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Cartografia do Movimento

Cartografia do Movimento - constelação
by

Conrado Federici

on 18 May 2014

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Transcript of Cartografia do Movimento

Gesto, ato, ação
Ato
(Lacan - Constituição do sujeito pelo trauma)
Porque o ato não é apenas o comportamento, não é apenas o agir no sentido simples da palavra. O ato é também aquilo que inaugura uma nova realidade interna psíquica, uma nova realidade na relação com os outros, ou mesmo na visão do mundo. Esse é o verdadeiro ato, e acontece, muitas vezes, sem que se tenha planejado.
Cartografia do Movimento
Exercício físico
Prática corporal
Atividade física
Ação física
Tem sua especificidade calcada na necessidade de “elementos básicos como concentração, objetivo e um vínculo com alguma outra imagem ou necessidade externa à atividade desenvolvida” (Ferracini, 2013 p.115). A ação física difere de atividade, pois a esta bastaria o movimento, desprovido das qualidades destacadas.
Diversamente do gesto, a ação física “não nasce na periferia do corpo. Uma ação física sempre é um engajamento muscular e nervoso total” do corpo presente. Por isso “a ação física deve ser organizada, formalizada, ritmada. Mas não é o movimento que é organizado.
Ação física: “um fluxo muscular-nervoso com total engajamento psicofísico em conexão com algo externo (seja objeto, espaço, outro corpo – ator ou expectador -, imagem e mesmo outra ação física) e que é formalizada, estruturada, ritmada, enfim, codificada no tempo-espaço” (Ferracini, 2013, p.116).
A ação física é relacional.
O gesto espontâneo
(Winnicott - Constituição do sujeito pelo movimento contínuo de complexidade crescente na emergência da vida subjetiva)
É um instrumento para pensar o que seria uma vida boa de ser vivida, aquela na qual o indivíduo é capaz de, espontaneamente, fazer gestos no cotidiano que tornem o mundo apreciável, instigante, estimulante, capaz de criar novidade no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas. São pequenos gestos" (Benilton Bezerra)
psicanálise
teatro
Referências

