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by

Luis Silvestre

on 8 October 2013

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E AGORA?
Medicação oral




Dispositivos de vácuo;





Injecções intra – cavernosas;





Prótese peniana
ANATOMIA E FISIOLOGIA
As vesículas seminais são duas bolsas membranosas e lobulares, com 5 a 10 centímetros de comprimento, situadas entre a bexiga e o recto e aderentes à próstata.

Estas segregam um líquido viscoso e espesso, que forma parte do sémen, contribuindo para a nutrição e activação dos espermatozóides.
PROSTATECTOMIA RADICAL
Pode ser realizada pela abordagem perineal, retropúbica e via laparoscópica, robótica ou não.
Em qualquer tipo de abordagem cirúrgica o que se pretende é a extirpação de toda a próstata, incluindo a cápsula e as vesículas seminais.
PROSTATECTOMIA RADICAL
Enf.º Luís Silvestre
Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil, E.P.E
ANATOMIA E FISIOLOGIA

Na infância a próstata é pequena, porém com a puberdade, cresce até ao tamanho de uma noz.

Pesa cerca de 20 gr, medindo entre 4 a 6 cm, com a forma de uma pirâmide invertida ou um cone achatado.

A uretra e os ductos ejaculatórios atravessam-na, denominando-se a porção da uretra que a atravessa, de uretra prostática.
ANATOMIA E FISIOLOGIA
A próstata é coberta por uma cápsula fibrosa fina, que contém fibras musculares lisas. Esta glândula é parcialmente fibromuscular e glandular.

A substância glandular consiste em inúmeras bolsas foliculares. As fibras musculares prostáticas são responsáveis por envolver a uretra e separá-la do tecido glandular.

Durante a ejaculação, a próstata produz um fluido prostático alcalino, rico em nutrientes e proteases, que, em conjunto com as secreções dos testículos, vesículas seminais, glândulas uretrais e bulbouretrais, formam o sémen.
ANATOMIA E FISIOLOGIA
A visualização e identificação das diferentes áreas da próstata da próstata, tendo uma área ou zona central, uma zona submucosa ou de transição e uma área periférica com o formato de uma ferradura, pode ajudar a compreender a distribuição da doença e a área acessível ao exame rectal digital.
Cancro da próstata




O cancro da próstata pode ser constituído por diferentes tipos celulares mas, na esmagadora maioria dos casos, trata-se de um adenocarcinoma. Muito raramente, em menos de 1% dos casos, pode tratar-se de outro tipo de tumor, geralmente um carcinoma de pequenas células ou um sarcoma.
Irritativos:

Imperiosidade miccional (necessidade súbita de urinar); ( 10%)
Aumento da frequência das micções (polaquiúria); (38%)
Aumento do número das micções durante a noite (noctúria);
Incontinência associada à imperiosidade;
Dor supra púbica/hipogástrica.



Sintomas pós-miccionais:

Sensação de esvaziamento vesical incompleto;
Gotejo terminal.
PROSTATECTOMIA RADICAL

As complicações a longo prazo mais relevantes relacionam-se com a incontinência urinária e a disfunção eréctil. A primeira é resultante da lesão do esfíncter externo da uretra e a segunda dos danos provocados nos nervos erectores que correm nos feixes vasculo-nervosos e que são laqueados no procedimento. Outras complicações são os apertos de uretra e a morbilidade e mortalidade próprias de qualquer grande cirurgia pélvica.
PROSTATECTOMIA RADICAL

A incontinência urinária tem, a longo prazo, uma incidência de 6%. Para a combater, os doentes podem fazer exercícios de fortalecimento da musculatura perineal ou ser submetidos a estimulação eléctrica transcutânea, a fim de fortalecer os músculos pélvicos.







 
A disfunção eréctil tem uma incidência superior a 80 %, dependendo em parte da técnica cirúrgica.
Se os feixes vasculo-nervosos forem poupados a incidência é menor.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
A partir do 1º dia de operado:

Instruir o doente para não tentar urinar extra algália. A tentativa de urinar extra algália, pode levar a que o doente sinta espasmos vesicais, que se podem tornar dolorosos.

Vigiar e despistar sinais inflamatórios e de perdas hemáticas na sutura operatória e local de inserção de drenos, prevenindo/detectando infeccões.

Avaliação de sinais e sintomas de compromisso neurocirculatórios a nível dos membros inferiores e manter as meias elásticas até à alta, prevenindo o trombo embolismo e a estase venosa;
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Ensinos para a alta:

Assegurar a realização do penso abdominal, avaliando as características da sutura;

Informar o doente de que irá para o domicílio com algália, fornecendo um saco de adaptação à perna, realizando ensino sobre o uso e cuidados a ter;

Alertar para a necessidade de adquirir pensos absorventes para homem para colocar,
aquando da remoção da algália;


Reforçar a importância do reforço hídrico, 2,5 a 3 litros por dia, prevenindo a infecção urinária;

Informar o doente de que, uma semana após a alta, irá a uma consulta de urologia.

O doente pode apresentar alteração a nível da sua auto estima/imagem, sendo essencial esclarecê-lo e mostrar disponibilidade para o auxiliar e encaminhar, para que percebam que tem uma rede diponivel para onde podem ser referenciados.
EPIDEMIOLOGIA
O cancro da próstata é o tumor maligno mais frequente nos homens do mundo ocidental.

Em Portugal, diagnosticam-se cerca de 4000 novos casos por ano.

