Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Análise Literária - Boca do Inferno

No description
by

Juliane Antoria

on 23 June 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Análise Literária - Boca do Inferno

Seminário português 2 Boca do Inferno Análise da Obra Literária Título da obra: Boca do Inferno Ana Miranda Elementos extra- textuais Autor: Ana miranda Tempo O tempo apresentado no livro é cronológico, pois a história é contada em uma sequência lógica dos fatos que ocorreram na Bahia desde a morte do alcaide até o final do julgamento e o destino de cada um dos envolvidos na história.
Em alguns momentos é relatado algumas lembranças de certos personagens, sendo rara a ocorrência de tais narrativas e a maioria do Padre Antonio Vieira, “Braço de prata” e Gregório de Matos. Linguagem A linguagem do texto histórica é culta, um português padrão, que quase não apresenta oralidade. Porém é utilizado também expressões chulas (vulgares).Faz o uso de linguagem indígena e latim. “Numa suave região cortada por rios límpidos, de céu sempre azul, terras férteis, florestas de árvores frondosas, a cidade parecia ser a imagem do Paraíso. Era, no entanto, onde os demônios aliciavam almas para povoarem o Inferno”
A bebida, sexo deliberado, hipocrisia de certas pessoas que iam na igreja mas agiam de forma contraria ao que falava a doutrina eram algumas das coisas criticadas por Ana Miranda durante o enredo. A administração colonial e a corrupção que acontecia tanto pelos politicos como pelos padres também são temas criticados. Foco narrativo O romance é narrado em terceira pessoa onisciente, através de uma voz única que se entrecruza com a consciência num dialogo textual entre a história e a ficção. Personagens As personagens do conto são em grande parte baseadas em seres existentes na vida real e que fazem parte da história brasileira, contudo há pensonagens complementares ficticios. Gregório de Matos O poeta do barroco, também conhecido como boca do inferno, fazia críticas aos políticos da Bahia Padre Antônio Vieira Em seus sermões e cartas, atacava o clero brasileiro e políticos, revelando a seus fiéis as contradições sociais. Antônio de Sousa Menezes Também conhecido como braço de prata, era governador da Bahia. Outras personagens Espaço Estrutura Narrativa Comentário critico sobre a obra Contexto Histórico-Cultural Aspectos Estilisticos Gonçalo Ravasco: inimigo de Antonio de Sousa Menezes. Antonio de Brito: assassino de Francisco Teles de Menezes. Tele de Menezes: secretário do governador. O livro é separado em 6 capítulos:
A Cidade, O Crime, A Vingança, A Devassa, A Queda e O Destino. Descrição da Bahia do século XVII - imagem de um paraíso natural, mas onde os demônios aliciavam almas para proverem o inferno - há também a apresentação do poeta sátiro Gregório, o Boca do Inferno, de estilo barroco. A Cidade . Francisco Teles de Menezes é emboscado por 8 homens encapuzados, tem sua mão arrancada do braço e é morto por Antônio de Brito. O motivo se deu por perseguição política - estarão envolvidos no crime: Ravasco, irmão do Padre Vieira e Moura Rolim, primo de Gregório. Os homens fogem para o Colégio dos Jesuítas, mas o governador da Bahia - Antônio de Sousa Menezes, O Braço de Prata, será avisado e começará uma terrível perseguição contra todos envolvidos. ~ O crime. Antônio de Brito será torturado e delatará os envolvidos - Viera será perseguido - mas por representar a igreja e o poder papal, o governador releva, mas quer o irmão Bernardo Ravasco preso e destituído do cargo de Secretário do Estado. Ao tentar proteger a filha Bernardina Ravasco, Gregório conhece Maria Berco, que será presa ao saber que ela possuía a mão e o anel do Alcaide (o anel será penhorado). São confiscados de Bernardo documentos escritos e os poemas de Gregório. Bernardina é presa para pressionar Ravasco a se entregar. Rocha Pita é nomeado desembargador para investigar a morte do Alcaide. Palma, também desembargador, nega a vingança planejada pelo governador e por falta de provas, exige a soltura dos envolvidos mas, para soltar Maria Berco, Gregório teria que pagar uma fiança de 600 mil réis. Bernardino é libertado e expatriado. O governador é destituído do cardo e o Marquês de Minas é nomeado para substituí-lo, restituir o cargo de secretário a Bernardo Ravasco e se apresentar imediatamente ao Rei de Portugal. Mesmo assim sai do Brasil com muitas riquezas. O próximo governador, Antônio Luís da Câmara Coutinho, também será satirizado pelo poeta Gregório que terá sua morte encomendada, mas só o próximo governador, João de Lancastre, é que conseguirá prendê-lo e expatriá-lo para a Angola, volta mais tarde para Pernambuco, mas será proibido de escrever suas