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Sociologia Contemporânea

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by

Antônio Claret

on 29 May 2014

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Transcript of Sociologia Contemporânea

Sociologia Contemporânea
Puc Minas
1/2014

Introdução
Contexto Histórico do Surgimento da Sociologia
Informações Preliminares
Professor: Antônio Claret

Ementa: Novos paradigmas das Ciências Sociais na contemporaneidade: sociologia compreensiva, teoria fenomenológica, teoria sistêmica e teoria crítica. Tematização
de processos sociais contemporâneos: as bases racionais dos processos de ação e relação social, processos de individualização e individuação nas sociedades complexas, processos de metropolização - novas configurações dos espaços público e privado.
Elementos da Teoria da Estruturação
Anthony Giddens

Introdução
O Agente, a agência
Agência e Poder
Estrutura e estruturação
A dualidade da estrutura


Objetivos:

Discutir conceitos básicos da Sociologia, a partir de autores contemporâneos, no sentido de municiar os alunos de elementos conceituais para a
compreensão/explicação da nossa sociedade.

Especificamente, analisar as transformações no mundo das relações sociais, tendo em vista a prática profissional do assistente social.

Estabelecer a relação entre o campo das Ciências Sociais com o do Serviço Social;
Introdução: o contexto histórico do surgimento das ciências sociais

UNIDADE I Novos paradigmas das Ciências Sociais na contemporaneidade

1. Mudanças paradigmáticas na contemporaneidade e o conhecimento científico
2. O pluralismo na sociologia e na sociedade contemporânea: a diversidade de
interpretações : fenomenologia, sociologia compreensiva, teoria sistêmica, teoria crítica.

UNIDADE II – A Sociologia como base para estudo das Relações Sociais

1. As relações sociais e a solidariedade social num processo de convivência social
2. Os processos de individualização e individuação nas sociedades complexas

UNIDADE III – Novas configurações das fronteiras entre os espaços público e privado

1. O público e o privado nas políticas sociais
2. A questão da cidadania num universo relacional
3. Contribuições da teoria sociológica para o campo de conhecimento do Serviço Social.

Bibliografia básica:

CARAÇA, João. Um Discurso sobre as Ciências passadas e presentes.

FREITAG, Bárbara. A teoria crítica: ontem e hoje. 5. ed. São Paulo: Brasiliense, 1984. 184p. ISBN 8511140603 (Disponível no Acervo).

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 12. ed. São Paulo: Hucitec, 2010. 407 p. ISBN 9788527101813 (Disponível no Acervo).

SANTOS, Boaventura de Souza (Org.). A Globalização e as ciências sociais. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2005. 572 p. ISBN 8524908351 (Disponível no Acervo).

SANTOS, Boaventura de Souza. Pela Mão de Alice: O social e o político na pós-modernidade. São Paulo: Cortez, 1997.

CHÂTELET, François. A crise da sociedade contemporânea. Lisboa: Edições 70, 240 p. 1975.

DOMINGUES, José Maurício. Sociologia e modernidade. Para entender a sociedade
contemporânea.

O NOVO MOVIMENTO TEORICO
jeffrey c. alexander

Introdução

A Sociologia como Discurso e como Explicação

Sobredeterminação pela Teoria e Subdeterminação pelo Fato

Formações Discursivas no Pós-Guerra

Pressupostos e Dilemas Teóricos

Reconsiderando as Teorias Micro e Macro

O Novo Movimento Teórico
A Teoria Crítica: Ontem e Hoje
Bárbara Freitag

O Histórico da Escola de Frankfurt

A criação do Institut fuer Sozialforschung
O Conteúdo Programático da Teoria Crítica
Dialética da razão e a crítica à ciência
Primeiro momento
Segundo momento
Terceiro momento
A dupla face da cultura e a discussão da indústria cultural
A questão do Estado e a dominação tecnocrática
Didática: Aulas expositivas, leituras, vídeos, imagens, discussões em sala de aula...
Cronograma
O desafio da imaginação sociológica
Sociedade Individualista

