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PERCEPCAO DO ESPACO EDIFICADO:

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by

Carolina Vieira

on 16 December 2015

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Transcript of PERCEPCAO DO ESPACO EDIFICADO:

Introdução
O espaço arquitetônico é extremamente utilizado no dia-a-dia do ser humano: lazer, produção, moradia ...
Por tal relevância, se faz necessário um estudo mais aprofundado da relação do indivíduo com este espaço, de maneira que não sejam considerados de forma exclusiva os aspectos físicos, estéticos, ou até mesmo funcionais, mas sempre levando em consideração o usuário deste ambiente;
Os elementos arquitetônicos que compõem o espaço, influenciam na percepção do observador.
A arquitetura se diferencia dos outros movimentos artísticos por permitir que o indivíduo a penetre e caminhe dentro, através de um conjunto de elementos construídos;

Monumentos, Fontes, Portais, Arcos por si só, não são considerados Arquitetura.
Percepção Sensitiva
Relação homem-espaço, estabelecida somente pelos sentidos básicos.
O espaço na
arquitetura

A PERCEPÇÃO DO ESPAÇO EDIFICADO:
“Nós modelamos a arquitetura e por ela somos modelados.”
(Churchill apud Hall, 1996, p.99)
A sensação e a percepção estão diretamente ligadas. Elas proporcionam o primeiro contato com o ambiente.
Sensação e Percepção
Avaliação dos Elementos Objetivos e Subjetivos da Arquitetura, através da Percepção Sensitiva e Total do Ambiente.

A relação entre o homem e o espaço é realizada, inicialmente, através da percepção que o indivíduo possui do meio construído em que ele está inserido, levando em consideração os elementos arquitetônicos que foram utilizados para a formação deste espaço.

Hipótese
“Relatividade”, 1953. Xilografia, 28×29 cm.
Coleção Privada.

“Monumento a la Revolucion" Cidade do México

Geralmente, uma influencia a outra.
Ex.: Catedrais Góticas.

“Em todos os edifícios, o continente é
a caixa mural, o conteúdo, o espaço interior.”
(ZEVI, 1918)

"Duomo di Milano" Milão, Itália.
Vista do interior. Duomo di Milano.
Exceção observada no passado:

Igrejas Barrocas, onde somente no interior revelavam a sua magnitude.
"Igreja Nossa Senhora do Ó" Sabará, Minas Gerais.
Vista do interior. Igreja Nossa Senhora do Ó.
Onde a obra do homem delimita certos “vazios”, ali pode ser chamado de Arquitetura. Tendo ele 5 ou 6 planos.
“A experiência espacial da arquitetura, prolonga-se nas cidades, nas praças, nos becos...”
(ZEVI, 1918)
"Avenida Champs Elysees" Paris, França.
Estímulos
(Luz, som, cheiro...)
Órgãos receptores
(Olhos, ouvidos, nariz...)
Sensação
Percepção
Cognição
Resposta
Ação
“A Percepção está, intrinsecamente, ligada ao imediato e é dependente dos estímulos e de suas propriedades físicas.”
(MOORE;GOLLEDGE, 1976, ap. REIS; LAY, 2006)
Está diretamente ligada à consciência de ordem (coerência) espacial, não necessitando de fatores ligados ao indivíduo.
"Ciudad en caos", Mayra.
CONFIGURAÇÕES FORMAIS E FUNCIONAIS
Configuração Linear:
Distribuição Linear, de volumes e/ou espaços;
Ênfase em uma direção;
Continuidade;
Circulação podendo estar fora ou dentro dos ambientes
Ministério da Educação e Saúde pública, Le Corbusier
Fonte: CHING, 2008, ed. pelo Autor
CONFIGURAÇÕES FORMAIS E FUNCIONAIS
Configuração Central de Uso:
Fonte: CHING, 2008, ed. pelo Autor
Espaço compacto ou circular;
Pode-se haver dois centros;
Circulação pode ser o próprio centro, ou no seu entorno;
Destacar a atividade exercida no centro.
Tietgenkollegiet, Copenhage, Dinamarca
CONFIGURAÇÕES FORMAIS E FUNCIONAIS
Configuração Radial:
Fonte: CHING, 2008, ed. pelo Autor
Mistura de configuração linear e central:
Geralmente a distribuição é a partir do centro;
Os setores lineares são conectados através do centro;
Separar as atividades exercidas.
Sede Unesco, Paris - França
CONFIGURAÇÕES FORMAIS E FUNCIONAIS
Configuração Geométrica Binuclear:
Fonte: REIS, 2002, ed. pelo Autor
Dois componentes em cada extremidade;
Conexão através de acessos, ou ambientes;
Enfatizar duas partes do edifício.
“Cases Americanes”, EUA.
CONFIGURAÇÕES FORMAIS E FUNCIONAIS
Configuração Geométrica com relação de Subtração:
Remoção de partes sem descaracterizar o todo;
Fazer o reconhecimento da forma.
Fonte: REIS, 2002, ed. pelo Autor
CONFIGURAÇÕES FORMAIS E FUNCIONAIS
Configuração Geométrica com relação de Adição:
Junção de dois ou mais elementos;
Destaca o elemento anexado;
Podem ser conectados por uma superfície, sobreposição ou blocos separados espacialmente, porém vinculados por um espaço secundário.
Fonte: CHING, 2008, ed. pelo Autor
Biblioteca e Centro de aprendizagem, Zaha Hadid
Fonte: Carolina Amaral, Varsóvia - Polônia
CONFIGURAÇÕES FORMAIS E FUNCIONAIS
Configuração Geométrica com relação de Simetria:
Repetição de elementos arquitetônicos;
Ligação por um eixo, ou centro;
Equilíbrio visual.
Fonte: REIS, 2002, ed. pelo Autor
Taj Mahal, India
CONFIGURAÇÕES FORMAIS E FUNCIONAIS
Configuração Geométrica com relação de Redução:
Repetição de elementos arquitetônicos de forma reduzida;
Ligação por um eixo, ou centro;
Reconhecimento da forma principal.
Fonte: REIS, 2002, ed. pelo Autor
Opera House, Sidney - Austrália
Iluminação
É através da luz, que a visão é estimulada.

