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Compreensão e regulação de emoções na primeira infância - Palestra professores escolas

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Nara Andrade

on 31 October 2013

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EMOÇÕES: pilar da experiência humana
EMOÇÕES E DESENVOLVIMENTO NA PRIMEIRA INFÂNCIA
As emoções exercem um importante papel para a evolução humana, o desenvolvimento saudável e a adaptação na ontogênese do indivíduo (Izard, 2009)
São elementos estruturantes das interações sociais.
“emoções são o centro das relações das crianças, bem-estar, senso de self e sensibilidade
moral e são centralmente ligadas à sua compreensão de mundo e crescimento”. (Judy Dun)
Do ponto de vista adaptativo, a comunicação acerca dos estados emocionais é essencial à sobrevivência do bebê

Bebês e crianças precisam compartilhar estados internos com seus parceiros sociais e ser capazes de processar informações relativas ao estado afetivo dos mesmos.
(Bergamasco, 1997).
2º e 3º mês – sorrisos tornam-se mais constantes e mais consistentemente relacionados às interações. Expressões faciais de surpresa, tristeza e aborrecimento também são evidentes. Reações de temor são escassas
(Coll et al., 2009).
... small
Expressão de emoções
1ºs dias de vida - expressões faciais de asco e mal estar, interesse e esboçam sorrisos.

Existe uma íntima correspondência entre estados internos e movimentos expressivos em bebês (Bergamasco, 1997; Izard, 1977).

1º mês (final) - sorrisos decorrentes da fala e do rosto humano começam a surgir (Coll et al., 2009)

expressão de emoções,
regulação emocional,
compreensão das emoções ou conhecimento emocional. (Denham, 1998)
CONHECIMENTO EMOCIONAL
relacionado a inúmeras e importantes dimensões do funcionamento cognitivo e sócio-relacional dos seres humanos.
- Regulação emocional (Trentacosta & Izard, 2007, Morgan et al, 2010);
- Habilidade social (Schultz, Izard, Ackerman & Youngstrom, 2001);
- Desempenho escolar (Garner & Waajid, 2008; Bennett, Bendersky, & Lewis, 2005; Trentacosta & Izard, 2007);
- Controle inibitório (Morgan et. al., 2010).
Problemas de comportamento (Morgan et. al., 2010);
- Interações negativas entre pares (Morgan et. al., 2010);
- Agressividade (Denham et al., 2002; Schultz et al, 2004);
Diversos são os motivos que interferem no desenvolvimento do conhecimento emocional, dentre os quais se encontra a EPILEPSIA DO LOBO TEMPORAL.
As relações entre emoções e sistema nervoso central foram pontuadas por Darwin em 1872.

Cannon Paul Brocca Papez
Herinch Klüver e Paul Bucy MacLean

Atualmente - neuroprocessamento das emoções tem nas estruturas mesiais do Lobo Temporal (em especial nas conexões entre amígdala, hipotálamo e outras estruturas do sistema límbico), o seu centro (Batista & Freitas-Magalhães, 2009; Machado, 2006).
Neuprocessamento das emoções
Emoções - complexo sistema de pocessamento cerebral

Não se restringe a regiões do lobo temporal, “recrutam porções do lobo frontal, que é a maior e mais recente estrutura cerebral a se desenvolver no cérebro humano”
(Peretz, 2009, p. 100).
Emoções: fenômenos complexos e multidimensionais que compreendem desde fenômenos biológicos a fenômenos subjetivos e sociais.
“são fenômenos expressivos e propositivos de curta duração, que envolvem estados de sentimento e ativação, e que nos auxiliam na adaptação às oportunidades e aos desafios que enfrentamos durante eventos importantes da vida”. (Reeve, 2006, p. 191)
1 a 3 anos - desenvolvem cada vez mais a capacidade de expressão das emoções.
2 anos - expressões faciais as quais denotam um possível controle sobre as emoções, (comprimir os lábios/raiva, morder o lábio inferior/ansiedade)
Conhecimento emocional (CE) - dimensão do desenvolvimento emocional definido como o conhecimento acerca das “expressões, rótulos e funções das emoções” (Izard, 2001, p. 250).

