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Projetos_na_Escola

Apresentação elaborada pela Escola do Futuro da Universidade de São Paulo para o Projeto Entremeios, São Bernardo do Campo - 2011.
by

Samantha Kutscka

on 12 October 2015

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Transcript of Projetos_na_Escola

Projetos
na Escola

O que é projeto?
Os projetos possuem características gerais, entre elas apresentamos: a referência ao futuro, a abertura para o novo e o caráter indelegável da ação projetada. Em outras palavras, um projeto significa a antecipação de uma ação envolvendo uma referência ao futuro, mas com abertura para o desconhecido, para o não-determinado, para o universo das possibilidades, da imaginação, da criação, para o risco do insucesso. Com a condição de que essa ação antecipada é realizada pelo sujeito que projeta, pois não se pode ter projetos pelos outros.
A palavra projeto é muito utilizada em diversos segmentos da sociedade, com diversos significados. Os projetos são quase que inerentes ao ser humano.
A própria vida pode ser identificada como um projeto. “A riqueza dos valores propostos e dos projetos vigentes indica a saúde de uma cultura”. (MARINA, 1995, p.192)
“A palavra projeto deriva do latim, projectus / projeciere, e significa o ato de projetar, lançar para frente. Ao nascer, o ser humano é lançado ao mundo, como um jato de vida que se projeta para o futuro. O prefixo "pro" se articula com “problemas” e com “programa”. “... cada ser humano é como um misterioso programa, que se desenvolve por meio dos problemas enfrentados, em busca de realizar projetos que o caracterizem como pessoa” (MACHADO, 2000).
Ao consultar um dicionário encontramos sinônimos para projeto: plano, intento, empreendimento.
Na Wikipédia encontramos a definição: “Um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. Os projetos e as operações diferem, principalmente, no fato de que os projetos são temporários e exclusivos, enquanto as operações são contínuas e repetitivas” (acesso em 15 de maio de 2008).
Quando começou a ideia de trabalhar com Projetos na Escola?
Rousseau já afirmava no século XVIII que “A educação constitui um desenvolvimento natural de dentro para fora; há de se ensinar a viver, há de ser ativa e há de realizar-se em ambiente de liberdade; há de atender tanto ao aspecto físico, como ao intelectual e moral; e nela o sentimento, a vida afetiva têm de ocupar lugar importante, como a razão. Em suma, a educação deve ser integral, total, humana”. Assim como Rousseau, vários outros filósofos e educadores trouxeram contribuições importantes para o trabalho com Projetos na escola:
•desde os diálogos e a maiêutica de Sócrates em 400 a.C.;
•a educação realista, humanística, social e sensorial de Rousseau;
•o método intuitivo de Pestalozzi;
•o divertimento, a autoatividade e a autoexpressão nos Jardins de Infância de Fröebel;
•o princípio da autoeducação, com liberdade, atividade, vitalidade e individualidade de Montessori;
•o método globalizante entre disciplinas e os centros de interesse de Decroly;
Parte 1
Parte 2
•Dewey e Kilpatrick com o método de Projetos;
•Freinet com as aulas passeio, o texto livre, o jornal escolar, a correspondência interescolar e tantas outras atividades que tornavam a escola ativa e cheia de vida;
Parte 1
Parte 2
•Piaget com o construtivismo que nos mostrou como acontecem a assimilação de experiências novas e a acomodação com mudanças interiores;
•Vygotsky com a integração social e o trabalho cooperativo mostrando o professor como mediador e apresentando a Zona de Desenvolvimento Proximal;
•Wallon com sua comunicação afetiva;
•chegamos a Paulo Freire com sua pedagogia libertadora
Parte 1
Parte 2
• a Antonio Carlos Gomes da Costa com a escalada do desenvolvimento pessoal e social do jovem e adolescente...
UFA!!
Por que desenvolver projetos na escola?
Não basta oferecer acesso dos cidadãos às escolas, é necessário que estas escolas estejam realmente cumprindo o seu valor social de formar cidadãos plenos, capazes de viver na sociedade em que estão inseridos contribuindo para a construção da paz, da liberdade e da justiça social.
Segundo pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), realizada em 2005 e publicada em 2007, o que afasta crianças entre 5ª e 8ª séries da escola é mais o desinteresse (40%) do que a necessidade de trabalhar (17%). Isto é constatado porque muitas escolas perpetuam ainda o velho paradigma onde a educação é vista como um instrumento de “conformação” do futuro profissional ao mundo do trabalho e que tem como características a memorização e a fragmentação do conhecimento. Características que perderam a relevância, face às novas exigências colocadas pelo desenvolvimento tecnológico e social.
