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As Identidades do Brasil: de Varnhagen a FHC

Seminário do Mestrado em Gestão Pública
by

Sergio Torres

on 30 November 2012

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Transcript of As Identidades do Brasil: de Varnhagen a FHC

Anos 1930: Gilberto Freyre

O relógio da colonização portuguesa Casa grande & senzala é a obra de interpretação do Brasil mais conhecida no país e mais traduzida e editada no exterior, sendo publicada em 1933. Freyre possui todos os títulos, prêmios e honras acadêmicas de quase todas as grandes universidades do mundo. Sua obra e reconhecida como uma
referência superior da ciência social pelos
mais importantes cientistas sociais do mundo. Para a maioria dos analistas de Casa grande & senzala, Freyre introduz na análise racionalmente conduzida uma forte quantidade de afetividade e subjetividade. Merquior afirma que ele produziu uma revivência, uma recriação do nosso passado, e que a sua obra representou um avanço colossal em nosso conhecimento de nós mesmos, brasileiros. Para F. H. Cardoso, Freyre é mais do que um cientista ou mesmo escritor: é um verdadeiro criador. Os resultados que alcançou estão além do instrumental metodológico de que dispunha. Casa grande & senzala é uma obra neovarnhageniana: é um reelogio da colonização portuguesa, é uma justificação da conquista e ocupação portuguesa do Brasil. Ele confirma Varnhagen: “Tenhamos a honestidade de reconhecer que só a colonização latifundiária e escravocrata teria sido capaz de resistir aos obstáculos enormes que se levantaram à civilização do Brasil pelo europeu – só a casa grande e senzala. O senhor de engenho rico e o escravo capaz de esforço agrícola e a ele obrigado pelo regime do trabalho escravo”. A primeira tese responderá à pergunta: Como se deu o encontro entre as três raças constituidoras do povo brasileiro? A segunda tese responderá à questão: Por que, vitoriosos militarmente, os portugueses não se isolaram orgulhosa e aristocraticamente, apenas extraindo trabalho dos escravos e estuprando negras e índias? Por que foi possível a miscigenação com relação ao português? A terceira tese responderá à pergunta: Qual será o palco, a sede, o lugar central em que se dará este encontro feliz entre as três raças, sob a liderança do português? A quarta tese responderá à pergunta: a miscigenação que está na origem da colonização portuguesa do Brasil, graças às predisposições psicológicas, étnicas e histográficas do português, foi um bem ou um mal? A miscigenação degenerou os brasileiros, tornando-os inferiores, inaptos, doentes ou não? Se ela trouxe a democracia racial, a confraternização entre as raças, ela trouxe também o debilitamento da raça brasileira? A quinta tese responderá à pergunta: Para que este povo miscigenado, confraternizado, bem adaptado aos trópicos, qual seria o regime político mais adequado? A democracia racial brasileira poderia corresponder a democracia social e política? O surgimento de um
povo novo: o brasileiro ANOS DE 1900:
CAPISTRANO DE ABREU Nasceu em Maranguape, Ceará (1853 – 1927)

Família proprietária de um pequeno pedaço de terra

Casa grande, modesta e abastecida

Autoritarismo paterno Capistrano de Abreu, “Heródoto do Povo Brasileiro” “Era próximo e afeiçoado aos escravos” “Sua imagem causava desgosto
Seu espírito deixava encantamento” “Seboso, mal vestido, sem higiene
pessoal, uma figura torta, um olho
pendido para o lado, uma cor encardida que
o banho só piorava” “Ele era um autêntico sertanejo,
um caboclo matuto,
feio, agreste, desagradável” Imagem e personalidade Autodidata

Alfabetizado no próprio sítio

Estudou num colégio pobre de Fortaleza,
no Ateneu Cearense e no Seminário

Passou 02 anos em Recife preparando-se para
entrar na Faculdade de Direito, mas não obteve
sucesso. Formação Intelectual Chegada ao Rio de Janeiro Tinha 21 anos e boa bagagem intelectual

Lia francês e inglês e conhecia filosofia, literatura,
história e geografia

Trabalhou na livraria Garnier e foi professor no Colégio Aquino

Passou nos concursos para Biblioteca Nacional e,
posteriormente, para lecionar no Colégio Pedro II