Conhecimento emocional (CE) - deriva de competências e habilidades emocionais (sist. emocional ou produto comum do sist emoc + sist. cognitivo)

O CE é intrinsecamente relacionado às interações entre pessoa e ambiente (Izard et al, 2001).
CE inclui:
1. capacidade precisa de perceber emoção - sinais em expressões facial e vocal, comportamentos e contextos diversos (a faceta mais fundamental),
2. Rotular emoções,
3. Identificar as causas ou ativadores de emoções em si mesmo e nos outros,
4. Antecipar as próprias emoções,
5. Capacidade de reconhecer e rotular as próprias emoções em circunstâncias variadas,
6. Entender as relações entre emoção, motivação e comportamento,
7. Conhecer família e as normas culturais para expressões de emoção verbal e não verbal, normas para sentimentos emoção,
8. Reconhecer dissimulação, co-ocorrência de emoções e ambivalência.


CE - características básicas desenvolvidas no início da vida, aperfeiçoando-se e diversificando-se no decorrer do desenvolvimento.
Componentes do CE emergem sequencialmente e em diferentes etapas do desenvolvimento infantil.

CONHECIMENTO EMOCIONAL
- Regulação emocional (Trentacosta & Izard, 2007, Morgan et al, 2010);
- Habilidade social (Schultz, Izard, Ackerman & Youngstrom, 2001);
- Desempenho escolar (Garner & Waajid, 2008; Bennett, Bendersky, & Lewis, 2005; Trentacosta & Izard, 2007);
- Controle inibitório (Morgan et. al., 2010).
- Problemas de comportamento (Morgan et. al., 2010);
- Interações negativas entre pares (Morgan et. al., 2010);
- Agressividade (Denham et al., 2002; Schultz et al, 2004);
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Coll, C; Marchesi, A & Palácios, J (2004). Desenvolvimento psicológico e educação: psicologia evolutiva. Porto Alegre: Artmed.
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CE Receptivo
(cc) image by nuonsolarteam on Flickr
Capacidade de reconhecer expressões de emoções
.
Primeiro componente a ser desenvolvido 
Bebês humanos : são capazes de discriminar regularidades emocionais através de estímulos visuais e auditivos com pouco esforço: 2 meses -expressões faciais / 4 meses expressões bimodais (facial e vocal)
CE receptivo - incrementado entre os 2 e os 6 anos de idade.
CE Receptivo
CE Expressivo
Capacidade de Rotular expressões de emoções
capacidade cognitiva e a habilidade verbal desempenham um papel muito importante.
Aquisição da linguagem (aprox. 18 meses) é fator de grande impacto para a compreensão das emoções e das normas e roteiros culturais relecionados às mesmas.
CE expressivo - rápido crescimento nos anos pré-escolares (Denham, 1998).
Conhecimento de situações emocionais
Capacidade de compreender as causas e consequências das emoções
24 meses: criança já é capaz de falar das suas emoções e das demais pessoas, assim como das consequências e causas das emoções (Dunn, 1994, citado por Morgan et al., 2009).
As crianças começam a compreender o significado das emoções a partir das relações entre realidade e desejo, sendo que crianças de dois anos de idade já percebem que querer e obter gera alegria, enquanto querer e não obter gera tristeza (Denham, 1998).
COMPREENSÃO DAS EMOÇÕES OU CONHECIMENTO EMOCIONAL
Competência emocional compreende:
Primeira infância (0 a 6 anos) - período crítico para o desenvolvimento emocional
Expressões emocionais emitidas pelas crianças possuem um importante papel na regulação do comportamento dos cuidadores.
O DESENVOLVIMENTO DO CONHECIMENTO EMOCIONA DURANTE A PRIMEIRA INFÂNCIA
Habilidades mais relevantes para permitir uma comunicação eficaz e uso adaptativo de expressões emocionais em crianças pequenas (Denham, 2003; Izard et al., 2007)
COMO OCORRE O DESENVOLVIMENTO DA COMPREENSÃO EMOCIONAL
Bebês > 10 meses
3 a 6 anos
10 a 24 meses
Perspectiva da diferenciação
2 anos
Perspectiva das categorias discretas
(Denham, 1998; Izard, 1994)
X
Perspectiva da diferenciação
(Widen & Russel, 2008).
Figura 1 – Modelo hierárquico das emoções (Widen & Russel, 2008)
A discriminação das emoções se inicia a partir de categorias amplas relacionadas à valência e excitação
“As categorias de raiva, medo, ciúme e assim por diante não são pré-formadas, mas devem ser construídas” (Widen & Russel, 2008, p. 350).
2nd step
Discriminam as emoções através de características ou padrões de características. Não são capazes de reconhecer (“atribuir significado emocional a estímulos detectados e discriminados”) (Widen e Russel, 2008)

