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Curso de Capacitação de Condutores Culturais e Ambientais

Visita virtual à Fortaleza de Anhatomirim, apresentada no Curso de Capacitação de Condutores Culturais e Ambientais para a APA de Anhatomirim – 2016

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Transcript of Curso de Capacitação de Condutores Culturais e Ambientais

Fortalezas na Ilha de Santa Catarina
Obrigado!
Passeio Virtual
Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim


1-Acesso / Atracadouro / Trapiche
2-Bilheteria
3-Armazém da Praia
4-Escadaria de Lioz
5-Portada
6-Paiol da Pólvora
7-Nova Casa do Comandante
8-Vestígio da Antiga Capela
9-Casa do Comandante
10-Casa da Farinha
11-Bateria Baixa
12-Calabouços
13-Guaritas
14-Alpendres
15-Canhões
16-Fogo Cruzado
17-Fonte d'Água
18-Quartel da Tropa
19-Árvore dos Enforcados
20-Estação Radiotelegráfica
21-Usina de Eletricidade
22-Novo Paiol da Pólvora
Farolete da Marinha
Construído pela UFSC em 1983, na mesma localização do antigo trapiche. Possui aproximadamente 40 m de comprimento, por 3 m de largura, sendo a atracação principal realizada na orientação Norte-Sul. A profundidade do mar junto à sua face oeste é de aproximadamente 3m na maré média, podendo receber embarcações como escunas, veleiros, lanchas e baleeiras. Outros tipos de veículos náuticos como jet ski, wind surf, barcos infláveis e caiaques, podem desembarcar na Praia do Porto, no lado norte do trapiche. Embora seja possível tomar banho de mar na Praia do Porto, não é permitido aos visitantes mergulharem do atracadouro.
A portaria de Anhatomirim é um edifício contemporâneo, construído em 1999. Na portaria, além do ingresso o visitante recebe o folder com o mapa e informações sobre a Fortaleza de Anhatomirim. A orientação ao visitante na Ilha é ainda complementada pelo trabalho dos condutores culturais e ambientais e pelas placas de comunicação visual. A portaria também conta com o principal conjunto de sanitários para atendimento dos visitantes.
O acesso à Portada é feito por uma monumental escadaria, que vence um desnível de aproximadamente 15 m a partir da praia. A escadaria se divide em duas partes, a primeira, que representa aproximadamente dois terços do percurso, se compõe de uma série de lances de dois a três degraus intercalados por patamares. A largura deste trecho varia entre 2,6 m e 3,60 m e o material utilizado é o lioz. O segundo trecho da escadaria tem largura menor, de 2,10 m, e uma inclinação mais forte, com os degraus e o corrimão feitos de tijolos. No topo dessa escadaria ergue-se a Portada. Na lateral esquerda da escadaria, existiu a Casa dos Remeiros, utilizada desde o século XVIII como moradia dos remadores das embarcações que prestavam o serviço de transporte da Ilha. Esta construção foi demolida no final da década de 1970. Devido ao grande desnível que vence e também a forte inclinação de seu trecho final, a Escadaria é uma prova de fogo para o preparo físico de qualquer visitante.
Praia do Porto
As Praias do Porto, uma localizada junto ao Trapiche, no lado norte, e a outra ao sul, à direita da Portaria, são duas pequenas praias que juntamente com a do Viveiro (lado sul de Anhatomirim, abaixo da Usina de Eletricidade) são os melhores lugares para o banho de mar em Anhatomirim. Alguns tipos de veículos náuticos como jet ski, wind surf, barcos infláveis e caiaques podem acessar a Ilha por esta primeira praia, desembarcando em frente à Escadaria da Portada, no local onde funcionou o porto original da Fortaleza. A entrada do porto é ladeada por muros de pedra, possuindo duas pequenas escadas, que serviam para embarque e desembarque no porto.
As linhas de influência oriental desta Portada são únicas na arquitetura das fortificações brasileiras, lembrando um pagode (templo) chinês. O conjunto é composto do pórtico, das muralhas laterais e da escadaria de pedra de lioz. Um corredor, com teto em forma de abóbada, leva ao interior da fortaleza. Duas rampas laterais conduzem a uma espécie de terraço, situado sobre o corredor inferior onde se encontra uma guarita de vigia.
Construção original do século XVIII, localizada junto à Praia do Porto, era utilizada possivelmente para guarda de baleeiras, escaleres, pequenas embarcações de serviço da Fortaleza e como alojamento para os índios. No final do século XIX e início do século XX funcionaria também como Depósito de Pólvora e Moradia de Praças (soldados). Sua restauração ocorreu em 1989 e teve como concepção do projeto de restauração deixar evidenciados os desgastes sofridos pelo edifício ao longo dos anos, bem como as marcas da intervenção de restauro. Hoje abriga a lanchonete.
Edifício do século XVIII utilizado para guardar a pólvora empregada na Fortaleza. O depósito da pólvora, propriamente dito, não possuía janelas e o teto era formado por uma abóbada de tijolos maciços à prova de explosões. No século XIX, foi construído um Novo Paiol e este edifício passou a abrigar um xadrez e, posteriormente, a Casa do Telefone e a moradia do telefonista. Restaurado na década de 1980, é hoje um espaço destinado a exposições itinerantes.
A Nova Casa do Comandante foi edificada por volta de 1895, no local onde existiu a Capela da Fortaleza, demolida para dar lugar a esta construção. A casa abrigava a família do comandante e a do médico da fortificação. A restauração da Nova Casa do Comandante ocorreu em 1990, embora sem os alpendres laterais.
Na parte mais elevada da Ilha, ergue-se o Farolete de Anhatomirim, que, juntamente com outro farol situado na Ilha do Arvoredo, orienta a navegação noturna pela entrada da Barra Norte da Ilha de Santa Catarina. Junto ao farolete, inaugurado em 1873, ainda podem ser vistas as ruínas da Casa do Faroleiro, que era habitada por ele e sua família. O farolete ainda pertence à Marinha e continua em pleno funcionamento.
A Casa do Comandante foi construída a partir de 1739, abrigando no pavimento superior os aposentos do Governador e Comandante da fortaleza, José da Silva Paes, e Casa das Armas. No térreo ficavam os quartos dos oficiais, calabouço e Corpo da Guarda da Fortaleza. Sua restauração foi concluída no início da década de 1980, abrigando hoje a administração da fortaleza, sala de exposições e sanitários públicos.
Edifício do século XVIII integrante do projeto original da Fortaleza, utilizado para o armazenamento de víveres em geral. Teve seu nome associado à farinha devido à predominância desta na culinária da época (chamada munição de boca) e se localizava sempre próxima às cozinhas. Sua orientação norte-sul melhora a sua insolação e o seu isolamento do solo, garantindo um ambiente mais seco, adequado a conservação deste cereal. Em outras fortificações, como em Ratones e Ponta Grossa, o armazém da Farinha localizava-se em um ambiente interno do Quartel da Tropa. Em Anhatomirim, devido ao seu porte, necessitava de um edificio próprio. Foi restaurada em 1990.

