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Construção da identidade

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by

Maria Varejão

on 12 May 2014

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Transcript of Construção da identidade

Carolina Varejão nº4
Duarte Caixado nº7

Construção da identidade
Introdução
No ser humano estão sempre presentes as dimensões biológicas, sociais e culturais. Deste modo, a dimensão sociocultural do viver humano, está sempre presente nas diversas manifestações da vida em sociedade.

A natureza biológica da mente
Ao longo dos séculos surgiram novas áreas de estudo sobre o corpo e a sua relação com a mente. Procurou-se estudar a forma como diferentes áreas cerebrais se relacionam com diferentes tipos de informação e de que modo as operações mentais se processam.

A natureza biológica da mente
Inicialmente valorizou-se a especialização do cérebro como um funcionamento global sistémico. Mais tarde, reforçou-se a concepção do aspecto activo, transformador e total do funcionamento da mente. E neste funcionamento está implicado o corpo na sua totalidade com características próprias relacionadas com a presença à nossa espécie, enquanto seres humanos.

“ Não há, portanto, traços humanos que não tenham uma fonte biológica. “
Edgar Morin

A natureza sociocultural da mente
A natureza sociocultual da mente
“ É necessário lembrarmo-nos, de que todo o acto é totalmente culturalizado: comer, dormir, mesmo sorrir ou chorar. Sabemos, por exemplo, que o sorriso do japonês não é igual ao do americano. E o mais espantoso é que os actos que são mais biológicos são também os actos mais culturais: nascer, morrer, casar-se “

Edgar Morin

A natureza biosociocultural da mente
“ todo o acto humano é, ao mesmo tempo, totalmente biológico e totalmente cultural “
Edgar Morin

É impossível compreender como somos, como pensamos, como agimos, sem referências ao mundo em que vivemos.
O funcionamento mental, constitui-se através do envolvimento activo do ser humano nos seus contextos ao logo da sua existência, e combina de forma criativa elementos biológicos e sociais numa realidade psicológica com significado.

A natureza biossociocultural da mente
Edxemplificando dois processos sobre as dimensões biológicas e culturais, como a alimentação e a sexualidade.

Sabemos que precisamos de nos alimentar quando sentimos fome. Esta sensação é provocada pelas contracções do estômago. Contudo, não é este órgão que controla o impulso da fome. Mas sim o hipotálamo que detecta a falta ou a presença de açúcar no sangue levando o individuo a sentir fome ou a sentir-se saciado.

A natureza biossociocultural da mente
Este processo regista o mecanismo fisiológico da fome. Contudo, nos seres humanos a aprendizagem desempenha um papel fundamental na satisfação deste impulso: o que comemos, quando comemos e como comemos ultrapassa as determinações orgânicas. O tipo de alimentos, o modo como são cozinhados e atá as horas das refeições são manifestações culturais significativas. Os regimes alimentares resultam muitas vezes de prescrições e proibições de caracter religioso e social.

A natureza biossociocultural da mente
Algumas situações podem levar-nos a ingerir alimentos mesmo que não tenhamos fome: comemos para fazer companhia a alguém, ou mesmo porque estamos ansiosos, por exemplo.
Concluímos, portanto, que a alimentação humana, para além da sua natureza biológica, está fortemente marcada por factores de ordem social e psicológica.

A natureza biossociocultural da mente
A natureza biossociocultural da mente
A sexualidade é também, fortemente influenciada pela cultura, por um sistema de valores. Assim se explicam as diferenças na manifestação e na concretização do impulso sexual ao longo dos tempos nas diferentes culturas.
A aceitação ou interdição da masturbação, o relacionamento sexual antes do casamento, a homossexualidade, o adultério são encarados de diferentes formas em épocas da história distintas e em diferentes culturas.

Necessidade e desejo
Necessidade e desejo
Necessidade e desejo
Necessidade e desejo
A natureza biossociocultural da mente
As respostas sexuais variam também nos diferentes estádios etários e de pessoa para pessoa. Mesmo dentro de uma cultura, os comportamentos sexuais variam entre diferentes grupos sociais.
A sexualidade humana manifesta-se em comportamentos de grande complexidade envolvendo várias dimensões.

Necessidade e desejo
Necessidade e desejo
Necessidade e desejo
Necessidade e desejo
Diferentemente das necessidades, os desejos não têm de ser concretizados de forma imperiosa na medida em que a sobrevivência não está posta em causa. Os desejos fazem parte dos planos de vida de cada um motivando a acção. Somos livres de desejar e de ter um desejo que reconhecemos como impossível. Mas os conhecimentos que temos do que somos, das nossas capacidades do contexto em que nos encontramos inseridos afectam o tipo de desejos que sentimos. Daí dizer-se que o desejo tem uma dimensão essencialmente psicossocial.

Desejos e necessidades no viver
É muito difícil, na vida prática distinguir os desejos da necessidades. Muitas das vezes, estão intimamente ligados. Assim, a satisfação das necessidades primárias está, por um lado, codificada cultural e socialmente e, por outro, traduzida em vontades e desejos pessoais.

