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A "obrigação", segundo Dwight Furrow

Síntese do capitulo 04 do Livro "Ética, Conceitos-chave em Filosofia", de Dwight Furrow, apresentado na cadeira de Ética Geral I da Faculdade de Filosofia do IDCt
by

José Santos

on 28 December 2013

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Transcript of A "obrigação", segundo Dwight Furrow

“Ética Conceitos-chave em Filosofia”
-Obrigação-
Dwight Furrow A moralidade nos faz exigências. Nosso mundo moral está amplamente povoado com obrigações. Alunos
Professores
Amigos
Trabalho
Filhos
Cônjuge Obrigação moral, ou dever: é uma exigência moral que leva um indivíduo a fazer ou não fazer alguma coisa. O problema filosófico é compreender o que são as obrigações e identificar suas origens. Dois traços que uma teoria das obrigações deve explicar:

1) É muito difícil de fugir de obrigações.

2) Deve haver alguma autoridade. 1) É muito difícil de fugir de obrigações.

Somos inescapáveis por necessidade:

a) Lógica
A razão demonstraria que há uma e somente uma linha de ação disponível, que a ação seria logicamente necessária

b) Psicológica
Da perspectiva da integridade como um ser moral (os comprometimentos mais profundos, que fazem do sujeito quem ele é), o sujeito deveria cumprir a promessa, caso contrario, contrariando-se a si mesmo, perderia o sentido do que ele é. 2) Deve haver alguma autoridade.

O que exige a nossa obediência no que diz respeito à moralidade?
Deus, natureza humana (utilitarismo), razão (deontológica kantiana) ou contrato social? A TEORIA DO CONTRATO SOCIAL “Exite uma longa tradição em filosofia que rejeita qualquer tentativa de basear a moralidade em fatos sobre a natureza humana ou sobre a razão, porque não parecemos poder concordar sobre quais fatos sejam os mais importantes” (FURROW, 2005) Contratualismo – Os acordos entre pessoas seriam justificados se feitos livremente (segundo o imperativo categórico kantiano) e os princípios morais seriam baseados no fato das pessoas concordarem ou não com esses princípios. A autoridade moral da obrigação está no fato da escolha, e essa seria a fonte da autoridade moral. John Rawls (1921-2002), desenvolveu a teoria contratual contemporânea mais influente.

Tentou determinar o tipo de contrato social com o qual todos pudessem concordar.

Para expor sua teoria utiliza-se de dispositivos hipotéticos criando termos como situar-se numa “Posição original” usando o “Véu da Ignorância” que gera, entre outros, o “Princípio da Diferença” O “véu da ignorância” teria função de mostrar a quais acordos poderíamos chegar se ninguém fosse coagido.
Se num grupo, ninguém souber o status econômico e social do outro, as pessoas concordariam com parcelas iguais de liberdade para todos – quando não se sabe que é membro de um grupo minoritário ou majoritário, advoga-se liberdades iguais e parcelas mais ou menos iguais de bens econômicos. De outro modo, se correria o risco de ter a liberdade e os bens diminuídos. Contrapontos:

Embora as teorias contratualistas identifiquem claramente a fonte da autoridade moral, o sentido no que as obrigações são necessárias fica menos claro.
Há custos pela opção de sair de um contrato social.
Há algumas obrigações que engajam o sujeito sem ele as ter escolhido, não há como escapar.
O contrato de Rawls é hipotético e ninguém concorda ou confia em acordos hipotéticos. OBRIGAÇÕES E RELACIONAMENTOS A ética do cuidado nos auxilia a responder esta questão, a despeito de podemos ter relações com pessoas que não nos interessam e pelas quais não temos cuidado.

A obrigação estaria, portanto, enraizada em sentimentos de ligação com pessoas com as quais nos preocupamos, e que estamos próximos. O que explica então a autoridade moral de obrigações e a impossibilidade de se escapar delas? Não poderíamos escapar das obrigações porque os relacionamentos estão profundamente arraigados em nosso modo de vida e evocam extensas respostas de cuidados e comprometê-las causaria sofrimento. Nós cumprimos as promessas feitas àqueles que amamos porque, se não o fizermos, a confiança da qual tais relacionamentos depende ruiria.
No entanto temos obrigações com as quais não somos íntimos e temos obrigações com não-pessoas igualmente. Como a ética do cuidado explicaria essas obrigações, como por exemplo, a questão dos Direitos Humanos.
Que forças estariam atuando nestes casos? Utilitarismo, deontologia, teorias contratualistas, ou ambas? Inconsistências:

1) São todos os seres humanos dignos do mesmo respeito simplesmente porque são humanos?
( ) sim ( ) não
2) Alguma pessoa em particular tem mais valia que outras?
( ) sim ( ) não Exemplo:

No pátio vizinho vejo uma criança solitária caindo numa piscina profunda - a obrigação seria de salvá-la?

Na televisão vejo crianças num continente distante que vão morrer de fome - a obrigação seria de depositar dinheiro com o cartão de crédito na conta de alguém para que compre comida para elas, e então as salve? Outras perguntas:

No caso da criança na piscina, caso fossem dezenas de outros adultos presenciando, tomaria eu a iniciativa?

