Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

O PAPEL DO PSICÓLOGO NAS INSTITUIÇÕES DE ACOLHIMENTO

No description
by

Thyene Livramento

on 24 October 2016

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of O PAPEL DO PSICÓLOGO NAS INSTITUIÇÕES DE ACOLHIMENTO

Trajetória Histórica
Psicologia e Políticas Públicas
Viabilizar as potencialidades do indivíduo, junto com a sua subjetividade, para que ele se considere como um ser social de direitos.

Proporcionar um lugar de escuta para que eles possam reivindicar seus desejos no contexto micro para então reivindicarem para o macro.

Desenvolver práticas que visem garantir a existência do adolescente enquanto ser político, compreendendo que ser político está vinculado com a ideia de que o outro precisa expressar a sua opinião a respeito do contexto que vivencia, tendo assim, a possibilidade de resistência (FOUCAULT, 1996).

Acadêmica:
Thyene Dutra Livramento

O PAPEL DO PSICÓLOGO NAS INSTITUIÇÕES DE ACOLHIMENTO
Constituição da República Federativa do Brasil
Mecanismos legais foram pensados a fim de impedir as negligências do Estado sobre o cidadão.
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
Lei regulamentou o artigo 227, no qual é dever do Estado garantir à criança e ao adolescente o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, tal como proteger e isentar os adolescentes a qualquer tipo de negligência, discriminação, exploração, violência e opressão (BRASIL, EC nº 65/2010).

Instituição Total




Abrigo Institucional
Todavia, este novo modelo ainda carrega
estigmas sociais
associados ao antigo modelo de Instituições Totais, na maneira em que no Abrigo Institucional existe uma construção subjetiva do que ele representa, sendo um lugar de abandono, tristeza, e de vidas que já são fracassadas, por não terem recebido o afeto vindo do padrão hegemônico familiar (NASCIMENTO et al, 2010).

Deste modo, os adolescentes abrigados são estigmatizados, não são vistos como os ditos “normais” fazendo parte então, de uma classe inferior dos seres humanos (AYRES et al, 2010). Esta lógica está presente desde a história dos adolescentes, na medida em que, inicialmente a Lei referia-os como menores, já os colocando em um lugar inferior.

A não escuta do adolescente sobre sua história de vida, suas angustias, medos e frustrações acarreta, segundo Marin (1999 apud ARPINI, 2003), vários impeditivos para o adolescente elaborar o seu passado, acabando assim na repetição das violências sofridas.
Este fato ocorre por conta de os adolescentes já possuírem uma identidade estereotipada, onde remetem questões de exclusões, e que se tem por ideia que ao substituir estas referências, esses adolescentes são capazes de se adequar socialmente. Diante disto, as intervenções são voltadas ao esquecimento do passado, o que acarreta na remoção de suas marcas históricas, vivenciando assim outra violência, a violência do silêncio (CINTRA; SOUZA, 2010).

Os adolescentes têm que se desfazerem de seu passado, para assumirem novos valores considerados socialmente adequados, ou seja, “o passado ocupa o lugar da inadequação, cujo o afastamento se faz necessário para que se atinja a adequação, um lugar social de reconhecimento” (CINTRA; SOUZA, 2010 p.815).

LITERATURA
Formação predominantemente clínica e individualizada




Necessidade prática de uma atuação interdisciplinar e social

Nortear sua prática para intervenções sociocomunitárias;



Na prática, seria direcionar o foco para o desenvolvimento de uma competência social, ao invés de privilegiar o sofrimento individual.



Nos moldes atuais de puro assistencialismo, não tem lugar para cuidados ligados à afetividade ou construção de vínculos, ou mesmo para uma vida comunitária ativa dentro dos muros das instituições, quem dirá fora dela. Muito menos para a introjeção de regras sociais, uma vez que o estigma predominante é o do não-lugar, da invisibilidade.