Análise a partir da própria experiência

Características Pessoais
"O Brasil não tem partidos. Não é como os EUA, por exemplo, que possuem ideologia, um partido que vota coeso, um plano de governo. Aqui cada um vota como quer, os partidos servem só para fazer alianças e ganhar ministérios." Ricardo Marino (citando amigo)

setembro/2013
todasconfigurações.com
Feudalismo
Revolução Industrial
Desenvolvimento das Ciências
Surgimento da Sociologia
Origem positivista:
- Auguste Comte, Saint Simon
Princípios positivistas:
-> conhecimento científico como única forma de conhecimento verdadeiro;
-> uma teoria somente pode ser considerada correta se ela for comprovada através de métodos científicos válidos;
-> não consideram conhecimentos ligados as crenças;
-> progresso da humanidade depende dos avanços científicos
Positivismo na sociologia:
O positivismo sociológico acreditava que que a sociedade poderia ser analisada da mesma forma que os fenômenos da natureza. A partir dessa suposição, recomendava que os sociólogos utilizassem os mesmos procedimentos das ciências naturais.
Durkheim e o Suicídio
"Mesmo um ato individual e solitário
poderia ser compreendido a partir
da ótica sociológica"
Suicídio anômico (ausência de regras)
Períodos de rápida mudança social
Depressão econômica
Crescimento econômico (não há limites para expectativas, ganância)
Suicídio egoístico (não há nada que te prenda).
Protestantes suicidam mais que católicos e judeus.
Solteiros suicidam mais que casados. Mesmo viúvos, especialmente se com filhos.
Dualidade da Natureza Humana
1. O "eu" ordinário do cotidiano

2. O "eu" maior que si mesmo
Evidente em momentos
de efervescência coletiva
Experiência que não se origina diretamente a partir de si e sobre a qual não existe controle.
Experiência que não se origina
diretamente a partir de si
e sobre a qual não existe controle
Eventos coletivos
Eventos religiosos
Esta coisa maior existe antes de você e vai continuar existindo após.

Existe a partir do compartilhamento de símbolos.

Consciência comum.

Conhecer os ritmos, tradições, história, genealogia, restrições...
Sociedade contemporânea: crença coletiva no indivíduo, direitos humanos, dignidade humana, liberdade.

Será?
Sociologia Contemporânea
Convivência (?) de distintas concepções de sociedade
O caso do menino preso ao poste:
um peso e duas medidas?
Olimpíadas de Inverno
de Sochi: choque de civilizações?
Contra a dominação do funcionalismo no pós-guerra empreenderam-se duas revoluções:

-> microteorização: centralidade da negociação individual

-> macroteorização: enfatiza o papel das estruturas coercitivas na determinação do comportamento individual e coletivo
"Ao mesmo tempo em que triunfavam, contudo, a autoconfiança e o impulso desses enfoques teóricos começavam a declinar"

"(...) micro e a macroteoria são igualmente insatisfatórias; ação e estrutura precisam ser agora, articuladas"
Objetivos:

-> Reconstruir o desenvolvimento das respostas micro e macro à tradição funcionalista;

-> Avaliar os discursos;

-> Esboçar um modelo sintético da inter-relação entre ação e estrutura
Ciência Social Pós-positivista

"a estratégia de identificar a ciência social com uma ciência natural interpretativa está fadada ao fracasso"

"é porque os cientistas naturais freqüentemente concordam sobre os princípios gerais que informam seu ofício que questões empíricas mais delimitadas podem receber sua atenção"

o resultado genuíno da ciência moderna não consiste na produção da verdade (mas em) um método de chegar a um consenso voluntário e permanente.


Se comparada às Ciências Naturais, a Ciência Social produz um desacordo muito maior


"As condições definidoras da crise do paradigma nas ciências naturais são a rotina nas sociais"
"A ênfase na importância do dissenso na ciência social não precisa levar ao relativismo radical"

"É possível acumular conhecimento sobre o mundo a partir de pontos de vista diferentes e em competição (cf. Wagner, 1984)."
Reação Positivista

"(...) se os sociólogos fossem mais fiéis ao rigor e à disciplina da ciência natural, a natureza geral e especulativa da discussão nas ciências sociais diminuiria e o desacordo poderia eventualmente desaparecer."
Resposta à reação positivista:

"Essa posição é fundamentalmente equivocada. O dissenso amplo é inerente à ciência social, por razões cognitivas e valorativas."

