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Universidade de Passo Fundo

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by

Luiza Köhler

on 15 February 2016

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Transcript of Universidade de Passo Fundo

Classificação
Depressoras: álcool, ansiolíticos, narcóticos opiáceos (morfina);

Esta paciente precisa de ajuda médica?
Relato de caso
IDENTIFICAÇÃO:
M.S., feminino, branca, 43 anos, doméstica, natural e procedente de Passo Fundo.

QUEIXA PRINCIPAL:
Nervosismo há 2 meses.

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL:
Quadro inicia-se quando Paciente descobre que seu filho é usuário de drogas, desde lá passa a preocupar-se com ele. Relata que tem quatro filhos, três trabalhadores e que ao lavar as roupas de seu filho mais novo, de 14 anos, encontrou uma espécie de cachimbo. Sua filha garantiu que era de “crack”. Desde então, Paciente encontra-se atormentada, passou a cuidar mais do filho e nota que de 6 meses para cá este encontra-se estranho. Paciente diz que pensa no que o filho está fazendo a todo o momento e que isso está lhe prejudicando no trabalho.


REVISÃO DE SISTEMAS:
Na revisão de sistemas, queixa-se de dores em HID no fim do ano, associadas a cálculos biliares já previamente diagnosticados que o cirurgião disse não indicar cirurgia. Fez uso de metroclopramida e escopolamina.

HISTÓRIA FAMILIAR e PESSOAL:
Quatro gestações e quatro partos, todos normais, relato de Hepatite aos 10 anos. Faz uso de ACO há 5 anos. Nunca transfundiu sangue ou hemoderivados.
Mãe viva, sem doença;
Pai vivo, diabético e hipertenso;
Irmãos e filhos saudáveis.

EXAME FÍSICO:
Peso: 50 Kg
Altura: 157 cm
PA: 130 x 80 mmHg
FC: 74 bat/minuto

Seminário Intermodular II
1.Esta paciente precisa de ajuda médica?
2.Como podemos ajudar esta paciente?
3.Qual o diagnóstico desta paciente?
4.Qual deve ser a Hepatite que a paciente teve aos 10 anos? Por quê?
5.Quais são as possibilidades para abordar o jovem?
6.O que é o crack?
7.Quais são os sintomas do uso de crack?
8.Que tratamentos poderiam ser indicados para o filho?
9.Se o filho se nega a tratar-se, temos como ajudá-lo?
10.O que é uso nocivo? O que é dependência?
11.Conceitue tolerância e abstinência,

Universidade de Passo Fundo
Faculdade de Medicina
Professor orientador: Luiz Artur Rosa Filho
Igor Baumgarten
Luiza Köhler
Matheus Ramos
Sara Lunardi
Acadêmicos
Objetivos de aprendizagem
Estimuladoras: cocaína, ecstasy, merla, tabaco, cafeína, CRACK.

Trabalha como doméstica e nega que os problemas familiares tenham atrapalhado seu rendimento, nega tristeza ou cansaço, apresenta dificuldades para alimentar-se (perdeu 2kg nos 2 últimos meses). Sua última consulta foi há 2 anos, tendo feito exames de colesterol, de triglicerídeos e de glicemia, todos normais.
Não nota falta de nada em casa e não imagina como o filho arrume dinheiro para manter-se usando tal droga. Filho nega o uso de substância psicoativa e marido não assume o problema, dizendo que isso é “coisa de piá”.
O filho nega a tratar-se e rechaça a possibilidade de vir a uma consulta. Eventualmente, ameaça a mãe e o pai dizendo que eles não têm nada que se meter em sua vida, e torna-se violento frequentemente.
Paciente tem notado que o filho chega agitado, eventualmente agressivo, relata que algumas pessoas estão atrás dele, que querem matá-lo, a maioria das vezes falando coisas desconexas.