Existe um risco acrescido para os indivíduos de raça negra onde a taxa de incidência é aproximadamente o dobro da população em geral e a taxa de mortalidade é três vezes superior, não se sabendo se por influência genética, ambiental ou ambas.
Os tumores da próstata apresentam diferentes graus de agressividade.

A classificação final (score de Gleason) é atribuída em função dos dois tipos celulares predominantes no tumor.

O grau histológico mais frequente ou predominante aparece em primeiro lugar. O segundo grau histológico, mais frequente aparece em segundo lugar.




O score de gleason varia entre 2 (mais diferenciado) e 10 (menos diferenciado), mais agressivo.

Os LUTS (sintomas do tracto urinário inferior) classificam-se em :

Sintomas obstrutivos :

Diminuição da força e do calibre do jacto; (23%)
Atraso no início da micção;
Micção prolongada;
Jacto interrompido;
Necessidade de contracção abdominal para urinar (“esforço” miccional);
Retenção urinária;
Incontinência (por regurgitação).
Hematúria . (1,4%)
DIAGNÓSTICO

Toque rectal – Permite definir características como as dimensões e o volume aproximado da próstata, a sua consistência, o tipo e a regularidade da sua superfície.










PSA - O PSA existe no esperma, mas também nas células da próstata (quer benignas, quer malignas) e no sangue periférico.








Ecografia prostática transrectal – exame que confirma o cancro da próstata.
RECOMENDAÇÕES

Doseamento do PSA e toque rectal anual a partir dos 50 anos;

Doseamento do PSA e toque rectal anual a partir dos 40/45 anos se individuo de raça negra, antecedentes familiares em dois familiares directos;

Biopsia prostática transrectal na presença de toque rectal duvidoso e PSA normal;

Biopsia prostática transrectal na presença de PSA > se 4 ng/dl.
PROSTATECTOMIA RADICAL

As complicações intra e pós-operatórias imediatas mais frequentes são:

Hemorragia;
Infecção;
Complicações relacionadas com a anastomose vesico-uretral;
Complicações relacionadas com a algaliação, que se mantém por alguns dias após a intervenção cirúrgica.
Colher informação sobre a medicação realizada no domicílio, percebendo se alguma possa afectar a coagulação.


Informar o doente sobre os efeitos da anestesia geral e cirurgia que irá realizar, promovendo o conhecimento do doente, reduzindo a ansiedade;


Efectuar ensinos sobre os procedimentos pré – operatórios, diminuindo assim a ansiedade do doente, proporcionando maior colaboração e aceitação por parte deste.


Informar o doente que no pós – operatório poderá regressar do bloco operatório com óculos nasais para oxigenoterapia, acesso venoso central ou periférico para administração de terapêutica, penso abdominal e possível dreno para eliminar fluidos restantes da cirurgia, drenagem vesical e meias elásticas.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Na véspera da cirurgia/dia do internamento:

Adequada colheita de dados, de modo a determinar preocupações, receios, dúvidas, nível de conhecimento sobre a doença, experiências vivenciadas, sistemas de apoio;








Iniciar o processo de acolhimento, apresentando o doente à equipa de enfermagem e explicando ao doente as normas e espaço físico do serviço, para que o doente se sinta bem para melhor ultrapassar este período;


Estabelecer uma relação empática, com base na confiança e comunicação, para que sejam valorizados os sentimentos do doente, facilitando a sua integração no serviço e na equipa de enfermagem;
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Efectuar o registo descritivo dos sintomas apresentados pelo doente no período pré – operatório, para se poder realizar uma comparação com os sintomas no período pós – operatório e para uma vigilância da evolução do doente durante o período de recuperação

Informar o doente das escalas da dor e a importância da sua avaliação;


Colher informação sobre as necessidades humanas básicas, como a dieta, o padrão de eliminação intestinal e vesical habitual, uma vez que obstipação e fezes duras podem aumentar significativamente o desconforto do doente no período pós – operatório.
 
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Dia da intervenção cirúrgica:

Relembrar a importância do cumprimento do jejum;

O transporte do doente até ao bloco operatório deve ser o mais relaxante e confortável possível, para tal deve-se conversar com o doente num tom calmo e seguro, estabelecendo uma relação de empatia;

Colocação das meias elásticas, prevenindo complicações trombo embólicas e estase venosa;

Medicação pré – operatória, que consiste na profilaxia pré – operatória, com antibioterapia e administração de benzodiazepinas;
1º dia de operado:

Avaliação do estado geral do doente (estado de consciência, coloração e hidratação da pele e mucosas, orientação espaço – temporal), e despistar complicações;

Avaliação do quadro álgico;

Ensinar o doente a colocar as mãos sobre a sutura, quando tosse ou realiza movimentos bruscos, evitando a dor;

Manter desobstruídos a algália e o sistema de drenagem, controlar a coloração da urina (de hemático a rosa claro, (24horas), a amarelo (3 dias)) e controlar o débito urinário;
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
CUIDADOS DE ENFERMAGEM

Promover logo que possível o levante, estimular a deambulação e estimular a realização de exercícios de flexão e extensão dos membros inferiores.

Explicar ao doente a importância do cumprimento da dieta, iniciando com dieta líquida.

 Encorajar o doente a expressar os seus sentimentos e preocupações sobre os efeitos da cirurgia a nível sexual, proporcionando adequado apoio emocional.



OBRIGADO

CANCRO DA PRÓSTATA
CLASSIFICAÇÃO DE GLEASON
SINTOMAS
SINTOMAS
TRATAMENTO


CIRÚRGICO (prostatectomia radical clássica ou laparoscópica);








FARMACOLÓGICO
RADIOTERAPIA
BRAQUITERAPIA
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