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Untitled Prezi

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Marcelo Gomes

on 13 April 2013

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SEMINÁRIO DARCY RIBEIRO Filho de farmacêutico e professora, Darcy Ribeiro mudou-se para o Rio de Janeiro com o objetivo de estudar medicina. Até ingressou na faculdade, mas abandonou o curso depois de três anos. Darcy Ribeiro disse, certa vez, que “só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca”. Defensor de uma sociedade solidária, o etnólogo, antropólogo, professor, educador, ensaísta e romancista Darcy Ribeiro certamente estaria indignado com a violência que assombra o Brasil. Dez anos depois de sua morte (17 de fevereiro), seu sonho de ver um desenvolvimento justo para todos os cidadãos ainda não foi atingido. Viveu então em vários países da América Latina, defendendo a reforma universitária. Foi professor na Universidade Oriental do Uruguai e assessorou os presidentes Allende (Chile) e Velasco Alvarado (Peru). Naquele período, Darcy Ribeiro redigiu grande parte de sua obra de maior fôlego: os estudos antropológicos da "Antropologia da Civilização", em seis volumes (o último, "O Povo Brasileiro", ele publicaria em 1995). Em 1992, passou a integrar a Academia Brasileira de Letras. Além da obra antropológica, Darcy Ribeiro publicou os romances "Maíra", "O Mulo", "Utopia Selvagem" e "Migo". No último ano de vida, Darcy Ribeiro dedicou-se a organizar a Fundação Darcy Ribeiro, com sede na antiga residência em Copacabana (no Rio de Janeiro).Vítima de câncer, Darcy Ribeiro morreu aos 74 anos. Mineiro polêmico, revolucionário, engajado e movido pela obsessão de salvar o Brasil, era um homem que pensava grande. Por isso deu tanta importância à educação, vista por ele como o único meio para alcançar essa transformação social. “Sem um povo educado, não há como fazer o País crescer”. Criou também a Biblioteca Pública Estadual, a Casa França-Brasil, a Casa de Cultura Laura Alvim, o Centro Infantil de Cultura de Ipanema e o Sambódromo, em que colocou 200 salas de aula para fazê-lo funcionar também como uma enorme escola primária. Maíra, de Darcy Ribeiro

Maíra, publicado pela primeira vez em 1976, é bastante oportuno para entender o conflito de seres que se separam das suas raízes culturais e buscam recuperar sua identidade. Em Maíra, Darcy Robeiro revive as emoções dos anos em que conviveu com os índios, seu tema é a dor e o gozo dos índios.

O livro narra a história de um índio que, adotado por um padre e convencido a seguir o sacerdócio, questiona sua verdadeira fé e entra em conflito por ter abandonado seu povo.

Os dois personagens principais, o índio Avá e a jovem loura Alma, por vezes se perdem na busca de uma integração sem conflitos, enveredando pelo caminho da auto-destruição. Avá saiu de sua aldeia ainda menino, para se tornar sacerdote cristão e “aprender com os padres a sabedoria dos caraíbas”. Depois de ir até Roma, ele volta para sua tribo como se tivesse “perdido a alma, roubada pelos curupiras e vivido por anos a fio como bicho entre os bichos”. Seu drama instiga o leitor na sua volta: “Tudo que tenho são duas mãos inábeis e cabeça cheia de ladainhas. E este coração aflito que me sai pela boca”. O Mulo: Darcy Ribeiro
Darcy Ribeiro conhecido por sua competência como antropólogo e educador, se aventura nesse seu segundo romance. A história é desenvolvida a partir de uma carta-testamento, onde um típico coronel que foi na vida dono de gados e gentes, se dá conta de que envelhecido e solitário, teme a morte e não tem nem mesmo a quem deixar todos os seus bens. No delírio da velhice aterrorizada, decide por mandar um portador encontrar um padre; a quem pretende se confessar, e, fazer dele, o seu único herdeiro. A saga de vida de horrores e arrependimentos tardios vai sendo narrada aos leitores, que na ausência do confessor, se configuram por únicas testemunhas. Portanto, a herança deixada pelo Mulo é o relato de uma vida dura empobrecida de princípios e rica em valores (des)humanos: violência (in) justificada, latífúndio, homossexualismo, religião, racismo, entre outros temas, são abordados de forma corajosa e sem reservas.
Em princípio, a obra assusta pela crueza. O Mulo tem uma peculiaridade interessante; foi escrito durante o exílio do autor e publicado em seu retorno ao país. Momento da reabertura política e conhecimento do câncer que o vitimou em 1997... Instituto Federal do Triangulo Mineiro
Curso de Fundamentos Filosóficos e Sociológicos da Educação