STEGANI, Mônica Marcondes . O papel do psicólogo nas instituições de acolhimento de crianças e adolescentes sob custódia judicial e em situação de vulnerabilidade social.
Faculdade de ciências, educação e letras.

TRABALHO DO PSICÓLOGO
CRIANÇAS: Atividades lúdicas e dinâmicas de grupo que possibilitem a expressão e o autoconhecimento, bem como o debate sobre questões variadas.

FAMÍLIA: visitas domiciliares, em geral acompanhadas de um assistente social, no intuito de recuperar os laços e as condições familiares para favorecer uma reaproximação da família com a criança (AGUIAR E COLS, 2007). No entanto, na prática existe muita resistência da família na aceitação das orientações, principalmente porque o psicólogo nestes casos identifica e aponta tudo o que deve ser feito para a reintegração familiar.

EQUIPE TÉCNICA: Atua no treinamento e desenvolvimento dos colaboradores através de dinâmicas de grupo que contribuam para facilitar o manejo das atividades diárias da casa-abrigo.

STEGANI, Mônica Marcondes . O papel do psicólogo nas instituições de acolhimento de crianças e adolescentes sob custódia judicial e em situação de vulnerabilidade social. Faculdade de ciências, educação e letras.

AGUIAR, Oscar Xavier de et al. CASA ABRIGO: Possibilidade de atuação para o psicólogo.
Revista científica eletrônica de psicologia.
Ano V - n 9. Nov. 2007. Disponível em http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/I4x527DLReirAvi_2013-5-10-16-19-27.pdf acessos em  17  out.  2016.

ROTONDARO, Daniela Pacheco. Os desafios constantes de uma psicóloga no abrigo. Psicol. cienc. prof.,  Brasília ,  v. 22, n. 3, p. 8-13, set.  2002 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932002000300003&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  15  out.  2016.

Junto com uma educadora, realizou-se o correio interno para estimular as relações e o uso da escrita.

Concurso de Talentos que teve duas fases: concurso de redação e de desenho. Procuraram descobrir os desejos e motivações das crianças abrigadas.
Quanto ao trabalho clínico institucional, a psicóloga aponta que tem sido um desafio, pois é muito difícil lidar com a intersecção da postura terapêutica e a postura educativa, que o papel dela dentro daquela instituição implica.
ROTONDARO, Daniela Pacheco. Os desafios constantes de uma psicóloga no abrigo. Psicol. cienc. prof.,  Brasília ,  v. 22, n. 3, p. 8-13, set.  2002 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932002000300003&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  15  out.  2016.
DESAFIOS À ATUAÇÃO PROFISSIONAL
Trabalho em equipe
À falta de clareza das atribuições, contribuições e limites de cada membro da equipe
Falta de recursos
Sobrecarga de trabalho
Rotatividade dos trabalhadores e dos acolhidos

SILVA, Christie Dinon Lourenço da et al . A Psicologia nos serviços de acolhimento institucional e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Pesqui. prát. psicossociais,  São João del-Rei ,  v. 10, n. 1, p. 55-65, jun.  2015 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-89082015000100005&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 15  out.  2016.

O papel do psicólogo não é mais o de técnico que só atua do ponto de vista do conhecimento específico, principalmente dos testes. O papel do psicólogo agora é a atenção na proteção integral, e ele deve considerar a criança e o adolescente sujeitos de sua história, sujeitos de direitos, protagonistas; tem que atuar em rede, interdisciplinarmente (Conselho Federal de Psicologia, 2003).

A prática é interdisciplinar e multiprofissional

Intervenções coletivas, comunitárias e interdisciplinares importantes para o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes institucionalizados, como a promoção do diálogo entre eles, as rodas de conversas e a leitura de livros e a discussão de casos e planejamento entre a equipe técnica.

