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Aula 14: A produção narrativa: imagem e imaginário nos meios

Aula da disciplina "Ciências da Linguagem: Estudo das práticas midiáticas II", do curso de Jornalismo (ECA-USP), preparada pela Profa. Dra. Mayra Rodrigues Gomes e pelos monitores Eliza Casadei e Ivan Paganotti.

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Transcript of Aula 14: A produção narrativa: imagem e imaginário nos meios

Imago Imaginação Imaginário As palavras, as ideias e as coisas Representações Ancoragem Objetivação Funções e efeitos Entre formações discursivas Temas/ideias fontes Regimes "O bibliotecário'' (1566) Giuseppe Arcimboldo "Verão" (1563) "Inverno" (1573) 1) Reflexo de um objeto 2) Representação de um objeto 3) A reprodução mental - Evocada por um signo - Evocada na ausência de uma causa - no espelho, na água, em superfíes polidas etc. - a cópia de um quadro, a pintura de frutas, galhos, raízes, folhas e troncos - imagem que surge - ao ver a pintura, ao ouvir falar dela ou sua referência - um exercício mental, uma divagação etc. Fantasia, criação de imagens mentais pela associação de imagens - os monstros míticos: a esfinge
- a imagem dos rostos compostos pelos elementos inanimados nas pinturas
- o conceito abstrato de "verão" ou "inverno" 1) Conjunto dos produtos da imaginação que compõem um quadro de investimento - os sentidos de "inverno" e "verão" no Brasil e na Europa de Arcimboldo 2) “Arranjo do mundo” que determina sua compreensão, a forma da verdade e as articulações sociais Cristianismo - o imaginário de um povo: fantasia do "paraíso tropical" de eterna primavera no Brasil Heliocentrismo Humanismo Marxismo 3) Ordem Imaginária
(junto ao Simbólico e ao Real - Lacan) - Significações, e sentidos, enraizados na ordem simbólica (que lhes fornece os topoi) e constitui o tecido, ou o manto do mundo, no qual nos locomovemos - tecido das redes sociais: seus usos como obrigação 4) Coalescência dos significados Com a qual, desde a base ou no próprio corpo da língua, os sentidos de vida estão apontados: a estética anunciada e o ethos desenhado - Ex: sentidos para "mulher" “Uma palavra e a definição de dicionário dessa palavra contêm um meio de classificar indivíduos e, ao mesmo tempo, teorias implícitas com respeito a sua constituição, ou com respeito as razões de se comportarem de uma maneira ou outra – como que uma imagem física de cada pessoa, que corresponde a tais teorias” (MOSCOVICI, 2003:39) As representações de coisas ou pessoas padronizam, colocam eventos que poderiam ser diferenciados sob um mesmo rótulo, formando tópicos, paradigmas e estereótipos. A própria nomeação, reduzindo a diversidade a imagens comuns, leva ao uso de protótipos “Esse é um processo que transforma algo estranho e perturbador, que nos intriga, em nosso sistema particular de categorias e o compara com um paradigma de uma categoria que nós pensamos ser apropriada” (MOSCOVICI, 2003: 61) Um processo de domesticação que consiste em descobrir uma qualidade icônica para reproduzir um conceito. Trabalha com núcleos figurativos produzindo clichês morte liberdade vitória justiça Ex: cansaço, fadiga, nervosismo, neurose, complexo, ansiedade, stress, bullying... "ouvindo vozes" espíritos Espiritismo Cristianismo Deus esquizofrenia Psicanálise Cada um desses males se insere em contexto e práticas diferentes... e aponta causas e soluções distintas "Substantivação": substantivo cria campo da realidade por ele circunscrito 1) Tornar imediatamente familiar, convertendo ou reduzindo uma pessoa, um fato, um pensamento, uma coisa para a rubrica já posta. 4) Geração de juízos de valor que precedem experiência pessoal e tendem a conduzi-la 5) Função cognitiva, ao estabilizar significados 6) Função social: ao articular modos de relação entre as pessoas, ao criar regimes discursivos (ou formações discursivas), pelas quais inscrevemos nossas ações 2) Produção acumulativa de conhecimento (funciona como um princípio organizador):

Se já conhecidos, acelera as ilações de um contato, delineando a cognição possível; também se expande, gerando mais conhecimento para o campo demarcado 3) Produção de respostas (modos de procedimento, incluindo a conversação) rápidas, quase automáticas, diante de evocação. Tornar familiar o não familiar Arquétipos Temas em fluxo Diurno Noturno Sol
Homem
Atividade
Cultura
Dia
Pai
Cabeça
Inteligível Lua
Mulher
Passividade
Natureza
Noite
Mãe
Coração
Sensível Árabes pensavam que personagem Sue Ellen, da série Dallas, voltava para a casa do pai após se divorciar - mesmo que isso não tenha acontecido, nem tenha sido sugerido na série. [LIEBES, Tamar ; KATZ, Elihu. "The export of meaning: cross-cultural readings of Dallas"] Uma palavra com sua ideia é um pacote de discursos Ex: o corpo feminino Ex: como reagir aos pedintes no semáforo? Pré-conceito Redução de ambiguidade ao bloquear polissemia Múltiplos e diferentes sentidos para o mesmo signo Ex: "uma vez ladrão, sempre ladrão" A reiteração de temas, num longo período de tempo, promove e amarra pontos como pacotes discursivos, ou idéias fonte, que orientam a dinâmica tanto do protótipo quanto do estereótipo. Uma ideia fonte amarra, faz ponto e nó, no conjunto de idéias que circulam na rede imaginária. Sempre em mutação, conforme as verdades de um tempo e lugar e enquanto pacotes discursivos (discursos circulantes) são reincidentes na conversação e nas mídias, dando o tom das interações. Como idéias primitivas (arquétipos), as idéias fonte correspondem a uma primeira organização das coisas do mundo e geram, pela via de pares opositivos, chaves interpretativas abrangentes para a conversão a protótipos. Embora oriundos na reiteração de palavras e seus significados agregados, os arquétipos, ou idéias fonte de mais peso na orientação das padronizações, têm maior aderência, permanência e alcance. Equacionados em dois regimes, no que concerne aos pares opositivos, os arquétipos remontam a um tempo imemorial, a matéria do manto do mundo, e tendem a atualizar-se conforme o manto de um tempo e lugar. Objetivo primeiro da representação Introduzir ordem no mundo (a ordem simbólica) reproduzindo pessoas e coisas enquanto imersas num conjunto coerente, donde emprestam sua particular coerência, com a instalação da idéia de funcionalidade e de finalidade - enfim, de sentido. - Algumas frutas são mais "frutas" do que outras - Sentido do "homem" no capitalismo é diferente de seus outros sentidos
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