Disciplina: FFS
Docente: Prof. Anderson Brettas
Atividade Avaliativa: Modulo IV - Grandes Pensadores da Educação
Alunos: Marcelo Gomes
Gilson Gonçalves Rodrigues
Marcia David
Maria Romoaldo de Oliveira
Paôla Tameirão da Fonseca Araújo de Oliveira
Silvana Rodrigues da Silva Gomes DARCY E A EDUCAÇÃO Darcy sonhava com escolas o dia todo para alunos e
professores, sobretudo nas áreas metropolitanas, onde se concentra a maior massa de crianças condenadas à marginalidade porque sua escola efetiva é o lixo e o crime. Instituir progressivamente Escolas Normais Superiores e
Superiores de Educação
que formem um novo professorado devidamente
Institutos
qualificado pelo
estudo e treinamento em serviço para o exercício
eficaz do magistério. Dar ao novo professorado primário
e médio, devidamente preparados,
condições aceitáveis de trabalho
em tempo completo, com salário
dobrado e mais um
suplemento de 20%. Criar universidades especializadas
em Ciências da Saúde, nas Tecnologias
ou nas Ciências Agrárias e em outros
ramos do saber, dotando-as de recursos
para pesquisar e procurar solução para
os problemas brasileiros. Desobrigar o professor de nível superior a simular a realização
de pesquisas para ter o salário aumentado (20 a 40 horas nominais) e apoiar, substancialmente, a pesquisa autêntica, seja científica, seja tecnológica.
Simultaneamente se deve valorizar e remunerar o Magistério em si, independentemente de qualquer programa de pesquisas, como atividade indispensável à Nação e altamente meritória. DARCY E A CONTEMPORANEIDADE 1996 - Envolve-se com os projetos da Universidade Aberta do Brasil e da Escola
Normal Superior e com a organização da Fundação Darcy Ribeiro. Antropólogo, educador, escritor e político brasileiro nascido em Montes Claros, MG, em 1922, fundador de duas universidades modelares, a UNB e a UENF, contribuição única na história da cultura brasileira. Formado pela Escola de Sociologia e Política da Universidade de São Paulo (1946), iniciou o trabalho de etnólogo (1947) no antigo Serviço de Proteção ao Índio, dirigiu a seção de pesquisa desse órgão (1952-1956) e criou o Museu do Índio (1953). Foi diretor do Centro de Pesquisas Educacionais, a CAPES, e do setor de pesquisas sociais da Campanha de Erradicação do Analfabetismo. Partidário do governo do Presidente João Goulart, foi seu Ministro da Educação e Cultura (1961), quando organizou a Universidade Nacional de Brasília, da qual foi seu primeiro reitor (1962-1963), e Chefe da Casa Civil da Presidência da República (1963-1964). Lutou em defesa da escola pública.
Foi o relator da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, aprovada no governo Fernando Henrique (1996). Autor de extensa obra antropológica, dedicou-se principalmente ao estudo dos índios, e morreu de câncer, em Brasília, DF. Em sua obra literária, fundamentada na pesquisa etnológica e numa rica prática pedagógica, são muito conhecidos os livros Religião e mitologia cadiueu (1950) e Línguas e culturas indígenas do Brasil (1957), O processo civilizatório (1968), Universidade necessária (1969), As Américas e a civilização (1970), Os índios e a civilização (1970) e Teoria do Brasil (1972). e surpreendeu a crítica com o romance Maíra (1976), a que se seguiram Ensaios insólitos (1980), outro romance, O mulo (1981), Utopia selvagem (1982), O Brasil como problema e O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil (1995). 
Um indignado que deixou saudades
Darcy Ribeiro defendia uma sociedade solidária


Darcy Ribeiro disse, certa vez, que “só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca”. Defensor de uma sociedade solidária, o etnólogo, antropólogo, professor, educador, ensaísta e romancista Darcy Ribeiro certamente estaria indignado com a violência que assombra o Brasil. Dez anos depois de sua morte (17 de fevereiro), seu sonho de ver um desenvolvimento justo para todos os cidadãos ainda não foi atingido.
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