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Arquitetura Nova - K

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on 26 May 2014

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Transcript of Arquitetura Nova - K

ARQUITETURA NOVA
ESTÉTICA BRASILEIRA
Sérgio Ferro, Flávio Império e Rodrigo Lefèvre, de Artigas aos mutirões
Foi um grupo formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP em 1961 - pertencente, portanto, à primeira geração de arquitetos modernos brasileiros posterior à construção de Brasília.
1942
Pedro Fiori Arantes
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
DEPARTAMENTO DE ARQUITETURA E URBANISMO
ESTÉTICA - PROF. CLARA LUIZA MIRANDA
Grupo:
Julliana Chan Luany Campista
Kamilla Matarangas Thiago Monteiro
Lorenzo Accarino Vanessa Oliveira
INTRODUÇÃO
GRUPO
ARQUITETURA
NOVA
Sérgio Ferro (1938)
Rodrigo Lefèvre (1938-1984)
Flávio Império
(1935-1985)
INFLUÊNCIAS:
Teciam críticas a uma arquitetura brasileira pautada na ostentação, em ornamentos e em uma arquitetura eclética.
Oscar Niemeyer
Vilanova Artigas
1939
1945
Segunda Guerra Mundial
Carência de cimento e aço
Alto custo desses materiais.
A Casinha
: Inauguração do processo de invenção da casa paulistana por
Artigas
que busca soluções modernas que não dependessem do concreto. Emprego de materiais brutos e sem revestimento. Nega a ideia de fachada, cria uma planta fluida com integração das áreas de uso comum e núcleo hidráulico central.
1956/1957
Flávio Império
ingressa na FAU-USP e no Curso de
Desenho da Escola de Artesanato do MAM de SP.
Rodrigo Lefèvre
e
Sérgio Ferro
ingressam na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
1960
Flávio Império
faz cenografia para o espetáculo “Morte e Vida Severina”.
Rodrigo Lefèvre
realiza com
Sérgio Ferro
os primeiros projetos de arquitetura, entre eles dois edifícios na recém-inaugurada capital Brasília.

Rodrigo
e
Sérgio
entram no Partido Comunista.
Sérgio
mantém uma relação próxima com
Artigas
. Todos eram discípulos do arquiteto pelo fato deste tecer críticas políticas e éticas à arquitetura anterior. Apesar disso, criticavam o mestre por não ousar cair no miserabilismo. Os três eram mais radicais e voltados para a casa popular, pensando no “povão”, numa época onde a arquitetura moderna era somente oferecida à burguesia.
As casas Boris Fausto e Bernardo Issler (vistas mais à frente) são fiéis aos princípios da casa paulistana estabelecidos por
Artigas
: uma grande cobertura abrigando o programa de usos organizado com certa autonomia e liberdade de invenção.
Espetáculo "Morte e Vida Severina"
.
Sérgio Ferro
e
Rodrigo Lefèvre
ficam impressionados com a capacidade de
Flávio
em extrair do objetos simples e baratos o máximo útil e estético.
1961
Todos se formam neste ano.
Os três realizam o primeiro trabalho em grupo, na equipe que representou a FAU-USP no Concurso Internacional de Escolas de Arquitetura na VI Bienal de Artes Plásticas de São Paulo com projeto de centro educacional.
Flávio
realiza projeto da Casa Simão Fausto, em Ubatuba (SP), utilizando a técnica da abóbada de tijolo e apontando caminhos para a Arquitetura Nova.
A Casa Boris Fausto (SP) projetada por
Sérgio
foi uma aposta nas possibilidades da
industrialização da construção
.

HIDRAÚLICA
CENTRAL
COZINHA
SALA
QUARTO
ESTÚDIO
CASA SIMÃO FAUSTO (1961)
CASA BORIS FAUSTO (1961)
1962
Rodrigo
e
Sérgio
tornam-se professores de História da Arquitetura e História da Arte e Estética da FAU-USP, respectivamente.
Rodrigo
e
Sérgio
realizam diversos projetos de residências: a Casa Heládio Capistrano e a Casa Marieta Vampré.
CASA BERNARDO ISSLER (1962)
Casa Marieta Vampré (1962)

Detalhe: esquadrias e viga de sustentação.
abóbada única que cobre toda a casa
materiais convencionais: tijolos e vigotas
Esta obra torna-se o protótipo experimental do grupo em torno do tema da abóbada e da invenção com materiais simples.