Publicou vários artigos em
jornais Monarquia abalada

Influência dos Intelectuais
ingleses e alemães (Spencer,
Darwin, Buckle, Ranke, Ratzel)

Fim da Guerra do Paraguai

Fim da escravidão e a busca por novas bases
econômicas, sociais, políticas e mentais Momento histórico brasileiro A Ciência passava de método para visão de mundo X Capistrano Varnhagem O POVO E SUA
CONSTITUIÇÃO
ETNICA ESTADO
IMPERIAL X PREOCUPAÇÃO CIENTIFICISTA PENSAMENTO
PRODUZIDO REALIDADE
BRASILEIRA Cientificismo sociológico Escola Politécnica do Rio de Janeiro, A Escola de Minas de Ouro Preto, O Colégio Pedro II, A Escola Normal, O Colégio e Escola Militares, a Escola Naval, as Faculdades de Medicina e Direito Distinção entre natureza e cultura Escola do Recife O pensamento brasileiro no final do século XIX estava dividido 1ª fase – Cientificista – franco-inglesa

2ª fase – Científica – alemã, rankiana Não há unidade teórica Ideal objetivista de verdade, apoiada em documentos inéditos, testemunhas oculares, autores identificados das fontes CONCEPÇÃO MODERNA DE HISTÓRIA Capistrano: positivista ou rankiano? “Ele reabrirá o futuro do Brasil, vencerá o pessimismo existente entre os intelectuais brasileiros, que olhavam o Brasil com as teorias deterministas européias e nele não viam o que elas valorizavam” A História não é só fato, é emoção, sentimento e pensamento dos que viveram Capistrano fez uma reviravolta na historiografia brasileira por sua posição teórica atualizada, seu conhecimento incomum dos fatos, seu novo ideal de história do Brasil Uma leitura inovadora da história brasileira Formular uma nova interpretação do Brasil que enfatizará o tempo especificamente brasileiro Um Brasil mais mameluco que mulato.

Adentrando o Brasil, o colonizador se alterou e se tornou uma personalidade distintamente brasileira Um conjunto complexo de fenômenos humanos A vida humana na multilateralidade e seus aspectos fundamentais A redescoberta do Brasil O sujeito é o
povo brasileiro Publicado em 1907

Uma nova história do Brasil

Uma perspectiva inovadora

História do Brasil mais
econômico-social do que política

Constroi um novo passado, desconfiado do passado estabelecido, oficial A superação das raízes ibéricas ANOS DE 1930:
SERGIO BUARQUE
DE HOLANDA Nasceu em São Paulo (1903 – 1982)

Seu pai era funcionário do Estado
de São Paulo

Teve uma vida modesta

Autoritarismo paterno Sérgio Buarque de Holanda: um “Intelectual Feliz” Formação escolar formal e regular

Apreciava leitura e escrita desde
a infância

Escrevia prosa e verso, tocava piano,
compunha valsas, gostava de dançar

Formou-se em direito, mas não
exerceu a profissão Formação Intelectual Começou como crítico literário
e jornalista

Viajou pela Europa muitas vezes.
Viveu na Alemanha e na Itália

Tornou-se professor da Escola de Sociologia
e Política e depois, da Universidade de São Paulo

Além de se dedicar ao ensino, escreveu vários livros e publicou inúmeros artigos em jornais e revistas Carreira Os anos após a Semana de Arte Moderna

Intenso debate político

Distância entre o Brasil real e o Brasil legal

Pensamento brasileiro: decifrar o enigma do Brasil Sérgio Buarque de Holanda e os anos 1930 No ensino e pesquisa de história o IHGB perdeu influência e emergiu a Universidade

Passagem de uma economia agropecuária para dominação do capitalismo industrial Sérgio Buarque de Holanda e os anos 1930 Um mundo sem senhores e sem escravos, habitado por cidadãos Como em capistrano, o povo brasileiro é o personagem central

Um olhar sobre o passado. Um olhar de um homem urbano que teme a violência conservadora dos senhores rurais e a revolução do escravo ressentido A obra: RAIZES DO BRASIL Consciência da revolução que o Brasil vivia, revelando-lhes de que mundo eles vinham e a que mundo tendiam, esperando com isso levá-los à ação e a produção mais vertiginosa da mudança

Transita de uma sociedade rural, regida por privilégios, familiar, natural, para uma sociedade urbana, mais abstrata e regrada, artificial. A obra: RAIZES DO BRASIL O Brasil é mais português que gostaríamos que fosse.