É frequente, os alunos não encontrarem sentido no que estão estudando, principalmente porque repetem situações de aprendizagem que priorizam a memorização sem a significação do objeto estudado. “Educar-se é impregnar de sentido cada momento da vida, cada ato do cotidiano” (FREIRE, 2000).
A reforma curricular brasileira de 1996 procurou adequar a escola para a realidade social em que está inserida alterando os objetivos de formação e priorizando a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. “Não há o que justifique memorizar conhecimentos que estão sendo superados ou cujo acesso é facilitado pela moderna tecnologia. O que se deseja é que os estudantes desenvolvam competências básicas que lhes permitam desenvolver a capacidade de continuar aprendendo” (BRASIL, 2000).
A reforma curricular brasileira de 1996 procurou adequar a escola para a realidade social em que está inserida alterando os objetivos de formação e priorizando a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. “Não há o que justifique memorizar conhecimentos que estão sendo superados ou cujo acesso é facilitado pela moderna tecnologia. O que se deseja é que os estudantes desenvolvam competências básicas que lhes permitam desenvolver a capacidade de continuar aprendendo” (BRASIL, 2000).
Capacidades essas que se assemelham ao que Bernardo Toro chama de Códigos da Modernidade: partindo de sua visão sobre as realidades social, cultural e econômica, elaborou uma lista onde identifica as sete competências que considera necessárias desenvolver nas crianças e jovens para que eles tenham uma participação mais produtiva no século 21.
1.Domínio da leitura e da escrita;
2.Capacidade de fazer cálculos e resolver problemas;
3.Capacidade de analisar, sintetizar e interpretar dados, fatos e situações;
4.Capacidade de compreender e atuar em seu entorno social;
5.Receber criticamente os meios de comunicação;
6.Capacidade de localizar, acessar e usar melhor a informação acumulada;
7.Capacidade de planejar, trabalhar e decidir em grupo.
Codigos da
Modernidade
A reforma curricular brasileira deixou claro que não basta mais trabalhar conteúdos nas escolas, mas que é necessário também promover o desenvolvimento de competências. O desenvolvimento de projetos nas escolas muda o foco do conteúdo para a aprendência , permite que o conhecimento seja abordado como uma rede de significações construída constantemente pela pessoa. Contempla a abordagem de temas de relevância no momento atual, articulados com os saberes pertinentes às disciplinas. Coloca o professor como dinamizador de grupos, arquiteto cognitivo e educador. Traz sentido à escola como fomentadora de transformação social.
Segundo Hugo Assmann em sua obra “Reencantar a Educação”, p.15: o termo “aprendizagem” deve ceder lugar ao termo “aprendência ( ́apprenance”)”, que traduz melhor, pela sua própria forma, este estado de estar- em- processo- de- aprender, esta função do ato de aprender que constrói e se constrói, e seu estatuto de ato existencial que caracteriza efetivamente o ato de aprender, indissociável da dinâmica do vivo.
Aprendência
O desenvolvimento de projetos nas escolas a aproxima de sua função primordial: “Isto é do que se ocupa e tem por fim a Educação, de fazer educandos emergirem como um território existencial. Promovendo encontros e acontecimentos, incessantes descobertas e abrindo possibilidades para um sempre-novo. Incentivando os alunos a olharem com olhos livres” (IPIRANGA, 2006).
Quando os alunos têm a oportunidade de investigar assuntos que instigam sua curiosidade, de testarem hipóteses, de argumentarem, de constatarem diversas situações, de confrontarem diferentes soluções para o mesmo problema, conseguem vivenciar o objeto de estudo e a aprendizagem se torna significativa. E isso fica comprovado quando comunicam a outros, o que aprenderem e aplicam em sua vida e em sua localidade seus novos conhecimentos.
Conforme o Artigo 11 da Carta da Transdisciplinaridade: “Uma educação autêntica não pode privilegiar a abstração no conhecimento. Deve ensinar a contextualizar, concretizar e globalizar. A educação transdisciplinar reavalia o papel da intuição, do imaginário, da sensibilidade e do corpo na transmissão do conhecimento” (Nicolescu, 2003).
Concluindo, o desenvolvimento de projetos, com estratégias que privilegiam a aprendizagem e que integram as tecnologias de informação e comunicação ao cotidiano escolar, pode mudar o panorama atual da educação e contribuir para a qualidade do processo co-formativo de professores e alunos nas escolas.
Subindo!
Que abordagens de conhecimento são utilizadas nos Projetos desenvolvidos na Escola?
Dependendo da natureza do projeto, podemos encontrar a abordagem:

•Disciplinar quando o projeto tem por estudo o conjunto específico de uma determinada disciplina. O foco está no objeto de estudo.

•Multidisciplinar quando o projeto tem por estudo determinado assunto ou tema visto em duas ou mais disciplinas. Aqui o foco está no objeto de estudo, visto por mais de uma ótica.

•Interdisciplinar segundo Nicolescu (1999), o termo diz respeito à transferência de métodos de uma disciplina para outra. Aqui o foco ultrapassa as disciplinas, mas continua no objeto de estudo.
•Um projeto é permeado pela transdisciplinaridade quando aborda o que está ao mesmo tempo entre, através e além das disciplinas, articula as diferentes áreas de conhecimento e exercita a visão, a atitude e a prática transdisciplinar. Articulação dos saberes, estudo do universal, restituição da integridade do Homem, educação e formação contínua, compreensão da Natureza e do mundo; do ambiente, do outro, de si. Conhecer, fazer, sentir, intuir, conviver, reconhecer, saber, ser, fazer.
Machado (2000) chama a atenção para a necessidade da organização do trabalho escolar em torno de objetivos que transcendam os limites e os objetivos das diferentes disciplinas, deslocando o foco dos conteúdos das disciplinas para os projetos das pessoas. Incrementando-se à concepção de conhecimento a imagem de rede de significações naturalmente associada a uma necessidade de aproximação entre os temas escolares e a realidade extraescolar. Há a necessidade da migração da lógica da fragmentação e da hierarquização para a lógica da complexidade e da colaboração.
Segundo Edgard Morin,
a complexidade se aplica em vários níveis, inclusive nas instituições de ensino, propondo que o homem seja visto como um ser indiviso, numa perspectiva de aliança e encontro, buscando formar um indivíduo sujeito de sua própria história, buscando a produção do conhecimento e permitindo interconexão dos conteúdos, na compreensão da realidade e dos fenômenos, numa perspectiva sistêmica, recuperando a visão do todo, considerando não só a razão, mas também sentimentos e intuição.
A idéia é modificar a lógica atual que rege a Educação, procurando compreender e priorizar a qualidade de interações possíveis, um desafio na elaboração de um método que contemple a complexidade, a partir de princípios dados como fontes para novas descobertas e visões.
Lúcia Santaella, em seus estudos de semiótica, verificou que o metabolismo das linguagens, dos processos e sistemas sígnicos, assemelha-se ao dos seres vivos e que as linguagens estão em permanente crescimento e mutação. De acordo com o conceito de mente em Peirce, Santaella extrai três matrizes de linguagem-pensamento, a saber: a matriz sonora, a matriz visual e a matriz verbal. Tal teoria liga indissoluvelmente o pensamento ou faculdades cognitivas aos sentidos, sistemas de signos e linguagens manifestas. Segundo a autora, essas matrizes (Sonora, Visual e Verbal) não são puras e não há linguagens puras, sendo possível perceber facilmente que, nas mais diversas formas, as linguagens se entrelaçam e se tornam híbridas, como as imagens em movimento, vídeos narrativos, vídeo clips, circo, cinema, poesia, balé clássico, arquitetura, ópera, televisão, hipermídia, etc... A hipermídia funde o sonoro, visual e verbal na trama de sua textura e se constitui num excelente exemplar para a prática do hibridismo entre as três matrizes da linguagem e do pensamento.
Matriz Visual
Matriz Sonora
Matriz Verbal

HIPERMÍDIA
Para ganhar panorâma,
as vezes temos que
retroceder um pouco...