"(...)há na ciência social uma relação simbiótica entre descrição e avaliação. As próprias descrições dos objetos de estudo têm implicações ideológicas"
Consequência

"é por causa desse desacordo empírico e teórico endêmico que a ciência social se divide em tradições e escolas"
Importância do Discurso

O discurso se torna um traço importante no campo da ciência social

Discurso
: modos de argumentação que são mais consistentemente generalizados e especulativos que as discussões científicas normais

capacidade de persuadir se baseia em qualidades como coerência lógica, grau de abrangência, riqueza interpretativa, relevância valorativa, força retórica, beleza, e textura do argumento.

Sociologia é um campo discursivo: há discursos, não um discurso


"a ciência social é essencialmente contestável, tanto em suas declarações factuais mais específicas, como em suas generalizações mais abstratas".

"Cada tipo de discurso implica em distintos critérios de verdade".


Argumentos discursivos, e os critérios racionais por eles implicados, são apenas subjetivamente cogentes (necessários).

Eles são aceitos por razões que independem de testes empíricos convencionais.

O que equivale a dizer que a ciência social se desenvolve dentro de escolas e tradições
Contexto Pós-Segunda Guerra

O discurso sobre ação versus estrutura surgiu como reação ao estrutural-funcionalismo de Parsons.

os opositores pós funcionalistas se envolveram em uma miríade de disputas teóricas altamente generalizadas

O movimento pós-funcionalista se justificava pela argumentação e não só pelos procedimentos empíricos de verificação ou falsificação.
Jeffrey C. Alexander é um dos mais importantes sociólogos norte-americanos da atualidade, professor de sociologia da Universidade de Yale, nos EUA e co-diretor do Centro de Sociologia Cultural deste mesmo departamento de ensino e pesquisa.
Pressupostos: suposições mais gerais que os sociólogos fazem quando se defrontam com a realidade
Natureza da ação

quando se pensa sobre a ação, discute-se se ela é racional ou não.

abordagens
racionalistas
: atores são movidos por forças externas. Pessoas: egoístas; estratégicas; agem para maximizar eficiência

abordagens
não-racionalistas
: ação é motivada de dentro dos atores. Pessoas: idealistas; morais; agem pelas emoções e desejos inconscientes.
Problema da Ordem

Sociólogos acreditam que a sociedade têm padrões, mas estão em desacordo sobre como a ordem é produzida.

Posição coletivista
: consideram os padrões sociais como preexistindo a qualquer ato individual específico - ordem social se impõe a indivíduos

Posição individualista
: consideram os padrões como resultado da negociação individual. Indivíduos podem alterar os fundamentos da ordem
Problema da Ordem

estudo da sociedade se desenvolve em torno das questões da liberdade e da ordem

tensão entre liberdade e ordem que fornece a base intelectual e moral da sociologia


Problema da Ordem

teorias individualistas são atraentes porque preservam a liberdade individual,
capacidade do ator tem de agir livremente
contra sua situação

Ao negar radicalmente o poder da estrutura social, teoria individualista encoraja a ilusão de que os indivíduos não têm necessidade de outros ou da sociedade como um todo. Também ignora que as
estruturas sociais podem ser indispensáveis à liberdade


Começa a tomar forma um modo surpreendentemente diferente de discurso teórico, marcado por um esforço de juntar novamente a teoria sobre a ação e a estrutura.

Razões
-> novo clima político nos Estados Unidos e na Europa;
-> dissolução dos movimentos sociais radicais;
-> declínio da legitimidade moral do marxismo.
novo movimento teórico na sociologia pode ser revelado pelo estudo do revisionismo dentro das tradições micro e macro.