Ela indica o que pode ser a solução da habitação popular independente da aguardada industrialização da construção.
Espaços privados reduzidos ao mínimo funcional;
Áreas comuns amplas e iluminadas;
Técnica de abóbadas catalã;
Construção utilizando as possibilidades locais;
Grande cobertura de concreto armado apoiado em quatro pilares centrais cruciformes.
Incorporação dos progressos técnicos;
Apostas nas possibilidades da industrialização da construção;
Rodrigo
e
Sérgio
escrevem o texto “Proposta inicial para um debate: possibilidades de atuação”.
“Do
mínimo
útil, construtivo e didático necessário, tiramos as bases de uma nova estética que poderíamos chamar a ‘poética da economia’, do absolutamente indispensável, da eliminação de todo o supérfluo, da ‘economia’ de meios para formulação da nova linguagem inteiramente estabelecida nas bases de nossa realidade histórica.”
Os componentes mais banais e presentes em qualquer construção darão origem a um ambiente popular pela perspectiva própria do Terceiro Mundo, no que tem de precariedade de meios, invenção e possibilidade de emancipação.
1963
A "arquitetura social miserável" necessitava de verbas, uma vez que um programa como este precisa de terra e financiamento por parte de bancos, governos, construtoras. A esquerda, que buscava graus de independência e poder de crítica, não investe na ideia.
Experimentavam seus conceitos nas casas que faziam para os amigos, criando casas burguesas que fossem antiburguesas, como no caso da casa Issler.
Problema
Solução
Golpe Militar
1964
Artigas
defendia a visão de que o Golpe seria passageiro e que os arquitetos deveriam focar-se no desenho e na prática profissional, enquanto os três procuravam estabelecer uma partipação política mais veemente.
Sérgio
torna-se um dos indiciados no processo da FAU, por conta do Golpe Militar
1965
Surge a
Pintura Nova
, elaborada por
Sérgio
, que busca examinar o subdesenvolvimento, o imperialismo, o choque esquerda-direita, o bom comportamento burguês, seus padrões, a alienação, a hipocrisia social, a angústia generalizada. Suas características convergem com a proposta da Arquitetura Nova que possuir a técnica carregada do subdesenvolvimento do país, com colagens e uso de materiais “básicos”. Esta forma de arte leva indiretamente à uma discussão mais profunda da Arquitetura Nova, dentro de um contexto ditatorial
Produção e experimentação:
Flávio
,
Sérgio
e
Rodrigo
iniciam série de quatro grupos escolares e dois ginásios estaduais em Piracicaba e São José do Rio Preto, além de uma série de oito escolas no interior de São Paulo.
1966 - 1967
Rodrigo
segue
Marighella
(um dos nomes da resistência contra o regime militar) e
Sérgio Ferro
na ruptura com
Artigas
e na saída do PCB. Entra então na Ação Libertadora Nacional (ALN) e participa da luta armada.
Ginásio Estadual e Escola Normal de Brotas
1967
1968
Rodrigo
realiza estudos de casas populares com abóbadas procurando reencontrar a destinação original do projeto do grupo.
Ele e
Flávio
realizam a Casa Juarez Brandão Lopes, última e mais contraditória obra da Arquitetura Nova. O projeto não tem mais a mesma preocupação de aplicabilidade para habitação popular.
Rodrigo
também participa ativamente com
Sérgio
do Fórum de Reforma do Ensino da FAU. O Fórum consolida o racha com
Artigas
e a defesa de que apenas a atividade profissional não era suficiente naquele momento.
Os dois irão aprofundar a crítica ao canteiro de obras, procurando enfrentar a questão mais geral da forma de produção da arquitetura.
Neste ano,
Rodrigo
e
Sérgio
realizam atentados a bomba e assaltos a banco em São Paulo.
Amadurecida e sem o mesmo caráter experimental, a arquitetura do grupo alcançava sua intensidade estética máxima, portanto, definitivamente como casa burguesa.
A abóbada é transformada em apenas “mais uma opção formal”. A casa que nasceu para ser uma “agressão” foi considerada “bonita” e assimilada um “modismo”.
Com o endurecimento da ditadura e o aumento da repressão,
Flávio
interrompe a atividade de cenógrafo.
Rodrigo
propõe a substituição do lápis pelas armas, e junto a
Sérgio
é preso por um ano.
Ocorre a fragmentação do grupo.
Dentro da prisão,
Sérgio
realiza o projeto da Casa Dino Zamataro, que se torna modelo das suas casas em abóbada.
Após ser solto,
Sérgio
torna-se professor da Escola de Arquitetura de Grenoble, na França.
1970 - 1971 - 1972
1976
Sérgio
publica o livro “O canteiro e o desenho” e debate a respeito da produção da arquitetura, a pressão na busca da melhor rentabilidade, a divisão do trabalho e a sua desqualificação, os métodos obsoletos.
Segundo ele, o capital divide o trabalho. As equipes são organizadas para tarefas limitadas. O entendimento do produto final é dispensado, sendo considerada uma técnica de dominação sobre o operário.
Defendia a ideia do uso de pré-fabricados, conceito que ainda era muito fraco no Brasil.
Segundo Sérgio, em primeiro momento, o revestimento tende a apagar as marcas do trabalho. Em segundo momento o desenho do arquiteto, afasta o trabalhador do que faz, por dificultar as modificações in loco.
Propõe a estética da separação, uma espécie de autogestão, que dá liberdade às duas partes, superação da separação DESENHO x PRODUÇÃO através do diálogo e do improviso. Cita o Jazz como uma separação que deu certo. Busca também despir a obra dos revestimentos, mostrando os rastros do trabalho.
Rodrigo
retoma o cargo de professor na FAU-USP. Na FAU-USP, passa a coordenar o grupo de disciplinas do curso integrado do primeiro ano, levando os alunos para projetar na periferia.
Flávio
ingressa como professor da Faculdade de Arquitetura da Belas-Artes, em São Paulo e depois participa como coordenador, juntamente com
Artigas
e Flávio Motta, da equipe responsável pelo projeto de intervenção da avenida Sumaré-avenida Paulo.
Rodrigo
morre em acidente de carro em Guiné-Bissau, no dia 9 de junho.
Flávio
morre em São Paulo, no dia 7 de setembro.
Sérgio
constrói seu novo ateliê em Grignan com a colaboração ativa dos pedreiros, procurando experimentar como seria um canteiro desalienado.
1977 - Atualmente
Centro Pompidou, Paris, França (1977)
Sesc Pompéia, sP
Capela Rochamp
Casa Heládio Capistrano (1962)
Detalhe da abertura zenital fechada por brises móveis.
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