NEOPORTUGUÊS A obra: RAIZES DO BRASIL Não é mais a miscigenação o nosso mal; o nosso mal é a nossa herança portuguesa O livro é uma síntese interpretativa da trajetória brasileira que discute o seu presente e futuro acertando as contas com o passado A história estuda os homens e sua ação e esta ação não se submete a leis gerais mas a fins e precisa ser compreendida em sua individualidade

Separação entre afetivo/privado e racional/público Usando uma teoria importada de forma original e criativa

Raizes do pensamento alemão moderno: diltheyano e weberiano Sérgio Buarque de Holanda Dilthey e Weber Equipe em ordem de apresentação: Clara
Wellington
Sérgio
Rafael
Gisela
Edécio Seminário: O livro mostra a importância e a contribuição de cada historiador e pensador social na descoberta e na formação das identidades do Brasil.

Para o autor, todo o conhecimento histórico produzido por esses historiadores tiveram e continuam tendo o seu valo a partir de uma perspectiva contextualizada no próprio tempo. Ou seja, o conteúdo e a relevância da obra devem ser analisados dentro do tempo em que suas idéias foram escritas, pois refletiam o panorama da época.

A preocupação mora no presente. O presente é o lugar das indagações e não o tempo que já passou, ou, o tempo que ainda vai chegar. Varnhagen, o IHGB e Von Martius

O imperador precisava de historiadores para legitimar-se no poder. A nação recém-independente precisava de um passado do qual pudesse se orgulhar e que lhe permitisse avançar com confiança para o futuro.

O IHGB produziu uma história biográfica, construindo uma galeria de vidas exemplares que iluminavam a ação futura. O novo país precisava reconhecer-se geográfica e historicamente. Anos 1850: Varnhagen:
O elogio da colonização portuguesa.

Varnhagen, “Heródoto do Brasil”. 

Francisco Adolfo de Varnhagen, o visconde de Porto Seguro, (São João de Ipanema, 17 de fevereiro de 1816 — Viena, 29 de junho de 1878) foi militar, diplomata e historiador brasileiro. É considerado o fundador da história no Brasil. JOSÉ CARLOS REIS

Historiador e filósofo, pós- doutor pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e pela Université Catholique de Louvain (Bélgica). Varnhagen era, portanto, um historiador engajado, militante. Julgava sempre tudo e todos e justificou a dominação colonial, a submissão do povo, os direitos das elites. Ele defenderá a sociedade escravista e uma sociedade com cidadania restrita.

Entretanto, ao se considerar que seu livro foi escrito em 1850 e é representativo do pensamento histórico brasileiro e internacional dominante na época, pode-se concluir, que Varnhagen só representava esse pensamento do séc. XIX. A resposta das elites:
O Brasil não queria ser indígena, negro, republicano, latino-americano e não católico.

Esse Brasil português será defendido e produzido pelas elites brancas, pelo Estado e pela coroa. O novo país será uma continuação da colônia. A diferença é que a coroa não é mais exterior, mas interior e ainda poOrtuguesa. Eis a primeira questão da identidade.

A resposta de quem podia responder, isto é as elites brancas que fizeram a independência:

O Brasil queria continuar a história que os portugueses fizeram na colônia. A identidade da nova nação não se assentaria sobre a ruptura com a civilização portuguesa: a ruptura seria somente política. As várias críticas feitas a História Geral do Brasil, posteriormente (1854-1857) são discordantes. O Brasil procurou os franceses como referência intelectual. O IHGB será o lugar privilegiado da produção histórica durante o séc. XIX, lugar que condicionará as reconstruções históricas, as interpretações, as visões do Brasil e da questão nacional. Capistrano de Abreu, mais próximo de Varnhagen no tempo e no tipo de história, reconhece numerosos problemas em sua obra. Apesar de tudo, considera que a sua obra se impõe ao nosso respeito, exige a nossa gratidão e mostra um grande progresso na maneira de conceber a história pátria. Varnhagen e seus críticos É professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Atua principalmente nos seguintes temas: epistemologia, temporalidade, historiografia brasileira, historiografia francesa. É autor de 11 livros. INTRODUÇÃO Apesar de alguns autores, como Robert Southey (1810) entenderem um futuro sombrio quanto às futuras possibilidades da colonização portuguesa no Brasil, Varnhagen e o IHGB acreditavam no sucesso dessa nação. O que o Brasil queria ser? Varnhagen será o mestre dessa história do Brasil. Aristocrata, elitista, sua história prioriza as ações dos heróis portugueses e brasileiros brancos.