Esforços igualmente revisionistas marcam um novo movimento para além da posição racional-coletivista, ou estrutural.

O novo movimento teórico na sociologia avança em diversas frentes e sob vários nomes
Apenas se os teóricos gerais estiverem preparados para entrar no campo dos "estudos culturais" é que a ponte pode ser gradualmente construída sobre o abismo.

Teorização sobre a cultura não pode degenerar em camuflagem para o idealismo. Nem deve ser cercada por uma aura de objetividade que esvazia a criatividade e a rebelião contra as normas.

Se esses erros forem evitados, o novo movimento em sociologia terá uma chance de desenvolver uma teoria verdadeiramente multidimensional
Não deixa de ser uma demonstração irônica da
falta de acumulação linear em sociologia
o fato de que, simultaneamente a esse ressurgimento da microteorização, surja um movimento igualmente forte na direção de trabalhos de tipo macro.


Embora
as ações
individuais possam desviar-se dos imperativos estruturais
, as
conseqüências
objetivas dessas ações
são determinadas por estruturas
que estão além do controle dos atores
Grupo de intelectuais: Horkheimer; Adorno; Marcuse; Benjamin; Habermas

Data de criação: 3 de fevereiro de 1923

Vinculado à Universidade de Frankfurt

Fechamento do Instituto pelos Nazistas em 1933. No mesmo ano ocorre a transferência do Instituto para Genebra.

Transferência para Nova York em 1934

Convite para retorno a Frankfurt em 1946. Retorno em 1950
Dialética do esclarecimento: processo emancipatório que conduziria à autonomia e à autodeterminação se transforma em seu contrário: em um crescente processo de instrumentalização para a dominação e repressão do homem.

Convicção Kantiana (razão como instrumento de libertação do homem) se mostrou ilusória.

O saber produzido pelo iluminismo não conduzia à emancipação e sim à técnica e ciência moderna que mantêm com seu objeto uma relação ditatorial.

Razão alienada que se desviou do seu objetivo emancipatório original, transformando-se em seu contrário: controle totalitário da natureza e a dominação incondicional do homem.
Dialética do esclarecimento
consiste em mostrar como a razão abrangente e humanística, posta a serviço da liberdade e emancipação dos homens, se atrofiou, resultando na razão instrumental.
Conflito entre dialética e positivismo

Dialética
:
humanística e emancipatória. Procura mostrar como a economia conduz ao agravamento das contradições na sociedade, levando a guerras e revoluções.

Positivismo
:
sistêmico e conservador. Preocupa em formar sentenças que definem conceitos universais. Procede dedutiva e indutivamente e defende o princípio da identidade, condenando a contradição.

No princípio, Horkheimer encontrava-se muito próximo do marxismo. Em ensaio (A Teoria Crítica, ontem e hoje) de 1970, entretanto, faz uma revisão mostrando três grandes
equívocos da teoria marxista
:

i) proletarização progressiva da classe operária não se confirmou. O capitalismo produziu um excedente de riquezas que desativou o conflito de classes;

ii) Tese das crises cíclicas do capitalismo não se confirmou diante da intervenção crescente do Estado na economia;

iii) realização simultânea da justiça e liberdade não se confirmou
Teoria do
intelectual orgânico
: princípio básico do pessimismo teórico e otimismo prático
Confronto Popper x Adorno (1961)

Popper
defende um
positivismo sofisticado
, não parte da identidade das ciências naturais e sociais, admitindo uma diferença entre o objeto das ciências naturais e sociais.

Respeitadas as regras da lógica, garante-se a objetividade.

Defende: estrutura lógica da teoria tradicional; cientificidade; objetividade; respeito aos princípios básicos da lógica cartesiana: procedimento indutivo/dedutivo; coerência interna da teoria.
Confronto Popper x Adorno (1961)

Adorno
acredita que a
crítica
é o elemento constituinte do método da teoria crítica.

Dialética negativa
: esforço permanente de evitar as falsas sínteses, desconfiar de toda e qualquer proposta definitiva para solução de problemas; rejeitar visão sistêmica e totalizante da sociedade.