ALEXANDER, Gerda. Eutonia. Um caminho para a percepção corporal. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
BARBANTI, Valdir Jose. ... O que é esporte?. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde. v. 2, p. 54-58, 2006.
BERTHERAT, Thérèse. O corpo tem suas razões: antiginástica e Consciência de Si (com a colaboração de Carol Bernstein). 21ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
CARVALHO, Yara Maria. Promoção da saúde, práticas corporais e atenção básica. Revista Brasileira de Saúde da Família. Brasília, v.7, ps.33-45, 2006.
CASPERSEN, C. J.; POWELL, K. E.; CHRISTENSON, G. M. Physical activity, exercise and physical fitness: definitions and distinctions for health related research. Public Health Reports, Indianápolis: v. 100, n. 2, p. 126-131, 1985.
COLETIVO DE AUTORES. Metodologia de ensino de educação física. São Paulo: Cortez, 1992.
FERRACINI, Renato. Ensaios de atuação. São Paulo: Editora Perspectiva, 2013.
GIL, J. Movimento total. o corpo e a dança. Iluminuras: São Paulo, 2005.
HAYWOOD, K.; GETCHELL, N. Desenvolvimento motor ao longo da vida. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
LABAN, Rudolf. Domínio do Movimento. São Paulo: Summus, 1978.
LIMA, Danniela. Gesto: práticas e discursos. Rio de Janeiro: Cogobó, 2013.
KUNZ, Elenor.. Esporte: uma abordagem com a fenomenologia. Movimento, Porto Alegre, v.6, n.12, p. I -XIII, 2000.
MAUSS, Marcel. As técnicas do corpo. http://psico48.files.wordpress.com/2011/08/58756964-sociologia-e-antropologia-marcel-mauss-as-tecnicas-do-corpo.pdf
NEUMANN, A.D. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético - Fundamentos para Reabilitação. 2ª Edição. Editora Elsevier, 2011.
ROBLE, Odilon José et al. O corpo e o movimento como matrizes de criação e conhecimento: paralelos entre a poiésis grega e o vitalismo schopenhauriano. Movimento (ESEF/UFRGS), Porto Alegre, v. 18, n. 2, p. 297-313, abr. 2012. ISSN 1982-8918. Disponível em: <http://seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/24964/19074>. Acesso em: 16 Mai. 2014.
SAFRA, Gilberto. A face estética do self: teoria e clínica. São Paulo: Editora Ideias&Letras e Editora Unimarco, 2005.
TANI, Go. Comportamento motor: aprendizagem e desenvolvimento. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A., 2005.
WINTER, D. Biomechanics and Motor Control of Human Movement. John Wiley & Sons. Fourth Edition, 2009.
dança
educação somática
eutonia
antiginástica
ioga
As práticas corporais são com-
ponentes da cultura corporal dos
povos, dizem respeito ao homem
em movimento, à sua
gestualidade, aos seus modos de
se expressar corporalmente.
Nesse sentido, agregam as
mais diversas formas do
ser humano se mani-
festar por meio do
corpo e contemplam
as duas racionalidades:
a ocidental (ginásticas, modali-
dades esportivas e caminhadas
podem ser exemplos) e a oriental
(tai-chi, yoga e lutas, entre outras
(Carvalho, 2006)
Qualquer movimento produzido pelos músculos esqueléticos que resulte em gasto de energia física acima do basal (Caspersen, Powell, Christenson, 1985)
práticas integrativas
nosso corpo somos nós. é nossa única realidade perceptível.
No movimento eutônico, que pressupõe a consciência do espaço corporal, estendemos nossa presença através do contato (contato espacial). Nesse espaço, incluímos também o espaço do outro, ou do grupo, e o espaço do solo em suas três dimensões (p.19)
"a arte e a ciência de um processo relacional interno entre a consciência, o biológico e o meio ambiente, estes três fatores sendo vistos como um todo agindo em sinergia"
a arte do movimento
A extraordinária estrutura do corpo, bem como as surpreendentes ações que é capaz de executar, são alguns dos maiores milagres da existência. Cada fase do movimento, cada mínima transferência de peso, cada simples gesto de qualquer parte do corpo revela um aspecto de nossa vida interior. Cada um dos movimentos se origina de uma excitação interna dos nervos, provocada tanto por uma provocação sensorial imediata quanto por uma complexa cadeia de impressões sensoriais previamente experimentadas e arquivadas na memória. Essa excitação tem por resultado o esforço interno, voluntário ou involuntário, ou impulso para o movimento. (Laban, p.48)
Esporte
na tradição do hatha ioga, segundo patanjali, o yoga é a "inibição voluntária das modificações da mente", ou seja, o movimento é menos desejado do que a estabilidade. o principal objetivo é descondicionar a ação, portanto as modificações da mente na verdade seriam mecanismos condicionantes, intensificados pelo movimento do corpo-mente cotidiano. neste caso, o foco não está no que vimos exteriormente, em fisicalidade e cinestesia, mas na mente, na consciência "interior", no pensamento enfim, naquilo que não para nunca de se movimentar. então quando falamos em movimento no yoga, quase sempre estamos falando em movimento "mental". o que a educação física chama de movimento corporal (que seria a ginástica propriamente dita), o yoga chama de asanas, que são as posturas psicofísicas, que são desenvolvidas a partir de três princípios: estabilidade, conforto e permanência. de novo, é quase um "anti-movimento" visto aos olhos ocidentais, mas o que acontece é que elas disparam diferentes movimentos, disposições e sensibilidades "internas", gerando atenção em pontos bem específicos para que possamos estar presentes. o estado de presença pleno seria o samadhi, a ruptura de todas as dicotomias (e, portanto, dos movimentos, cujo número é 2). o samadhi é 1. e a pedagogia para chegar até aí consiste em 8 passos, sendo que apenas 1 deles é mais "físico". em relação a esta parte física, os exercícios para os mais avançados são aqueles que aparentemente (sob o olhar ocidental) parecem mais simples em termos de movimento, como o ficar deitado, pois nesta postura é muito difícil ficar presente e nossa "mente" tende a ficar inquieta e circulante. numa postura com mais movimento corporal, como uma invertida, é mais "fácil" estar presente, pois você teria atenção plena naquilo e não exigiria muito de um controle interior para ficar focado. neste sentido, a pedagogia do movimento no yoga é praticamente o inverso do que o desenvolvimentismo define em relação ao que é mais complexo e o que é mais básico (Vinícius Terra).
sociologia e antropologia
técnica do corpo
Entendo por essa expressão as maneiras pelas quais os homens, de sociedade em sociedade, de uma forma tradicional, sabem servir-se de seu corpo. (...) Chamo de técnica um ato tradicional eficaz(e vejam que, nisto, não difere do ato mágico, religioso, simbólico). É preciso que seja tradicional e eficaz. Não há técnica e tampouco transmissão se não há tradição. É nisso que o homem se distingue sobretudo dos animais: pela transmissão de suas técnicas e muito provavelmente por sua transmissão oral. (Marcel Mauss, 1934)
cultura corporal
Reflexão pedagógica sobre o acervo de formas de representação do mundo que o homem tem produzido no decorrer da história, exteriorizadas pela expressão corporal: jogos, danças, lutas, exercícios ginásticos, esporte, malabarismo, contorcionismo, mímica e outros, que podem ser identificados como formas de representação simbólica de realidades vividas pelo homem, historicamente criadas e culturalmente desenvolvidas (coletivo de autores, 1992).
fenomenologia
Kunz (2000) enfatiza a percepção, a sensibilidade e a intuição humana, como sendo fatores da fenomenologia de suma importância. A percepção do movimentar-se possibilita a melhoria da qualidade deste movimento no tempo e no espaço. A sensibilidade procura lidar com os objetos, os outros e consigo mesmo. A intuição proporciona ao ser humano sentir de forma antecipada os resultados esportivos, além de nossa presença corporal na atividade. Para este autor a percepção, as emoções e os sentimentos, são fundamentais para entender o "se-movimentar" e sua relação com o mundo vivido. Trebels citado por Kunz (1991, p.163) afirma que "[...] movimento é, assim, uma ação em que um sujeito, pelo seu se movimentar, se introduz no mundo de forma dinâmica e através desta ação percebe e realiza os significados/sentidos em e para o seu meio".
biomecânica, cinesiologia
habilidade motora, aprendizagem e
desenvolvimento motor
Conceitos da física clássica aplicados ao corpo humano.
Análise física de sistemas biológicos.
Otimização, eficiência, economia e controle motor da técnica de movimento.
“Desenvolvimento motor procura estudar as mudanças que ocorrem no movimento do ser humano ao longo do seu ciclo de vida”. (TANI, 2005, p. 19).
"Aprendizagem motora procura estudar processos e mecanismos envolvidos na aquisição de habilidades motoras e os fatores que a influenciam, ou seja, como a pessoa se torna eficiente na execução de movimentos para alcançar uma meta desejada com a prática e experiência”. (TANI, 2005, p. 19).
desenvolvimento motor – é o processo sequencial e contínuo, relacionado à idade, pelo qual o comportamento motor se modifica;
aprendizagem motora – refere-se aos ganhos relativamente permanentes em habilidades
motoras associados à prática ou à experiência (HAYWOOD e GETCHELL, 2004).
“Esporte é uma atividade competitiva institucionalizada
que envolve esforço físico vigoroso ou o uso de habilidades motoras relativamente complexas, por indivíduos, cuja participação é motivada por uma combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos” (Barbanti, 2006).
Para LABAN "o movimento é dançado quando a ação exterior é subordinada ao sentimento interior".