O Brasil quer ser outro Portugal. O que o Brasil não quer ser? A obra: CAPÍTULOS DE HISTÓRIA
DO BRASIL Principais idéias de Caio Prado Jr: Principais idéias de Caio Prado Jr (continuação):
1) Inexistência de uma liderança revolucionária
da burguesia nacional (Pereira, 1979);
2) Enxergar no sertão brasileiro um mundo quase medieval, com relações servis entre senhores e servos (autor, p. 159);
3) A tese feudal não se encaixa à realidade brasileira (Mantega, 1984);
4) A burguesia não era aliada dos camponeses, nem do proletariado (autor, p. 167);
5) É necessário discernir a especificidade brasileira, sem a aplicação de modelos estranhos (Ciro Cardoso, 1975). 1) Identificou no Brasil relações de produção semifeudais na estrutura econômico-social;
2) Socialismo só seria atingido após a revolução burguesa, com a eliminação dos entraves feudais, permitindo o desenvolvimento das forças produtivas;
3) A revolução resultaria da associação da burguesia nacional, o proletariado e o campesinato contra as forças feudais; Teve uma formação multidisciplinar: bacharel em Direito, geógrafo, historiador. Nascido em São Paulo, trouxe uma explicação diferenciada da sociedade colonial brasileira.
Foi um intelectual militante. Um dos primeiros a acreditar no potencial brasileiro, acreditando na luta de classes como motor da história. Incluído na fase de “redescobrimento” do Brasil (1933-37)
5) No Brasil, a passagem do escravismo para o feudalismo foi um retrocesso econômico;
6) O capitalismo brasileiro surgiu no final do séc. XIX, ligado à imigração, pois o escravo não passou a ser assalariado; Militar e historiador. Nascido no Rio de Janeiro, suas obras foram produzidas entre 1938 e 1980.
Foi um militar pré-1964 e pertencia ao grupo ligado ao PCB. Chegou a passar uma temporada preso. 1) O imperialismo financiou a indústria nacional, impulsionando o capitalismo brasileiro (Mantega, 1984);
2) O palco da revolução seria o ambiente industrial-urbano. Estes trabalhadores é quem reivindicavam melhores condições e não os rurais (Mantega, 1984);
3) Prega uma modernização conservadora (autor, p. 197), sem rupturas. O socialismo resultará de um longo processo histórico; 1) Aceleração otimista a partir dos anos 1920;
2) Entre 1922 e 1964 o marxismo (dogmático) foi a teoria social que deu uma voz, através do PCB ao povo brasileiro;
3) Alinhou-se à influência de Lênin/Stalin (revolução nacional democrático-burguesa, antifeudal e antiimperialista) Nelson Werneck Sodré
(27/04/1911-13/01/1999). É considerado o teórico marxista brasileiro mais importante dos anos 1950, ligado ao movimento de “redescobrimento” do Brasil. Contexto histórico de Sodré: Principais idéias de Sodré: 4) A luta era pela industrialização capitalista que representava: autodeterminação nacional, desenvolvimento das orças produtivas, democracia burguesa e melhoria das condições dos trabalhadores (etapa anterior ao socialismo); Principais idéias de Sodré (continuação): 7) A revolução de 1930 buscou adaptar o Estado às aspirações burguesas, derrotando o latifúndio;
8) A partir daí, as relações de produção capitalistas avançaram, com a ascensão do proletariado.
9) Porém, a burguesia brasileira preferiu estar junto ao latifúndio à realizar a reforma agrária; Principais críticas à Sodré: Caio Prado Júnior
(11/02/1907-23/11/1990). 1) Desconsiderou a existência de relações de produção pré-capitalistas;
2) O modo de produção capitalista iniciou entre 1500 e 1700 (desde o início do processo colonizador do Brasil). Logo, não haverá a etapa de transição ao capitalismo;
3) Alinhou-se à influência de Trotski (revolução internacional permanente do proletariado na busca na independência nacional);
4) Rejeita a tese de feudalismo. Inexistem camponeses, pois inexistem pequenas propriedades familiares e sua exploração de terras, em relação de dependência ao senhor, e apropriação do excedente. Logo, não havia reivindicação de terras, mas melhoria das condições de trabalho e emprego; 4) Não fala de feudalismo nem revolução democrático-burguesa, mas em subcapitalismo e revolução permanente. Inexistem camponeses, pois inexistem pequenas propriedades familiares e sua exploração de terras, em relação de dependência ao senhor, e apropriação do excedente. Logo, não havia reivindicação de terras, mas melhoria das condições de trabalho e emprego;
5) A classe dominante constitui um bloco sem cisões, embora hajam tensões. A burguesia industrial foi formada com capitais do setor agrário;
6) Enxerga um sentido na história brasileira: da sociedade colonial ao Brasil-nação. Da dispersão original para a homogeneidade nacional. A transição depende do controle estatal; Principais críticas à Caio Prado Jr.: Avaliação 1950-60 Otimista: Criticamente utópico / debate futuro melhor
Ditadura > não fascista, nem totalitária
favorecia o crescimento econômico / modernização