Dialética não se contenta com o status quo, representa o esforço de superar a realidade cotidiana. É capaz de considerar os elementos da contradição e da transformação.

Para Adorno, o positivismo de Popper se identifica com a lógica instrumental, não permite questionar as bases nas quais se assenta a sua “lógica”.

Com essa auto-restrição, deixa de refletir a origem histórica do seu pensamento; aceita implicitamente as injustiças, busca a suposta verdade dos fatos, alegando falsa neutralidade e objetividade.
Debate Habermas x Luhmann

Luhmann
procura aplicar conceitos cibernéticos à sociedade. Na medida em que avançamos em direção a sistemas sócio-culturais, as alternativas de comportamento se limitam. A institucionalização de um tipo de comportamento elimina outras possibilidades, ocorrendo a “redução de complexidade”.

Habermas
critica a teoria de Luhmann afirmando que a teoria sistêmica não tem condições de explicar como normas e valores emergem e passam a regulamentar o sistema. A teoria também não explica quando acontece o contrário (involução). O conceito cibernético pressupõe erroneamente a existência de significados prévios.

Habermas propõe a
teoria da ação comunicativa
Teoria da ação comunicativa

A concepção de uma
razão comunicativa
implica uma mudança radical de paradigma, em que a razão passa a ser
implementada socialmente
no processo de
interação dialógica
dos atores envolvidos em uma mesma situação. A razão comunicativa se constitui socialmente nas
interações espontâneas
, mas adquire maior rigor através do que Habermas chama de
discurso
.
Racionalidade


"Procedimento argumentativo pelo qual dois ou mais sujeitos se põem de acordo sobre questões relacionadas com a verdade, justiça e autenticidade."
Debate Habermas x Luhmann

Luhmann
procura aplicar conceitos cibernéticos à sociedade. Na medida em que avançamos em direção a sistemas sócio-culturais, as alternativas de comportamento se limitam. A institucionalização de um tipo de comportamento elimina outras possibilidades, ocorrendo a “redução de complexidade”.

Habermas
critica a teoria de Luhmann afirmando que a teoria sistêmica não tem condições de explicar como normas e valores emergem e passam a regulamentar o sistema. A teoria também não explica quando acontece o contrário (involução). O conceito cibernético pressupõe erroneamente a existência de significados prévios.

Habermas propõe a
teoria da ação comunicativa
Ação Comunicativa

Teoria da ação comunicativa não adere ao pessimismo, revelando uma convicção profunda da competência linguística e cognitiva dos
atores, capazes de, no diálogo, na disputa, no questionamento radical, produzirem uma razão comunicativa
que pouco tem em comum com a razão kantiana: ela não é subjetiva, não é transcendental, não é inata.
Conceito de Sociedade

Ao conceituar a sociedade, Habermas procura integrar duas óticas:
sistêmica
e
mundo vivido
.

Sistêmica
: realidade social em que atua a razão instrumental e técnica. Subdivide-se em econômico e político.

Mundo vivido
: constituído pelas outras esferas (cotidiano dos atores)
Ótica Sistêmica

Racionalidade técnica visa gerar o máximo de
produtividade
.

A visão sistêmica
exclui o diálogo
,
codifica as relações sociais
e encontra no dinheiro uma linguagem universal. Funciona na base de imperativos automáticos.

Os complexos integrados sistematicamente
impõem sua lógica
às outras esferas, passando a colonizá-las.
Modernidade

A modernidade se caracteriza por ter criado uma
disjunção
, um hiato, entre o
mundo vivido e o sistema
.
O mundo vivido está ameaçado em sua sobrevivência pela interferência da razão instrumental.

A interferência do sistema estatal na esfera do mundo vivido é a burocratização, e do sistema econômico, a monetarização

Expectativa Habermasiana

Cabe à razão comunicativa
, preservada em certos nichos (música),
resgatar o terreno perdido
e reorientar a razão instrumental.