sátiras. Volta a advogar e morre em 1695, aos 59 anos. Padre Vieira lutará por justiça social através de seus sermões, morre cego e surdo em 1697. Bernardo Ravasco recebe sentença favorável ao crime contra o Alcaide e é substituído pelo filho, Gonçalo Ravasco. Maria Berco ficará rica mas deformada, rejeita pedidos de casamento à espera do poeta Gregório, que se casa com uma negra viúva, Maria de Povos, mas não se afasta da vida de devassidão pelos bordéis da cidade. "...se eu tiver que morrer, seja por aqui mesmo. E valha-me Deus, que não seja pela boca de uma garrucha, mas pela cona de uma mulher." A cidade da Bahia cresceu, modificou-se o cenário de prazer e pecado da cidade onde viveu o poeta Boca do Inferno. A Vingança. A Devassa. A Queda. O Destino. A estrutura narrativa do livro é organizada de forma linear. Contendo:
: apresentação das personagens, do cenário e da época.
: desenrolar dos fatos apresentando complicação e climáx.
: arremate da trama. Estrutura Narrativa Exposição Desenvolvimento Desfecho
De lá para cá escreveu diversos romances, entre eles Desmundo (1996), Amrik (1997) e Dias & Dias (2002, prêmio Jabuti de romance e prêmio da Academia Brasileira de Letras). Colabora com a revista Caros Amigos e é colunista do Correio Braziliense. Foi escritora visitante em universidades como Stanford e Yale, nos Estados Unidos, e representou o Brasil perante a União Latina, em Roma. Nasceu em Fortaleza, em 1951. Romancista, poeta, ex-atriz, desenhista, cronista e roteirista.Morou em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Hoje vive no Ceará. Estreou como romancista em 1989, com Boca do Inferno (prêmio Jabuti de revelação). Salvador, final do século XVII(1863). Nessa cidade de desmandos e devassidão desenrola-se a trama de Boca do Inferno, recriação de uma época turbulenta centrada na feroz luta pelo poder que opôs o governador Antonio de Souza Menezes, o temível Braço de Prata, à facção liderada por Bernardo Vieira Ravasco, da qual faziam parte o padre Antonio Vieira e o poeta Gregório de Matos.
O assassinato do alcaide-mor emerge como desencadeador de uma perseguição que será empreendida pelos ocupantes do poder estabelecido aos supostos culpados, tendo como contraponto os atos, os ditos e os escritos do padre Antônio Vieira e de Gregório de Matos, o Boca do Inferno. Pouco a pouco, o pulsar da vida nessa cidade colonial brasileira nos será revelado. Tema Maria Berco:empregada dos Ravasco e amante de Gregório de Matos A história acontece na Bahia, mais especificamente em Salvador. A obra de Ana Miranda é um objeto cultural múltiplo: É historiografia, é ficção, é biografia, é crítica literária, tudo enfeixando um trabalho assentado em pesquisas e no recurso das fontes. A ficção se apresenta como um panorama histórico e literário da época barroca, e todos os seus ingredientes estão à disposição do leitor que, juntando as peças, atribuirá ao texto uma significação. É um romance que traça um grande painel da vida na Bahia do século XVII, incluindo-se neste painel os costumes e a linguagem da época, as lutas pelo poder e as perseguições políticas, a influência da Igreja e de Portugal, os hábitos e a cultura em geral. Há numerosos personagens importantes, a partir dos quais se pode detectar e avaliar toda esta conjuntura. Além de Gregório, o candidato poderá escolher para análise o Padre Antônio Vieira, cujos textos incomodavam os poderosos daquém e dalém mar; Antônio de Sousa Menezes, o governador autoritário de alcunha Braço de Prata; a família Ravasco, Inimiga feroz do governador; Maria Berco, figura feminina ímpar e amante do poeta; ou algum outro personagem envolvido na trama de lutas, crimes, desmandos e corrupção generalizada da cidade de Salvador. “Pediu-me Floriano que falasse sobre minha obra, de seu lugar dentro da ficção brasileira. Vejo minha obra entre dois marcos, Boca do Inferno e Desmundo. A primeira fase é a da paixão da descoberta, e de aprendizagem, quando, por dez anos, trabalhei para dominar as técnicas de construção de um romance clássico, com uma estruturação disciplinada, a fim de posteriormente me libertar dessas regras e encontrar minha expressão pessoal. Em meu primeiro romance estabeleci as linhas mestras de meu trabalho, do ponto de vista do motivo central, que é a questão do exílio humano em seu sentido maior, com a ocorrência do erro transformador (o roubo do anel do alcaide) que acende as chamas da narrativa interna. Estabeleci meu interesse pelas fontes lingüísticas, para um trabalho de recriação literária fundado na intertextualidade, na poesia, e na afetividade pela preservação de nosso tesouro literário nacional, fazendo-o renascer sob outra pena. Disso, jamais pude, nem desejei, me libertar.”