Operariado numeroso >< Diferenças
Classe média forte >< Riqueza FHC x F. Fernandes e F. Weffort FHC parece apoiar a burguesia e o estado na associação com o capitalismo internacional.
Baixou o tom de protesto, comparado a F. Fernandes.
Análise da Ação de uma classe dominante burguesa, que ele passa a apreciar e orientar, minimizando o autoritarismo e exclusão social embutidos.
Tornou-se aliado e cúmplice, mas também seu “civilizador”, ensinando democracia, tolerância e simpatia aos excluídos.
Para F. Weffort, a “teoria” da dependência seria uma “problemática” ao propor caminhos latino-americanos ao desenvolvimento capitalista puro.
FHC, nega ambiguidade em face a contradição real, respaldando-se em Marx que analisou o Capitalismo na Europa, sem desprezar Estados Nacionais.
No final dos anos 1960-70, F. Fernandes alimenta esperança, protesta, aspira mesmo diante da realidade brasileira que empiricamente proíbe uma revolução socialista.
Já FHC, percebe a mudança como aceleradora em outro sentido, o da modernização capitalista, mas com associação de dependência. FHC: Personalidade Complexa Filho e Neto de General
USP: Prof. F. Fernandes
Aluno: F. Weffort – Difícil X Admirável
Estudou: França
Prof.: N. Jersey, Illinois, Coimbra, América Latina
Associação Internacional de Sociologia
Obras: Sociologia, História, Economia e Política Modernização exportadora > Abolição e República (1888/89)
Início 1870, pós Guerra do Paraguai, vinda do imigrante livre
1930 – Vargas fortalece setores urbanos, a burguesia, o proletariado
Burguesia ascendente, mas politicamente fraca, aproxima-se das massas para limitar poder das oligarquias rurais
1950 – Mercado interno fortalecido, base industrial > garantia e desenvolvimento
1960 – Ambiente otimista abalado por fatos novos > Esquerdas ressentidas
FHC: erros teóricos e políticos no desenvolvimento de países latino-americanos
Propõe associação com a burguesia internacional > Internacionalização do Mercado Interno Dependência e Desenvolvimento na América Latina Dependência X Subdesenvolvimento – o 1º é mais adequado, pois vincula sistemas econômicos e políticos no plano interno e externo, ressalta a integração das economias nacionais ao mercado internacional Socialismo como alternativa – Revolução social e liberdade com igualdade
FHC => Ansioso pelo poder / vaidade; egoísmo; indiferença; mesquinhez
Admite: teve alunos e não discípulos / funcionários e população desmotivada Críticas F. Fernandes Utopias dos 1960 – Revolução Social (assalariados)
– Autocracia fascista (Capital) 1964: Auto exílio >> Chile (Cepal)