Para José GIL "O gesto dançado abre no espaço a dimensão do infinito"

Para Mary Wigman (citada por GIL,2005) ".... é o espaço que é o reino da atividade real do bailarino, que lhe pretende porque ele próprio cria. Não é o espaço tangível, limitado e limitador da realidade concreta, mas o espaço imaginário, irracional da dimensão dançada, esse espaço que parece apagar as fronteiras da corporeidade..."

No GESTO DANÇADO, ainda segundo LABAN (1978) reside a noção central da teoria do ESFORÇO "impulso interior que é a origem de todo movimento". Na dança o esforço contém QUALIDADES, a saber: o peso, o tempo, o espaço e o fluxo. São essas qualidades combinadas e configuradas que criam a dança.
gesto dançado
David Winter: "Biomecânica do movimento humano pode ser definida como uma
ciência interdisciplinar que descreve, analisa e avalia o movimento humano"

Hamill: "A biomecânica consiste em um campo quantitativo de estudo inserido na disciplina da ciência do exercício"
O fundamento da criatividade humana se encontra na capacidade de agir.
(...) o self é o acontecer do si-mesmo no mundo.
(Winnicott) a ação funda o self e o querer. [e não o inverso!]
A ação que encontra o outro devotado se humaniza e se transforma em gesto. Este revela a pulsação do encontro humanizador: "O gesto é a poesia do ato" (Galard, 1984, p.27 apud Safra, 2005, p.99).
(...) Do ponto de vista clínico percebe-se que a vontade integra-se como parte do self, a partir das experiências estéticas que dão ao indivíduo a possibilidade de se apropriar de sua musculatura estriada como parte de seu ser.
(...) O gesto, quando se constitui satisfatoriamente, organizando-se em ritmos e modulações afetivas, apresenta um jogo de tensões e distensões, que, ao longo do tempo, adquire cada vez maior singularidade. Ele apresenta um modo de ser característico daquela criança. Trata-se da apresentação de um estilo, que é fruto do encontro das características constitucionais daquela criança, de sua etnia, da história de seu grupo familiar.
O movimento do corpo da criança ganha, pelo desenvolvimento, modulações. Sua gestualidade é banhada em qualidades de encontro: o gesto de ternura, o gesto de raiva, o gesto de acolhimento... É uma espécie de dança, com qualidades estéticas, que coloca o corpo da criança no mundo humano, transformando-o não só num instrumento de fazer, mas também num meio de expressão de vivências subjetivas. (SAFRA, 2005, p.97-107)
A concepção grega de movimento (
Kínesis
), em especial nas formulações platônicas e aristotélicas, é de grande complexidade e absolutamente central para a metafísica antiga. Como bem resumem Reale e Antiseri (1990) trata-se precisamente da
passagem do ser em potência para o ser em ato
. Por essa razão, também é pertinente a tradução como "mutação". A matéria é fundamentalmente potência, ao passo que a forma a ela aplicada, transforma a potência em ato, tal como dizer que a madeira é a mesa em potência e a forma final de mesa é o ato em si. Tudo que reúne esse processo de transformação, seja ele natural ou construído, cabe no conceito grego de movimento.
O movimento humano, nesse mesmo sentido, não deixa de ser também uma passagem da potência ao ato se entendermos o gesto como ato resultante da potencialidade do corpo. (Roble, 2012)
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