A questão aí estaria ou na proximidade ou no ato de um esperar pela ação dos outros?

Na TV eu sei que outros podem estar assistindo o mesmo canal de televisão, seria por isso que eu não tomaria iniciativa de salvá-los? Seria pelo fato de estarem do outro lado do mundo?
E se fosse um filho meu que eu estivesse vendo pela televisão?
E se fosse um filho meu que eu nunca tivesse visto ou tido interação?

Qual a diferença entre “obrigação” e um “ato incitado pela emoção”? A questão da proximidade (distância geográfica) não teria qualquer relevância segundo o filósofo inglês Soran Reader (1963-2012)

Segundo Soran, relacionamento significa qualquer relação entre um agente e uma coisa mais.

Uma “conexão real” é aquela em que há algum tipo de contato ou presença entre duas coisas que são relacionadas, algo que mantenha unida essa conexão deve ser do conhecimento do agente. É importante salientar que o simples compartilhamento de propriedades não é suficiente para estabecer um relacionamento. Assim, morar na vizinhança, ser da mesma raça, acreditar na mesma ideologia, ser do mesmo time de futebol, compartilhar de uma habilidade, não constituem relacionamentos. Não há relacionamento com uma pessoa que nunca encontrei, independentemente de quantas características possamos ter em comum. Mas a participação em festas de grupos, a afiliação a clubes, o trabalho para um candidato político, ou o trabalho junto a um escritório, (ou os estudos de filosofia no IDC), de fato, constituiriam relacionamentos. E os estudos de filosofia nos cursos on line, ou chats e redes sociais como facebook? Também seriam fontes de relacionamentos e gerariam obrigações? Qualquer coisa relacionada pela interação, desde um animal de estimação até uma bicicleta gerariam obrigações.
O graus distintos de força e conteúdo da obrigação vão variar dependendo da NATUREZA do relacionamento.

Quando obrigações entram em conflito, a obrigação enraizada no relacionamento mais completo tem a precedência, embora essa prioridade possa ser sobrepujada quando outra é julgada mais importante ou premente. “Além disso, devo salientar que em um mundo cada vez mais interligado e interdependente, aumenta o potencial para relacionamento com pessoas distantes. Uma ambiguidade, do ponto de vista de Reader, é que não está claro se uma dependência mútua conta como relacionamento” (Furrow, Dwight) Mas enfim, porque os relacionamentos fazem com que surjam obrigações? Os relacionamentos nos ajudam a lidar com a nossa vulnerabilidade, com a fragilidade da vida humana.
Somos unidos em relacionamentos que nos permitem lidar com a vulnerabilidade. O significado ético surge a partir do reconhecimento de nossa fragilidade e limitações - os muitos modos em que somos vulneráveis. O imperativo moral provém do reconhecimento profundamente arraigado de que somos vulneráveis, e somente os relacionamentos podem nos permitir lidar com a nossa vulnerabilidade.

As emoções são extraordinariamente sensíveis na detecção de vulnerabilidades. Uma parte do que seja tornar-se uma pessoa melhor seria aprender a lidar com as vulnerabilidades. VULNERABILIDADE E OBRIGAÇÕES Dado o papel da vulnerabilidade, estamos agora em condições de compreender uma fonte de necessidade moral - uma razão pela qual não podemos nos escapar das obrigações. Se os relacionamentos dão origem a obrigações, as obrigações terminam quando o relacionamento acaba? A resposta a essa questão dependeria da obrigação específica que está em pauta. Talvez a objeção mais séria às obrigações de relacionamentos seja a de que algumas obrigações parecem ser independentes de relacionamentos, especialmente obrigações de promover bens tais como a justiça social. OBJEÇÕES A OBRIGAÇÕES DE RELACIONAMENTOS OS LIMITES DA OBRIGAÇÃO Temos obrigações de manter relacionamentos?

Existem obrigações obrigatórias? Pessoas e coisas com as quais mantemos um relacionamento fazem uma exigência sobre nós. Caso haja tal obrigação de manter relacionamentos, o que devemos fazer em relação a relacionamentos que nos são danosos ou que não nos interessam mais? A ética do cuidado RECOMENDA que devotemos energia e atenção para manutenção de relacionamentos.
Mas esta recomendação não se baseia em uma obrigação.
Na medida em que nossos relacionamentos nos impedem de ter uma vida significativa e próspera, temos boas razões para encontrar novos relacionamentos, embora alguns relacionamentos sejam tão centrais à nossa concepção de vida significativa, que são difíceis de serem descartados. Porque precisaríamos assumir demandas com relação a relacionamentos e sua priorização? A resposta estaria na questão da busca pela felicidade, questão do próximo capítulo do livro de Dwight Furrow. O ambiente conectaria pessoas dada a necessidade de compartilhar e distribuir recursos. A conexão real é, portanto, a fonte de obrigações, e qualquer relacionamento constituído por uma conexão real pode ser fonte de uma obrigação.
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