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Humanização do parto

10 passos para humanização da assistência ao parto e nascimento
by

Humberto Hirakawa

on 23 October 2013

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Transcript of Humanização do parto

Uma preocupação humanitária de resolver o problema da parturição sem dor, revogando assim a sentença do Paraíso, iníqua e inverídica, com que há longos séculos a tradição vem atribulando a hora bendita da maternidade
(Magalhães, 1916).
Humanização da Assistência
ao parto e nascimento

"Primeiríssima infância: promovendo debates e refelexões acerca do Desenvolvimento Infantil"
São Carlos, 19 de março de 2013
Profº Doutor Humberto Sadanobu Hirakawa
Saúde da Mulher - Departamento de Medicina
Universidade Federal de São Carlos

Segundo DeLee,
Para a mãe o parto equivaleria a cair com as pernas abertas sobre um forcado (a passagem do bebê pela vulva), e para o bebê, a ter sua cabeça esmagada por uma porta (a passagem pela pélvis óssea)
Para esses autores, o parto é concebido como uma forma de violência intrínseca, essencial, um fenômeno “fisiologicamente patogênico”; e se implicaria sempre danos, riscos e sofrimentos, seria portanto patológico
(Rothman, 1993).
A maternidade se inauguraria com a violência física e sexual da
passagem da criança pelos genitais: uma espécie de estupro invertido (Diniz, 1997)
Período pré-profissional
Período de monitoramento
Período profissional
História da Obstetrícia
His
tória da Cirur
gia

Arney , 1982
Robert Liston
Discussão com seu residente. Aquele tumor vermelho e pulsante no pescoço do garoto era um abscesso na pele? Ou um perigoso aneurisma da artéria carótida? “Ora!”, exclamou Liston impacientemente. “Quem já ouviu falar de um aneurisma em um garoto tão jovem?”. Tirando rapidamente um bisturi do bolso de seu casaco, ele o punçou. Nota do residente: “Jorrou sangue arterial, e o garoto foi-se.” O paciente morreu, mas a artéria está viva, no Museu de Patologia do University College Hospital, objeto número 1256.
Amputou uma perna em dois minutos e meio, mas em seu entusiasmo foram-se também os testículos do paciente.
Amputou uma perna em menos de dois minutos e meio (o paciente morreu mais tarde de gangrena, na enfermaria do hospital). Amputou, também, os dedos de seu jovem assistente (que morreu mais tarde também de gangrena, na enfermaria do hospital). Cortou também a cauda do fraque de um ilustre espectador da cirurgia, que, de tão aterrorizado com a possibilidade de o bisturi ter perfurado seus orgãos vitais, caiu morto de susto. Taxa de mortalidade de 300%.”
Horace Wells
William Morton
1846
1º Cirurgia com Anestesia Geral
Massachussetts General Hospital,
Harvard Medical Scholl
1840
Descoberta da anestesia
Sir James Simpson
1847
Primeiro parto sem dor
John Snow
Pai da epidemiologia
1853
Cloroformizou a Rainha Vitória durante o parto do Principe Leopoldo sobre desejo expresso de Sua Majestade e do Príncipe Consorte
Ignaz Semmelweis
1847
Primeira experiência bem sucedida com a antissepsia
Louis Pasteur
anos 1850 - 1860
Teoria microbiológica da doença ou
Teoria germinal das enfermidades infecciosas
Joseph Lister
1860
Desinfectou roupas e ambientes

1867
Primeira cirurgia asséptica
Vida do Feto
Morte
Dor
Vida do Feto
Morte
Dor
Cesárea x Parto (?)
"... a cesariana ser um crime porque quase sempre é fatal para a mulher."
(Coutinho 1858)
Em todas as teses defendidas na escola de medicina salvar a mulher era o objetivo fundamental (Coutinho 1858).

Preferência para o aborto, sinfisiotomia, craniotomia e a embriotomia.
Período Pré-Profissional
O nascimento é um mistério

Classificação dicotômica
Normal X Anormal

Assistência dicotômica
Parteira X Barbeiro-cirurgião
Vida do Feto
Morte
Dor
"... a cesariana ser um crime porque quase sempre é fatal para a mulher."
(Coutinho 1858)
Em todas as teses defendidas na escola de medicina salvar a mulher era o objetivo fundamental (Coutinho 1858).

