Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Medicalização na Adolescência

Trabalho do curso de Desenvolvimento Humano II
by

Thiago Vaz

on 29 June 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Medicalização na Adolescência

Eletiva Interdisciplinar
Medicalização da Vida
PODER
DES
PROTAGONIZAÇÃO

Alguma vez você usou algum desses?
E esses aqui?
E esses outros?
A expressão medicalização é usada na tentativa de transpor questões não-médicas, em questões médicas, ou seja, de levar para a clínica de saúde indivíduos ou grupos aparentemente saudáveis, mas que são diagnosticados como seres que apresentam dificuldades com as práticas políticas e sociais estabelecidas em um contexto sócio-histórico. É justamente com a intenção de encontrar no campo médico as causas e soluções para os problemas sociais e políticos.
(COLLARES C.L.; MOISÉS, M.A.A., 1994).
O que significa o termo medicalização?
A medicalização psiquiátrica na infância e adolescência trouxe inúmeros benefícios em casos adequadamente diagnosticados de transtornos mentais. Possibilitou alívio de sintomas intensamente desagradáveis que prejudicam o desenvolvimento, permitiu mais favorável integração social e minimização de prejuízos para os pacientes. Dra. Juliana Gomes Pereira (http://drajuliana.site.med.br/index.asp?PageName=Medicaliza-E7-E3o-20e-20Psican-E1lise)

A preocupação que estamos destacando, nesse momento, é pelo fato de percebermos, diariamente, que sentimentos como: tristeza, alegria e medo, passaram a ter uma medida tal, que se ultrapassarem certa métrica, considerada como a mesma para uma população, serão transformados de sentimentos legítimos em diagnósticos patológicos e, não raras vezes, as pessoas são medicadas com anfetaminas, estimulantes, dentre outras drogas denominadas de “tarja preta” pelos sérios efeitos colaterais que causam, assim como a dependência. Por exemplo, nessa métrica, chega-se ao cúmulo de estabelecer que é possível chorar a morte de uma pessoa querida por 15 dias, mais do que isso, seria indicativo de um quadro depressivo, passível de medicação. Campanha “Não à Medicalização da Vida” – Conselho Federal de Psicologia
Aspectos positivos e negativos
Os dois lados da história
No Brasil o metilfenidato, substância dada para crianças e adolescentes com a pretensão de diminuir o chamado “déficit de atenção” na escola, subiu de 70.000 caixas vendidas em 2000 para dois milhões de caixas em 2010, inserindo o Brasil no segundo maior consumidor dessa droga no mundo, perdendo somente para os Estados Unidos.

Campanha “Não à Medicalização da Vida” – Conselho Federal de Psicologia
O aumento do consumo
Metilfenidato (nome comercial Ritalina do laboratório Novartis Biociências e CONCERTA do laboratório Janssen Cilag) é uma substância química utilizada como fármaco, estimulante leve do sistema nervoso central com mecanismo de ação ainda não bem elucidado, estruturalmente relacionado com as anfetaminas. É usada para tratamento medicamentoso dos casos de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), narcolepsia e hipersonia idiopática do sistema nervoso central (SNC).
Aumento do consumo de Metilfenidato
A venda crescente de medicamentos tem gerado, inclusive, distorções no meio médico, pois muitos desses profissionais vêm recebendo “brindes” dos laboratórios pela quantidade de remédios de determinada marca que receitam a seus pacientes. A pressão dos laboratórios é tão evidente que, em 2010, o Conselho Federal de Medicina proibiu os médicos de receberem “vantagens materiais” por receitarem determinados medicamentos e voltou atrás em 2012, permitindo que fosse possível oferecer, em troca, uma viagem para Congresso por ano, financiada por determinado laboratório, justificando que é uma “tendência mundial”.
O marketing desenvolvido pelas indústrias tem aumentado e muito o consumo de drogas com base em anfetaminas, as chamadas “tarja-preta” por atuarem diretamente no Sistema Nervoso Central e apresentarem graves efeitos colaterais. Os supostos distúrbios e transtornos têm se proliferado chegando ao ponto de que ações como as apresentadas por adolescentes de caráter contestador, crítico são consideradas como Transtornos de Oposição Desafiadora (TOD).
Campanha “Não à Medicalização da Vida” – Conselho Federal de Psicologia
A indústria farmacêutica
A quantidade de queixas registradas apontam para a escola como maior geradora de demanda