Habermas tem uma fé na capacidade de
aprendizado dos sistemas socioculturais
modernos, que ajustam seus mecanismos de acordo com os graus de complexidade e diferenciação atingidos.
Concepção de cultura

Marcuse (Caráter Afirmativo da Cultura, 1937): mundo do trabalho seguia a lógica da necessidade, impondo sofrimento e abstenção; mundo cultural permitira postular a liberdade, felicidade, realização espiritual
Cultura como alienação

A separação da sociedade burguesa em dois mundos: vida material (civilização) e vida espiritual (cultural) permitiu a essa sociedade justificar a exploração e alienação. Ao acenar, através dos bens culturais, com um mundo melhor, a obra de arte assume uma função alienante.

Para manter os trabalhadores inseridos no processo produtivo tornavam-se necessárias novas formas de repressão e exploração.

Cultura de massas

A fim de t
ornar os trabalhadores dóceis
e submissos, não bastava recorrer à dicotomia civilização e cultura.

Tornou-se
imperioso mudar os padrões de organização
da produção cultural que foi sendo gradativamente cooptada pela esfera da civilização.

Bens culturais são derrubados de seus pedestais para se converterem em bens de consumo de massa. Processo viabilizado pela tecnologia (cópia).

Obra de arte é transformada em mercadoria
.
Cultura no socialismo

A
dissolução da obra de arte
em consequência de uma organização geral da produção em moldes socialistas anunciaria a materialização da felicidade no mundo do trabalho, dispensando a produção artística.
Cultura no socialismo

Aparente reconciliação entre civilização e cultural.

Falsa reconciliação
que traiu o ideal de felicidade, humanidade e justiça contido na esfera da cultura.
A falsa reconciliação recebe o nome de indústria cultural.

Indústria Cultural

A cultura,
transformada em mercadoria
, perde sua característica de cultura para se transformar em meio de troca, atendendo as necessidade de acumulação do sistema.

Obra de arte
deixa de ter caráter único
, singular, deixa de ser a expressão da genialidade, do sofrimento, da angústia de um produtor.

A indústria cultural cria a
ilusão de
que a
felicidade
não precisa ser adiada para o futuro, por já estar concretizada no presente.

Cultura fornecida pelos meios de comunicação de massa
não permite posição crítica
, já que mistura os planos da realidade e anulam os mecanismos da reflexão.
Perda da aura

Se a
passagem do período feudal para o burguês
se caracterizou pela
secularização
da obra de arte, sem que se extinguisse sua aura, a
passagem do período burguês para a sociedade de massa
está caracterizada pela
perda da aura
.

A perda da aura ocorre em consequência de dois fatores básicos: tecnificação e reprodutibilidade técnica, que leva a massificação do consumo.
Consequências da perda da aura

A perda da aura não tem para Benjamin as consequências negativas que Horkheimer, Adorno e Marcuse observam.

Com a perda da aura se destrói a unividade e a singularidade, mas,
ao perder seu valor de culto, seu valor de exposição se intensifica
.

A obra adquire uma nova
qualidade
: torna-se
acessível
a todos.

Enquanto Adorno vê despolitização, Benjamin vê
politização
.
Crítica da teoria crítica

Habermas crítica Marcuse, Adorno e Horkheimer por terem adotado uma posição:

Ø
Tradicional
(vem a obra de arte somente como promessa de felicidade);

Ø
Limitada
(baseiam em um conceito burguês de arte);

Ø
Idealista
(não admitem a alteração interna da estrutura e função da arte que acompanha o desenvolvimento do capitalismo tardio)
A questão do Estado é pensada pelos teóricos
em três momentos distintos:
Primeiro momento: intervencionismo estatal na economia

O Estado capitalista moderno, especialmente em sua versão norte-americana, transforma-se no Welfare State, o Estado de Bem-Estar que desativa a luta de classes, minimizando os conflitos entre operários e industriais em nome do bem-estar de todos.
Segundo momento: razão instrumental e dominação tecnocrática