Além de possibilitar a visualização dos objetos, ela provoca sensações, e faz perceber o espaço.
“A Luz em si, tem expressividade. Luz dirigida e sombra projetada modificam a percepção do objeto.”
(SCHMID, 2005 ap. CABRAL, 2013)
Amsterdam Ligth Festival - Holanda
Materiais e Texturas
O Acabamento das superfícies, revela a forma e a impressão do espaço.

Possuem influência direta na imagem, na função e durabilidade do ambiente.
Os materiais carregam consigo, sensações diferentes entre si, podendo ser percebidos principalmente através da visão.

Ex.: duros/flexíveis, resistentes/frágeis, opacos/brilhosos, etc.
Fonte: Cactus Arquitetura
Cores
AMARELO -
Serve de alerta. Aumenta a iluminação.
VERDE -
Concentração e meditação.
AZUL -
Frio e desolador.
VERMELHO -
Usado em detalhes. Se saturada, torna-se agressivo.
ROXO -
Usado raramente. Opressivo, dominador.
BRANCO -

Monotonia. Fadiga ocular.
A cor é um dos elementos de maior importância na composição de um espaço arquitetônico, pois influi através dos olhos e da pele, influenciando no ânimo, o biorritmo, a saúde e o sentimento.
Cores
Complementares
A visão balanceia a cor pela sua complementar;
As cores complementares estão em oposição diametricamente;
Inconscientemente as pessoas escolhem cores complementares para equilibrar o ambiente.

Ex.: Quentes e frias.
Cores
Quentes | Frias
O Psicólogo Wihelm Wundt, criou uma classificação de temperatura das cores. Havendo melhor compreensão das sensações geradas por essas cores.
Cores Quentes: Relacionadas ao fogo;
Provocam ações centrífugas.
Cores Frias: Relacionadas à água e ao frio.
Provocam ações centrípetas.
Cores
Harmônicas
Relacionadas: Se unificam através de uma cor compartilhada.
Ex.: Vermelho, vermelho-amarelado e amarelo;

Contrastante: Combinam através do contraste de frias e quentes.
Ex.: vermelho-amarelado e azul.

Elementos Objetivos da Arquitetura
A percepção Total do ambiente é quando, além da percepção sensitiva, ocorre também a integração do homem com o espaço. Ou seja, os estímulos do ambiente se envolvem com vários fatores no interior do indivíduo (memória, personalidade).

Percepção Total
Nesta etapa, não ocorreu ainda a cognição, que, por sua vez, está relacionado ao aprendizado;
Há relação com alguns elementos arquitetônicos de caráter subjetivo.
Espaço Cinestésico
Está relacionado ao Sentido Espacial. É definido pelas dimensões mínimas dos ambientes, para melhor movimentação do usuário.
Devem ser projetados de forma a proporcionar conforto e circulação livre;
Sofre influência da cultura;
Afeta diretamente o usuário do espaço.
Elementos Subjetivos da Arquitetura
Privacidade Espacial
A Privacidade está diretamente ligada ao espaço territorial, sendo este delimitado por divisórias visíveis ou não.
“Territoriedade regula a densidade das espécies de seres vivos. Delimitando a distância ideal entre seus componentes individuais, para as diversas manifestações da vida em comum.” (OKAMOTO, 2002)
A privacidade se baseia no controle de contatos, seleção de fluxo e de informações;
Inserção de elementos arquitetônicos de acordo com a necessidade.
Escala
A Escala é definida através de uma comparação dimensional. E varia de acordo com o lugar, cultura, tempo, etc. Se o elemento que serve de comparação muda, os tipos de escala também mudam, influenciando na percepção visual.
ESCALA PSICOLÓGICA
Fonte: Mário Biselli, Igreja Tamboré
As proporções do espaço são adequados às proporções do usuário.
Causar grandes impactos, seja pela grandeza (palácios) ou espiritualidade (igrejas).
ESCALA HUMANA
Fonte: Kelly and Cogan architects, Ribbon Concept.
As dimensões não seguem às proporções humanas.
Ex.: Shoppings Centers
DESVINCULADA DA ESCALA HUMANA
Fonte: Renan Sena, Restaurante Parque Oceanográfico de Valência
Conclusão
Este trabalho carrega consigo o objetivo de gerar nos futuros profissionais da área, ou até mesmo nos que já atuam no mercado de trabalho, reflexão e sensibilidade nos aspectos da percepeção espacial, tendo o homem como o protagonista do espaço construído.