Recapitulando...
Qual o universo temático dos Projetos desenvolvidos na Escola?
•Ética
O universo temático varia de acordo com a abordagem de conhecimento utilizada. Pode ser específico para uma determinada disciplina ou transversal quando compreende temas que aparecem nas áreas definidas, isto é, permeando a concepção, os objetivos, os conteúdos e as orientações didáticas de cada área. Os temas transversais definidos pelos PNC são:
•Pluralidade Cultural
•Trabalho e Consumo
•Saúde
(Ensino Fundamental II)
•Meio Ambiente
•Orientação Sexual
Mais um passo para trás,
antes de ir adiante...
Que projetos são desenvolvidos na escola?
É muito comum o desenvolvimento de projetos no ambiente escolar. As escolas desenvolvem projetos de diferentes naturezas:
é o documento institucional da Escola, construído com representantes de seus vários segmentos. Reúne propostas de ação concreta a serem executadas durante determinado período de tempo. Define e organiza as atividades e os projetos educativos necessários ao processo de ensino e aprendizagem de acordo com as concepções da instituição.
Projeto Político Pedagógico
é aquele em que o professor ou o órgão proponente define seu escopo e desenvolvimento, sem que o aluno participe das principais decisões que são tomadas. Em geral, as escolas já recebem estes projetos definidos pela Secretaria de Educação ou outras instituições.
Projeto de Ensino
é aquele em que a tomada de decisões é coletiva entre todos os agentes: sejam eles professores ou alunos, desde a escolha do tema a ser investigado, até as estratégias do processo, as formas de apresentação e a atuação de cada um no Projeto. Este tipo de projeto é elaborado colaborativamente pelo grupo. Seu desenvolvimento não é linear, nem previsível, pelo contrário, é dinâmico e flexível às necessidades que surgem no percurso. A função do professor é de instigador, orientador, mediador, facilitador. E o aluno é o principal agente do processo, ou seja, o protagonista, que investiga, pesquisa, atua, formula hipóteses, realiza testes, produz, aplica. A tecnologia e a arte são meios de viabilizar e inspirar esse processo.
Projeto de Aprendizagem
Projeto Comunitário
O projeto comunitário é uma ação co-formativa, organizada pela escola, movida por uma vontade, interesse e ou necessidade comum de professores, funcionários, alunos e membros da comunidade, com o objetivo de promover um processo de aprendizagem ativo, colaborativo e significativo e em decorrência disto, a melhoria da qualidade de vida na localidade.
O projeto comunitário é permeado pela Transdisciplinaridade, aborda o que está ao mesmo tempo entre, através e além das disciplinas, articula as diferentes áreas de conhecimento e exercita a visão, a atitude e a prática transdisciplinar. Diferentemente das abordagens disciplinar, multidisciplinar e interdisciplinar, no projeto permeado pela Transdisciplinaridade o foco está no sujeito
Conforme o Artigo 3 da Carta da Transdisciplinaridade: “A transdisciplinaridade é complementar à aproximação disciplinar: faz emergir da confrontação das disciplinas dados novos que as articulam entre si; oferece-nos uma nova visão da natureza e da realidade. A transdisciplinaridade não procura o domínio sobre as várias disciplinas, mas a abertura de todas elas àquilo que as atravessa e as ultrapassa” (NICOLESCU, 2003).
O projeto comunitário pressupõe a integração da Arte e de várias linguagens, incluindo as tecnologias de informação e comunicação.
Um projeto comunitário, por promover a melhoria da qualidade de vida, em sua natureza já prevê a integração da família e escola e contempla uma abordagem cultural, sócio-econômica e ambiental.
Como se dá o desenvolvimento do Projeto Comunitário?
“A educação é como um caleidoscópio. Podemos enxergar diferentes realidades; podemos escolher mais de uma perspectiva de análise e cada uma terá sua lógica, sua defesa, porque projetamos na educação nosso olhar parcial, nossas escolhas, nossa experiência” (MORAN, 2007).
Os projetos comunitários partem de uma necessidade ou desejo comum que é percebido pelo professor. A primeira ação a ser desenvolvida é uma reunião com os diversos segmentos da escola (direção, equipe pedagógica e corpo docente e discente) para analisar o desejo e a viabilidade do projeto proposto. A partir da aceitação do projeto é formada uma Equipe Colaborativa responsável pelo Projeto e são realizadas reuniões por segmentos para a elaboração do Quadro Diagnóstico com as questões:
•O que pretendemos fazer? Qual será a temática e as questões motivadoras?

•Quando começará a ação e quanto tempo será consumido na sua realização?

•Onde ocorrerão as atividades planejadas?

•Quem ficará responsável pelo quê, em cada etapa do trabalho realizado?

•Como as atividades serão organizadas e encadeadas para se atingir o fim previsto? Relação entre as questões motivadoras e os conteúdos disciplinares.