A racionalidade capitalista seria racional em sua aparência, quando aplicada à ação de um indivíduo isolado, mas é irracional em seu conjunto.
A ciência e a técnica se transformam em uma ideologia, segundo a qual questões políticas não podem mais ser resolvidas politicamente, à base de negociações e lutas, e sim, tecnicamente, de acordo com o princípio instrumental dos meios ajustados aos fins.
A ciência e a tecnologia passam a ser a base de legitimação do moderno Estado capitalista.
Terceiro momento: do Estado liberal ao Estado pós-moderno

O Estado se torna o articulador imprescindível para regulamentar a economia moderna, emaranhando-se em contradições inevitáveis, que se tornam cada vez mais difíceis de serem superadas.
O Estado se vê, portanto, diante da difícil tarefa de preservar o funcionamento da economia, de superar suas crises de racionalidade e de legitimar-se diante de grupos contestadores cada vez mais numerosos e diversificados.

Introdução

Giddens talvez seja o principal nome da
sociologia britânica
;

Nascido em Londres em 1938, estudou na Universidade de Hull, onde se graduou, em 1959, em sociologia e psicologia. Mestre em sociologia pela London School of Economics (LSE), em 1961 tornou-se professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Leicester. Em 1997 tornou-se diretor da LSE.

Períodos

1970-1975: sociologia clássica (estabelecimento da
trilogia canônica: Marx; Weber; Durkheim)

Até 1989: atenção à possibilidade de transcender dualismos da teoria social, o mais significativo entre agência e estrutura

1990-1993: reflexão sobre os contornos da modernidade (modernidade tardia)

Atual: esforço político-teórico de pensar a terceira via

Teoria da Estruturação

Dualismo entre agência e estrutura pode ser superado;


Estruturas, assim como línguas, são “virtuais” – uma vez que existem fora do tempo e espaço – “sem sujeito” e involuntariamente reproduzidas em práticas.
Dualidade da Estrutura

Estrutura não é mais entendida apenas como entidade limitadora, mas capacitadora.

Estrutura é a um só tempo meio e resultado da ação


Estrutura
Regras e Recursos


Regras
podem ser explícitas ou tácitas; intensas ou vazias; formais ou informais

Recursos
são capacidades abalizadas e de reconhecida competência que geram comandos sobre pessoas ou capacidades alocativas que geram comando objetos


Agência

Consciência tem três aspectos:
- Consciência discursiva;
- Consciência prática: conhecimento prático – fundamentais para a compreensão da vida social
- Inconsciência


Ação


Atos intencionais com frequência produzem efeitos involuntários, que por sua vez tornam-se futuras condições que estruturam a ação subsequente do agente.



Agência e Poder

O agente deixa de sê-lo se perde a habilidade de “agir de outra maneira”. Contudo, por conta da “dialética do controle”, a perda total de agência é rara.

Mudança Social

Formação da sociedade europeia marcada por uma ruptura e profunda transformação social a partir do século XVII

Aglomerados institucionais que caracterizam a vida moderna: empreendimento capitalista; produção industrial; vigilância intensificada e controle centralizado dos meios de violência.
Modernidade

Retirada ou suspensão das relações sociais de seus contextos de interação, o que permite sua reestruturação.

A modernidade é inerentemente globalizante, de modo que o distanciamento tempo/espaço encadeia o local com o global.

Mecanismos de disembedding

Instrumentos simbólicos: meios (como o dinheiro)

Sistemas peritos: sistemas de realização técnica e conhecimento especializado profissional (cientistas,
médicos, advogados, etc.)


Fundamental para ambos os mecanismos é o conceito de confiança.

As diferenças entre os pontos de vista sobre a ciência social têm sido frequentemente consideradas
epistemológicas
, quando, de fato, são também
ontológicas
. A questão é como os conceitos de ação, significado e subjetividade devem ser especificados e como poderiam ser relacionados com as noções de estrutura e coerção.

Se as sociologias interpretativas se assentam, por assim dizer, num imperialismo do sujeito, o funcionalismo e o estruturalismo, por seu lado, propõem um imperialismo do objeto social.

