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A Tradução e a questão da Equivalência

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Thaysa Azevedo

on 13 March 2014

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Transcript of A Tradução e a questão da Equivalência

Estruturas de equivalência que pressupõe-se não serem descartadas durante o processo de transferência entre os idiomas traduzidos:
Estruturas de equivalência que pressupõe-se não serem descartadas durante o processo de transferência entre os idiomas traduzidos:
A Tradução e
a questão da Equivalência

Equivalência de conteúdo
Equivalência de estilística
Equivalência formal
Equivalência funcional
Equivalência textual
Equivalência comunicativa
Equivalência pragmática
Equivalência de efeito

Anair Siqueira
Bruno Cosmo
Thaysa Azevedo

Docente: Adauri Brezolin

Com base nas leituras de “Equivalence in translation theory de W. Koller,“Uma teoria linguística da tradução” de Catford e no texto “Tradução e diferença”, concretizamos que a equivalência é o alvo central na tradução, embora a sua definição, relevância e aplicabilidade dentro do campo teórico da tradução tem causado muitas controvérsias, sendo que cada texto tem suas respectivas prioridades e várias interpretações diferentes acerca do conceito de equivalência foram elaborados no decorrer do tempo e dos variados meios de comunicação em que a tradução é feita necessária.
Linguistas e filósofos que abordaram a equivalência em suas teorias
Eugene A. Nida
Desenvolveu o conceito de equivalência dinâmica, aplicado a tradução da Bíblia.
Georges Mounin
Linguista francês que trouxe estudos da tradução para os campos linguísticos e tentou exemplificar este processo com suas teorias de relevância da equivalência para os textos transferidos entre idiomas diferentes.
Wolfram Wilss
Tentou definir com exatidão a determinação a respeito da equivalencia ou não-equivalencia entre termos, porém mesmo com seus critérios cientificos da tradução, a definição concreta permanece imensurável.
John Cunnison Catford
Linguista escocês que trata sobre equivalência textual, sua proposição de regras de tradução, as suas categorias de tradução e a questão da correspondência formal. O estudo de Catford busca encontrar probabilidades de equivalência na tradução.
Cinco regras
É de suma importância estar atento ao emprego estratégico de elementos linguísticos e extralinguísticos, de várias ordens, presentes em qualquer texto, independentemente do gênero textual, e que irão garantir sua coerência e abordagem do conteúdo traduzido.
(Foco do conteúdo na base do texto fonte)
2
Atentar-se ao uso das conotações, como foi muito abordado no semestre passado, a importância do uso de expressões subjetivas que são completamente variáveis entre determinados contextos, cada qual com seu significado expressado no texto fonte que vai além do seu significado literal da palavra, frase ou conceito. (Podendo ser interpretado outras ideias associadas, de ordem abstrata. É o sentido de palavras em um sentido incomum, figurado e circunstancial.)
3
Prioridade ao texto normativo (relacionado à estilística) preservando a linguagem culta ou formal do material traduzido abstendo-se de coloquialismo ou expressões particulares de interpretação.
4
Quem vai ler a tradução, a qual público alvo o texto está direcionado e irá interpretar o texto, aqui deve ser mantido a equivalência da comunicação.
5
A força de expressão e aspecto literal do texto, aqui referindo-se as características individuais do texto origem, como sua forma artística e elaboração cultural, também referente a estilística e conceitos metalinguísticos, na equivalência formal e mesmo na tradução de poesia, deve ser mantido a equivalência das rimas, versos e ritmo.
1
Equivalência Dinâmica e Equivalência Formal
“Cada autor supostamente define de modo objetivo a equivalência, mas acaba por ter de fragmentar o conceito em uma série de categorias, desde “coerência” até “equivalência de tradução”, passando por “equivalência semântica”, “equivalência pragmática” . (Tradução e diferença, Cristina Carneiro Rodrigues pg. 36)
Resumidamente, a equivalência dinâmica é uma questão de conteúdo, e a equivalência formal, como o próprio nome diz, é uma questão de forma.

Na "equivalência dinâmica", o texto traduzido deve transmitir ao seu leitor uma informação semelhante à que o texto original transmitiu ao seu primeiro leitor, em sua língua de origem.

Na "equivalência formal", a forma do texto original deve ser seguida pelo tradutor com a máxima fidelidade possível, muito embora em alguns casos essa fidelidade se reduza ao mínimo.

Em um exemplo de oração isolada de um determinado contexto podemos verificar a amplitude de termos equivalentes para tradução de Inglês para Português
“It’s raining cats and dogs”


Chove a cântaros

Chove torrencialmente

Chove copiosamente

Chove forte

Chove Canivetes

Está caindo um toró
Evidenciamos aqui um processo em que a comutação da oração implica nos resultados distintos e variáveis da tradução mesmo que distinguindo o tempo e a locução verbal que a sentença original é proferida.
"O melhor tradutor há de ser aquele que, em qualquer dos casos, realiza o seu trabalho com um mínimo de perdas, seja quanto ao conteúdo, seja quanto à forma: quanto menos perdas, melhor a tradução."
Problemas teóricos da tradução
“Legitimidade ou ilegitimidade da operação de traduzir”
- Discorre principalmente na tentativa de justificar o “direito que tem a linguística de encarar a tradução como problema de sua alçada”. Problemática não tem prolongamento, pois outras 3 vias se mostram mais produtivas.


