, de Aristóteles. São Paulo: Editora 34, 2015. p. 9)

Função hedônica

“De acordo com a concepção hedônica (hedon = prazer), a arte devia proporcionar prazer, retratando o belo. E, para eles, o belo na arte consistia na semelhança entre a obra de arte e a verdade ou a natureza.”


Função psicológica

“Um certo tipo de função psicológica é talvez a primeira coisa que nos ocorre quando pensamos no papel da literatura. A produção e fruição desta se baseiam numa espécie de necessidade universal de ficção e de fantasia, que de certo é coextensiva ao homem, pois aparece invariavelmente em sua vida, como indivíduo e como grupo, ao lado da satisfação das necessidades mais elementares. E isto ocorre no primitivo e no civilizado, na criança e no adulto, no instruído e no analfabeto. A literatura propriamente dita é uma das modalidades que funcionam como resposta a essa necessidade universal, (...) Em nível complexo surgem as narrativas populares, os cantos folclóricos, as lendas, os mitos. No nosso ciclo de civilização, tudo isto culminou de certo modo nas formas impressas, divulgadas pelo livro, o folheto, o jornal, a revista: poema, conto, romance, narrativa romanceada. Mais recentemente, ocorreu o boom das modalidades ligadas à comunicação pela imagem e à redefinição da comunicação oral, propiciada pela técnica: fita de cinema, radionovela, fotonovela, história em quadrinhos, telenovela. (...)”
Função educativa

“A função educativa da Literatura é muito mais complexa do que pressupõe um ponto de vista estritamente pedagógico. (...) A literatura pode formar; mas não segundo a pedagogia oficial, (…). Longe de ser um apêndice da instrução moral e cívica (…) ela age com o impacto indiscriminado da própria vida e educa como ela, — com altos e baixos, luzes e sombras. (…)
[Há] o conflito entre a ideia convencional de uma literatura que eleva e edifica (segundo os padrões oficiais) e a sua poderosa força indiscriminada de iniciação na vida, com uma variada complexidade nem sempre desejada pelos educadores. Ela não corrompe nem edifica, portanto; mas, trazendo livremente em si o que chamamos o bem e o que chamamos o mal, humaniza em sentido profundo, porque faz viver.”
Função social

“A terceira e última função, levantada por Antonio Candido, diz respeito à identificação do leitor e de seu universo vivencial representados na obra literária. É denominada função social  e é descrita como a integração do leitor ao universo vivencial das personagens retratadas, quando expressa de maneira fidedigna a realidade delas. Isso causa uma maior conexão entre leitor e personagem e faz com que o leitor incorpore a realidade da obra às suas próprias experiências pessoais.”

(AMORIM, Allan Ricardo de. A literatura em busca de um conceito sobre o texto A literatura e a formação do homem, de Antonio Candido)


A arte como agente de mudanças

“A obra de arte é um produto social e, como tal, é produzida em determinado momento e lugar, ou seja, em determinada sociedade; por isso, expressa uma forma de ler essa sociedade, posiciona-se em relação a ela e, no limite, reafirma ou contesta seus valores. Isso resulta num jogo em que tanto a obra de arte como a sociedade são motores que acionam mudanças: a sociedade muda e gera uma obra de arte que expressa uma interpretação diferente dessa sociedade; a obra de arte, ao reafirmar ou questionar valores, gera mudanças sociais.”
(CEREJA, William Roberto e MAGALHÃES, Thereza Cochar. Literatura: prazer e catarse. Linguagens: 1º ano. São Paulo: Atual, 2012, 8 ed.)
CANDIDO, Antonio.
A literatura e a formação do homem.
Pág. 83
CANDIDO, Antonio. A literatura e a formação do homem. Pág. 84-85
 (NICOLA, José de. “Arte e sociedade” IN: Projeto Múltiplo: Literatura, volume único: parte 1. São Paulo: Scipione, 2014, 1 ed.)
Gêneros Literários
" [...] os gêneros
não são espartilhos sufocantes nem moldes fixos,
mas estruturas que a tradição milenar ensina serem básicas para a expressão do pensamento e de certas formas de ver a realidade circundante. Sua função é orientadora, guiadora e simplificadora."
MASSAUD, Moisés. A criação literária. São Paulo: Melhoramentos, 1971, p.38
Concepção Clássica - Aristóteles