•Quanto, em termos de recursos materiais, financeiros e humanos, será necessário para o desenvolvimento das ações previstas?
É muito importante no processo de desenvolvimento dos projetos comunitários, o diagnóstico da realidade local, é a partir dele que o projeto pode ser estruturado:
identificação do campo necessidade / ação;
definição do cenário inicial, dos objetivos a serem alcançados, dos conteúdos trabalhados e dos resultados esperados;
definição das ações / dos responsáveis / dos recursos / das datas.
O desenvolvimento dos projetos comunitários forma uma espiral: vai abrindo-se de um tema central para questões que são escolhidas por todos os envolvidos; estrutura-se um processo de pesquisa: fontes de informação são investigadas e selecionadas; critérios de organização e interpretação das fontes são estabelecidos; novas dúvidas e questões são propostas e outras necessidades são identificadas; o processo é registrado; ocorre uma retrospectiva e uma reflexão sobre o projeto (produto e processo), os conhecimentos e o processo de formação dos sujeitos envolvidos; um novo tema ou problema nasce a partir da experiência vivida.
Os projetos apresentam-se como um caminho para a criação de novas situações de aprendizagem na escola, em que o aluno tem um papel ativo e colaborativo e os conteúdos disciplinares são integrados a atividades que prevêem o uso das tecnologias de informação e comunicação como ferramenta educacional. Os Projetos Comunitários podem ser desenvolvidos a partir de seis etapas que norteiam um movimento de ir e vir constantes, como em uma sinfonia, que inclui investigação, produção e reflexão (FICHMANN, 2005). São elas:
•Sensibilizar, este é o ponto de partida para o desenvolvimento de um Projeto Comunitário. A proposta é que o projeto surja de uma questão motivadora já presente ou trazida pelo professor, de uma necessidade ou um de um desejo comum. A sensibilização é a forma como o tema investigado é apresentado a todos, pode ser por meio de uma visita de campo, uma palestra, um filme, entre outros, de preferência com recursos multimídicos. Esta etapa tem como objetivo principal motivar os participantes e os recursos variados são importantes, pois de acordo com Trocmé-Fabre (2004) “a primeira etapa do saber-aprender é a aptidão para utilizarmos nossos órgãos dos sentidos, nossos olhos, nossos ouvidos, nosso corpo, para termos referências do mundo que nos cerca e sermos capazes de contextualizar”. Depois do tema apresentado é possível estabelecer em conjunto, as possibilidades de exploração do mesmo.
•Investigar, pesquisar, sair em busca de inquietações, de dúvidas provisórias que levam à formulação e verificação de hipóteses é um ato inerente ao ser humano. Nesta etapa do projeto é realizada a avaliação diagnóstica, trazendo à tona o conhecimento inicial a respeito do tema e dando elementos para a eleição do que será investigado. Como afirma Moran (2000), é importante que a investigação contemple tanto o processamento lógico-sequencial quanto o hipertextual (com muitas conexões, divergências e convergências) e devem ser previstos momentos solitários e solidários que permitam ações individuais e também socializações das investigações gerando discussões e conclusões com os demais. No Projeto Comunitário a pesquisa em fontes diversas é incentivada e ampliada a partir do uso do computador e da Internet, complementada por aulas expositivas dos professores, necessárias em alguns momentos do projeto. O movimento de busca de informação, de seleção e organização do material encontrado, dos testes realizados e da necessidade de novas buscas se dá em forma de espiral que vai ampliando à medida que o projeto vai de desenvolvendo.
•Expressar, segundo Freire (2000) a produção criativa é uma forma de desvelar o “espírito criador”, é aí que o ser humano revela sua liberdade. É no ato de criar que se exterioriza o espectro do pensar e refletir, é na consciência convicta e sublime do momento catártico que o ser humano se percebe e, ao se revelar para si, o faz também na direção do mundo em que vive. Se Posta no mundo como “ser” único, fundamental, completo, fruto, igualmente do ato criador e, portanto, representação simbólica da natureza. Nesta etapa, as informações obtidas na investigação são trabalhadas de forma a expressar o como estão sendo compreendidas. Para essa expressão podem ser utilizados vários recursos, tais como: maquetes, cartazes, murais, textos (jograis, jornais, livros, poesias...), músicas, peças de teatro, obras artísticas (mosaicos, esculturas, quadros...), programas de rádio, apresentações multimídia, websites, entre tantas outras possibilidades. Deve-se aqui tomar o cuidado em não criar por criar, criar para dominar ou para possuir, e sim, criar numa perspectiva de trocar, entrar em relação e deixar lugar ao outro para sua própria interpretação, seu próprio sentido, como diz Trocmé-Fabre (2004), “fazer viver o objeto criado”.
•Mapear e elaborar esquemas são frutos de processos cognitivos e da estruturação do organismo aprendente no que diz respeito à regulação, à adaptação e à evolução. Este é o momento em que as informações coletadas são sintetizadas e organizadas. Nesta etapa do desenvolvimento de projetos é importante promover atividades de debate em que os alunos tenham que argumentar, de defender posicionamentos. O aprendente tem necessidade de ancorar os conhecimentos que recolheu em sua própria experiência, criar sentido a fim de se autoestruturar (TROCMÉ-FABRE, 2004). Murais, apresentações multimídia (Power Point) e mapas conceituais também são instrumentos que podem promover a elaboração de esquemas. Como afirma Moran (2000), “conseguimos compreender melhor o mundo e os outros, equilibrando os processos de interação e de interiorização. Pela interação entramos em contato com tudo o que nos rodeia; captamos as mensagens, revelamo-nos e ampliamos a percepção externa. Mas a compreensão só se completa com a interiorização, com o processo de síntese pessoal, de reelaboração de tudo o que captamos por meio da interação”.
