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Cartografia de Controvérsias - CC

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Viviane Grimm

on 18 May 2014

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Transcript of Cartografia de Controvérsias - CC

CARTOGRAFIA DE CONTROVÉRSIAS - CC
(André Lemos, 2013)

O que é a CC?
A Cartografia de Controvérsias - CC é o "método de aplicação da Teoria Ator-Rede - TAR" (p. 105), que busca revelar as mediações por meio de um conjunto de técnicas, explorando as "[...] polêmicas, questões emergentes em determinados agrupamentos, o movimento, a circulação da ação e a fluidez das mediações, revelando as diversas dimensões que compõem uma rede sociológica" (p. 110);

A CC busca reagrupar o social a partir dos rastros deixados pelos mediadores (p. 114).

O que se entende por Cartografias?
Termo cartografia parece ser utilizado com o sentido de "mapeamento";
Uma forma de desenhar a distribuição das ações, de seguir os actantes, de visualizar os diagramas da mediação, agenciamentos e de revelar cosmogramas;
É o mapa dos deslocamentos, indicando o que está circulando, apontando actantes (mediadores) e intermediários, o diagrama das relações de força.
Como definir o que é uma controvérsia e qual escolher?
Para que haja uma controvérsia é necessário o acordo de um grande número de actantes sobre sua veracidade, devendo ser reconhecida por todos, por exemplo: aquecimento global, novas mídias, cidades inteligentes etc. (p. 113);
Todo fenômeno social pode ser objeto de controvérsia, mas nem todos se configuram como um bom objeto de estudo;

O que se entende por controvérsias?
As controvérsias são "fóruns híbridos", espaços de conflito e de negociação (p. 114);
Visões de mundo que estão em negociação (p. 115);
Momentos de abertura, de circulação, de negociações com relação as noções fundamentais, ideologias, projetos, ideal para "revelar a circulação da agência, a mediação, as traduções entre actantes, a constituição de intermediários, as relações de força, os embates antes de suas estabilizações como caixas-pretas" (p. 106).
Venturini (apud LEMOS, 2013, p. 15) indica algumas recomendações para evitar a escolha de uma má controvérsia:
1. Evitar controvérsias frias que estejam harmonizadas ou com indiferença pelos atores;
2. Evitar controvérsias passadas, preferindo temas atuais, que ainda estejam em debate;
3. Evitar controvérsias ilimitadas, de longuíssimo alcance;
4. Evitar assuntos secretos e de difícil acesso.

Para Venturini (apud LEMOS, 2013, p. 115) "[...] é fundamental que o analista lance mão do que ele chama de 'lentes de observação'. Nesses casos é interessante fazer um levantamento das declarações e da literatura especializada do tema. Uma das primeiras ações é mapear as declarações e ligá-las às questões que emergem da literatura científica, criando um banco de dados sobre essas declarações dispersas e os documentos da literatura." Pois, os "[...] os mediadores têm hierarquias e poderes diferenciados e devem ser mapeados" (LEMOS, 2013, p. 115-116).
ALGUNS PRESSUPOSTOS IMPORTANTES
"Não são os analistas que criam as controvérsias. Elas pertencem aos atores. [...] As controvérsias não são resolvidas pelo mapeamento e os analistas não dev silenciar a discussão em nome de um conhecimento ou verdade científica" (p. 117)
"O cartógrafo do social deve ir ao seu território fazendo notas, planos, esboços. Os mapas são feitos a partir de ajustes entre as observações e descrições" (p. 117)
TRÊS INSTÂNCIAS NAS MEDIAÇÕES
(VENTURINI, apud LEMOS, 2013, p. 117):
1. Representatividade:
considerar que um ponto de vista ou afirmação compartilhada por multiplos actantes merece ser mais destacada do que outras;
2. Influência:
mostra que as posições não são iguais e há disníveis, diferenças, discrepâncias na luta pelas afirmações;
3. Interesse:
mostra que sendo a representatividade e a influência fatores importantes, o cartógrafo deve dar espaço a interesses dispersos e minoritários.
TRÊS PRECAUÇÕES NA CONSTRUÇÃO DE MAPAS DE CONTROVÉRSIAS
(VENTURINI, apud LEMOS, 2013, p. 118):
1. Adaptação:
transformar o terreno em algo plano, devendo se adaptar às diversas posições dos mediadores;
2. Redundâncias:
uma cartografia não significa colocar tudo em um único mapa, as questões se sobrepõem e muitos mapas podem ser feitos;
3. Flexibilidade:
as cartografias devem ser flexíveis e devem não se render a tentação de querer esgotar o problema em uma totalidade