1968: Retorno, Ditadura, AI-5 aposenta os opositores intelectuais

1978: Política > de cientista a ação Senador (MDB > PMDB)
Reforma Constitucional 1988 Trajetória Política Funda PSDB
1993 Ministro da Fazenda >> Plano Real

1994 Presidente
Frear inflação 20% ao mês / 500% ao ano
Estabilidade => engessamento, congelamento, arrocho
Utopia viável: Justiça Social => Crescimento Econômico vence Exclusão Social
Reorganização Econômica Limites e possibilidades históricas de emancipação e autonomia nacional no interior da estrutura capitalista internacional: dependência & desenvolvimento Anos 1960/1970:
Fernando Henrique Cardoso FHC aborda a “realidade latino-americana” e não o que ela “deveria ser” Caio Prado Jr e F. Fernandes > busca do concreto, um mundo histórico determinado
FHC vê caminho positivo para o Brasil > a aproximação e não a luta com os capitais Debate Teórico / Político: Teoria da Dependência Continuidade crítica dos estudos da Cepal e outros latino-americanos
Decorre do fracasso do capitalismo nacional
Inevitavelmente expansionista e monopolístico em sua fase imperialista Derrota 1964
Teoria da Revolução no Brasil > equivocada
Burguesia > aliança com imperialismo e elites
 
Da dependência >> o desenvolvimento capitalista
Político travestido de sociólogo
Novo discurso: Capitalista, mas controlado por Estado Democrático Entre Marxistas 1958 – Estudo do Capitalismo no contexto Brasil
Mais teórica que ideológica
Interlocutores: não PCB / Caio Prado Jr / F. Fernandes Dois industriais:
associado ao capital estrangeiro
Aplica capital auferido da lavoura Unem-se em defesa comum: propriedade; democracia; prosperidade
F. Fernandes abordou com protesto de massa excluída
Desenvolvimento requer capitais e tecnologia > à A.L. O Escravo, O Industrial e o Desenvolvimento Econômico “Capitalismo e escravidão no Brasil Meridional”
Capitalismo e modernização << Fim da escravidão
Qualidade incompatível com a escravidão
Escassez > escravos caros Brasil na América Latina Revolução burguesa – Constituição:
4 Processos

Sociocultural – 2 novos tipos: fazendeiro de café (agente capitalista) e imigrante (agente dinâmico e múltiplo) - industrialização

Socioeconômico – Abolição e expansão da ordem social competitiva
(pós 1888) Florestan Fernandes A Revolução Burguesa no Brasil:

Aspiração/utopia: implantação de economia capitalista independente, nacional
Transformações econômicas, tecnológicas, psicoculturais e políticas
Desagregação do regime escravista-senhorial - implantação da ordem social capitalista e formação da sociedade de classes
Modernização econômica, política, cultural e social
Compartilhamento da hegemonia entre as das oligarquias agrárias e a burguesia
- conflito pontual e não estrutural - mudança gradual Florestan Fernandes

A Revolução Burguesa no Brasil (1975)

Interpretação histórico-sociológica do Brasil
- nova visão com base em pesquisa empíricas sobre a colonização, escravidão e a revolução burguesa
Florestan Fernandes Análise marxista do Brasil – pós 1964:
compreensão teórica da dinâmica capitalista no contexto da realidade brasileira

Obra fundadora da sociologia crítica do Brasil

Os limites reais, históricos, à emancipação e à autonomia nacionais:
a dependência sempre renovada e revigorada Florestan Fernandes GRANDES TEMAS E GRANDES PROBLEMAS:

Capitalismo, escravidão, racismo, subdesenvolvimento, dependência,
Estado e sociedade, formação do proletariado,
movimentos sociais urbanos e rurais,
transição do modo de produção escravista para a sociedade capitalista Florestan Fernandes Para REIS:

“Um dos intelectuais mais lúcidos e críticos do
regime militar.”

“O principal esteio de uma das mais importantes escolas de explicação sociológica da América Latina.”

“ Um dos mais importantes líderes político-intelectuais de esquerda.”