•Compilar elaborando portfólios e dossiês é uma prática de organização de informações significativas e do material elaborado nas etapas anteriores, que pode promover a reflexão sobre o processo. “Quando registro, me busco. Quando me busco, registro”. Warschauer (2001). Nos projetos comunitários, os dossiês registram o projeto, podem conter documentos do planejamento e também do desenvolvimento do projeto, assim como amostras de produções dos aprendentes. Os portfólios registram o projeto visto pelo aprendente, geralmente se constitui em uma caixa ou pasta com documentos e produções recolhidos no desenvolver do projeto, assim como seu diário de aprendizagem e a formalização de suas reflexões. Os portfólios evidenciam o processo vivido pelo aprendente, deixando claro suas aspirações com relação à própria aprendizagem e também seu desenvolvimento no processo, não só intelectual, mas também socioemocional. “As crianças que têm o hábito de refletir sobre suas próprias experiências, examinado amostras de seus trabalhos e repensando seu progresso como pesquisadores, escritores, experimentadores e artistas, gradualmente aprendem a definir objetivos de aprendizado por si mesmas” (SHORES, 2001). Esta etapa promove a compilação do processo e estimula o questionamento, a discussão, a suposição, a proposição, a análise e a reflexão. Para os dossiês e portfólios além de caixas e pastas, podem ser organizados websites, blogs, livros e apresentações multimídia.
•Atuar. Neste momento do desenvolvimento do projeto, são implementadas ações concretas na comunidade e para compreendermos esta etapa é necessário entender a escola como parte de uma comunidade de aprendizagem. A escola é mais um local em que o aprendente “está” em relação consigo próprio, com outras pessoas e com o ambiente. E se ele incorpora determinados saberes e apropria-se de determinadas convicções, estes não ficarão restritos à escola, serão levados e aplicados em todo lugar em que estiver. E em movimento complementar, o que a pessoa vive fora da escola também interfere em sua vida escolar, sendo assim, é normal que inquietações, necessidades e desejos da comunidade sejam tratados também pela escola. É um movimento de dentro para fora e de fora para dentro da escola. Movimento de identificação, de investigação, de inquietação, mas também de tomada de decisão e de vontade de agir, de mudar, de transformar. Como dissemos no início, “projetar é lançar para frente” e as pessoas envolvidas em um projeto comunitário têm como o objetivo primordial a melhoria da qualidade de vida na localidade. A ação transformadora no Projeto vem de dentro para fora da pessoa, num movimento de conscientização e tomada de decisão para um agir transformador. Como chama a atenção Moran (2000), “um dos eixos das mudanças na educação passa pela sua transformação em um processo de comunicação autêntica e aberta entre os professores e alunos, principalmente, incluindo também administradores, funcionários e a comunidade, notadamente os pais. (...) As organizações que quiserem evoluir terão que aprender a reeducar-se em ambientes mais significativos de confiança, de cooperação, de autenticidade. Isso as fará crescer mais, estarem mais atentas às mudanças necessárias.” Neste sentido, a integração família e escola é fundamental e característica imprescindível do projeto comunitário, desde o lançamento do projeto, até sua culminância. A parceria com a comunidade tem que se fazer presente, apoiando e participando das ações.
Estas etapas sistematizam o processo de desenvolvimento dos projetos comunitários, que visa estabelecer condições para transformar a vida em um processo permanente, paciente, confiante e afetuoso de aprendizagem. Processo permanente, porque nunca acaba. Paciente, porque os resultados nem sempre aparecem imediatamente e sempre se modificam. Confiante, porque aprendemos mais se temos uma atitude confiante, positiva, diante da vida, do mundo e de nós mesmos. Processo afetuoso, impregnado de carinho, de ternura, de compreensão, porque nos faz avançar muito mais (MORAN, 2000).
Qual o lugar e o papel de cada um nos Projetos Comunitário?
Assim como em uma orquestra, no projeto comunitário há uma energia que vem de todos ao mesmo tempo e que forma um som harmonioso. Cada um tem seu lugar e papel que se complementam em busca de um mesmo som. Se apenas um estiver em dissonância, atrapalha a harmonia de toda a orquestra. Assim, como na orquestra, no projeto comunitário é necessário o maestro, o spalla, todos os músicos e também a platéia que ajuda a compor a energia da música.
No desenvolvimento dos projetos comunitários é fundamental a natureza das relações estabelecidas entre os diversos agentes, pois são momentos de parceria e de comprometimento mútuo.
“Quanto a mim, eu estou convencida de que o papel essencial do mundo educativo em seu conjunto é o de permitir, por meio de uma verdadeira presença, a emergência, em todos os parceiros da situação de aprendizagem, de seu próprio questionamento, aquele que abre espaço interior para uma capacidade matricial, aquele que põe em movimento os atores, a pessoa em formação e aqueles que a acompanham, em direção a um lugar onde lhes é possível ser e vir a ser, para um amanhã a ser construído” (TROCMÉ-FABRE, 2003).