2 meses - foca atenção em partes do rosto humano e discrimina expressões faciais (Coll et al., 2004).
4 meses - discrimina expressões bimodais (facial e vocal) de felicidade, tristeza e irritação (Flom e Pick, 2008)
5 meses - diferencia expressões unimodais vocais de raiva, felicidade e tristeza (Flom e Pick, 2008).
Fazem associação entre as emoções expressas por outros e seu comportamento.

10 semanas - mostram mais interesse e sorriem mais quando estão na presença de expressões emocionais positivas (Kahana-Kalman & Walker Andrews, 2001 ).

“Baby-talk” ou fala direcionada às crianças (Nakata & Treuhb, 2003)
10 meses - Utilizam informação emocional para predizer o comportamento dos demais e direcionar o seu (aproximar-se ou afastar-se). Relação triádica (Widen e Russel, 2008).
10 meses - Pesquisas situações de referência social (Feinman & Lewis, 1983; Sorce, Emde, Campos & Klinnert, 1985; Moses et al, 2001; Mumme & Fernald, 2003)
18 meses – aquisição da linguagem, possivelmente, um dos fatores de maior impacto para o reconhecimento e compreensão das emoções.

18 a 20 meses - verbalizam rótulos emocionais, com utilização ainda é infreqüente (Dunn, Bretherton & Munn, 1986).

Antes dos 24 meses - vocabulário majoritariamente de palavras genéricas relacionadas às emoções / mau e bom (Widen & Russel, 2008).
As crianças desta idade encontram algum significado nas expressões emocionais dos adultos
(Widen e Russel, 2008).
EMOÇÃO E LINGUAGEM
Palavras ou rótulos emocionais – "Oferece às crianças uma ferramenta especialmente poderosa para compreender as emoções" (Koop,1989)
Capacidade de nomear emoções (aprox. final do segundo ano de vida) é um dos primeiros esquemas emocionais construído durante a infância (Izard, 2009, p. 9).
Expressar emoções e sentimentos verbalmente - favorece a diminuição de choros e expressões de raivar (Coll et al., 2009).
Percepção e rotulação da emoção - aspecto central da utilização adaptativa da emoção e promove o desenvolvimento de aspectos mais complexos do conhecimento emocional
Primeiro rótulo ou situação compreendida - alegria. Entre os 24 e 36 meses - tristeza, raiva e medo (Widen & Russel, 2008; Bosacki & Moore, 2004; Widen & Russel, 2003; Ridgway, Waters & Kuczaj, 1985).
Falam das emoções no presente, no passado e no futuro
Rotulam as suas próprias emoções
Atribuem emoções as outras pessoas, assim como a bonecas e a amigos imaginários.
Empregam a linguagem emocional para atender as suas próprias necessidades emocionais e a fazer associações entre a emoção expressa pelos outros e os desejos dos mesmos (Widen & Russel, 2008; Bosacki & Moore, 2004).
Compreendem que as emoções são distintas também a partir das causas que as provocam e a partir dos comportamentos e
expressões que resultam das mesmas (Wellman, Haris, Banerjee e Sinclair, 1995)
Associam a emoção de tristeza com resultados negativos, assim como a emoção de alegria a resultados positivos
(Wellman & Woolley, 1990).
Compreensão das categorias emocionais utilizadas pelas crianças difere das utilizadas por adultos, mostrando-se muito mais amplas.
Estudos com tarefas de livre rotulação e tarefas de categorização (Widen & Russel, 2003; Nelson, Widen & Russel, 2006)
Estudos de rotulação de expressões emocionais em faces - respostas “erradas” - mais propensas a receber rótulos da mesma valência que da sua valência oposta (Denham & Couchoud, 1990; Widen & Russel, 2003; Nelson, Widen & Russel, 2006).
“Crianças de dois anos de idades são surpreendentemente sofisticadas nas suas concepções mentalistas das emoções separando-as das suas causas e conseqüências
Teoria da Mente (Wellman & Woolley, 1990, citado por Widen & Russel, 2008) - compreendem desejos como estados mentais, atribuindo diferentes desejos a diferentes indivíduos, mas falham na compreensão de que outros podem ter diferentes crenças.
Compreendem os estímulos emocionais principalmente em termos de amplas dimensões de valência e excitação e não em termos de categorias discretas. Essa compreensão complementa a sua teoria da mente acerca dos outros do tipo percepção-desejo (Widen & Russel, 2008)
CONHECIMENTO EMOCIONAL E TEORIA DA MENTE
Cotidiano - enunciados fornecem uma teoria causal implícita e socialmente co-construída das emoções
A compreensão das emoções baseia-se também em teorias implícitas e socialmente compartilhadas de estados mentais como crenças, desejos, intenções e objetivos, e seus links com comportamentos (Bosacki & Moore, 2004).