“Um dos melhores intérpretes do Brasil.”
– amadurecimento da ciência social no Brasil

Pesquisa social inovadora, interdisciplinar e teoricamente
consistente, sem romper com os autores do passado Florestan Fernandes BIOGRAFIA:

Nascimento: São Paulo/1920
Vida familiar:
órfão de pai e filho de lavadeira
trabalho aos 6 anos - engraxate, auxiliar de marceneiro e de barbeiro, alfaiate e balconista de bar

Formação básica precária

1940 a 1951 – Ciências Sociais na USP e Mestrado e Doutorado
em Sociologia e Antropologia - Escola Livre de Sociologia e Política / SP
1953 – Livre docente
1964 – Professor Catedrático da USP
1965/66 – Professor visitante nos EUA
1969 – Aposentado compulsoriamente pelo governo Florestan Fernandes O sujeito criador do Brasil novo não será a burguesia brasileira,
que, por ser dependente, é basicamente egoísta e autoritária, mas o proletariado e o campesinato, as maiorias excluídas – mulheres, negros, crianças, estudantes, enfim, os cidadãos brasileiros.” Florestan Fernandes Revolução burguesa – Constituição:
4 Processos

Político - Independência (1808-22) – das elites, não do povo –
apoio nas ideias liberais para construção de um Estado nacional

Econômico - relação entre o capital internacional e economia interna (neocolonialismo) – controle interno do comércio – excedente
– diversificação da produção – estímulo do consumo
– crescimento do mercado interno – desenvolvimento das cidades.
Atividades mercantis e financeiras de modelo capitalista.
Importação e exportação.
Concepção Liberal. Florestan Fernandes Criação da teoria da nova
dependência (junto com FHC):

Dependência estrutural internacional ( sistema capitalista) Florestan Fernandes Sociedade: rede de relações sociais
(interações e resistências, tensões
e contradições)

Ciências Sociais: debate aberto

Sociólogo: cientista e cidadão (sociologia militante)

Mudança social:
ação política apoiada em análise histórico-sociológica Florestan Fernandes Rompimento com a idealização do passado (mitos, heróis, suavização da escravidão)
– reinterpretação - ruptura - mudança social

Florestan Fernandes Texto analítico e conceitual

Síntese de 5 Fontes:
Sociologia clássica e moderna (franceses, ingleses,
alemães e americanos)
Pensamento marxista (Gramisc e Mannhein / Weber)
Corrente do “Redescobrimento” (CA, SBH, NWS,CPJ, EC, SAM, PCB): lutas populares, condições de vida e trabalho, modo brasileiro de ser
História brasileira e mundial dos anos 1940-70 / transformações: urbanização, industrialização, partidos políticos, ditadura, revolução cubana, descolonização, II Guerra Mundial, Guerra Fria
Militância política – reflexão teórica sobre as relações entre a sociologia, política e ética Florestan Fernandes Para IANNI:

Pensamento dialético, eclético e sintético:
marxismo e formação sociológica clássica

Influência de Weber e Mannhein

“Pensamento e história se produzem reciprocamente”

Novo horizonte para a reflexão sobre a realidade social brasileira Florestan Fernandes BIOGRAFIA:

1975 – "A revolução burguesa no Brasil:
Ensaio de Interpretação Sociológica"
1978 – Professor na PUC/SP
1980 – Fundação do Partido dos Trabalhadores
1986 – Deputado constituinte
1990 – Reeleito deputado
1989 – Colunista da Folha de São Paulo
(década de 1940- colaborador)
Morte: São Paulo - 1995 Florestan Fernandes Os limites reais, históricos, à emancipação e à autonomia nacionais:
a dependência sempre renovada e revigorada ANOS DE 1900:
Florestan Fernandes Escravidão:

Caracterizadora do processo histórico brasileiro
Oposição a Gilberto Freyre (marxistas 1960)
Passado escravista - presente de cidadania restrita - abolição das desigualdades sociais no futuro – Limitadora à emancipação e à autonomia nacionais
– Rompimento com o capitalismo, defesa da sociedade socialista e combate à exploração burguesa (que é internacional)

Tese socialista do desenvolvimento com autonomia nacional:
luta contra o sistema capitalista internacional e não por um
capitalismo nacional “irrealizável Pergunta: por que, no Brasil, a burguesia revolucionária optou por um estilo autoritário de democracia limitada?
Modelo clássico: sistema liberal-democrático

Hipótese: especificidade o padrão de desenvolvimento do Brasil
– capitalismo dependente Condições necessárias à Democracia
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