A Fortaleza de Anhatomirim era composta de várias baterias de canhões, sendo que a Bateria Sudeste e Bateria Nordeste eram as duas principais. Existiam ainda a Bateria Sul, onde hoje está construída a Estação Radiotelegráfica, e a Bateria Oeste, junto à Portada. A Bateria Baixa é uma bateria complementar de defesa, também chamada "ao lume da água", para tiros rasantes, localizada em nível inferior à Bateria Nordeste, e cujo acesso subterrâneo é feito através de um túnel com teto de tijolos em forma de abóbada.
Nas extremidades norte e sul do Quartel da Tropa alguns aposentos fechados serviam de calabouço, excetuando-se os mezaninos, que eram utilizados como moradia de famílias de praças e oficiais casados. Nestas prisões, bem como naquelas existentes também na Casa do Comandante e no Paiol da Pólvora, estiveram detidos militares e civis, brancos e negros, prisioneiros de guerra e políticos, e, frequentemente, os próprios soldados da fortaleza, por motivos de disciplinamento.
Juntamente com os canhões, as guaritas são os ícones mais representativos das fortificações e da arquitetura militar. Situadas nos vértices proeminentes das muralhas, e também junto ao Paiol da Pólvora, funcionavam como postos de vigia. Construídas de tijolos e apoiadas sobre uma base circular de pedra, primorosamente esculpida em forma de um cone, parecem flutuar para além das muralhas.
A Fonte é um poço natural de água potável e está localizada bem junto ao mar, ao sul da Bateria Sudeste e das ruínas das antigas latrinas. Sua construção, em alvenaria de tijolos, hoje parcialmente soterrada, possui cobertura em forma de abóbada de aresta. Sua função original, mantida até os dias atuais, era coletar e armazenar a água utilizada no abastecimento da Fortaleza.
A Árvore dos Enforcados faz parte do folclore da Ilha de Anhatomirim. A árvore em questão é um araçazeiro que segundo consta teria sido o local do enforcamento e/ou fuzilamento de dezenas de prisioneiros ao final da Revolução Federalista, em 1894, quando Anhatomirim transformou-se num verdadeiro presídio. Muito embora existam dúvidas sobre o número, o local e o método das execuções, o tema estimula o imaginário dos visitantes, bem como o dos condutores culturais e ambientais da Fortaleza com histórias sobre fantasmas e outras superstições. A árvore está localizada no trajeto entre a Bateria Sudeste e a Estação Radiotelegráfica, em uma área bastante arborizada e agrável.
Este edifício foi construído no início do século XX (cerca de 1914) e abrigava os serviços de radiotelegrafia e moradia do telegrafista. Sua construção, assim como a Usina de Eletricidade, fez parte de um programa de modernização da fortaleza, no início da Primeira Guerra Mundial. Atualmente, a Estação está sendo adaptada para funcionar como um alojamento estudantil.
Este edifício foi construído no início do século XX (1917, como gravado na platibanda de sua fachada), e funcionou como uma central de força da Fortaleza, abrigando o primeiro gerador de energia elétrica da Ilha de Anhatomirim. Sua construção, assim como a Estação Radiotelegráfica, fez parte de um programa de modernização das fortificações, durante a Primeira Guerra Mundial. Desde a década de 1970, quando foi restaurada, a Usina funciona como Casa de apoio administrativo da Fortaleza.
O Novo Paiol da Pólvora foi construído no Século XIX, mesmo século em que a Capela foi demolida, com projeto semelhante ao paiol da Fortaleza de Araçatuba, aparecendo já em uma iconografia de 1873. Tinha a função de substituir o Antigo Paiol, considerado demasiadamente exposto e vulnerável. Na restauração da década de 1980, o edifício foi adaptado para abrigar um aquário de exibição de exemplares da fauna marinha da região.
O Quartel da Tropa da Fortaleza de Anhatomirim é o maior edifício desta tipologia no Brasil. O Pavimento térreo do Quartel da Tropa, com altura incomum de 6,3 m, consiste em uma extensa galeria tipo “loggia”, onde 11 arcos estruturais transversais feitos com tijolos à maneira romana, vencem o vão de 7.80 m entre o muro de arrimo da encosta e a fachada leste (essa com 12 arcos longitudinais). Sobre esses arcos, se apóiam os barrotes do assoalho de madeira do andar superior e se erguiam originalmente as paredes divisórias dos quartos dos soldados.
As áreas inferiores do Quartel da Tropa eram também chamadas de "Alpendres". Pelo projeto original, essa área térrea era quase toda aberta e utilizada para guardar as carretas dos canhões (também conhecidos como "reparos") e assim protegê-los das intempéries.
Um modelo bastante frequentente nos fortes catarinenses é o canhão inglês de ferro fundido, padrão Armstrong, de 24 libras, do século XVIII. A Inglaterra foi um dos maiores fornecedores de peças de ferro para Portugal.
O peso dessa peça era de cerca 2.601 kg. Esse tipo de peça era muito usada nas naus de linha (navios armados com 74 canhões ou mais) ou em fortificações. O comprimento da peça era de cerca de 290 cm. O alcance máximo de uma peça de 24 libras era de cinco quilômetros e meio, apenas em situações teóricas e especifícas com carretas especiais que permitissem inclinação de 45º. Tiros de maior precisão poderiam ser feitos até dois quilômetros, mas sem muito poder de penetração. O fogo eficaz da peça começava a uma distância de 800 a 900 metros, que poderia causar danos leves à muralha de um forte. O alcance ideal de emprego seria para distâncias inferiores a 400 metros.