ROTEIRO PARA CRIAÇÃO DAS CC
(VENTURINI, apud LEMOS, 2013, p. 118):
O cartógrafo deve identificar nas redes a representatividade, influência e interesse dos actantes, por meio das seguintes ações:

1. Definir bem a controvérsia;
2. Observar, descrever e sustentar que o objeto é controverso;
3. Identificar se a controvérsia é fria/quente, presente/passada, secreta/pública, de difícil acesso/acessível, limitada/ilimitada;
4. Aplicar as lentes para a coleta de informações (recolher declarações, opiniões, ler a literatura especializada);
5. Identificar os actantes humanos e não-humanos e esboçar a rede que os liga;
6. Identificar os cosmogramas, as ideologias e visões de mundo.

O que são rastros?
São índices, inscrições de uma ação passada, que remetem o significante ao significado (p.119).
O objetivo da CC é mapear os rastros.
Um rastro é o vestígio de uma ação efetuada por um actante em qualquer situação, pode ser produzido por dispositivos de percepção (óticos, cognitivos ou digitais).
O que define um rastro é sua produção, uma vez que "essência é existência, existência é ação e ação sempre deixa rastros."
RECOMENDAÇÕES:
(VENTURINI, apud LEMOS, 2013, p. 118)
1. Deve-se ouvir todos os actantes;

2. Observar vários pontos de vista utilizando vários métodos de análise e de observação;

3. Fazer uma boa descrição da controvérsia;

4. Dar peso proporcional aos actantes.

INSTRUMENTOS:
(VENTURINI, apud LEMOS, 2013, p. 118)
O conjunto de mapas deverá apresentar os seguintes instrumentos:
1. Glossário de termos controversos e aceitos;
2. Repertório de documentos;
3. Análise da literatura especializada;
4. Análise de opiniões publicadas nas mídias;
5. Mapas de posições contrárias ou ações de discordância;
6. Limites ou a escala da controvérsia;
7. Diagrama dos atores-rede;
8. Cronologia da controvérsia;
9. Tabela "cosmos" ou das ideologias diferenciadas.
Algumas controvérsias
Carros e
ciborgues
A estrutura e a agência se dão e só podem ser vistas a posteriori quando a caixa-preta se estabiliza de tal forma que aquele ator se conforma quase sempre como actante e aquele intermediário se comporta quase sempre como um intermediário.
Todos somos ciborgues, se levarmos em conta que a relação orgânico-inorgânico se produz se produz sem cessar.

O que marca o humano é o hibridismo e a relação de mediação, tradução, inscrição e delegação com e para outros humanos e não humanos.
"Observar as controvérsias é estar atento as redes que fazem e desfazem a todo momento, aos mediadores, aos fluxos das traduções. E como não há essência, e o atributo de um actante em uma dada associação é dado pela relação com outros actantes, deve-se abandonar uma das crenças fundamentais da civilização ocidental, a saber: de que sob o magma das controvérsias haveria uma realidade objetiva, uma essência, a serem descobertas que revelaria para sempre o status ontológico dos atores envolvidos [...]" (p. 116)
Duas constatações
:

1. A CC não requer um método ou uma teoria específicos, um frame que balize a priori o olhar sobre os actantes;
2. Os pesquisadores não podem fingir serem imparciais, já que eles colaboram para a própria controvérsia a ser estudada.
Gandulas
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Organizações
LEMOS, André.
A comunicação das coisas.
Teoria ator-rede e cibercultura. SP, Annablume, 2013.

CARTOGRAFIA DE CONTROVÉRSIAS - CC
(André Lemos, 2013)

Uma organização/associação é um conjunto, um agenciamento de elementos heterogêneos (humanos e não e humanos, composto por dinâmicas redes (de atores), por relações (sociais) e por complexos fluxos comunicacionais (mídias) que buscam a aestabilização (p. 136).
Doutorandas:
Carla Cristiane Loureiro
Viviane Grimm
A solução não é traduzir questões complicadas pelos meios tecnólogicos, mas produzir controvérsias. Só assim o público pode aparecer e sair de seu estado fantasmagórico.
Wikileaks
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