Intima relação entre o conhecimento emocional em sua dimensão mais complexa e o desenvolvimento da à teoria da mente (Bosacki & Moore, 2004).



3 anos - pré-requisitos cognitivos (auto-consciência, a consciência de regras e um padrão definido para o seu próprio comportamento). Emoções como orgulho e constrangimento.
(Bosacki & Moore, 2004).
Emoções básicas - desenvolvem-se no início da vida humana
Emoções secundárias ou sociais – dependem de aspectos referentes à aprendizagem e à socialização - internalização de normas sociais, desenvolvimento de identidade pessoal (Férnandez-Abascal et al., 2010; Izard, 2009).
Emoções sociais - começam a surgir durante a primeira infância - com 2 anos as crianças podem expressar emoções secundárias (empatia, vergonha ou culpa)
6 a 7 anos - aprendem conceitos referentes às emoções secundárias
X
3 ou 4 anos - desenvolvem conceitos preliminares e ainda não finalizados das emoções secundárias (Russel & Paris, 1994; Capps, Yirmija & Sigman, 1992).
Conhecimento acerca das emoções básicas - pré-requisitos para a compreensão das emoções secundárias.
Compreender a valência correta destas emoções - compreensão parcial das emoções sociais (Bosacki & Moore, 2004)
3 anos - atribuem causas e conseqüências adequadas às emoções básicas, bem como as metas e resultados emocionais de situações (Bosacki & Moore, 2004)
.
3 anos – vão, aos poucos, transformando categorias mais amplas em categorias emocionais discretas.
3 anos – associa resultados positivos ou negativos a faces de mesma valência. Não fazem distinções entre emoções negativas. (Sten e Levine, 1989)
3 a 4 anos - rotulam eventos frustrantes (tristeza ou raiva). Crianças mais velhas fazem distinção (Tabasso, Stein & Johnson, 1981).

4 anos - inicia compreensão completa das crenças (Wellman, 1995), o que, subsidia a sua compreensão dos conceitos emocionais.
MODELO DE DIFERENCIAÇÃO (Widen & Russel)
1. A valência e a excitação continuam a ser importantes para o processo de diferenciação das emoções.
Crianças pré-escolares - “erros” no reconhecimento de emoções continuam a ser influenciados pela valência e excitação.
Antes de conhecerem as características específicas das emoções sociais conhecem a sua valência.
2. Crianças utilizam diferentes rótulos emocionais em diferentes freqüências, tendendo a usar algumas expressões de maneira mais freqüente que outras.
Pesquisa - ordem de rótulos mais utilizados: alegria, tristeza, raiva, medo, surpresa e nojo (Widen & Russel, 2003).
Diferença de freqüência no uso dos rótulos emocionais = acessibilidade dos conceitos emocionais
3. Categorias emocionais entram na taxonomia da criança em ordem sistemática
A associação entre as emoções e seus rótulos aumentam com a idade.
Revisão (19 estudos) - crianças apresentam mais acurácia na associação de categorias emocionais que emergem mais cedo no desenvolvimento emocional (Widden, 2005). Crianças pré-escolares apresentam maior número de acertos nas categorias alegria, tristeza e raiva, seguidas de medo, nojo e surpresa.
Conceitos emocionais complementares emergem apenas após L5
4. Categorias emocionais emergem amplas e vão se estreitando no decorrer do desenvolvimento.
Emoções básicas - estreitamento a partir da a dimensão de excitação.
Crianças pré-escolares, categorizando a emoção de raiva, começam a excluir as fotografias com expressões emocionais em uma ordem baseada no grau de excitação expressa (tristeza, medo e, posteriormente nojo).
Estreitamento das categorias emocionais é gradual e ainda está incompleto nos anos pré-escolares
5 anos - ainda incluem fotografias com expressões de nojo na categoria raiva.
Emoções secundárias - estreitamento das categorias ocorre gradualmente baseado em outros fatores e não em excitação. Primeiro são compreendidas em termos de valência e se estreitam até se aproximarem à sua concepção discreta.