A defesa da Barra Norte da Ilha de Santa Catarina era feita pelo fogo cruzado estabelecido pela disposição entre as três fortificações, um triângulo defensivo, formado pelas fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirm, São José da Ponta Grossa e Santo Antônio de Ratones. Sabe-se que os canhões não possuíam alcance suficiente para cruzar efetivamente seus fogos. Mas esta não é a questão mais importante. A defesa da barra deveria acontecer pela combinação adequada de fortificações, homens e armas, e embarcações. O primeiro enfrentamento deveria ser um combate naval entre embarcações, com as naus portuguesas protegidas em sua retaguarda pelo maior alcance da artilharia de suas fortificações.
Um dos ornatos em pedra lioz que emolduravam a parte superior da entrada principal da Antiga Capela, demolida provavelmente no final do século dezenove, encontra-se hoje exposto em frente à Nova Casa do Comandante. Uma outra portada da Capela, inteiramente talhada em pedra lioz, foi utilizada na porta de acesso ao muro corta-fogo do Novo Paiol da Pólvora.
18-Quartel da Tropa
O alojamento principal do Quartel da Tropa era formado por uma seqüência de quartos que existiam no pavimento superior da construção. Em ambas as extremidades do edifício, existiam também mezaninos que serviam de alojamento de famílias de praças e oficiais. A entrada para os mezaninos se dava externamente por escadas existentes nas fachadas norte e sul. Nas extremidades do andar térreo existiam calabouços utilizados como cárceres para prisioneiros e para o disciplinamento interno de soldados da própria fortaleza.
A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim foi a primeira e a principal fortaleza do Sistema Defensivo da Ilha de Santa Catarina, construída pelos portugueses a partir de 1739. José da Silva Paes, primeiro Governador da Capitania de Santa Catarina, foi o engenheiro militar idealizador desse sistema e projetista desta fortaleza. Anhatomirim pertence à União, está jurisdicionada à Marinha do Brasil, é protegida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como um Monumento Nacional (desde 1938), está cedida pela Marinha à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 1979, encontrando-se aberta à visitação pública desde 1984. Ou seja, este monumento está sob a gestão ininterrupta da UFSC já há 37 anos.