Ana Miranda sobre seu livro Boca do Inferno. Elaboração Amanda Wruca
Heloisa Antico
Jaqueline Zwierzikowski
Juliane Antoria O romance da autora Ana Miranda, se caracteriza como um romance dividido em seis capítulos e recria a vida na Bahia do século XVII, marcada pela libertinagem, corrupção e luta pelo poder .Usa uma linguagem com expressões chulas, que faz referência à sátira do poeta Gregório de Matos, o “Boca do Inferno” .É mais que um romance histórico, pois sua base se fundamenta na história colonial brasileira, mas um retrato literário das artes.
A autora mostra muito bem esses fatores, de uma maneira inteligente faz críticas sobre a sociedade e a corrupção no Brasil desde os primórdios. Faz críticas sobre a corrupção da época e do quanto a mesma era constante. Faz críticas sobre personagens existentes, como por exemplo, o governador “braço de prata". Através do conto, Ana Miranda nos permite conhecer a verdade na história brasileira daquela época, e manifestar os defeitos e injustiças da mesma. "Os que se curvam hoje à minha passagem amanhã me farão alvo de todas as setas. Vão morder, arranhar, roer, atraçalhar, até me engolir de todo. Quam magnus mirantium, tam magnus invidetium populus est.

"Este é o meu maior cantor", disse Antonio Vieira apontando para o garoto. "Canta, meu filho. Ere-î-kuab xe nde r-ausuba."

"Gregório de Matos, tinha um rosto frágil e triste que despertava compaixão. Ela o deixou meter-se na guedelha de pelos que tinha entre as pernas."