5. “As crianças formam um roteiro para cada categoria emocional” (Widen & Russel, 2008, p. 358).
Roteiros - iniciam-se com poucos elementos, visto que as categorias emocionais são amplas, e vão adquirindo novos componentes a medida que as mesmas vão se estreitando.
Roteiro de tristeza - diversos eventos ou elementos (perda, resultado em sentimentos negativos, choro, diminuição do movimento, etc).

Auxilia na antecipação de sentimentos e comportamentos de outras pessoas e na expressão dos seus próprios sentimentos,

Aumenta “a probabilidade de que o indivíduo utilize a capacidade de adaptação inerente à excitação emocional e à motivação emocional” (Izard, 2001, p. 250).

Favorece o desenvolvimento de uma relação adaptativa e saudável do indivíduo com seu contexto.
CONHECIMENTO EMOCIONAL: Compreendendo a sua importância
CE: Fatores que inflenciam seu desenvolvimento
Depende desde as estruturas neurais que possibilitam o neuroprocessamento das emoções até as interações entre o indivíduo e o seu contexto.

Diversidade cultural (Morgan et al., 2010).
Lesão Lobo Temporal
RECONHECIMENTO DE EMOÇÕES EM FACES

(Adolphs, Tranel, Damasio & Damasio, 1994; Adolphs, Tranel, Damasio & Damasio, 1995; Calder et al., 1996; Batista & Freitas-Magalhães, 2009; Cristinzio, Diaye, Seeck, Vuilleumier, & Sander, 2010)
RECONHECIMENTO DE EMOÇÕES EM PROSÓDIA E MÚSICA

(Gosselin, Peretz, Johnsen & Adolphs, 2007; Gosselin, Peretz, Samson & Adolphs, 2006; Gosselin et al., 2005).
“Nada (nem mesmo a emoção) é o único mediador da um comportamento pessoal ou social significativo” (Izard, 2009, p.7).
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Trentacosta, C. J., & Fine, S. E. (2010). Emotion Knowledge, Social Competence, and Behavior Problems in Childhood and Adolescence: A Meta-Analytic Review. Social development (Oxford, England), 19(1), 1-29. doi:10.1111/j.1467-9507.2009.00543.x
Trentacosta, C. J., & Izard, C. E. (2007). Kindergarten children’s emotion competence as a predictor of their academic competence in first grade.Emotion (Washington, D.C.), 7(1), 77-88. doi:10.1037/1528-3542.7.1.77
Widen, S. C. & Russel, J. A. (2008) Young children’s understanding of others’ emotions. In: Lewis, M.; Haviland-Jones, J. M. & Barrett, L. F. (2008) Handbook of emotions. Nova York: The guilford press.
As crianças começam a compreender o significado das emoções a partir das relações entre realidade e desejo (...) percebem que querer e obter gera alegria, enquanto querer e não obter gera tristeza (Denham, 1998).
a
“Em conversas diárias, as crianças ouvem referências diretas às emoções, bem como interpretações que se relacionam as emoções com as relacionam com interações sociais. (...) essas interpretações ocorrem em enunciados significativos que fornecem uma teoria causal implícita e socialmente co-construída das emoções”. (Bosacki & Moore, 2004, p. 660). 