E as principais queixas são:

- Dislexia
- Déficit de Atenção
- Hiperatividade
Transtornos do Humor

É o grupo onde se incluem as doenças depressivas, de certo modo comuns na adolescência, acompanhadas das mais diversas manifestações. Podem apresentar humor deprimido (tristeza) acentuado ou irritabilidade (que por si só pode ser manifestação normal da adolescência), perda de interesse ou prazer em suas atividades, perda ou ganho de peso, insônia ou excesso de sono e abuso de substâncias psicoativas (mais comumente álcool, porém até outras drogas). O tratamento desses transtornos envolve o uso de fármacos (antidepressivos), associados a psicoterapia.

Transtornos Alimentares

Onde se incluem a Bulimia (ataques de "comer" compulsivo seguidos, muitas vezes, do ato de vomitar) e Anorexia (diminuição intensa da ingesta de alimentos). A pessoa demonstra um "pavor" de engordar, tomando atitudes exageradas ou não necessárias para emagrecer, mantendo peso muito abaixo do esperado para ela. O tratamento desses transtornos envolve uma equipe multidisciplinar (psiquiatra, nutricionista), fármacos antidepressivos e psicoterapia, necessitando em alguns casos de intervenções na família.

Transtornos do Uso de Substâncias Psicoativas

O uso de drogas, como é conhecido, é um tipo de alteração de comportamento bastante visto na adolescência. A dependência de drogas, que é o transtorno mais grave desse grupo, manifesta-se pelo uso da substância associado a uma necessidade intensa de ter a droga, ausência de prazer nas atividades sem a droga e busca incessante da droga, muitas vezes envolvendo-se em situações ilegais ou de risco para se conseguir a mesma (roubo e tráfico). O tratamento envolve psicoterapia, educação familiar e alguns fármacos, por vezes necessitando internação hospitalar.
Transtornos de Conduta
Ca
racterizam-se por comportamentos repetitivos de contrariedade a normas e padrões sociais, conduta agressiva e desafiadora. Constitui-se em atitudes graves, sendo mais do que rebeldia adolescente e travessuras infantis normais. Essas pessoas envolvem-se em situações de ilegalidade e violações do direito de outras pessoas. Aparecem roubos, destruição de patrimônio alheio, brigas, crueldade e desobediência intensa como algumas das manifestações. O tratamento envolve basicamente psicoterapia, podendo-se utilizar alguns fármacos no controle da impulsividade desses pacientes. São transtornos de difícil manejo, e muitas vezes necessitam de intervenções familiares e sociais.

Transtornos de Ansiedade

Os transtornos de ansiedade incluem desde a ansiedade de separação e a fobia escolar, condições que ocorrem quase que exclusivamente na infância, até o transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de ansiedade generalizada, estresse pós-traumático, síndrome do pânico e fobias. Pessoas que vivem com um grau muito intenso de ansiedade podem chegar a ter prejuízos no seu funcionamento, por exemplo social, em decorrência dessa ansiedade. Além de causar importante sofrimento físico e psicológico, as conseqüências dos sintomas ansiosos costumam ser desmoralizantes e incapacitantes em mais de uma esfera, como por exemplo social, ocupacional, escolar e familiar. Os sintomas podem iniciar tanto na infância quanto na adolescência , e podem ser tanto primários, quanto secundários ou ocorrerem em comorbidade com outros sintomas psiquiátricos. O tratamento envolve basicamente psicoterapia, podendo-se recorrer a alguns fármacos como coadjuvantes.