"Dinheiro sujo, dinheiro cagado" disse João Berco guardando as moedas enquanto Maria Berco se recolhia ao quarto de dormir." "O sexo com prostitutas, assim como as ciladas de inimigos, eram atividades associadas às sombras da noite, quando Deus e seus vigilantes se recolhiam e o Diabo andava à solta, as armas e os falos se erguiam em nome do prazer ou da destruição, que muitas vezes estavam ligados num mesmo intuito. Os furtos, passatempo da cidade também ocorriam à noite. De dia as missas se sucediam interminavelmente, às quais o povo comparecia para expiar suas culpas e assim poder cometer novos pecados: concubinatos, incestos, jogatinas, nudez despudora, bebedeiras, prevariações, raptos defloramentos, poligamia, roubos, desacatos, adultério, preguiça, paganismo, sodomia, glutonaria." •Anjos e Demônios (poesia), José Olympio Editora/INL, Rio de Janeiro, 1978;
•Celebrações do Outro (poesia), Editora Antares, Rio de Janeiro, 1983;
•Boca do Inferno (romance), Editora Companhia das Letras, São Paulo, 1989;
•O Retrato do Rei (romance), Companhia das Letras, São Paulo, 1991;
•Sem Pecado, romance, Companhia das Letras, São Paulo, 1993;
•A Última Quimera (romance), Companhia das Letras, SP, 1995;
•Clarice, novela, Companhia das Letras, São Paulo, 1996;
•Desmundo (romance), Companhia das Letras, SP, 1996;
•Amrik (romance), Companhia das Letras, SP, 1997;
•Que seja em segredo, antologia poética, Editora Dantes, Rio, 1998;
•Noturnos, contos, Companhia das Letras, São Paulo, 1999;
•Caderno de sonhos, diário, Editora Dantes, Rio, 2000; •Dias & Dias(romance), Companhia das Letras, SP, 2002;
•Deus-dará, crônicas, Editora Casa Amarela, São Paulo, 2003;
•Prece a uma aldeia perdida, poesia, Editora Record, São Paulo, 2004;
•Flor do cerrado: Brasília, infanto-juvenil, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2004;
•Lig e o gato de rabo complicado, infantil, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2005;
•Mig, o descobridor, infantil, Editora Record, Rio de Janeiro, 2006;
•Tomie, cerejeiras na noite, infanto-juvenil, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2006;
•Lig e a casa que ri, infantil, Companhia das Letras, 2009;
•Yuxin, alma, romance, Companhia das Letras, São Paulo, 2009;
•Carta do tesouro, infantil e adulto, Armazém da Cultura, Fortaleza, 2010;
•Mig, o sentimental, infantil, Editora Record, Rio, 2010; "As meninas eram lindas, as índias nuas pareciam-lhe deusas pagãs, as escravas lhe sugeriam estátuas de ferro pronto e incandescente, Sua irmã, um demoniozinho falante, tinha um mistério que Gregório de Matos observava com fervor quase religioso, sentia-se atraído por todas as mulheres. Encantava-se com qualquer gesto, qualquer rufar de saia, detalhes mínimos. Como dizia: São feias, mas são mulheres." Importante no desfecho da trama, que ele não era corrupto e não se deixou vender pelo dinheiro. "Perde-se o Brasil nas unhas escorregadias dos governantes. O problema do Brasil", disse Vieira, "é que nada de faz aqui de arbritário e injusto chega aos ouvidos certos em Portugal. Também os roubos aqui parece que não são reparados lá na metrópole. E o povo continua na maior das misérias. O Brasil, aliás, não passa de um retrato e espelho de Portugal, seara dos vícios sem emendas, do infinito luxo sem cabedal e todas as outras contradições do juízo humano. Vou tomar minhas providencias sobre o governador." "As meninas eram lindas, as índias nuas pareciam-lhe deusas pagãs, as escravas lhe sugeriam estátuas de ferro pronto e incandescente, Sua irmã, um demoniozinho falante, tinha um mistério que Gregório de Matos observava com fervor quase religioso, sentia-se atraído por todas as mulheres. Encantava-se com qualquer gesto, qualquer rufar de saia, detalhes mínimos. Como dizia: São feias, mas são mulheres." "Xinga-te o negro, o branco te pragueja, e a ti nada te aleija. Por teu sensabor e pouca graça, és fábula do lar, riso da praça, até que a bala, que o braço te levara, venha uma segunda vez levar-te a cara." Rocha Pita "Senhor Antão de Sousa de Menezes,
Quem sobe ao alto lugar, que não merece,
Homem sobe, asno vai, burro parece,
Que o subir é desgraça muitas vezes.

A fortunilha, autora de entremezes
Transpõe em burro o herói que indigno cresce:
Desanda a roda, e logo homem parece,
Que é discreta a fortuna em seus reveses.

Homem sei eu que foi vossenhoria,
Quando o pisava da fortuna a roda,
Burro foi ao subir tão alto clima.

Pois, alto! Vá descendo onde jazia,
Verá quanto melhor se lhe acomoda
Ser homem embaixo do que burro em cima." "A cada canto um grande conselheiro, que nos quer governar cabana, e vinha, não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um freqüentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.

Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia." Descrevo que era Realmente Naquele Tempo a Cidade da Bahia.
Gregório de Matos
Full transcript