Perturbadoras: LSD, cogumelo, maconha;
O filho de M. S.
Como podemos ajudar esta paciente?
TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada)
Critérios para o diagnóstico
A: Ansiedade e preocupação excessivas por no mínimo 6 meses.

B: O indivíduo considera difícil controlar a preocupação.

C: A ansiedade e a preocupação são acompanhadas de pelo menos três sintomas adicionais, de uma lista que inclui:
inquietação
fatigabilidade
dificultade em concentrar-se
irritabilidade
tensão muscular
pertubação do sono
(apenas um sintoma adicional é exigido em crianças)
Episódio Depressivo Maior (Depressão)
Critérios para o diagnóstico
A: Cinco(ou mais) dos seguintes sintomas devem estar presentes durante o mesmo período de 2 semanas:
Humor deprimido na maior parte do dia (Em crianças e adolescentes pode ser humor irritável)
Interesse ou prazer acentuadamente diminuídos por todas, ou quase todas, as atividades na maior parte do dia
Perda ou ganho significativa de peso sem estar em dieta ou diminuição ou aumento do apetite (Em crianças considerar falha em apresentar os ganhos de peso adequeado)
Insônia ou hipersonia
O QUE É USO NOCIVO?
É definido como um padrão de uso de SPA que está causando dano físico ou mental.(CID-10)
Abuso
Além das consequências físicas e mentais, engloba danos sociais, legais e culturais (DSM-IV)
Classificação Internacional de Doenças
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais
O QUE É SÍNDROME DE DEPENDÊNCIA?
É uma
doença crônica incurável
, mas tratável, definida como o conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamenais e cognitivos no qual o uso de uma substância alcança prioridade na vida do indivíduo.
(DSM-IV)
DEPENDÊNCIA FÍSICA
Indica que o corpo se adaptou fisiologicamente ao consumo habitual da substância, surgindo sintomas quando o uso da droga termina ou é diminuído.(SCHUCKIT, 1995, pp.6)
DEPENDÊNCIA
PSICOLÓGICA
Consiste na ideação que o utilizador desenvolve no sentido de necessitar da substância para chegar a um equilíbrio ou percepção de bem-estar.
(SCHUCKIT, 1995, pp.6)
Diagnóstico:
1)Forte desejo ou compulsão para consumir
a substância;
2)Dificuldade de controlar o consumo a partir de seu início;
3)Estado fisiológico de abstinência quando o uso é interrompido ou reduzido, ou o uso da substância para evitar ou aliviar sintomas de abstinência;
4)Evidência de tolerância, necessitando de maiores quantidades da substância para obter o efeito desejado;
5)Abandono de atividades de interesse em favor do uso da substância;
6)Peristência no uso a despeito de consequências nocivas.
O QUE É TOLERÂNCIA?
É uma necessidade de quantidades progressivamente
maiores para adquirir a intoxicação ou efeito desejado. Ocorre acentuada redução do efeito com o uso continuado da mesma quantidade.
Tolerância Metabólica
É o aprimoramento dos mecanismos de destruição (metabolização) e eliminação da droga, diminuindo, assim, seu tempo de ação sobre o cérebro
Tolerância Funcional
É o desenvolvimento de neuroadaptações, que visam a deixar os neurônios menos sensíveis à ação da droga.
O QUE É SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA?
É o conjunto de sinais e sintomas que ocorre na abstinência total ou na diminuição de consumo de uma substância psicoativa após uso prolongado e/ou em altas doses.
Apresenta três fases:

Crash,
Síndrome disfórica tardia
e
Fase de extinção
.
CRASH
Abuso e dependência: crack.Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo , v. 58,n. 2,p. 138-140,Apr. 2012
1) 15-30 minutos após cessado o uso da droga até oito horas.
Possíveis sintomas: depressão, ansiedade, paranoia e intenso desejo pela droga ,o

craving
ou fissura
.
2) Oito horas após cessado o uso da droga até quatro dias.
Possíveis Sintomas: hipersonia, o indivíduo desperta para ingerir alimentos em grande quantidade.
SÍNDROME DISFÓRICA TARDIA
12 a 96 horas depois de cessado o uso e pode durar de duas a 12 semanas.
Possíveis sintomas: sonolência, desejo pela droga, anedonia, irritabilidade, problemas de memória e ideação suicida.
Fase de extinção
Os sintomas disfóricos diminuem ou cessam por completo e o "craving" torna-se intermitente.
Qual deve ser a hepatite que a paciente teve aos 10 anos de idade?
Hepatite
Processo inflamatório que acomete o fígado
Etiologia mais comum: viral



Hepatite viral aguda
: duração inferior a seis meses
Hepatite viral crônica
: processo contínuo
Dados para o diagnóstico:
Hepatite aguda mais comum
Mais comum na infância
Nunca transfundiu sangue ou hemoderivados

Substâncias que modificam artificialmente a fisiologia do organismo
CRACK
Erythroxylum coca
Cocaína (pó)
refino
Pasta base de cocaína
Cal
Cimento
Querosene
Ác. Sulfúrico
Amônia
Acetona
Soda cáustica
100ºC
Decantação
líquido
sólido
Resfriamento
Efeitos no organismo
Vias aéreas
altas temperaturas
irritação
disfagia
neoplasia
Sistema Respiratório
Sistema Digestivo
náuseas
perda de apetite/inibe fome
flatulência
dor abdominal
diarreia
Rabdomiólise
olhos esbugalhados
ossos da face salientes
braços e pernas finas
costelas aparentes
Lesão muscular causada por meios físicos e químicos, libera no sangue mioglobina
+ Estado Caquético
NEUROTRANSMISSORES
Circuito de Recompensa
Aréa Pré-frontal
Embasamento legal: Lei nº 10.216/01
Como devemos abordar esse jovem?
Há como nos certificarmos de que ele é realmente um usuário?
Diálogo!
Precisamos vê-lo.

Informações fornecidas pela mãe
- Encontrou uma espécie de cachimbo. Sua filha garantiu que era de “crack”.

- Conversou com ele e o mesmo negou o uso de substância psicoativa.
- Eventualmente ameaça a mãe e o pai dizendo que eles não tem nada que se meter em sua vida
- Torna-se violento com freqüência.
- O filho chega agitado, eventualmente agressivo, relata que algumas pessoas estão atrás dele, que querem matá-lo, a maioria das vezes falando coisas desconexas.
Como os pais podem identificar um usuário de drogas?
- Atitudes de culpa e reparação.
- Anormalidades comportamentais
- Falta de motivação para realizar suas atividades.
- Necessidade cada vez maior de dinheiro.
- Desaparecimento de objetos de valor ou dinheiro, etc.
- Relacionamento com amigos diferentes;
- Vocabulário.
- Descuido com a higiene pessoal;
- Carrega apetrechos destinados ao uso.
- Resquícios / cheiro da droga entre os seus pertences.
Internação
É obrigatória depois de passadas 72h da internação involuntária;
Pode ser diretamente determinada pelo juíz.
Agitação ou retardado psicomotor
Fadiga ou perda de energia
Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada
Capacidade dimunuída de pensar ou concentrar-se, ou indecisão
Pensamento de morte recorrente(não apenas o medo de morrer), ideação suicida recorrente se um plano específico, tentativa de suicídio ou plano específico para cometer o suicídio.
tosse
dor no peito
dispneia
hemoptise
S.N. Autônomo Simpático
frequência cardíaca
força de contração
adrenérgicos B1
brônquios
dilatação
Olho:
Pupila - dilatada
m. ciliar - leve relaxamento

Glândulas: vasoconstrição e secreção leve
nasais
lacrimais
parótidas
gástricas
pancreáticas
Intestino:
Lúmen - peristaltismo e tônus diminuídos
Esfíncter - tônus aumentado
receptores
Fígado: liberação de glicose
Tirosina Dopa