Preferência para o aborto, sinfisiotomia, craniotomia e a embriotomia.
E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará
Gênesis 3:16
Oferecendo solidariedade humanitária e científica diante do sofrimento, a obstetrícia cirúrgica, masculina, reivindica sua superioridade sobre o ofício feminino de partejar,
parteiras-leigas
Movimentos de Humanização da Assistência
Twilight sleep
Acelerar o parto
Período Profissional
O obstetra especialista domina o processo,

Estabelece-se uma produção centralizada de conhecimentos e os obstetras controlam os partos

A tecnologia disponível consiste em técnicas basicamente intervencionistas
as mulheres deveriam viver o parto (agora conscientes):

imobilizadas,
com as pernas abertas e levantadas,
o funcionamento de seu útero acelerado ou reduzido,
assistidas por pessoas desconhecidas,
separada de seus parentes e pertences
a mulher é submetida à chamada “cascata de procedimentos” (Mold & Stein, 1986).
No Brasil, aí se incluem como rotina:

a abertura cirúrgica da musculatura e tecido erétil da vulva e vagina (episiotomia),
a extração do bebê com fórceps nas primíparas.

Este é o modelo aplicado à maioria das pacientes do SUS hoje em dia.

Para a maioria das mulheres do setor privado, esse sofrimento pode ser prevenido, por meio de uma cesárea eletiva.
Parto sem dor
Método de Dick Read
Método de Lamaze ou Psicoprofilático
Método de Leboyer ou Parto sem Violência
Parto Natural
Assistência baseada em direitos
Abordagem psicosexual do parto
Redescrição da fisiologia do parto de Michel Odent
Parto Ativo de Janet Balaskas
Amigas da Mulher
Parto Centrado na Mulher
"Ganhar o controle sobre o parto, a gestante é percebida apenas como veículo do material obstétrico"
"Fique tranquila que nós já vamos curá-la"

"A senhora não precisa fazer nada pois não é qualificada"
"Mãezinha, você não está colaborando!"

"Na hora de fazer estava gostoso, né?!"
Para além da pobreza das relações humanas nessa forma de assistência e do sofrimento físico e emocional desnecessário que causa, o uso irracional de tecnologia no parto levou ao seu atual paradoxo: é justamente o que impede muitos países de reduzir a morbimortalidade materna e perinatal
(Barros et al., 2005, Costello,2005).
Humanização da Assistência ao parto
10 passos para humanização do nascimento
Permitir o acompanhante
Monitorar o bem estar físico e emocional
Oferecer explicações e informações conforme a demanda
Respeitar o direito a privacidade
Permissão para caminhar e adotar posturas a livre demanda
Oferecer métodos não-farmacológicos para alívio da dor
Oferecer fluídos via oral durante o trabalho de parto e parto
Expressão Polissêmica

Melhorem a assistência!
"Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de nascer"
Michel Odent

www.prezi.com
Humanização da Assistência ao parto e nascimento
Humanização da Assistência ao parto e nascimento
Humanização da Assistência ao parto e nascimento
Permitir contato pele a pele entre a mãe e o bebê e o início precoce do aleitamento
Possuir normas e procedimentos definidos e registrar o partograma
Oferecer alojamento conjunto e colocar em prática os 10 passos para o sucesso do aleitamento materno
Valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde:
usuários, trabalhadores e gestores.


Valores que norteiam essa política:

a autonomia e o protagonismo dos sujeitos,
a co-responsabilidade entre eles,
o estabelecimento de vínculos solidários,
a construção de redes de cooperação e
a participação coletiva no processo de gestão.
Reconhecido como método não farmacológico para controle de dor.


Reduz a duração do trabalho de parto

Reduz a necessidade de analgesia farmacológica

Reduz a taxa de parto instrumental/cesariana

Promove maior grau de satisfação materna

Melhores efeitos quando o apoio é mais precoce e durante todo o processo

Melhores resultados quando apoio é oferecido por alguém que não faça parte do núcleo familiar da parturiente ou do staff hospitalar

Conclusão: todas as mulheres deveriam receber suporte contínuo intraparto.


Hodnett et al., Cochrane, 2011
Admissão à instituição somente em fase ativa do trabalho de parto

Evitar tricotomia de rotina

Evitar enteróclise de rotina

Monitorar dados vitais da parturiente

Realizar ausculta cardíaca fetal em intervalos rígidos

Não orientar puxos de forma rotineira

Fazer episiotomia SELETIVA
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