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Brainstorm e pensamento criativo

Apresentação para uso no curso de Design Gráfico da UNICID

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Transcript of Brainstorm e pensamento criativo

Brainstorm
e pensamento criativo
PALAVRA
palavra
puxa
Vamos fazer um teste?
Escreva o máximo de palavras que você lembra e que tenham a ver com internet ou com informática.
PELA INTERNET
(Gilberto Gil / Quanta / 1997)
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut acessar
O chefe da Macmilícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus pra atacar programas no Japão
Eu quero entrar na rede pra contactar
Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze tem um videopôquer para se jogar
opostos
se atraem
CERTAS COISAS
(Lulu Santos / Tudo Azul / 1984)
Não existiria som
se não houvesse o silêncio.
Não haveria luz
se não fosse a escuridão.
A vida é mesmo assim:
dia e noite, não e sim...
Cada voz que canta o amor não diz
tudo que quer dizer.
Tudo o que cala, fala
mais alto ao coração.
Silenciosamente, eu te falo com paixão...
Eu te amo calado,
como quem ouve uma sinfonia
de silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
somos feitos de silêncio e sons.
Tem certas coisas que eu não sei dizer...
Arrisco dizer que Lulu Santos começou esta canção pela frase final. A deixa está no título da canção:
Certas coisas
(do álbum Tudo Azul, de 1984). Quem nunca passou por isso: não encontrar palavras para expressar o que se deseja falar?
São muitas coisas que não permitem uma comunicação total entre as pessoas. Uma delas é o fato de que uma palavra possui um significado um pouco diferente para cada pessoa, por conta das experiências de vida que cada um teve, do grupo cultural ao qual faz parte, da faixa etária, classe social, gênero, raça. Expressar verbalmente uma ideia, ou escrevê-la, é escolher a cada momento um certo arranjo de palavras.
E escolher é sempre cruel: certas coisas precisam ser deixadas de lado para que outras possam ser mostradas. Por isso, às vezes, a gente quer dizer uma coisa, mas as frases que vão sendo construídas nos afastam cada vez mais daquilo que se queria expressar originalmente.
Dentro de nós, uma tensão permanente: “nós somos medo e desejo”. Engraçado que tanto um quanto o outro nos fazem ficar sem palavras, ou tagarelar sem noção: “somos feitos de silêncio e sons”. Os sons, mas também o silêncio, são a matéria prima da música: notas e pausas. De caso pensado, o compositor estabelece uma relação entre os dois, combinando-os de tal forma que nascem daí melodia, harmonia e ritmo: nasce uma música, capaz de comunicar a outros seres humanos um sentimento, uma forma de ver o mundo.
Os antigos chineses tinham uma percepção de como as coisas funcionam: yin (escuridão) e yang (claridade).
Para I Ching, que formulou esse conceito, o universo é feito dessas duas energias que interagem. O símbolo é muito sugestivo: um círculo (o todo) dentro do qual uma onda negra avança sobre a branca, ao mesmo tempo que a onda branca avança sobre a negra: movimento contínuo. Interessante que dentro de cada onda há um pequeno círculo da cor oposta: yin contém yang e yang contém yin. Um não pode existir sem o outro: “não existiria som se não houvesse o silêncio, não haveria luz se não fosse a escuridão. A vida é mesmo assim: dia e noite, não e sim...”
Ao contrário da visão do Yin e Yang, entre os legados da filosofia grega está a lógica proposta por Aristóteles, fundada sobre três princípios:
identidade
(todo ser é igual a si mesmo),
não-contradição
(se uma coisa é verdadeira ela não pode ser falsa) e
terceiro excluído
. Muito tempo depois de Aristóteles, outro filósofo, o francês Descartes, como que fazendo a conclusão de seu exercício de duvidar de tudo para achar alguma coisa da qual não era possível duvidar, vai dizer no livro
Discurso do método
da importância das ideias claras e distintas para a construção do conhecimento.
Entre um filósofo e outro, no século 3º d.C., um monge chamado Mani criou uma doutrina – o maniqueísmo – em que misturou conceitos religiosos orientais, principalmente do zoroastrismo e do budismo, com a filosofia greco-romana e o cristianismo. Segundo Marcos Roberto Nunes Costa (2002), o monge estava preocupado em entender como é que existe o mal no mundo – guerras, doenças, miséria – se Deus é bom.
A ideia principal que o maniqueísmo defendia é que existem, no mundo, dois princípios ontológicos (mas não dois deuses): o Bem ou a Luz (representado no sol), e o Mal ou as Trevas (personificado na matéria). No início de tudo, Bem e Mal já estavam presentes; não têm nada em comum, mas se opõem em tudo.
Perceba que Lulu Santos faz uso do recurso chamado paralelismo. Os dois primeiros blocos são construídos a partir da brincadeira com palavras que se opõem: som/silêncio, luz/escuridão, canta/não diz, cala/fala.
Eu, que também sou artista gráfico, recordo da designer americana Robin Williams em
Design para quem não é designer
(1995). Há quatro princípios fundamentais, segundo ela, que orientam o trabalho do artista ao conceber e realizar o projeto gráfico de um cartaz ou uma capa de revista: alinhamento, proximidade, repetição e contraste. O propósito de cada um desses princípios é despertar o interesse do nosso interlocutor.
Na canção, a repetição pode acontecer nos detalhes pequenos das rimas, aliterações e assonâncias, na construção das frases, que a gente chamou de paralelismo, ou ainda na estrutura geral da canção, dividida em blocos que a gente costuma chamar de estrofes e refrão.
Agora, segundo Robin Williams, um dos princípios mais potentes para gerar interesse é o contraste: trabalhar a partir da oposição. Como fez Lulu Santos na canção.
O objetivo do contraste é chamar a atenção. De verdade! Por isso se trabalha com coisas que são realmente diferentes, visivelmente diferentes, de preferência opostas. Quando se usa esse recurso, ou é 8 ou é 80.
Nada de novo
sob o sol
O artista lida com três coisas que estão à mão de todo mundo: percepção, reflexão e expressão. Não que as outras não sejam, mas esta última, particularmente, é possível aprender: posso aprender com outras pessoas ou encontrar e desenvolver por mim mesmo técnicas que ajudem a me expressar com palavras, sons, cores e formas. Só que aquilo que eu expresso é o mundo como eu o percebo e sobre o qual reflito, com suas interligações, com suas raízes, limites e possibilidades.
O escritor e professor Gabriel Perissé (2003) declara que “a arte de ser original, e, concretamente, de escrever de maneira original, consiste na capacidade de repetir o que alguém já disse, de renovar o que alguém já pensou, já expressou, de fazê-lo de uma forma reconhecidamente inédita”. "Há três coisas que nunca voltam atrás", diz um provérbio atribuído aos chineses: "a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida". Um diálogo só é possível quando alguém pronuncia uma primeira palavra. É por isso que Perissé diz que é possível imitar/plagiar de forma criativa: "Podemos utilizar o que é alheio com a liberdade de quem tem esse algo como coisa própria"
Ao analisar as coincidências na criação dos anúncios publicitários, João Carrascoza (2003) afirma que "se por um lado, realmente acontecem com frequência plágios - apropriações conscientes de ideias alheias - no âmbito das mais variadas expressões artísticas, coincidências - semelhanças ou igualdade de ideias - também costumam ocorrer numerosas vezes e a estatística o comprova".

