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A poesia em sala de aula - uma análise linguística

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Késsia Henrique

on 17 January 2014

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Transcript of A poesia em sala de aula - uma análise linguística

A aula 1 consistiu de uma aula expositiva a respeito da forma e estrutura dos poemas.
aula 1: apostila poetando o amor

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
(In: ANDRADE, Carlos Drummond de.
Alguma poesia
. 1930)
Quadrilha
P: "Para interpretar vamos pegar primeiro as pistas".

A: "As pessoas julgaram aquele livro Amar Verbo Intransitivo por amar ser um verbo transitivo. O que as pessoas fizeram foi só olhar para o que estava escrito, mas não olharam para as ideias".
Analisando as pistas
-Falta de pontuação: ideia de conjunto.
-Repetição de palavras: Quadrilha (dança) apresenta repetição de passos, movimentos, rítimo. As roupas geralmente são iguais.
-Verbo amar necessitando complemento: Sugere a troca de pares.
-orações subordinadas: as sentenças dependem uma das outras assim como na dança.

Dando sentido às pistas:
De acordo com Neves (2009):
"Estudar a gramática é refletir sobre o uso linguístico e o lugar de observação desse uso são os produtos que temos disponíveis -falados e escritos –mas também, a própria atividade linguística de que participamos, a produção e a recepção, isto é a interação. Sendo assim, o ensino de gramática deve ser baseado nos textos para que de fato possa se fazer uma reflexão sobre o uso e funcionamento da língua".
A gramática no textos
A poesia em sala de aula - uma análise linguística
Professor: Paulo Goliath
Sequência didática: de 26/10/2013 a 26/11/2013
Turma: 9° ano B
Primeira parte :
-Falta de pontuação;
-único verbo (amar 6x): Verbo amar é do tipo que precisa de complemento. A gramática diz que é um verbo transitivo (trans: que vai além).
-Apenas orações subordinadas;
-Pretérito perfeito: Momentaneidade;
-Pretérito imperfeito (amava): continuidade.
-"que": pronome relativo que tem por função recuperar um termo dito anteriormente.
-Nomes comuns, populares, exceto Lili, que é um apelido e não um nome.
- Todas as orações estão na afirmativa, menos a última, que tem uma dupla negação.
- pronome relativo "que": Como ele tem como função recuperar um termo anterior, as palavras que eram objeto se tornam sujeitos na oração seguinte.
-Nomes populares: Sugere que é uma dança popular.
-"Lili": apelido, dá ideia de delicadeza, mimo.
Segunda parte:
-Pontuação: há pontuação;
-Predominância de oraçãoes coordenadas;
-Pretérito perfeito;
-Verbos diferentes foram usados;
-A escolha do nome "J.Pinto Fernandes"
Dando sentido às pistas:
-Pontuação: dá a ideia de separação - acabou a quadrilha e cada um segue sua vida;
-Orações coordenadas: Não há mais relação de dependência entre as pessoas;
-Verbos no pretérito perfeito: ideia de ação acabada;
-"J. Pinto Fernandes": Dá ideia de uma pessoa importante, se parece muito com o nome de uma empresa.
Lili: o fato de Lili ter se casado com J. Pinto Fernandes nos faz ter uma má impressão dela, pois ela não amava ninguém e mesmo assim se casou
A: "A Lili não amava ninguém, mas mesmo assim casou".
"Ainda que a muitos pareça secundária, a forma dos textos é decisiva para o sentido que lhe atribuimos. Mas que formas são essas? E a que fatores devemos as suas diferenças? A resposta mais óbvia é: escolhemos diferentes formas de textos de acordo com as intenções e finalidades de nossos atos comunicativos. Um mesmo fato, um mesmo acontecimento pode ser matéria de diferentes formas textuais[...]. (AZEREDO, José Carlos, 2007)
O conhecimento foi construído juntamente com os alunos, que conforme iam tendo acesso às pistas, formulavam hipóteses juntamente com o professor e os colegas. Segundo o PCN:
“debate e o diálogo, as perguntas que desmontam as frases feitas, a pesquisa, entre outros, seriam formas de auxiliar o aluno a construir um ponto de vista articulado sobre o objeto em estudo” (PCN 2000: 09)
Sobre o uso da poesia em sala de aula:
A poesia está para além da linguagem poética, está na linguagem da vida. A importância de trabalhar este tema decorre de ser ele pouco difundido entre as séries iniciais, deixando assim um rombo enormenas séries subsequentes que continuam sem ver a poesia na sala de aula, e resumindo a literatura, na maioria das vezes quando trabalhada, a textos prosódicos, ficando assim a poesia à margem do que é ensinado nas escolas. O que acontece é uma supervalorização da prosa literária em relação à poesia. Mas a poesia, além de ser uma linguagem extremamente atual,
anota-se como necessária para a formação de novos cidadãos críticos e será utilizada por toda a vida do aluno, não só na vida
escolar, como fora dela também.
(Silva e Jesus, 2011)
De forma descontraída e incomum, a poesia em sala de aula, estimula a aprendizagem: leitura, interpretação, criação e reflexão, despertando nossas emoções. Isto, por que os textos poéticos exigem muitos cuidados quanto à leitura no que diz respeito aos significados das palavras e a pontuação, o que faz com que o aluno exercite mais a sua mente, desenvolvendo e enriquecendo o seu vocabulário gradativamente.
(SOARES, Ana de Souza, 2010).
"A poesia é uma das formas mais radicais que a educação pode oferecer de exercício de liberdade através da leitura, de oportunidade de crescimento e problematização das relações entre pares e de compreensão do contexto onde interagem". (Filipouski, p. 338, 2006.)
Considerações finais:
Durante o período de observação tivemos a oportunidade de ver a análise das poesias na sala de aula. Foi colocado em prática aquilo que foca o PCN: uso> reflexão>uso.
Vimos que os conhecimentos adquiridos e construídos durante a vida acadêmica podem e devem ser aplicados na sala de aula. Esse tipo de ensino tem como fruto alunos mais preparados para a vida em sociedade e proficientes em todos as situações que envolvem o uso da Língua Portuguesa.
Referências bibliográficas:

AZEREDO, José Carlos. “A quem cabe ensinar a leitura e a escrita?”. In: PAULIUKONIS et al. (orgs.).
Da Língua ao Discurso
. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007.
NEVES, Maria Helena de Moura.
Que gramática estudar na escola?
São Paulo: Contexto, 2009.
SILVA, E. F. & JESUS, W.G. Como e por que trabalhar a poesia na sala de aula. Revista Graduando nº2 jun/jul 2011.
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