CE Receptivo, CE expressivo e CE acerca das situações emocionais são pilares para o desenvolvimento de dimensões mais complexas do CE (Izard, 2001).


Primeira infância (0 a 6 anos): “período especialmente relevante para o desenvolvimento humano, em que habilidades cognitivas e psicossociais fundamentais são desenvolvidas” (Ferreira et al., 2010, p. 212).

Dificuldades socioemocionais presentes na primeira infância, tais como introversão, agressividade, entre outras, tendem a se perpetuar após este período (Denham, 1998).
NÍVEIS DE AGRESSIVIDADE (Schultz, Izard Denham et al., 2002),
INTERAÇÕES NEGATIVAS ENTRE PARES (Morgan et al., 2009; Miller, Hospital, Seifer & Eguia, 2005)
PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO (Morgan et al., 2009).
REGULAÇÃO EMOCIONAL (Trentacosta & Izard, 2007, Morgan et al., 2009)
HABILIDADE SOCIAL (Schultz, Izard, Ackerman & Youngstrom, 2001)
CONTROLE INIBITÓRIO (Morgan et al., 2009)
DESEMPENHO ESCOLAR (Garner Bennett, Bendersky, Trentacosta & Izard, 2007)

CE: impactos no desenvolvimento infantil
Níveis elevados de punição física, negligência e agressividade psicológica (Sullivan, Bennett, Carpenter Sullivan, Carmody Pollak, Cicchetti, Hornung, & Reed, 2000).
Condições socioeconômicas relacionadas à baixa renda familiar (Schultz et al., 2001) ou situações de risco social (Alexandra et al., 2010)
Lesões e disfunções no lobo temporal (Batista e Freitas Magalhães, 2009; Phan et al., 2001; Calder et al., 1996; Adolphs et al., 1994, 1995)
Transtornos psquiátricos (Kohler, Turner, Gur, & Gur, 2004)
CONHECIMENTO EMOCIONAL
“A investigação não é desapaixonada” (Latner, 1994, p.19)
Regulação Emocional
O que as pessoas fazem para regular suas emoções?
Existem maneiras de regular a emoção melhores do que outras?
Como as crianças desenvolvem uma maneira única e individual de regular suas emoções?
O processo de regulação pode ser...
Automático ou controlado
Consciente ou inconsciente
Principais recursos:
•Não há a priori regulação boa ou ruim. Depende do seu valor adaptativo para o contexto.
•Possibilidade de regulação de comportamentos positivos e negativos, aumentando-os ou diminuindo-os.
Emoções negativas sao mais frequentemente reguladas que as positivas.
• As atividades de regulação emocional são inicialmente deliberadas, porém depois podem se tornar inconscientes.
Estratégias de
regulação emocional
Situação
Atenção
Avaliação
Resposta
Seleção da
situação
Modificação
da situação
Manejamento
da atenção
Mudança
cognitiva
Modulação
da resposta
Spark
* o modelo modal da emoção
Imagine um pai que decide levar seu filho para o seu primeiro corte de cabelo apropriado. Após mencionar a idéia ao filho,
o pai procura o melhor entre vários lugares.
Alguns são apenas barbearias comuns para adultos. Outras parecem mais amigáveis, com paredes coloridas e prateleiras de brinquedos. Uma vez que seu filho está sentado na cadeira da "Cut `R` Us", o pai aguarda nervosamente. O primeiro barbeiro que se aproxima é o mais desapropriado possível, com uma barba enorme e modos terríveis. Quando ele chega perto - tesouras em mãos - a criança abre o berreiro.
O pai pede para aguardar o próximo barbeiro disponível.
Quando um segundo barbeiro finalmente está livre, o corte de cabelo se inicia. Num primeiro momento, a criança observa a enxurrada de cabelos caindo com grande interesse. Após alguns minutos de calma, ela perde o interesse e quer levantar. O pai lhe diz que ela vai levantar, mas primeiro pergunta o que a criança quer de aniversário. Isso distrai o pequeno até o barbeiro ligar um barulhento barbeador. A criança irrompe em lágrimas, aterrorizada pelo "rugido do monstro". O pai lhe explica que é a máquina "ronronando", igualzinho a um gato. Isso gera mais alguns minutos de tranquilidade, até a criança notar o monte de enfeites de cabelo em volta da cadeira, que por sua vez provoca uma explosão emocional. Desesperado, o pai lhe fala que um rapaz daquele tamanho não deve choramingar, e lhe diz para parar de chorar "agora mesmo".
Seleção da Situação

