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Álvaro de Campos

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by

Maria Dias

on 25 October 2013

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Transcript of Álvaro de Campos

Álvaro de Campos
"Aniversário"

Análise do Poema
“No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, 
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma*

De ser inteligente para entre a família, 
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.** 
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças. 
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.***


*
A época da infância no poema é marcada pela inocência, pois a criança ainda não tem noção do que se passa à sua volta.
**
Entre a família havia muitas esperanças para o seu futuro devido a sua inteligência.
***
Ele não tinha esperanças nenhumas e quando veio a ter esperanças/sonhos já era tarde demais e já tinha perdido grande parte da sua vida.


Análise do Poema
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!*

Recua no tempo, num momento de felicidade absoluta, construida pela vontade e pela esperanças dos outros.
*
A "manteiga" associa-se ao leite, um símbolo materno.
Esta estrofe relaciona-se com a primeira estrofe.


Análise do Poema
O poema “Aniversario” corresponde a
3º fase do poete: o pessimismo
.

Caracterizada pelo
sono, cansaço, desilusão, revolta, inadaptação,
dispersão, angústia, desânimo e frustação.
Face á incapacidade das realizações, sente-se abatido, vazio, um
marginal e um encompreedndio
Frustação total
: incapacidade de unificar em si pensamento e sentimento e o mundo interior e exterior:
- Dissolução do “eu”
- A dor de pensar
- Conflito entre a realiadade e o poeta
- Cansaço, tédio e abolia
- Angústica existêncial
- Solidão
- Nostalgia da infância irremediavelmente perdida

Apresentação do Heterónimo
Álvaro de Campos, nasceu no dia 15 de Outubro de 1890, em Tavira.

Este tinha 1,75m de altura, mais 2cm que Pessoa.

Traços físicos:

Alto;
Magro;
Entre branco e moreno tipo vagamente judeu português;
Tendência a curvar-se;
Cara rapada;
Cabelo com risca ao lado;
Usava um monóculo.

Apresentação do Heteronimo
Tipo de educação:

Educação vulgar de liceu

Educação superior:

Engenharia mecânica
Engenharia naval

Profissão:

Engenheiro

Forma como escreve:

Razoavelmente e com lapsos.

Exemplos de obras:

Ode Triunfal

Opiário

Aniversário
Apresentação do Heteronimo
Análise do Poema
“O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa, 
Pondo grelado nas paredes... 
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lagrimas), 
O que sou hoje é terem vendido a casa, 
É terem morrido todos, 
É estar eu sobrevivente a mim mesmo como um fósforo frio....”

o autor sente uma
mágoa

muito grande ao
relembrar-se
da sua antiga
casa
e dos
seus familiares,
pois nesta altura já a casa teria sido vendida e os seus familiares morrido, ficando ele um sobrevivente de ele mesmo, abandonado e vivendo sem utilidade praticamente nenhuma, como que um
fósforo frio
.
Análise do Poema
"Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
com mais copos,*
O aparador com muitas coisas doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e
tudo era por minha causa,*
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos..."

*
Pretende reacender o fogo apagado ("fósforo frio") e voltar ao passado.
Recordar tudo como se estivesse a acontecer no momento.
*
Denota-se egocentrismo.




Análise do Poema
“No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, 
Eu era feliz e ninguém estava morto. *
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos, 
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.**



*
Significa que tinha a família toda reunida com a atenção toda para ele.
**
O amor era dado ao poeta de forma espontânea, como uma crença.

Análise do Poema
"Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!..."

Desiste das lembranças e deixa os seus pensamentos trancados na sua cabeça, deixando de pensar no passado.
O autor sente uma raiva enorme por não trazer sempre o seu passado junto de si, mesmo que isso lhe vá trazendo memórias tristes.

Análise do Poema
“Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo, 
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província, 
O que fui de amarem-me e eu ser menino, 
O que fui - ai, meu Deus !, o que só hoje sei que fui... 
A que distância ! ... 
(Nem o acho ...) 
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos !”

Conta-nos como foi antigamente em “menino”, e como se vê agora, depois de crescer e de aprender muitas coisas.
Ele conta-nos o que sente ao relembrar-se daqueles tempos, em que ainda era festejado o dia dos seus anos.


Webgrafia
http://mym-pt.blogspot.pt/2012/11/aniversario-alvaro-de-campos.html

http://aprenderpessoa.com.sapo.pt/analisepoemascampos.htm

https://sites.google.com/site/apontamentoslimareis/aniversario

http://novosnavegantes.blogs.sapo.pt/30898.html

http://www.sosestudante.com/resumos-a/aniversario-alvaro-de-campos-2.html
Conclusão
Concluímos que este poeta é muito ligado aos sentimentos demonstrando-os com muita saudade.
É um poeta pessimista devido a toda a mágoa que este guarda dentro de si.
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