Desejos e necessidades no viver
Desejos e necessidades no viver
Desejos e necessidades no viver
Desejos e necessidades no viver
Conhecer, relacionar-se e agir sobre o mundo
Desejos e necessidades no viver
O indivíduo possui uma aspiração ao reconhecimento por parte dos outros. Para que estes reconheçam o seu valor, esforço ou intensão. O desejo de possuir um determinado objecto ou ser visto pelos outros de determinada forma, são também aspirações do ser humano.

Estes desejos e vontades tornam-se, assim, também necessidades, uma vez que sentimos a sua falta. Procura-se alcançar a sua satisfação, não de qualquer modo, mas das formas que fazem sentido para os padrões sociais e culturais.

Freud, põe em causa a concepção clássica de desejo como sendo uma tendência acompanhada de consciência. Os desejos têm origem nas necessidades. É no decurso de uma experiência (a satisfação de uma necessidade) que o desejo se constitui. Uma necessidade interior provoca uma excitação que desaparece com a obtenção do objecto que a satisfaz.

Freud dá o exemplo do bebé com fome que recebe alimento, para além da satisfação da necessidade, produz uma experiência de prazer. Se o seio da mãe foi o portador do alimento passa a ser encarado como um objecto que proporciona prazer. Esta associação é fixada, memorizada pelo bebé: mamar responde à necessidade de alimento e satisfaz o desejo de prazer.

Conhecer, relacionar-se e agir sobre o mundo
Cada ser conhece o mundo, sente-o e age sobre ele. Estas três dimensões ligam-se, de forma íntima e interactiva, o corpo e a mente, o biológico e o sociocultural, a necessidade e o desejo. É a partir das interacções que todas estas dimensões estabelecem entre si, ao longo do tempo, que surge o nosso eu psicológico.
É a nossa mente, através dos processos cognitivos, emocionais e conativos, que permite que nos orientemos na vida quotidiana.

A mente, sistema de construção do mundo
Durante muito tempo, defendeu-se que a mente se limitava a processar a informação, como se fosse um computador (
modelo computacional da mente
).
A mente, sistema de
construção do mundo
A partir da década de 70, mobilizam-se várias críticas: embora a informação esteja na base da representação, não se reduz a ela.
O foco na informação vai sendo substituído pelo foco na
construção de sentido
: a mente, mais do que tratar a informação, cria significados.
Computador ≠ Mente Humana
A mente, sistema de construção do mundo
Pensamento
É através da mente que pensamos: pensar é ter uma mente que funciona e o pensamento exprime o funcionamento total da mente.


Pensamento
: operação mental que é contínua e que abrange a maioria dos processos mentais.
Pensamento
O termo pensamento remete para ideias, símbolos, perceções, imagens, palavras, conceitos e intenções.

Por isso, o pensamento envolve
todas as atividades mentais associadas
, por exemplo, a:

Formação de conceitos;
Resolução de problemas;
Decisão;
Compreensão;
Descoberta;
Criatividade;
Imaginação;
Aprendizagem complexa.
Pensamento
Resolução de problemas
São os conceitos, organizados em raciocínios, que desenham as estratégias mentais para a
resolução de problemas
.
Uma das características do pensamento humano é a flexibilidade, pois não está previamente definido um percurso de resolução de problemas. Assim, o raciocínio não se limita a seguir regras rigorosas de cálculo (
polimorfismo do raciocínio humano
).
Resolução de problemas
Resolução de problemas
Por vezes, o processo não é tão linear como parece, pois a sequência de etapas pode surgir alterada.

Quando a solução não é adequada, teremos de reiniciar com a vantagem de o problema já ser familiar. É necessário, de vez em quando, reinterpretar o problema.
Resolução de problemas
Há vários
fatores
que influenciam a resolução de um problema:

experiências passadas;
conhecimentos prévios;
motivação do sujeito.
"Nenhuma decisão é tomada sem emoção e ninguém é motivado exclusivamente pelo desejo de maximizar os seus interesses."
Bandura
Resolução de problemas
Tomada de decisão
Todos temos necessidade de
tomar decisões
no nosso dia-dia. Há decisões que fazemos que não têm muito impacto nas nossas vivências. No entanto, algumas podem condicionar o nosso futuro e o dos que nos rodeiam.
Quando precisamos de tomar uma decisão existe uma
área de incerteza
que nos obriga a escolher qual a melhor opção. Por isso, há diversas
variáveis
que afetam a nossa tomada de decisões.
Tomada de decisão
Das variáveis que condicionam a tomada de decisão, destacam-se as variáveis de conhecimento e as de motivação.
Variáveis de conhecimento
: quanto mais soubermos acerca das várias alternativas, maior é a probabilidade e optar corretamente. Ao anteciparmos as consequências de uma decisão, podemos atrasá-la ou acelerá-la.

