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A metrópole e a vida mental (1902) Georg Simmel

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Maira Rodrigues

on 30 October 2012

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Transcript of A metrópole e a vida mental (1902) Georg Simmel

A metrópole e a vida mental (1902) Georg Simmel Em seu texto «A Metrópole e a Vida Mental», Georg Simmel (1858-1918) relaciona os problemas da vida moderna com a luta da individualidade com as forças sociais, históricas, culturais etc. O século XVIIIconclamou o homem a que se libertasse de todas as dependências históricas quanto ao Estado e à religião, à moral e à economia.

Juntamente com maior liberdade, o século XVIII exigiu a especialização funcional do homem e seu trabalho; essaespecialização torna o indivíduo incomparável a outro e cada um deles indispensável na medida mais alta possível. A cidade sempre foi a sede da economia monetária, pois dá importância aos meios de troca em decorrência da sua multiplicidade e concentração. O intelecto e o econômico se associam, qualificando como prosaico tratar diferenciadamente os homens e as coisas e opondo‑se, por sua racionalidade, à genuína individualidade. Torna‑se difícil avaliar se a «mentalidade intelectualística» promoveu a «economia do dinheiro» ou vice‑versa, afirma Simmel. Nesse sentido é que Londres foi chamada a cabeça da Inglaterra, mas não seu coração. A metrópole extrai do homem, enquanto criatura que procede a discriminações, uma quantidade deconsciência diferente da que a vida rural extrai. Nesta, o ritmo da vida e do conjuntosensorial de imagens mentais flui mais lentamente, de modo mais habitual e mais uniforme. ...tipo metropolitano de homem que, naturalmente, existe em mil variantes individuais desenvolve um órgão que o protege das correntes de discrepâncias ameaçadoras de sua ambientação externa,as quais, do contrário, o desenraizariam. Ele reage com a cabeça, ao invés de com ocoração. O calculismo da vida moderna permite o funcionamento da máquina metropolitana integrando todas as atividades e relações. Nesse contexto, caracteres de impulsos irracionais são conflitantes à vida típica da cidade. Ela é uma estrutura da mais alta impessoalidade, o que promove uma grande subjetividade blasé (tédio). O hedonismo torna uma pessoa entediada porque agita os nervos até que percam a reação e a energia apropriada às novas sensações. A economia do dinheiro contribui para a atitude blasé ao neutralizar o poder de discriminar, pois o dinheiro é a rasoura pela que se nivela todas as diferenças qualitativas em termos quantitativos. O indivíduo, para se preservar face à cidade, comporta‑se reservadamente com os demais, o que, para Simmel, pode ser mesmo «uma leve aversão, uma estranheza e repulsão mútuas, que redundarão em ódio e luta no momento de um contato mais próximo». Justamente a antipatia é que protegeria o cidadão da indiferença blasé e da sugestibilidade econômica, de modo que o que parece dissociar e destoar no estilo metropolitano de vida é uma forma elementar de socialização. Tal reserva, entretanto, confere ao indivíduo uma liberdade pessoal inalcançável em quaisquer outras condições. Mesmo a antiga pólis grega teria tido um caráter de cidade pequena, pelo que a ameaça dos inimigos de fora resultou numa estrita coerência quanto aos aspectos políticos e militares, suplantando as iniciativas individuais com as necessidades coletivas. Consequentemente, as formas de vida mais extensivas e gerais estão ligadas às mais individuais. Se a liberdade do homem feudal consistia na sua permanência sob a lei da terra, a do homem metropolitano moderno consiste no seu refinamento e abertura contrastante com a do homem da cidade pequena. A razão mais profunda da existência pessoal mais individual para Simmel é a preponderância da objetividade sobre a subjetividade: o indivíduo cada vez menos pode equiparar‑se ao supercrescimento da cultura objetiva. A vida fez‑se mais fácil para a personalidade — entendida por Simmel como sede dos sentimentos — na medida em que os confortos lhe são oferecidos de todos os lados.

Portanto, os indivíduos acabam apelando para o exclusivo e o particular, a fim de preservar sua essência mais pessoal num grito que o torne presente para si próprio. Daí o surgimento do ódio amargo à cidade de pensadores como Nietzsche e a sua grande difusão. A posição histórica das duas formas de individualismo (independên cia individual e elaboração da própria individualidade) está no século XVIII com seu ideal liberal e no século XIX com seu romantismo e a divisão econômica do trabalho, respectivamente. No dizer de Simmel, «os indivíduos liberados de vínculos históricos agora desejavam distinguir‑se um do outro (...). É função da metrópole fornecer a arena para este combate e a reconciliação dos combatentes». O homem que vive nas grandes cidades vive num estado de resistência, para manter sua subjetividade, autonomia e individualidade;

O contraponto é do homem mais primitivo, que tinha uma luta pela sobrevivência apenas; Outrossim, a metrópole criaria um modo de vida com tantos estímulos e com um ritmo de vida tão acelerado que o metropolitano, como defesa. Tende a reagir menos emocionalmente e mais com a inteligência (atitude de reserva) ou a quase não reagir (atitude blasé). Essa atitude é um dos dois extremos do comportamento humano influenciado pela vida moderna, no qual a pessoa, em meio à economia do dinheiro e controle rígido do tempo, mergulha em sua própria subjetividade sem se envolver com o ambiente externo; Assim, acontece o distanciamento cada vez maior dos concidadãos, muitas vezes através de uma espécie de desconfiança excessiva de uma atitude de reserva em face às superficialidades da vida metropolitana; Essa reserva seria o fator que, aos olhos de pessoas de cidades pequenas, faz com que as pessoas das metrópoles pareçam frios e até antipáticos; Esse cenário de frieza e distância, quando comparamos com o modo de vida no campo, vem junto com a presença massificante do dinheiro, como medida de todas as coisas; Tudo perde o encanto, a ³cor´, o caráter único, para se tornar um preço; até mesmo os relacionamentos pessoais são afetados por esta lógica monetária; Simmel apresenta a ideia de metrópole como ilustração do princípio da união em grupos sociais (partidos políticos, governos etc.); Esses grupos, inicialmente pequenos e coesos, por natureza, necessitam de regras para se manterem, diminuindo assim as liberdades individuais;

Com o crescimento do grupo, a tendência observada em todos os casos é das regras ficarem menos rígidas, dando uma maior liberdade aos indivíduos que compõem o grupo; A auto-estima também parece difícil na grande cidade. E algumas pessoas tentam mantê-la através do reconhecimento e atenção de outras; Para isso, criam um comportamento extravagante,tentando serem únicas no universo massificado da metrópole Georg Simmel (Berlim, 1° de março de 1858 — Estrasburgo, 28 de setembro de 1918) foi um sociólogo alemão. Professor universitário admirado pelos seus alunos, sempre teve dificuldade em encontrar um lugar no seio da rígida academia do seu tempo.
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