Dopa Dopamina

Dopamina Norepinefrina

Norepinefrina Epinefrina
Hidroxilação
Descarboxilação
Hidroxilação
Metilação
NaHCO3
Conscientizar sua família
Convidá-lo à consulta
1. Criar vínculo
2. Investigar
- saúde física e mental (exame físico)
- comportamento e o relacionamento social e familiar
- ajustamento escolar; sobre seu lazer
- sobre o uso drogas.
3. Exames Laboratoriais
4. Diagnóstico (CID-10)
5. Traçar um plano a ser seguido
Princípios Éticos
Sigilo médico paciente
Quebra do Sigilo
- Se o paciente não segue as orientações
- Se põe sua vida ou a vida de terceiros em risco
- Quando a internação é indicada.


Deve-se lembrar que a internação é um procedimento exclusivamente médico, cabendo nesse caso ao psiquiatra.

Desintoxicação Medicamentosa
Reabilitação Social
Tratamento
Ambiente
Familiar
Ambiente
Hospitalar
CAPS ad 24h
Comunidades Terapêuticas
Voluntária
Involuntária
Compulsória
Ambiente Ambulatorial
Hospitais
Hospitais Psquiátricos
Clínicas
Aceita internação involuntária?
Sistema de Segurança para evitar fuga
Plantão Médico 24 hs
Técnicos de Enfermagem 24 hs
Supervisão de Enfermagem
Acompanhamento médico individualizado
Acompanhamento psicológico individualizado
Farmacêutico
Terapia Ocupacional
Laborterapia
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Sim
Talvez

Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
1. Admitimos que éramos impotentes perante a nossa adicção, que nossas vidas tinham se tornado incontroláveis.
2. Viemos a acreditar que um Poder maior do que nós poderia devolver-nos à sanidade. 3. Decidimos entregar nossa vontade e nossas vidas aos cuidados de Deus, da maneira como nós O compreendíamos.
4. Fizemos um profundo e destemido inventário moral de nós mesmos.
5. Admitimos a Deus, a nós mesmos e a outro ser humano a natureza exata das nossas falhas.
6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
7. Humildemente pedimos a Ele que removesse nossos defeitos.
8. Fizemos uma lista de todas as pessoas que tínhamos prejudicado, e dispusemo‐nos a fazer reparações a todas elas.
9. Fizemos reparações diretas a tais pessoas, sempre que possível, exceto quando fazê‐lo pudesse prejudicá-las ou a outras.
10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
11. Procuramos, através de prece e meditação, melhorar o nosso contato consciente com Deus, da maneira como nós O compreendíamos, rogando apenas o conhecimento da Sua vontade em relação a nós, e o poder de realizar essa vontade.
12. Tendo experimentado um despertar espiritual, como resultado destes passos, procuramos levar esta mensagem a outros adictos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades

Os 12 Passos
Terapia Familiar
Grupos de Apoio
Durante e Pós tratamento
Terapia Cognitivo Comportamental
Crenças Centrais
- facilitadoras
- de expectativas positivas
Crenças Intermediárias
Estratégias Compensatórias
(DSM-IV)
(DSM-IV)
E quanto ao filho da paciente?
- Curiosidade
- Condições socioeconômicas desfavoráveis
- Características do ambiente doméstico
- Dificuldades escolares e problemas de adaptação social.


O que levou esse jovem a tomar essa decisão?
Mãe X Filho
Referências
GUYTON, A.C. Tratado de Fisiologia Médica. 12. ed. Rio de Janeiro. Elsevier. 2011.
MACHADO, A. Neuroanatomia Funcional. 2. ed. São Paulo. Atheneu. 2003.
BOTEGA, N.J. Prática Psiquiátrica no Hospital Geral: Interconsulta e Emergência.
DSM-IV-TR: Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais. American Psychiatric Association (2003).
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