o Requer um entendimento das características prováveis de situações hipotéticas, e da expectativa das respostas emocionais relacionadas a essas situações.
escolhe-se (ou evita-se) situações que provavelmente irão gerar emoções desejáveis (ou indesejáveis)
.
o Avaliações em tempo real da experiência emocional divergem de resumos prospectivos destas. Num resumo anterior, as pessoas são capazes de prever sentimentos de pico e de desfecho, mas são curiosamente insensíveis a duração.
Esses vieses dificultam a representação apropriada que embasarão a seleção das situação.

Olhando a frente no tempo, as pessoas superestimam o quanto vai durar suas respostas negativas a várias situações
.
o Outra barreira a essa estratégia é a pesagem dos benefícios de curto prazo versus os de longo prazo. É necessária a perspectiva de outras pessoas.

o Pessoas comumente intervem na maneira de gerir o sentimento de outras pessoas por meio da influencia em sua seleção de situações, principalmente em relação às crianças.
Modificação
da Situação


o Ocasionalmente pode se complicado diferir seleção da situação com modificação da situação, pois esforços para modificar uma situação podem dar origem a uma situação completamente nova.

No entanto, modificação da situação refere-se ao

manejamento externo, com mudança no ambiente físico.
cada esforço para modificar diretamente a situação,
e então alterar seu impacto emocional.
oA própria expressão emocional pode ser uma poderosa forma de regulação emocional extrínseca, mudando a natureza da situação.
* consequências sociais da expressão emocional
o
A influência da família e dno desenvolvimento da capacidade de regulação emocional das crianças:
pais que dão suporte e são simpáticos às manifestações emocionais das crianças tendem a ter crianças com capacidade de regulação emocional mais positiva a longo prazo.
SS
MS
Manejamento
da atenção
modificação do foco da atenção de modo a influenciar a resposta emocional.
uma das possibilidades de regular a emoção sem
modificar o ambiente.
o Pode ser considerada uma versão interna da seleção de situação.
o Um dos primeiros processos de regulação emocional que surgem no desenvolvimento, usado principalmente quando não é possível modificar a situação.
Muchacha a la Ventana" - Salvador Dali - 1927
Formas de manejamento da atenção:

> Retirada física da atenção

> Redirecionamento interno da atenção
•Distração
•Concentração

> Responder a outro direcionamento da atenção
Mudança Cognitiva
refere-se a como uma situação é avaliada, de forma a alterar a sua significação emocional, ou para mudar a forma como se pensa sobre ela, ou para manejar a capacidade de lidar com a demanda que ela coloca.
MA
algumas estratégias de mudança cognitiva:
comparar uma situação ruim com outra pior com a finalidade de se sentir melhor.
reavaliar o significado das situações.
MC

Adaptando as informações que repassam para as crianças sobre determinados contextos.
Como pais e cuidadores influenciam nas respostas emocionais da criança?
Explicando a causa das emoções dos outros e as da própria criança.
Listando regras e scripts emocionais a serem seguidos.
Ensinando estratégias de regulação emocional envolvendo mudança cognitiva.
Provocando mudança cognitiva ao reinterpretar a situação para a criança.
Modulação
da Resposta
ocorre tarde no processo de geração da emoção, depois que a resposta tendenciada já foi eliciada. Refere-se a influenciar respostas comportamentais e psicológicas.
o Drogas, exercício físico, relaxamento e alguns alimentos podem modificar a experiência emocional.
o Regulação do comportamento
expressivo-emocional.
o Iniciar uma expressão emocional pode aumentar o sentimento dessa emoção.

o Crianças e adultos parecem ser mais capazes de regular suas emoções se puderem achar outros meios de expressá-las (com palavras, por exemplo).
Conclusões
•Não é a resposta emocional per si que é adaptativa ou não adaptativa – só o seu contexto pode definir.