Variáveis de motivação
: afetam a decisão, consciente ou inconscientemente.
Tomada de decisão
Também Bandura manifestou a sua atitude crítica em relação ao modelo racional da tomada de decisões. Fez, assim, referência a fatores emocionais e normas de grupo que também podem ser fulcrais.
"Ninguém mostrará qualquer interesse por uma eventual ação que se considera como totalmente ineficaz. Mesmo se pudesse retirar dela grandes benefícios. Um grande número de opções é rapidamente excluído, sem mesmo se avaliar os seus custos e benefícios, unicamente na base do sentimento de eficácia."

Bandura
Pensamento e ação
Tal como a mente, o pensamento está dependente da ação. É a partir da ação, relacionando-se constantemente com esta, que o pensamento se constitui.
As crianças vão constituindo o seu pensamento através das relações que estabelecem com os
ambientes físicos
e
humanos
em seu redor.
"É o movimento que comanda o pensamento. Porém, a criança rapidamente se tornará sujeito das suas próprias ações através da capacidade de simbolização, tendo o corpo como grande mediador. A criança empresta o seu corpo ao mundo e transforma-o em pensamento."
Dias, M.
Tomada de decisão
Pensamento e ação
Imaginação
É a
imaginação
que possibilita que o pensamento vá para além dos limites da realidade percebida.

A imaginação:

amplia o pensamento; faz
analogias
,
metáforas
e outras relações que vão favorecendo o estabelecimento de pontes entre experiências vividas e sonhadas, entre significados presentes e alternativos;

abre o pensamento a
novas oportunidades
;

permite prever experiências e formas de sentir, antecipar ações e encontrar alternativas para as mesmas.
Imaginação
Também é a imaginação que permite prever, tanto as intenções próprias, como as dos outros. Distinguem-se, assim, dois
processos de pensamento
diferentes mas complementares:
pensamento convergente;

pensamento divergente
Imaginação
Pensamento convergente
: síntese de informação e de conhecimento orientados para a solução de um problema. É um pensamento dominado pela lógica e pela objetividade, em que dominam os raciocínios hipotético-dedutivos. Está associado à resolução de problemas, geralmente com solução única. Corresponde à aplicação das regras lógicas e do conhecimento de modo a encontrar a solução correta;
Imaginação
Pensamento divergente
: processo de exploração em várias direções, de modo a contemplar vários parâmetros. Surgem diversas soluções originais, onde domina a intuição em detrimento das operações mentais lógico-dedutivos. Está associado à criatividade.
Imaginação
Criatividade
Howard Gardner define
indivíduo criativo
como
"uma pessoa que resolve regularmente problemas ou define novas questões numa área inicialmente considerada nova, mas que, mais tarde, se integra num dado sistema cultural"
.

A criatividade implica sempre
invenção
e
originalidade
, Assim, há pessoas que, apesar das suas dificuldades de aprendizagem, conseguiram ser célebres e marcar a história (Ex: John Irving).

Presente em todas as produções humanas, a criatividade está envolvida em política, na ciência, produções técnicas e até na resolução inovadora de um problema vulgar.
Criatividade
A origem da criatividade está sobretudo centrada em
fatores sociais/culturais
e
fatores pessoais
.
Um ambiente social estimulante, que encorage a
irreverência
e a
fantasia
, que estimule a autonomia e a liberdade de escolha, cria condições propícias ao desenvolvimento de uma atividade criativa.

Também as características pessoais, como a
curiosidade
, o
empenho
, o
inconformismo
, o gosto pela complexidade, pelo desconhecido e pela novidade e a insatisfação face ao que existe estimulam a produção criativa.
Criatividade
Criatividade
Auto-organização
O pensamento organiza diversos elementos e cria a possibilidade de eles se integrarem de forma significativa e pessoal na nossa experiência.

Diz-se, por isso, que
o pensamento é auto-organizado
, isto é, que se organiza de forma não determinada por nenhum dos seus elementos, mas a partir das regras que emergem interação complexa entre os seus elementos.

Partindo de um conjunto de elementos fortemente interligados, o pensamento
cria formas de sentido
, sequência e coerência.
Auto-organização
A
auto-organização
é importante para se compreender a forma como os seres humanos conseguem encontrar significados próprios para as suas vivências e agir com alguma autonomia. A construção de significados próprios e a possibilidade de agirem de forma mais ou menos autónoma são características centrais para a compreensão do
EU psicológico
e da sua
identidade
.
Conclusão
O pensamento incorpora todos os aspetos das interações entre o indivíduo e o seu ambiente. Pensar é viver num permanente envolvimento criativo com o mundo que se constrói e nos constrói à medida que se vive. Neste processo criamo-nos enquanto individualidade e identidade. Isto supõe uma história pessoal de interações vivida no seio de outros indivíduos.
Autonomia
Criatividade
Compreensão
Adaptação
Trabalho realizado por:
- Carolina Varejão nº4
- Duarte Caixado nº7
Psicologia - 12ºano

"Pensar é construir um mundo com significado e um sentido para o ser."
Manual:
Monteiro, Manuela; Ferreira, Pedro; Ser Humano – 2ª Parte, Psicologia 12ºano
Bibliografia
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