Toda redação, toda criação artística, precisa de um ponto de partida. E tudo pode servir de ponto de partida: ditados populares, gírias, um texto bíblico, o nome de um filme, uma receita de feijoada. "Como a busca do ponto de partida por parte dos redatores se dá no universo da língua", explica Carrascoza, "não é improvável que vários profissionais encontrem o mesmo ponto de partida, ainda que trabalhando com produtos distintos".
Uma vez tendo encontrado um ponto de partida, é preciso transformá-lo, introduzir mudanças, perspectivas individuais, originais. "Quanto mais o redator se distanciar do ponto de partida (lugar comum), sem perder ligação com ele, isto é, quanto mais transformações (em níveis de importância) ele fizer com originalidade, em função do problema proposto em briefing, maior é a possibilidade de chegar a um título criativo (lugar incomum)", conclui Carrascoza.
"Eu defendo o plágio criativo, com o qual 'roubamos' da seara alheia (de autores conhecidos ou não) algo que pode tornar o nosso trabalho mais fértil e promissor", proclama Perissé; "devemos ser tão bons ladrões que ninguém perceba que fizemos com o alheio algo melhor. (...) Usemos o que existe de melhor em cada um dos autores que lemos, acrescentando a esse material a nossa personalidade e produzindo algo original... até para nós mesmos".
E conclui Perissé: "quando plagiamos um grande escritor... não o estamos roubando mas pagando o justo preço da homenagem, porque o grande escritor sempre será grande, e o máximo que pode acontecer é que sejamos maiores do que, originariamente, estávamos destinados a ser antes de imitar um mestre".
Referências bibliográficas
BARROS, Manoel de.
Memórias inventadas: a segunda infância.
(ilustrações de Martha Barros). São Paulo: Planeta, 2006.
BEM, Fernando. Técnica de brainstorm. [disponível em http://www.portalcmc.com.br/tecria_09teste.htm?utm_expid=3316359-3.FZxdyZQER0KaGECuORjePw.1&utm_referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com.br%2F. Acessado em 10/04/2015].
CARRASCOZA, João Anzanello.
Redação publicitária: estudos sobre a retórica do consumo.
(Prefácio de Roberto Duailibi). São Paulo: Futura, 2003.
COSTA, Marcos Roberto Nunes. A metafísica cosmológico-soteriológica dualista maniqueísta. In: Princípios. Natal: UFRN, jan./dez. 2002, p.219-238 (v.9, nn. 11-12).
PERISSÉ, Gabriel.
A arte da palavra: como criar um estilo pessoal na comunicação escrita.
Barueri: Manole, 2003.
SAINT-EXUPÈRY, Antoine de.
Cidadela
(tradução de Ruy Belo). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982 [Disponível em http://pt.scribd.com/doc/18404598/Antoine-de-SaintExupery-Cidadela. Acessado em 26/08/2011].
WILLIAMS, Robin.
Design para quem não é designer: noções básicas de planejamento visual.
7ª ed., São Paulo: Callis, 1995.
por Alfredo Salvador Vieira Coelho
Brainstorm
Essa técnica de resolução criativa de problemas, foi inventada por Alex F. Osborn em 1938, presidente na época de uma importante agência de publicidade norte-americana. O brainstorming (também conhecido como tempestade de ideias) visa facilitar a produção de soluções originais e possui duas fases principais: a produção de ideias, seguida da avaliação das ideias propostas. Tem como princípio básico o julgamento adiado; assim contribui para a produção de ideias, o uso da imaginação e a quebra de barreiras mentais. Desta forma, passa a ser um libertador da criatividade por não existirem situações absurdas.