1ª Uso instrumental da linguística, para solucionar problemas da tradução, tem como principal nome Eugene A. Nida

2ª Uso da linguística como base para a sistematização da tradução em John C. Catford

3ª Linguística contrastiva, que precisa que a tradução forneça os critérios básicos para a comparação entre línguas. Halliday et al.
Equivalência ou não-equivalência entre termos é uma questão de intuição, não pode ser mensurável.”
Princípios da Equivalência de Eugene Nida
Nida levanta algumas dificuldades que o tradutor encontra em seu trabalho. O simples fato de que as línguas são diferentes já representa um obstáculo ao tradutor. Soma-se a isso o conflito entre forma e conteúdo; geralmente um dos dois tem que ser sacrificado em favor do outro. Igualmente, existe o dilema “letra versus espírito”, em que o tradutor precisa escolher entre o que realmente é dito (a letra), ou em manter o tom da mensagem (o espírito).
A impossibilidade cultural de tradução (não-equivalência)
Há determinados casos em que surgem a impossibilidade de tradução quando traços culturaissão praticamente inexistentes na cultura do idioma em que está sendo traduzido, como o exemplo de uma peça de vestuário japonês, “yukata”, que é uma espécie de roupão do hotel que é emprestado para o hóspede usar em seu tempo de estadia dentro e fora do hotel, esta peça pode ser descrita de várias formas para ficar compreendido dentro do contexto mas não haveria nenhuma tradução equivalente.
Abaixo, uma lista com as 10 palavras consideradas intraduzíveis culturalmente.
1. "Ilunga" (tshiluba) - uma pessoa que está disposta a perdoar quaisquer maus-tratos pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez. *obs.: O tshiluba (também chamado luba-kasai e luba-lulua) é falado na República Democrática do Congo. (Um ditado americano faz referência a este termo mas não pode ser considerado sua tradução: Fool me once, shameonyou; fool me twice, shameon me)
2. "Shlimazl" (ídiche) - uma pessoa cronicamente azarada. *obs.: Ídiche é uma língua da família indo-europeia, pertencente ao subgrupo germânico, tendo sido adotada por judeus, particularmente na Europa Central e na Europa Oriental.

3. "Radioukacz" (polonês) - pessoa que trabalhou como telegrafista para os movimentos de resistência o domínio soviético nos países da antiga Cortina de Ferro.
4. "Naa" (japonês) - palavra usada apenas em uma região do país para enfatizar declarações ou concordar com alguém.

5. "Altahmam" (árabe) - um tipo de tristeza profunda.

6. "Gezellig" (holandês) - aconchegante.
7. Saudade (português) - sentimento nostálgico, sentir falta de alguma coisa ou alguém.

8. "Selathirupavar" (tâmil, língua falada no sul da Índia) - palavra usada para definir um certo tipo de ausência não-autorizada frente a deveres.
9. "Pochemuchka" (russo) - uma pessoa que faz perguntas demais.

10. "Klloshar" (albanês) - perdedor.
A omissão de um artigo no título da obra de Stefan Zweig traduzida para o português pode ter contribuído para distorcer nossa autoimagem nacional
Um x O
É enorme a diferença entre um país do futuro e o país do futuro por excelência. Especialmente naquela hora, em plena Segunda Guerra Mundial, quando a sobrevivência da Europa estava ameaçada. E nós, como "país do futuro", nos enchíamos de orgulho... Perigoso orgulho, no contexto da ditadura getulista.

Talvez esse equívoco tradutório tenha contribuído para deformar nossa autoimagem nacional, criando obstáculos culturais para um verdadeiro avanço em direção ao porvir.
Considerado o mais famoso de todos os textos já escritos sobre o Brasil, “Brasilien, ein Land der Zukunft”, do austríaco Stefan Zweig (1881-1942), tornou-se uma espécie de eterna profecia: somos o país do futuro... desde 1941, quando a obra foi publicada.

Mas façamos uma observação importante. O livro, escrito em alemão, possuía um artigo indefinido no seu título - ein -, deixando claro que não se tratava do único país do futuro que existia. Stefan Zweig nos via como um país do futuro, entre outros.

O problema é que, na primeira edição brasileira, o título surgiu sem o artigo: Brasil, País do Futuro. Aliás, o título em francês também omitia a pequena mas decisiva partícula: Le Brésil, Terre D'Avenir. E igualmente o primeiro título em espanhol: Brasil: País del Futuro.
“É perfeitamente possível ser excelente tradutor sem ter qualquer formação teórica na área de tradução. Por outro lado, toda a prática tradutória está associada a uma postura teórica, ainda que implícita e inconsciente, de modo que a reflexão teórica tem o efeito de tornar o tradutor mais cônscio do que antes, o que só pode fazer bem para a qualidade do seu trabalho.” (BRITTO, 1996, p.468)
Referencias:

KOLLER, W. Equivalence in translationtheory. In: CHESTERMAN, Andrew (ed.). Readings in TranslationTheory. Helsinki: Oy Finn LecturaAb, 1989.

CATFORD, J. C. Uma teorialingüística da tradução: umensaio de lingüística aplicada. Trad. do Centro de Especialização de Tradutores emInglês do Instituto de letras da Pontifícia UniversidadeCatólica de Campinas, São Paulo: Cultrix; Campinas: Pontifícia UniversidadeCatólica de Campinas, 1980.

RODRIGUES, C. C. Linguística e Tradução. In: _____ Tradução e diferença. São Paulo: Editora UNESP, 2000, p. 25-96.
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