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Para que serve a Semiótica Discursiva? Devido ao seu caráter estrutural, ou seja, por descrever como os elementos do texto se articulam para a construção de um todo de sentido, a Semiótica Discursiva oferece um útil modelo para a interpretação e a produção textual. - “[...] tornar explícitos mecanismos implícitos de estruturação e de interpretação de textos. Quem escreve ou lê com eficiência conhece esses procedimentos de maneira mais ou menos intuitiva. Explicitá-los contribui para que um maior número de pessoas possa, de maneira mais rápida e eficaz, transformar-se em bons leitores.” (FIORIN, 2011, p. 10) Breve histórico Semântica
diacrônica (Fim do século XIX) “Semântica”: termo utilizado por Michel Bréal em fins do século XIX, mas o intuito era somente investigar as alterações de sentido sofridas pelas palavras, quando analisadas diacronicamente. O objeto de estudo desta semântica era, portanto, apenas a palavra (não a frase, muito menos o texto), e numa perspectiva diacrônica, como dissemos. - Com os trabalhos de Trier, no início do século XX, ganha força uma semântica que ainda tem na palavra seu objeto de estudo, porém não mais sob uma perspectiva diacrônica, mas sincrônica. É nesse sentido que surge o desejo de se estabelecer e analisar o que se chamou de “campo semântico”, “campo conceptual” ou “campo nocional”.

- “Um campo semântico é um conjunto de unidades lexicais associadas por uma determinada estrutura subjacente.” (FIORIN, 2011, p. 14).

- Esse momento do percurso histório da semântica ficou conhecido como Lexicologia, uma vez que sua unidade de base é a palavra, o lexema. Lexicologia - Por volta dos anos 1960, surge a Semântica Estrutural, a qual, espelhando-se no modelo fonológico da língua, partia da hipótese de que às distinções no plano da expressão devem corresponder também mudanças no plano do conteúdo.

- Esse projeto, porém, não se mostrou viável: se na Fonologia todas as unidades que possuem traços distintos recebem formas diferentes de representação, apreender todos os semas distintivos de todas as palavras de uma língua natural é tarefa inviável.

- Não obtendo sucesso as investidas da semântica que permaneceram no âmbito da palavra, os linguistas se voltam para unidades maiores: Ducrot toma o enunciado como objeto de estudo; Greimas, o texto. Semântica
Estrutural (Por volta dos anos 1960 ) (Início do século XX) Restrição


- Uma Semântica deve ser, segundo Greimas:

a) Gerativa, isto é, deve partir do princípio de que o sentido de um texto é apreendido a partir de diferentes níveis de abstração, do mais complexo e mais concreto (nível discursivo) até o mais simples e mais abstrato (nível fundamental).

b) Sintagmática, ou seja, deve partir de um texto existente - o qual, portanto, pertence ao eixo sintagmático, e não ao paradigmático -, tomado como um todo de significação, já que seu sentido não é simplesmente as somas dos sentidos das palavras ali postas ou das frases ali inseridas.

c) Geral, isto é, um mesmo plano de conteúdo pode ser expressado por diferentes planos de expressão, por exemplo, para se responder a quem nos pergunta se estamos bem, podemos dizer “tudo bem” ou simplesmente levantarmos o polegar, em sinal de positivo: ambas as expressões estão a serviço de um mesmo conteúdo.
Prerrogativas atuais da Semiótica Discursiva: Inspira-se na associação feita por Tesnière, com base na qual a frase pode ser vista como um espetáculo. Um exemplo simples: na frase "Mário presentiou Pedro", podemos descrever uma encenação em que há personagens, objetos circulando entre esses personagens e, sobretudo, mudança de estado: existia alguém sem presente que agora está com um presente. A frase é um processo, uma narrativa. Greimas inspirou-se com isso. Aproveitou o modelo de análise da narrativa de Vladimir Propp , aprofundou-a e lançou sua própria teoria narrativa, cujos elementos conceituais mostraram ser possível uma abordagem sintáxica do texto integral. (TATIT, 2002). “[...] procura descrever e explicar o que o texto diz e como ele faz para dizer o que diz.” (BARROS, 2011, p. 7) “Atualmente, os estudiosos da linguagem começam a desenvolver uma série de teorias do discurso em que se mostra que existe uma gramática que preside à construção do texto. Assim como ensinamos aos alunos, por exemplo, a coordenação e a subordinação como processos de estruturação do período, é preciso ensinar-lhes a gramática do discurso, para que eles possam, com mais eficácia, interpretar e redigir textos.” (FIORIN, 2011, p. 10) Percurso gerativo do sentido - Conceito fundamental para a Semiótica Greimasiana;
- A apreensão do sentido de um texto se dá a partir de sua leitura em diferentes níveis de abstração (do mais concreto e complexo ao mais simples e abstrato);
- Cada um desses níveis é passível de uma análise relativamente independente, ainda que o sentido do texto dependa da relação entre os três patamares. - Ao patamar mais concreto e portanto menos abstrato do percurso gerativo do sentido dá-se o nome de nível discursivo: é o mais ligado às figuras presentes no texto, aos efeitos de sentido alcançados (e através de que mecanismos, de que maneiras de dizer esse efeitos são alcançados), é o nível, enfim, em que mais se atenta não ao dito - mas ao dizer (FIORIN, 2005, p. 32).

- A sintaxe narrativa não satisfazia a Greimas. Apesar de esse modelo ter se mostrado eficiente para entendermos a organização sequencial da linguagem, não era suficiente como "modelo semiótico". Pretendendo que sua teoria fosse mais abrangente, Greimas criou o percurso gerativo do sentido, um modelo que explica como o sentido é produzido e lido desde sua forma mais abstrata, fazendo um percurso até que se manifeste em alguma linguagem. O segundo patamar é o narrativo, momento em que o texto, segundo Barros (2011, p. 16), é visto "[...] como uma sucessão de estabelecimentos e de rupturas de contratos [...], de que decorrem a comunicação e os conflitos entre sujeitos e a circulação de objetos.". Nível narrativo - E o terceiro e mais abstrato dos níveis é o fundamental, momento em que o texto se resume a um conteúdo mínimo, a uma oposição básica (categoria semântica): é com base nesse nível que dizemos que um filme fala de amor, que um romance trata da liberdade etc. Nível fundamental Nível discursivo "Space": palavra latina usada para designar simplesmente "tipos",categorias. - O processo de restrição explica como determinada palavra que antes era mais abrangente semanticamente passa, através do uso, a designar apenas alguns significados mais específicos.
- Através do processo de restrição, já na Idade Média "space" passou a ser utilzada para designar apenas quatro espécies de ingredientes então comercializados: açafrão, canela, cravo-da-índia e noz moscada. Hoje, no Brasil, o termo, que sofreu alterações morfológicas e se tornou "especiaria", significa, segundo os próprios livros de História, um nome genérico de drogas aromáticas e condimentares (cravo, canela, noz moscada). BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria semiótica do texto. 5. ed. São Paulo: Ática, 2011.

FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do
discurso. 15. ed. São Paulo: Contexto, 2011.

________________. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, espaço e tempo. 2. ed. São Paulo: Ática, 2005.

TATIT, Luiz. Abordagem do texto. In: FIORIN, José Luiz. (Org.). Introdução à Linguística: objetos teóricos. São Paulo: Contexto, 2002. p. 187-190. Referências bibliográficas
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