Transtornos de Ansiedade
Pessoas que vivem com um grau muito intenso de ansiedade, chegando a ter prejuízos no seu funcionamento, por exemplo social, em decorrência dessa ansiedade. Pode aparecer na adolescência sob a forma de ansiedade de separação, geralmente dos pais, aparecendo em adolescentes que não conseguem manter atividades sem a presença dos mesmos. São extremamente tímidos, e muitas vezes, não conseguem obter prazer em quase nenhuma atividade fora de casa. O tratamento envolve basicamente psicoterapia, podendo-se recorrer a alguns fármacos como coadjuvantes
Vamos diagnosticar?
São apresentados índices absurdos de pretensos transtornos de ordem biológica na população, que destoam da prevalência de todas as doenças da mesma natureza;
Indução ao estabelecimento de relação direta, linear e absoluta entre genética e manifestação da morbidade;
Desconsideração da realidade escolar na compreensão do fenômeno da alfabetização e da escolarização;
Individualização e medicalização das dificuldades vividas pelos sujeitos;
Propostas de PL que relacionam diretamente sua aprovação com a melhoria do atendimento educacional.
Diagnóstico e seus problemas
Embora muito se fale sobre os supostos transtornos como no caso do TDAH, os modelos diagnósticos apresentados são precários e insatisfatórios, por se basearem em questionário, de caráter opinativo, preenchidos por professores ou respondidos pelos pais, denominado SNAP – IV , quando são voltadas para crianças e adolescentes, cujas questões foram extraídas do Manual de Diagnóstico e Estatística – IV Edição (DSM-IV) da Associação Americana de Psiquiátrica. As questões postas para diagnosticar o TDAH são pontuais, destacam aspectos que ressaltam que determinados comportamentos, como os de organização, são sinônimos de atenção, simplificando os aspectos sociais, históricos e culturais que constituem os comportamentos humanos em seus diversos contextos e situações, e que comparecem de forma distinta em diversas faixas etárias, aspecto não considerado no questionário.
A precariedade dos modelos diagnósticos
Os avanços do conhecimento médico e das tecnologias possibilitam diagnósticos mais precoces e precisos, tratamentos mais eficientes, melhoria da qualidade de vida das pessoas; não se esqueça, porém, que o acesso a essas possibilidades é muito restrito. A maioria da população mundial ainda não conseguiu usufruir do conhecimento científico. Por outro lado, uma consequência mais evidente e perversa desses avanços é a amplificação da medicalização para todas as dimensões da vida.
A contemporaneidade, baseada na mudança dos processos sociais e culturais, não contém a inquietação psíquica e busca a artificialização da vida, o que se apresenta através da hiper-medicalização, como se todas as angústias e mudanças de comportamento pudessem ser catalogadas dentro da Classificação Internacional de Doenças (CID10) e houvesse um correspondente antídoto para cada enfermidade.
A força da biociência
A partir do ano 2000, o retorno das explicações organicistas centradas em distúrbios e transtornos no campo da educação para explicar dificuldades de crianças na escolarização. Temáticas tão populares nos anos 1950-1960 retornam com roupagem nova. Não se fala mais em eletroencefalograma para diagnosticar distúrbios ou problemas neurológicos, mas sim em ressonâncias magnéticas e sofisticações genéticas, mapeamentos cerebrais e reações químicas sofisticadas tecnologicamente. Embora esses recursos da área da saúde e da biologia sejam fundamentais, enquanto avanços na compreensão de determinados processos humanos, quando aplicados ao campo da educação retomam a lógica já denunciada e analisada durante décadas de que o fenômeno educativo e o processo de escolarização não podem ser avaliados como algo individual, do aprendiz, mas que as relações de aprendizagem constituem-se em dimensões do campo histórico, social e político que transcendem, e muito, o universo da biologia e da neurologia. O avanço das explicações organicistas para a compreensão do não aprender de crianças e adolescentes retoma os velhos verbetes tão questionados por setores da Psicologia, Educação e Medicina, a saber, dislexia, disortografia, disgrafia, dislalia, transtornos de déficit de atenção, com hiperatividade, sem hiperatividade e hiperatividade.
O retorno das explicações organicistas
