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CIFEFIL

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by

Gláucia Vianna

on 10 November 2014

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Transcript of CIFEFIL

Considerações Finais
Introdução: um pouco sobre a história da escolarização de Surdos
Imagine-se sendo uma criança surda, jogada dentro de uma sala de aula para ouvintes, na qual professores não tem nenhum preparo específico para comunicar-se na língua de sinais, e pior,, sendo ainda incipiente para o uso do Português escrito. Como ensinar assim? Está-se sendo incluindo no quê? No mínimo no desrespeito e na inobservância às necessidades especiais que deveriam estar à disposição.!

O sucesso no processo de aprendizado do português como L2 em um modelo bilíngue, requer ações específicas e altamente especializadas de todos os envolvidos na escolarização do surdo, pois são inegáveis todas as especificidades da aquisição da escrita por esses alunos.

Reunir surdos em uma mesma escola ou sala de aula não significa separá-los do mundo ouvinte ou encarcerá-los em guetos; ao contrário, o ambiente linguístico favorável à vivência de uma dada língua de maneira plena, faz com que o aprendizado da segunda língua seja mais rápido e eficaz.
A escola bilíngue é segregacionista?
Português ensinado com L2;

Condições linguísticas favoráveis de exposição à Libras e ao Português escrito;

Metodologia de ensino específica e compatível ao ensino de surdos;

Conteúdos acessíveis visualmente;

Currículo, conteúdos e avaliações que respeitem a singularidade linguística.
O verdadeiro perfil de uma escola Bilíngue!

O decreto 5626 de 2005 assinala que a educação de surdos no Brasil deve ser bilíngue.

Nessa nova perspectiva de escolarização, deve-se priorizar a existência do Português e da LIBRAS no atendimento às diversas funções cotidianas na rotina escolar.
Prof. Dra. Gláucia dos Santos Vianna
Prof. Me. Daniele Barboza Moura
Prof. Esp. Ana Paula Lima Santos
Prof. Bilíngue Aline Canary Pina

Bilinguismo Multicultural na Educação de Surdos

O projeto educacional para surdos ignorou por anos a viabilidade de qualquer interlocução entre atores pedagógicos.

A imposição de uma ótica normativa oral como única viável, sempre desconsiderou a LIBRAS em prol de uma artificialidade impossível de conquistar:
a normalização
A história da educação de Surdos no Brasil traz as marcas de uma trajetória desenhada desde o século XVI. Entretanto, somente a partir do século XX é que as perspectivas educacionais designadas à escolarização e ao desenvolvimento linguístico e cognitivo dos sujeitos surdos passaram a considerar algumas abordagens filosóficas como base metodológica de ensino.
Com o propósito de integrar mais rapidamente o sujeito surdo à sociedade ouvinte, colocavam-no imerso por completo em contexto cultural ouvinte, tais como, fala, atitudes, valores e comportamento, coibindo qualquer forma de aproximação ou convívio com outros surdos e proibindo-lhe o uso da língua de sinais.
Falar!
Repetir!
A oralização era considerada sinônimo de negação da língua natural dos surdos, sinônimo de correções exaustivas, de imposição a treinos repetitivos e mecânicos da fala.

Neste cenário de exclusão e segregação da surdez, eram proíbidos casamentos entre indivíduos surdos ou qualquer tipo de contato mais próximo entre os pares.

A grande maioria dos surdos submetidos ao processo de oralização não fala bem, utiliza pouco a leitura orofacial, e não participa com naturalidade da interação verbal. Apenas uma pequena parcela deles apresenta habilidade de expressão e recepção verbal razoável/boa. Essa realidade é resultado de uma gama complexa de representações sociais, sejam históricas, culturais, linguísticas, políticas, respaldadas em concepções equivocadas que reforçam práticas, nas quais o surdo é condicionado a superar uma “deficiência”, buscando tornarem-se iguais aos demais”
Hoje: a proposta Bilíngue
Uma viagem ao passado ... mas será que é mesmo o passado
E nos dias de hoje...
O enfoque bilíngue busca assegurar o pleno desenvolvimento do indivíduo surdo, pois constitui uma abordagem filosófico-educacional que subsidia níveis mais elevados de proficiência da primeira língua (LIBRAS) e da segunda (Português), simultaneamente.
O uso do bilinguismo torna claro neste aspecto que, na educação da criança surda haja sempre presente o desenvolvimento de competências linguísticas e culturais múltiplas que lhe permitam transitar eficaz e adequadamente pelas duas línguas e pelas duas comunidades partindo do entendimento de que:
A língua é um instrumento de vital importância para o desenvolvimento de certos processos cognitivos da criança e que há um tempo cronológico e psicológico ideal para essa aquisição.
A língua de sinais é uma língua como qualquer outra e não apenas gestos combinados;
A língua de sinais é adquirida naturalmente pela criança surda, desde que haja exposição adequada aos "inputs" linguísticos. .
Uma postura que envolva o bilingüismo prioriza, evidentemente, o fato de que uma língua precisa ser de domínio do indivíduo para contribuir significativamente para seu desenvolvimento cognitivo e sua necessidade de comunicação com o meio. Ser bilíngue não é só conhecer a gramática das duas línguas, mas também conhecer profundamente as significações sociais e culturais das comunidades linguísticas de que se faz parte.
Muitas das dificuldades atribuídas aos surdos no que diz respeito à sua escolarização podem estar atreladas à falta de desenvolvimento satisfatório de uma primeira língua sobre a qual possam refletir e com a qual seja possível construir significados da língua escrita.
Redesenhando o caminho da escolarização de Surdos em um contexto Bilíngue!
“E é nesse contexto que o surdo construiu sua história linguística, trazendo esse rol de dificuldades que esperamos serem, em breve superadas. Nessa perspectiva, o bilinguismo surgiu como uma resposta a essas reflexões, já que a surdez deve ser reconhecida como mais um aspecto das infinitas possibilidades da diversidade humana. Considerando que os Surdos não são “ouvintes com defeito”, mas sim pessoas diferentes, eles estarão aptos a entender que a diferença física gera uma visão não limitada, não determinística de uma pessoa.”
(SILVEIRA, 2007: 26)
O Cotidiano Bilíngue!!
O grande objetivo do ensino em um modelo bilingue é tornar o indivíduo Surdo autônomo na procura e no uso de informação, permitindo dessa forma a utilização de todo o escopo de aprendizado adquirido na demanda de atividades da sua vida escolar e cotidiana.
Pode-se concluir que o bilinguismo enquanto abordagem filosófico-educacional justifica-se e se sobrepõe às abordagens anteriores, por conseguir apontar caminhos alternativos ao que foi tradicionalmente posto na educação de surdos. O bilinguismo altera-lhes a rota de aprendizagem, a fim de que surdos possam ser cidadãos plenos no exercício da cidadania.
Um muito obrigada, bem bilíngue!!!!
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