9- Casa do Comandante
Bateria Sul
Bateria Sudeste
Bateria Nordeste
Bateria Baixa
Bateria Oeste
Bateria Norte
57 canhões
Cabe ressaltar que embarcações à vela, como eram aquelas do século XVIII (sem propulsão a motor) não poderiam navegar em linha reta pelo meio do canal, salvo numa condição de vento muito favorável e extremamente rara, que poderia levar semanas ou mesmo meses para ocorrer.
Casa do Faroleiro
TAXA DE VISITAÇÃO:

INTEIRA: R$ 8,00 - ESTUDANTE: R$ 4,00
DUPLA: R$ 10,00 - DUPLA ESTUDANTE: R$ 5,00

Estudantes, mediante comprovação, pagam metade do valor. Idosos com mais de 60 anos e crianças com menos de 5 anos estão isentos da taxa.
Essa taxa de visitação é empregada na conservação e manutenção da fortaleza. (Parecer 163/CC/2010)

O ingresso duplo dá direito à visitação das fortalezas de Ratones e Anhatomirim no mesmo passeio.



Horário de funcionamento:

Alta temporada (janeiro a março): 9h às 18h.
Baixa temporada (abril a dezembro): 9h às 17h.

Mais informações:
www.fortalezas.ufsc.br
Telefone: (48) 3721-8302
http://www.fortalezas.ufsc.br/
http://cidadesfortificadas.ufsc.br/
http://cursoapadeanhatomirim2016.ufsc.br/
http://fortalezas.org/
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