Ambição na formulação da teoria da estruturação é pôr um fim a cada um desses esforços de estabelecimento de impérios.
O
domínio básico
da teoria da estruturação não é a experiência do ator individual nem a existência de qualquer forma de totalidade social, mas as
práticas sociais ordenadas no espaço e no tempo
.

As
atividades sociais humanas são recursivas
. São
criadas por atores
sociais,
mas continuamente recriadas através dos próprios meios
pelos quais eles se expressam como atores.

Em suas atividades, os agentes reproduzem as condições que tornam possíveis essas atividades.

A continuidade de práticas presume reflexividade, mas esta, por sua vez, só é possível devido à continuidade de práticas que as tornam nitidamente “as mesmas” através do espaço e do tempo. Logo, a “reflexividade” deve ser entendida não meramente como “autoconsciência”, mas como o caráter monitorado do fluxo contínuo da vida social

Conceitos essenciais

Monitoramento reflexivo da atividade
: atores controlam o fluxo de suas atividades e monitoram rotineiramente aspectos, sociais e físicos, dos contextos em que se movem.
Racionalização da ação
: continuo entendimento teórico de suas atividades.
Motivação
: fornecem planos ou programas globais no âmbito dos quais uma certa gama de condutas são encenadas.
Natureza da Agência

A
durée
da vida ocorre como um fluxo de ação intencional.

Entretanto, os atos têm conseqüências impremeditadas que podem sistematicamente realimentar-se para constituírem as condições não reconhecidas de novos atos.

Natureza da Agência
Agência não se refere à intenção, mas a
capacidade
para realizar.

Oxford Dictionary: “alguém que
exerce poder
ou produz efeito”

Agência diz respeito a eventos dos quais o
indivíduo é perpetrador
, no sentido de que ele poderia, em qualquer fase de uma dada conduta, ter atuado de forma diferente.


Natureza da Agência

Possibilidades:
 realização indireta
 efeito de todos e de ninguém
 conseqüências impremeditadas (quanto mais distância no tempo, menos probabilidade de intencionalidade)

Poder na teoria social

Poder como vontade x poder como propriedade social

Poder na teoria de Giddens

Pressupõe relações regularizadas de
autonomia e dependência
entre atores ou coletividades em contextos de interação social

Dialética do controle
: todas as formas de dependência oferecem alguns recursos por meio dos quais aqueles que são subordinados pode influenciar as atividades de seus superiores

Poder e Recurso

Recursos:

Propriedades estruturadas de sistemas sociais,
definidos e reproduzidos por agentes
dotados de capacidade cognoscitiva no decorrer da interação.

Veículos
através dos quais o poder é exercido


Estrutura

Refere-se às propriedades de estruturação que permitem a “delimitação” de tempo e espaço em sistemas sociais;

Ordem virtual:
traços mnêmicos
orientando a conduta humana

Conjunto de práticas que possuem grande extensão espaço-temporal são designadas
instituições
.

Estrutura como conjunto de regras e recursos
Regras

 Expressam dominação e poder;
 Subtendem procedimentos metódicos de interação social
 Regras como sanção e significado
Regras

Os tipos de regras que se revestem da maior
importância para a teoria social
estão circunscritos à
reprodução de práticas institucionalizadas
, isto é, práticas mais profundamente sedimentadas no tempo-espaço.
Estrutura
conjunto de regras e recursos que está fora do tempo e espaço e é marcada por uma ausência de sujeito.

É ao mesmo tempo restritiva e facilitadora.
Sistemas
Compreendem as atividades de agentes humanos, reproduzidas através do tempo e espaço.

Estruturação
: análise dos modos como tais sistemas, fundamentados nas atividades cognoscitivas são produzidos e reproduzidos em interação.
Dualidade da estrutura
Propriedades estruturais do sistema são, ao mesmo tempo, meios e fins das práticas que elas organizam.

O momento de produção da ação é, ao mesmo tempo, momento de reprodução social. Não é correto encarar propriedades estruturais como “produtos sociais”, pois isso sugere que os atores se reúnem para cria-las.

A história humana é criada por atividades intencionais, mas não constitui um projeto deliberado.
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