enuncie o problema em seus termos básicos, concentrando-se em único ponto focal;
não procure falha em qualquer idéia, nem deixe de explorá-la;
procure gerar qualquer tipo de idéia, mesmo que, em um primeiro momento lhe pareça remota ou ridícula; e
dê apoio e estímulo aos demais participantes, o que fará com que o grupo todo vá assumindo atitudes mais livres e menos judiciosas.
As regras básicas do brainstorming:
Adiar o julgamento:
uma a uma as ideias vão sendo pronunciadas e anotadas, mas a crítica (positiva ou negativa) é adiada para uma outra etapa. Esta é a principal regra a ser observada durante qualquer sessão de brainstorming. Durante a sessão, não se elogia, não se critica, não se zomba, nem se faz caretas de julgamento diante de nenhuma ideia. Apenas tenta-se tomar carona ou mesmo reconstruir a idéia do outro, sem porém lhe fazer qualquer referência.
Roda livre:
vale tudo, idéias "loucas" ou cheias de humor são bem vindas, não se deve temer qualquer ideia que venha a cabeça por mais ridícula que possa parecer. Esta liberdade estimula a geração de ideias não somente em maior quantidade mas também com maior diferenciação.
Procure combinar e aperfeiçoar:
além da contribuição individual de ideias, deve-se procurar sugestões de como melhorar as ideias dos outros participantes e como juntar duas ou mais para obter uma melhor.
Procurar a quantidade:
no brainstorming não se está em busca da qualidade, mas sim da quantidade de ideias. Quanto maior o número de ideias, maiores serão depois as probabilidades de encontrar ideias boas. Será mais fácil podar uma longa lista de ideias alternativas do que engordar uma lista magrinha.
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