A partir do ano 2000, o retorno das explicações organicistas centradas em distúrbios e transtornos no campo da educação para explicar dificuldades de crianças na escolarização. Temáticas tão populares nos anos 1950-1960 retornam com roupagem nova. Não se fala mais em eletroencefalograma para diagnosticar distúrbios ou problemas neurológicos, mas sim em ressonâncias magnéticas e sofisticações genéticas, mapeamentos cerebrais e reações químicas sofisticadas tecnologicamente. Embora esses recursos da área da saúde e da biologia sejam fundamentais, enquanto avanços na compreensão de determinados processos humanos, quando aplicados ao campo da educação retomam a lógica já denunciada e analisada durante décadas de que o fenômeno educativo e o processo de escolarização não podem ser avaliados como algo individual, do aprendiz, mas que as relações de aprendizagem constituem-se em dimensões do campo histórico, social e político que transcendem, e muito, o universo da biologia e da neurologia. O avanço das explicações organicistas para a compreensão do não aprender de crianças e adolescentes retoma os velhos verbetes tão questionados por setores da Psicologia, Educação e Medicina, a saber, dislexia, disortografia, disgrafia, dislalia, transtornos de déficit de atenção, com hiperatividade, sem hiperatividade e hiperatividade.
O retorno das explicações organicistas
O imediatismo acentuado da modernidade implica na busca, pela sociedade, de soluções rápidas, tornando a capacidade de lidar com a angústia, cada vez mais reduzida. Para Freud, a angústia é o motor funcionante para a sustentação da psicanálise. Segundo Bogochvol (2001), os psicofármacos agem, são eficazes, e isto tem importância para a psicanálise, afetando seu campo que tem numerosas intersecções com a psiquiatria. No entanto, a contemporaneidade, baseada na mudança dos processos sociais e culturais, não contém a inquietação psíquica e busca a artificialização da vida, o que se apresenta através da hiper-medicalização, como se todas as angústias e mudanças de comportamento pudessem ser catalogadas dentro da Classificação Internacional de Doenças (CID10) e houvesse um correspondente antídoto para cada enfermidade.
Dificuldades das correntes não-medicalizantes
Este processo de apropriação médica à vida do homem está diretamente relacionado ao fato do Estado transferir legitimamente para os profissionais de saúde e higiene o status de poder e responsabilidade sob os indivíduos do “corpo social”, afim de, adequa-los passivamente para a prática do trabalho; e para o respeito às leis e às ordens sociais previamente estabelecidas de acordo com a ideologia burguesa, e com a lógica capitalista emergente a partir do século 19 no Brasil.
Aqui, duas esferas da sociedade começam a caminhar unidas e a partir de então não se dissociam mais: o saber e a política. É possível enxergarmos assim o Saber médico ganhando um status de Poder (“biopoder” na expressão cunhada por Foucault) sobre os indivíduos constituintes de um território expresso e regulado por um conjunto de regras centrais que acabam influenciando os valores culturais desses mesmos indivíduos; e a ciência alterando o modo de compreender e vivenciar a realidade.
O Estado, o poder e a medicalização
Reconhecimento e promoção da Diversidade Humana como princípio.
Os fenômenos devem ser compreendidos a partir das condições objetivas em que a vida se produz, articulando Política Pública, vida diária , relações indivíduo-sociedade, na produção da subjetividade humana.
Os complexos fenômenos necessitam de referenciais teórico-metodológicos que visem compreender tais fenômenos nas dimensões histórica, social,política e cultural.
Uma nova proposta
II Seminário de Psicologia e Direitos Humanos
A família
A família se constitui como um dos pilares da vida psíquica pois é a base da construção de um modelo relacional que permite criar outras relações, desde amizade, de parentesco, normas, funções, mandatos que são assimilados em cada um de seus membros. Tais identificações não implicam somente na construção cognitiva e de personalidade e formas de demonstrar afetos e emoções, é por intermédio da família que a criança e o adolescente se constrói psicologicamente, passando de um estado de dependente para um estado de individualização , no qual se tornar independente, um indivíduo pronto para viver em sociedade.
Portanto cuidar da criança e do adolescente deve ser um compromisso ético de qualquer sociedade, pretendendo atigir o direito básico de cidadania, devem ter como base oportunidades socio-educativas e um cuidado especial com a saúde mental. Entende-se como um fator decisivo para o desenvolvimento de todo ser humano, o artigo 227. parágrafo 1º, da Constituição Brasileira e o artigo 4º do Estatuto da criança e o adolescente asseguram assistência integral e prioritária à saúde das crianças e adolescente.
Full transcript