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Alberto Caeiro

Heterónimo
by

Marisa Sobral

on 30 October 2012

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Transcript of Alberto Caeiro

Biografia Recursos estilísticos Análise da estrutura interna Identificação do tema:
Para a realização deste trabalho eu escolhi analisar um poema de Alberto Caeiro, o poema que eu escolhi é: "Se, depois de eu morrer". Este poema pertence ao conjunto de poemas de Alberto Caeiro denominado por "Poemas Inconjuntos". Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza.

Alberto Caeiro Alberto Caeiro Neste poema encontram-se alguns recursos estilísticos como:

-Paradoxo

- Anáfora

- Comparação

- Eufemismo . . Heterónimo Nasceu em em 1889, em Lisboa, e morreu em 1915 vitima de tuberculose, mas viveu quase toda a sua vida no campo. Não teve profissão, nem educação quase nenhuma: apenas a instrução primária. era de estatura média, frágil, mas não o aparentava. Era louro, de olhos azuis. Ficou órfão de pai e mãe muito cedo e deixou-se ficar em casa a viver dos rendimentos. Vivia com uma tia velha, tia-avó. Escrevia mal o Português.

Alberto Caeiro apresenta-se como um simples “guardador de rebanhos”, que só se importa em ver de forma objectiva e natural a realidade, com a qual contacta a todo o momento.

Para Caeiro, “pensar” é estar doente dos olhos. Ver é conhecer e compreender o mundo, por isso, pensa vendo e ouvindo. Recusa o pensamento metafísico, afirmando que “pensar é não compreender”. Ao anular o pensamento metafísico e ao voltar-se apenas para a visão total perante o mundo, elimina a dor de pensar que afecta Pessoa.

Vê o mundo sem necessidade de explicações, sem princípio nem fim, e confessa que existir é um facto maravilhoso; por isso, crê na “eterna novidade do mundo”. Para Caeiro o mundo é sempre diferente, sempre múltiplo; por isso, aproveita cada momento da vida e cada sensação na sua originalidade e simplicidade. "Se, depois de eu morrer" Análise da estrutura externa Número de estrofes:
Este poema é composto por três estrofes Número de versos por estrofe:
A primeira estrofe é composta por quatro versos a que se dá o nome de quadra, na segunda estrofe encontra-se uma oitava, e a terceira e última estrofe que é um terceto Esquema rimático
O esquema rimático presente neste poema é:
ABC, ABCDEFGH, ABC Rima / Tipos de rima
Neste poema não se verifica qualquer tipo de rima, logo dá-se o nome de verso solto Métrica
Quanto à métrica, esta é irregular, ou seja neste poema não existe regularidade Se, depois de eu morrer

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, A
Não há nada mais simples. B
Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte. C
Entre uma e outra todos os dias são meus. D

Sou fácil de definir. A
Vi como um danado. B
Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma. C
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei. D
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver. E
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras; F
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento. G
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais. H

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança. A
Fechei os olhos e dormi. B
Além disso fui o único poeta da Natureza. C

Alberto Caeiro Divisão do poema em partes lógicas:
Este poema pode-se dividir em três partes lógicas:A primeira parte é composta pelos três versos da primeira estrofe. A segunda parte é o último verso da primeira estrofe e a segunda estrofe completa A terceira e última parte é composta pela terceira e última estrofe. Resumo de cada uma das partes
Na primeira parte, o sujeito poético introduz o poema com a definição da sua biografia.
Na segunda parte o poeta faz o desenvolvimento e explica como foi a sua vida, sem complicações, sem problemas e sem pensamentos mas sim vivida com os sentidos.
Na terceira e última parte Alberto Caeiro conclui o poema revelando que após a sua morte, será recordado como o "único poeta da natureza". Caraterização do sujeito póetico / sentimentos do "eu" poético
Sou fácil de definir", diz ele. E na realidade é mesmo, porque viu como um "danado", ou seja, foi essencialmente um observador da realidade. Não amou com sentimento, nem desejou cegamente. Nem s ouviu só por ouvir. Compreendeu a realidade das coisas serem diferentes umas das outras - sem ligação entre si, ou seja, sem significado. Compreendeu com os olhos e nunca com o pensamento.

O mesmo é dizer que Caeiro não quis pensar. Só quis ver. E isso impediu que ele tivesse uma vida como os outros tinham, pois ele é apenas um contemplador, não agiu, não interferiu com a realidade exterior. Aspetos relacionados com a linguagem: Discurso em verso livre, em estilo coloquial e espontâneo. Proximidade da linguagem do falar quotidiano, fluente, simples e natural;

Utiliação de frases longas e repetitivas, estando constantemente a interrogar-se, comentando as suas próprias afirmações, como se estivesse a falar com alguém;


Ausência de preocupações estilísticas;

Utilização de enumerações próprias, de quem anda pela natureza e descreve de forma simples tudo o que vai vendo; Predomínio do presente do indicativo; Impressão de leitura
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