Diante de todas as questões que envolvem em um só projeto, é preciso que haja um estudo mais aprofundado sobre a relaçao do homem com o espaço. E para isso, o conhecimento da percepção que os elementos arquitetônicos provocam no usuário, e de que forma eles podem ser utilizados, é fundamental.

O trabalho poderá ter prosseguimento buscando maior profundidade de pesquisa. É necessário também, que se atente às etapas que sucedem a percepção, como por exemplo, a cognição, o comportamento do usuário diante as trocas de estímulos com o ambiente, e de como estes comportamentos são refletidos na sociedade.

Foi percebido, que arquiteto tanto projeta para algo, como projeta contra algo. Com isso, é importante que o arquiteto se conscientize sobre o seu papel como atuante direto na sociedade, buscando sempre uma melhoria na vida das pessoas, do ser cultural, e da realidade que o circunda.
CABRAL, Tamires Oliveira. Arquitetura, Conforto e Iluminação: a importância do estado da transcendência. 2013. Disponível em: <http://www.ipog.edu.br/uploads/arquivos/e9a4c91848097c2a3112494c9d6cd8f1.pdf>. Acesso em: 19 jun. 2015.
 
DUARTE, Rovenir Bertola; GONÇALVES, Aurora Aparecida Fernandes. Psicologia e arquitetura: Uma integração acadêmica pela construção perceptiva do ambiente. 2003. 14 f. Tese (Doutorado) - Curso de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2005. Disponível em: <https://geografiahumanista.files.wordpress.com/2009/11/rovernir.pdf>. Acesso em: 20 jul. 2015.
 
ELALI, Gleice Azambuja. Psicologia e Arquitetura: em busca do locus interdisciplinar. 1997. 14 f. Tese (Doutorado) - Curso de Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Rio Grande do Norte, 1997. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/epsic/v2n2/a09v02n2.pdf>. Acesso em: 17 jun. 2015.
 
GÜNTHER, Hartmut. Mobilidade e affordance como cerne dos Estudos Pessoa-Ambiente. 2003. 8 f. Tese (Doutorado) - Curso de Psicologia, Universidade de Brasília, Brasília, 2003.
 
MELO, Rosane Gabriele C. de. Psicologia Ambiental: um nova abordagem da Psicologia. 1991. 18 f. Tese (Doutorado) - Curso de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1991. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/psicousp/article/viewFile/34445/37183>. Acesso em: 10 ago. 2015.
 
OKAMOTO, Jun. Percepção Ambiental e Comportamento: visão holística da percepção ambiental na arquitetura e na comunicação. São Paulo: Mackenzie, 2002.
 
REIS, Antônio T. Repertório, análise e síntese: uma introdução ao projeto arquitetônico. Porto Alegre – UFRGS, 2002.
 
REIS, Antônio Tarcísio da Luz; LAY, Maria Cristina Dias. Avaliação da qualidade de projetos: uma abordagem perceptiva e cognitiva. 2006. 14 f. Tese (Doutorado) - Curso de Urbanismo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Sul, 2006.
 
ZALESKI, Caroline Bollmann. Materiais e Conforto: um estudo sobre a preferência por alguns materiais de acabamento e sua relação com o conforto percebido em interiores residenciais da classe média em Curitiba. 2006. 110 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Construção Civil, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2006.
 
ZEVI, Bruno. Saber ver a arquitetura. São Paulo: Mwf Martins Fontes, 1918.

Referências
Obrigada!!!
Estudante: Carolina Amaral Vieira
Prof(a). M.Sc. Filomena Mata Viana Longo

Centro de Ciências Exatas e Tecnologia (CCET) Curso de Arquitetura e Urbanismo
Trabalho Final de Graduação | TFG

1° Pesquisa sobre o tema;
Metodologia
2° Revisão de literatura e estruturação do quadro teórico;
3° Interpretação e Conclusão.
Bibliográfico
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