“A razão e sentido da escola é a aprendizagem. O processo de (re) construção do conhecimento é o próprio objeto específico do trabalho educativo. Portanto, o centro e eixo da escola é a “aprendência”, sua única razão de ser. Todas as atividades da escola só fazem sentido quando centradas na (re) construção do conhecimento, na aprendência e na busca. Isso significa que o eixo, centro, ritmo, direção ou norteamento, deverão constituir-se na autopoiese e não na alteridade. As atividades a serem desenvolvidas, as temáticas e os métodos deverão ser definidos a partir das demandas e exigências da “aprendência” e não da “ensinagem”. Isso significa, de um lado, que a escola, o locus da “aprendência” é o centro do sistema educativo e exige, de outro lado, relações intersubjetivas, co-responsabilidade, compromisso coletivo e compartilhamento” (Wittmann, 2000).
É necessário que a equipe gestora da escola pense sistemicamente e compreenda o que é aprendência para organizar uma estrutura capaz de elencar coordenadores pedagógicos, PAPE, funcionários, professores, alunos e membros da comunidade, dinamizando a escola no desenvolvimento dos Projetos Comunitários. Seu papel é o de responsável pelo Projeto, mas também o de quem dá condições para que ele aconteça. Seu lugar é próximo no sentido de compreender o Projeto como um todo e também distante, dando auto-ontonomia aos demais.
A equipe pedagógica da escola é o elo entre todos: direção, professores, pais e alunos. Por estar na escola em diferentes períodos e não estar em sala de aula, pode promover a interação entre todos os membros do Projeto. Além disso, compreende os objetivos gerais do Projeto Político Pedagógico da escola, assim como os objetivos específicos de cada disciplina e cada ano escolar, podendo tecer o fio condutor do Projeto entre as diferentes turmas de alunos e professores. É a equipe pedagógica que marca as reuniões e que conduz o planejamento do Projeto, seu lugar é em todos os lugares.
O aluno, cuja etimologia da palavra é “sem luz”, no projeto comunitário passa a ser aprendente, num processo reflexivo de autoquestionamento, autoconhecimento e num processo ativo em relação a si mesmo, ao outro e ao ambiente. Nesse sentido, o aprendente é protagonista, pois é ao mesmo tempo agente e beneficiário da ação, empreende, ele próprio, a formação de seu ser, a realização de suas potencialidades em termos pessoais e sociais, é fonte de iniciativa, compromisso e liberdade. “É nas experiências vivenciadas nos Projetos que o jovem tem a oportunidade de planejar, de empreender, de tomar decisões, de voltar atrás e traçar outros caminhos, de agir de acordo com seus valores, de ouvir e de fazer-se ouvir, de lidar com sentimentos de fracasso e realização, de compartilhar sucessos e derrotas. Assim, vai vivenciando participação democrática e adquirindo confiança em si e em sua capacidade de intervir construtivamente em seu entorno social. Desenvolvendo capacidades e valores exigidos em um futuro próximo quando for disputar uma vaga no mercado de trabalho” (COSTA, 1999). O lugar do aprendente é dentro e fora de si mesmo, num movimento de encontro de seu próprio caminho.
Os funcionários da escola precisam conhecer e sentir-se parte do Projeto, são eles que compõem os bastidores do processo e dão condições para seu desenvolvimento. Assim como os pais e membros da comunidade, visto que compõem o universo do projeto comunitário.
Os Orientadores Pedagógicos são responsáveis pelo acompanhamento da Escola. Seu papel é o de norteador, zelando para que o Projeto desenvolvido na Escola corresponda aos parâmetros definidos pela Secretaria de Educação. Seu lugar é próximo no sentido de acompanhar e também distante, dando auto-ontonomia à escola.
Os PAPE desenvolvem um trabalho de apoio técnico e pedagógico aos professores e alunos, contribuindo e articulando inovações tecnológicas nos projetos de aprendizagem. Além de ser a pessoa que traz a inovação para a escola, não deixa de ser um professor, então seu papel é também de educante, de mediador entre pessoas e processos midiáticos e entre pessoas e equipamentos tecnológicos. E seu papel é também o de agente de transformação social, no sentido de intervir no meio em que vive. Seu lugar é próximo ao aprendente e ao educante, num movimento interno/externo de reflexão/ação.
“Atualmente, o conflito e a marginalização social estão também escolarizados e cada vez durante mais tempo. Isso modifica o papel da escola e o faz aproximar-se de obrigações que, para ela, são novas; obrigações próprias da família educativo-social. Realmente, o novo cenário exige que os professores, que antes podiam dedicar-se apenas à instrução, também sejam educadores sociais; em certos casos, inclusive, sejam fundamental ou previamente educadores sociais” (ROMANS, 2003).
O professor precisa se transformar em educante, ou seja, segundo Trocmé-Fabre (2004), aquele que promove condições para a aprendência, que acompanha, que sabe escutar, se ajustar, compor com o imprevisto, enfrentar o medo do outro e gerir a urgência do curto prazo. Um estar “com” (e não agir “por”), que garanta no processo um equilíbrio entre o “dar” e o “receber”. O papel do educante é o de mediador em todo o processo de desenvolvimento do Projeto Comunitário, seja entre pessoas e também entre informação e situações de aprendência. É também o de agente de transformação social, no sentido de intervir no meio em que vive. Seu lugar é próximo ao aprendente, num movimento interno/externo de reflexão/ação.
O projeto comunitário está vinculado a uma concepção que dá importância não só à aquisição de estratégias cognitivas de ordem superior, como também ao papel do estudante como responsável pela sua própria aprendizagem. Visa à formação de agentes de transformação local, incentivando e oferecendo subsídios para o desenvolvimento de ações que contribuam para a melhoria da aprendizagem nas escolas e da qualidade de vida nas localidades. Neste sentido, podemos resumir:
• A equipe gestora tem o papel de responsável pelo Projeto, mas também o de quem dá condições para que ele aconteça. Seu lugar é próximo no sentido de compreender o Projeto como um todo e também distante, dando auto-ontonomia aos demais.