Na Grécia Clássica, toda composição literária era em versos e pode ser dividida em três gêneros:
POESIA
Gênero épico
Gênero dramático
Gênero lírico
Aristótoles afirmava ser
"a palavra narrada".
A epopeia tem como características:
- aventura de um
herói
e suas
façanhas
guerreiras.
- Seu pano de fundo é a história de povos e civilizações;
- "Imitação de
homens superiores
, em verso" (Aristóteles);
- Presença do maravilhoso: interferência dos
deuses

(mitologia greco-romana);
- Poema
narrativo, em 3ª pessoa,
no tempo
passado
,
dividido em cantos;
- Sua estrutura: Proposição, Invocação,
Narração e Epílogo;

Termo drân = agir
Originário de festas religiosas em homenagem a Dionísio (Baco, o deus do vinho),
é voltado para a
representação teatral.
Apresenta:
- Atores que interpretam os personagens;
-
Diálogos
, divididos em atos e cenas;
-
Ausência de narrador
;
- Estrutura: exposição, conflito, complicação, clímax e desfecho;
Gêneros modernos

Com o decorrer dos séculos, a
prosa
é difundida e protagoniza a produção literária especialmente a partir do século XVIII, com:
- o romance;
- a novela;
- o conto;
- a crônica.

Comédia:
"imitação de homens inferiores, não, todavia, quanto a toda a espécie de vícios, mas só quanto àquela parte do torpe que é ridículo."
Tragédia:
"imitação de uma ação de caráter elevado que suscita o terror e a piedade e tem por efeito a purificação dessas emoções."
Poema que extravasa
interioridade
por meio da expressão
rítmica
e melodiosa da palavra. Primeiramente, estava sempre associada ao canto acompanhado da lira.
Seu valor reside na capacidade de
expressar emoções
e, também, de despertá-las. Como suas marcas, são ressaltadas:
Poesia, de Gustave Boulanger.
- a voz poética:
o eu lírico
que expressa-se pela
1ª pessoa
;
- subjetivismo;
- tempo presente.
Canta, ó deusa, a cólera de Aquiles, o Pelida
(mortífera!, que tantas dores trouxe aos Aqueus
e tantas almas valentes de heróis lançou no Hades,
ficando seus corpos como presa para cães e aves
de rapina, enquanto se cumpria a vontade de Zeus),
desde o momentos em que primeiro se desentenderam
o Atrida, soberano dos homens, e o divino Aquiles.
Giovanni Battista Tiepolo
Primeiros versos da Ilíada, de Homero
Tragédia grega
Transgressão da ordem social ou familiar

Personagens nobres (homens superiores) movidas pelas paixões
Tema central: paixões (pathos) humanas e os conflitos desencadeados por ela
Catarse (purificação do medo e da compaixão)

Procura levar a plateia a um estado de grande tensão emocional.
Sátira de personalidades vivas a até de deuses e intrigas amorosas
Tema central: fatos do cotidiano

Personagens inferiores
Procura levar a plateia ao riso
Comédia grega
Em ordem cronológica:

- Édipo sai de Corinto


- Assassina Laio em uma encruzilhada


- Decifra o enigma da esfinge


- Em Tebas, torna-se o rei e casa-se com Jocasta


- A peste chega a Tebas
Investigação
Reviravolta
Negação
Reconhecimento
"Procura da poesia"
Carlos Drummond de Andrade
- Divisão estrutural e divisão semântica;

- Vocabulário;

- Qual é o tema desse texto?

- "Não faças versos sobre acontecimentos."
"O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia"
A partir desses trechos, o que Drummond acredita quanto ao fazer poético?

- O que falta para tornar-se poesia?

- Drummond propõe uma literatura não engajada com a realidade?
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário"
[...]

"Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível que lhe deres:
Trouxeste a chave?"
Roteiro de análise
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