•Às vezes, casos de desregularção emocional pode ser a única resposta encontrada pelo indivíduo para reagir à determinada circunstância (ex: uma família emocionalmente abusiva)

•Valores culturais são muito significativos para se definir o que são respostas adaptativas para determinada população.
MR
Referência:
Gross, J.J., & Thompson, R.A. Emotion regulation: Conceptual foundations. In J.J.
Gross (Ed.), Handbook of emotion regulation. New York: Guilford Press, 2006.
Antes dos 24 meses - vocabulário com palavras genéricas relacionadas às emoções, tais como mau e bom (Widen & Russel, 2008).

Período pré-escolar – ampliação do vocabulário de expressões emocionais, sendo que ao final deste período demonstram um conhecimento sólido relacionado às expressões referentes às emoções básicas (Denham & Couchoud, 1990b).

A compreensão as categorias emocionais utilizadas pelas crianças são diferentes daquelas utilizadas por adultos, mostrando-se muito mais amplas (Denham, 1998; Widen & Russel, 2008).

CE expressivo - possibilita à criança compartilhar as suas experiências emocionais reverberando na regulação das emoções e na qualidade das interações sociais.
Crianças baseiam a compreensão das situações que geram emoções nas informações contextuais e experiências cotidianas vividas por elas.

“Em conversas diárias, as crianças ouvem referências diretas às emoções, bem como interpretações que se relacionam as emoções com as relacionam com interações sociais. (...) essas interpretações ocorrem em enunciados significativos que fornecem uma teoria causal implícita e socialmente co-construída das emoções”. (Bosacki & Moore, 2004, p. 660). 
3 a 6 anos - “período especialmente relevante para o desenvolvimento humano, em que habilidades cognitivas e psicossociais fundamentais são desenvolvidas”
(Ferreira et al., 2010, p. 212).
Dificuldades socioemocionais presentes na primeira infância, tais como introversão, agressividade, entre outras, tendem a se perpetuar após este período
Intervenções precoces são necessárias e especialmente eficazes.
(Denham, 1998).
Primeira infância (0 a 6 anos): Período crítico para o desenvolvimento emocional.
A capacidade das crianças:
- perceberem e nomearem as emoções (expressões faciais, vocais, etc),
- identificarem as causas e consequências das emoções,
- reconhecer dissimulação, co-ocorrência de emoções e ambivalência
- saber lidar com as suas emoções, etc


• Auxilia na antecipação de sentimentos e comportamentos de outras pessoas e na expressão dos seus próprios sentimentos,
• É fundamental para que as crianças compreendam que os outros possuem desejos e pensamentos diferentes dos seus.
• Favorece o desenvolvimento das habilidades sociais da criança
• Favorece o desenvolvimento de uma relação adaptativa e saudável da criança com seu contexto.

Crianças com pouca CE
Lidam pior com suas próprias emoções
São mais agressivas
Tem mais problemas de comportamento
Menos atenção
Pior desempenho na escola



• É muito importante a criança falar das suas emoções e das demais pessoas (Bosacki & Moore, 2004).

•Expressar emoções e sentimentos verbalmente favorece a diminuição de choros, expressões de raiva, tristeza (Coll et al., 2009).

Crianças que compreendem a sua emoção e a dos demais e as comunica conseguem resolver melhor os seus conflitos!
Como ajudar as crianças identificar as suas próprias emoções e estar mais atenta às emoções dos outros?

Livros/
quadrinhos
Fotos/ imagens
Estimular a criança a discriminar as emoções que outras crianças/adultos sentiram.
brincadeiras/jogos (ex: brincadeiras de faz-de-conta)
Falar sobre a emoção e dizer seu nome no momento de sua ocorrência na criança
• Pais e professores:
desenvolver uma relação positiva, consistente e de confiança com a criança é um passo importante para o desenvolvimento de habilidades emocionais

É muito importante os adultos saberem reconhecer os sinais emocionais das crianças

As emoções informam muito as pais/cuidadores sobre as situações que estão ocorrendo com as crianças. Observem sempre mudanças no padrão emocional e de comportamento delas.
Desenvolvimento emocional na primeira infância
Nara Andrade
Psicóloga / Prof. da UCSAl
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