• A equipe pedagógica tem o papel de conduzir o planejamento e a implementação do Projeto, seu lugar é em todos os lugares.

• O educante tem o papel de mediador em todo o processo de desenvolvimento do Projeto, seja entre pessoas e também entre informação e situações de aprendência. E também o de agente de transformação social, no sentido de intervir no meio em que vive. Seu lugar é próximo ao aprendente, num movimento interno/externo de reflexão/ação.

• O PAPE dá apoio técnico e pedagógico aos professores e alunos, contribuindo e articulando inovações tecnológicas nos projetos de aprendizagem. Seu papel é também o de agente de transformação social, no sentido de intervir no meio em que vive. Seu lugar é próximo ao aprendente e ao educante, num movimento interno/externo de reflexão/ação.



• O aprendente é protagonista, pois é ao mesmo tempo agente e beneficiário da ação, empreende, ele próprio, a formação de seu ser, a realização de suas potencialidades em termos pessoais e sociais, é fonte de iniciativa, compromisso e liberdade. E seu lugar é dentro e fora de si mesmo, num movimento de encontro de seu próprio caminho.

• Os funcionários da escola, os pais e os membros da comunidade compõem os bastidores do processo e dão condições para o desenvolvimento do Projeto.

• Os orientadores pedagógicos têm o papel é de nortear, zelando para que o Projeto desenvolvido corresponda aos parâmetros definidos pela Secretaria de Educação. Seu lugar é próximo no sentido de acompanhar e também distante, dando auto-ontonomia à escola.
Retomando o conceito...
consiste em ação colaborativa, organizada pela escola, movida por uma vontade, interesse e ou necessidade comum de professores, funcionários, alunos e membros da comunidade, com o objetivo de promover um processo de aprendizagem ativo, colaborativo e significativo e em decorrência disto, a melhoria da qualidade de vida na localidade.
O que caracteriza um Projeto Comunitário?
Um Projeto Comunitário consiste em uma ação co-formativa, organizada pela escola, movida por uma vontade, interesse e ou necessidade comum de professores, funcionários, alunos e membros da comunidade, com o objetivo de promover um processo de aprendizagem ativo, colaborativo e significativo e em decorrência disto, a melhoria da qualidade de vida na localidade.
Por ser uma ação co-formativa, o Projeto segue um planejamento colaborativo e flexível, onde o mediador se baseia no quadro diagnóstico e sempre tem em mente os objetivos e conteúdos a serem trabalhados, mas também as necessidades e motivações manifestadas. Orienta as ações do Projeto baseado nos recursos e prazos disponíveis
Nos Projetos, a avaliação se manifesta nos níveis: do indivíduo, do grupo e do Projeto, todos eles devem ser avaliados. Se desenvolve de forma contínua e processual, permeando todo o processo. Não está focada nas ações para a culminância do Projeto e, sim, nos objetivos e nas metas pré-estabelecidas, por isso, é importante que os portfólios e dossiês explicitem o caminho percorrido e os objetivos e metas alcançados.
Por promover a qualidade de vida, este projeto incentiva o empreendedorismo e contempla abordagem cultural, sócio-econômica e também ambiental, num dos temas transversais: Ética, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural, Saúde, Orientação Sexual, Trabalho e Consumo.
37 Para promover um processo de aprendizagem ativo e significativo, no Projeto Comunitário, o educante é um instigador, orientador, mediador, facilitador. O aprendente é o principal agente do processo, ou seja, o protagonista, que investiga, pesquisa, atua, formula hipóteses, realiza testes, produz, aplica. E o conhecimento é a integração da informação no referencial próprio de cada um, significativo, construído. Onde a Tecnologia e a Arte são meios de viabilizar o processo.

São previstas seis etapas no desenvolvimento do projeto: Sensibilizar, Investigar, Expressar, Mapear, Compilar e Atuar.
Um projeto comunitário é permeado pela transdisciplinaridade quando o foco é a emergência do sujeito da transdisciplinaridade, os níveis de percepção; a compreensão do objeto da transdisciplinaridade, os diferentes níveis de realidade e a relação que se estabelece entre ambos. Quando aborda o que está ao mesmo tempo entre, através e além das disciplinas, articula as diferentes áreas de conhecimento e exercita a visão, a atitude e a prática transdisciplinar.

Através do ambiente virtual EntreMeios, os projetos comunitários podem ser divulgados na Internet e, consequentemente, acessados de qualquer lugar, por qualquer educador da rede. Como são desenvolvidos em meio a uma Comunidade Virtual, podem ser também desenvolvidos entre escolas.
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Referências:
•o Método dos Complexos de Blonsky, Pinkevich e Kupskaia;
•a escola ativa de Claparède com trabalho, pesquisa e ação e o professor como estimulador de interesses;
•Neil e a Escola Summerhill: liberdade com responsabilidade;
•Bruner e a noção de conceitos-chave e o currículo em espiral;
•e mais recentemente a Fernando Hernández aperfeiçoando e englobando na sua ideia de Projetos várias dessas tendências históricas
Veja o Quadro de Hernandez e Venura. Clique no link:
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