(ALBERTO, 2008; SILVA, 2015)

AGUIAR, Oscar Xavier de et al. CASA ABRIGO: Possibilidade de atuação para o psicólogo. Revista científica eletrônica de psicologia. Ano V - n 9. Nov. 2007. Disponível em http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/I4x527DLReirAvi_2013-5-10-16-19-27.pdf acessos em 17 out. 2016.
ALBERTO, Maria de Fátima Pereira et al . O papel do psicólogo e das entidades junto a crianças e adolescentes em situação de risco. Psicol. cienc. prof., Brasília , v. 28, n. 3, p. 558-573, set. 2008 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932008000300010&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 17 out. 2016.
AYRES, Lygia Santa Maria et al . Abrigo e abrigados: construções e desconstruções de um estigma. Estud. pesqui. psicol., Rio de Janeiro , v. 10, n. 2, p. 420-433, ago. 2010. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812010000200009&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 05 set. 2016.
BRASIL. Constituição Federal. Art. 227, 13 de julho de 2010. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 05 set. 2016.
BRASIL. Constituição Federal. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm Acesso em: 05 set. 2016.
CINTRA, Ana Lúcia; SOUZA, Mériti de. Institucionalização de crianças: leituras sobre a produção da exclusão infantil, da instituição de acolhimento e da prática de atendimento. Rev. Mal-Estar Subj., Fortaleza, v.10, n.3, p.809-833, set. 2010. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-61482010000300006&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 05 set. 2016.
GOFFMAN, Erving. Manicômios, prisões e conventos. São Paulo: Editora Perspectiva, 1996.
MARQUES, Cecília de Castro e; CZERMAK, Rejane. O olhar da psicologia no abrigo: uma cartografia. Psicol. Soc. Florianópolis , v. 20, n. 3, p. 360-366, Dec. 2008. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-71822008000300006&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 05 set. 2016.
MARQUES, Cecília de Castro e; CZERMAK, Rejane. O olhar da psicologia no abrigo: uma cartografia. Psicol. Soc. Florianópolis , v. 20, n. 3, p. 360-366, Dec. 2008. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-71822008000300006&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 05 set. 2016.
ROTONDARO, Daniela Pacheco. Os desafios constantes de uma psicóloga no abrigo. Psicol. cienc. prof., Brasília , v. 22, n. 3, p. 8-13, set. 2002 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932002000300003&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 15 out. 2016.
SILVA, Christie Dinon Lourenço da et al . A Psicologia nos serviços de acolhimento institucional e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Pesqui. prát. psicossociais, São João del-Rei , v. 10, n. 1, p. 55-65, jun. 2015 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-89082015000100005&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 15 out. 2016.
STEGANI, Mônica Marcondes . O papel do psicólogo nas instituições de acolhimento de crianças e adolescentes sob custódia judicial e em situação de vulnerabilidade social. Faculdade de ciências, educação e letras.


Uma das alterações foi a mudança da política de assistência pautada no abrigamento em grandes institutos, em que Goffman (1996) irá definir como Instituições Totais, no qual visava-se uma lógica de
disciplinarização e massificação
exacerbada no tratamento dos corpos, para um novo modelo substitutivo dessas instituições totais.
A proposta do novo modelo, identificado como Serviço de Acolhimento Institucional, é que os adolescentes sejam retirados de ambientes hostis e violentos, de caráter temporário e provisório, e ali tenham a possibilidade da
reestruturação dos vínculos sociais e afetivos
(MARQUES, CZERMAK, 2008).
Grupo de adolescentes:

Biografia de uma pessoa, proveniente de um colégio interno (que mostra as conseqüências da institucionalização e sua “volta por cima”) , o que traz um nível profundo de reflexão.

Gincana sobre higiene, tema revelado de difícil acesso para os educadores e de grande necessidade e que ocorreu com grande motivação.

Letras de música de Rap. Através dessas letras, pode-se perceber o retrato da realidade em que vivem, a desesperança , a falta de perspectivas e o medo desses jovens.
Full transcript