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NARRATIVAS: EVENTOS E PROCESSOS

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by

Paulo Henrique Duque

on 5 February 2016

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Transcript of NARRATIVAS: EVENTOS E PROCESSOS

Dimensão 2
Teorias senso-comum de como pessoas e coisas funcionam
Teorias populares são inconscientes, estruturas cognitivas automáticas que caractizam o funcionamento das coisas ou que características coisas e pessoas possuem.

Há teorias populares sobre como pessoas são, o que causa o que, quais são os planos e objetivos de alguém, o que e por que pessoas roubam, por que pessoas compram, como interruptores funcionam, o que é a inteligência, como pessoas aprendem, como a política funciona etc.

Parte do que constitui uma cultura ou subcultura é sua coleção de teorias senso-comum e a lógica que trazem consigo nas narrativas. O senso-comum fornece um pano de fundo crucial para a estrutura da narrativa, e são usadas para elaborar a moral e várias outras inferências
Resumo
Eventos são estruturados por metáforas

Eventos apresentam
frames
e parâmetros, relacionam-se uns com os outros, são perspectivados, possuem composicionalidade

A narrativa apresenta dimensões: dimensão moral, dimensão senso-comum, estrutura de
plot
.

Lição de hoje
Os
frames
mais amplos são as narrativas (ou histórias culturalmente dirigidas), que consciente ou inconscientemente nos guiam todo o tempo.

"Narrativas são
frames
que contam histórias .... A narrativa tem propósito, uma moral. É sobre como você deve ou não deve levar sua vida." (LAKOFF, 2008 p 250).
METÁFORAS DE ESTRUTURA DE EVENTO
Projetam inferências de movimentos e manipulação físicos em ações e objetivos abstratos.
Paulo Henrique Duque
Crise na indústria se aprofunda
e dificulta retomada da economia
A indústria brasileira
enfrenta
uma crise histórica e que parece sem fim. O setor
se tornou
uma das principais amarras do crescimento brasileiro, e o que era ruim piorou: nos seis primeiros meses de 2015, a produção industrial
recuou
6,3% e
voltou
ao nível de 2009, quando a economia mundial
se recuperava
da crise financeira internacional.


A produção industrial
tem sofrido
com uma combinação perversa: o mercado externo
dá claros sinais de fraqueza
e
o
interno está parado
. As crises política e econômica
derrubaram
a confiança de consumidores e empresários, o que
estancou
os investimentos. No setor de máquinas e equipamentos – considerado o
coração da indústria
–, a utilização da capacidade instalada está em 65,6%, nível mais baixo desde março de 1999.
“A fraca economia doméstica
está fazendo
com que a crise da indústria
se aprofunde
e
se torne
mais severa”, afirma Rogério César de Souza, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). As previsões mais atuais indicam que o número poderá superar 1 milhão de cortes nesse ano.

O faturamento real médio das companhias
caiu
7% no primeiro semestre e a ociosidade
cresceu
nas linhas de produção. Para ajustar a oferta à demanda, as horas trabalhadas
caíram
em média 8,6% de janeiro a junho.
O Estadão, em 24/8/2015
Luiz Guilherme Gerbelli
& Anna Carolina Papp
EMPRESAS SÃO AGENTES
Indústria Brasileira

AÇÕES ABSTRATAS SÃO AÇÕES FÍSICAS
Enfrentar a crise
Voltar ao nível
Recuar a produção
Derrubar a confiança
Estancar investimentos
Fazer com que a crise se aprofunde
Cair o faturamento, as horas trabalhadas
Crescer a ociosidade


ESTADOS ABSTRATOS SÃO FORÇAS
Crises econômica e política derrubaram a confiança de consumidores e empresários
Confiança derrubada estancou investimentos
A crise se aprofunda e se torna severa

INSTITUIÇÕES SÃO RESISTÊNCIAS
Mercado externo ficou fraco
Mercado interno ficou parado
ASPECTO
A produção industrialtem sofrido
A fraca economia doméstica está fazendo ...
eventos em andamento e estados atuais
O mercado interno está parado
eventos concluídos
A indústria enfrenta
O mercado externo dá sinais de fraqueza
A produção industrial recuou
A produção industrial voltou ao nível de 2009
As crises derrubaram a confiança
A falta de confiança estancou os investimentos
O faturamento caiu
A ociosidade cresceu
As horas trabalhadas caíram

NARRATIVAS
Estruturam a nossa compreensão de mundo e de nós mesmos (LAKOFF, NARAYANAN, 2010).
[
A indústria está em crise, o que fazer?
]

Explicam as estruturas cognitivas compartilhadas de motivação, objetivos, eventos e resultados humanos.
[X age sobre Y]
[X faz com que Z receba Y]
[X faz com que Y se desloque para B]
[X se desloca de A para B]
A estrutura de evento (deslocamento, manipulação e transferência de posse) é projetada metaforicamente em deslocamentos, ações e transferências abstratos.
[O faturamento caiu]
[crises econômica e política derrubaram a confiança]

A língua nos fornece dispositivos para imaginarmos ações (ou estados), objetivos, recursos e resultados contrafactuais.



A narrativa explora as estruturas das ações humanas. Portanto, a análise dessas estruturas é necessária para pensamos sobre a forma e o conteúdo de narrativas.
[As previsões mais atuais indicam que o número
poderá superar
1 milhão de cortes nesse ano].
Uma narrativa é mais do que a mera descrição de eventos. Possui uma estrutura cognitiva de modo que possa se estender ao longo do tempo.

Notícias de jornais, por exemplo, nos fornecem apenas etapas de uma narrativa bem mais ampla.

Narrativas podem estruturar o passado (autobiografia, p. ex.) ou o futuro (expectativas e projeções de ações futuras) e, no presente, podem vincular o passado a expectativas de um futuro.

Elas nos apontam o que é importante e por quê, realçando certas experiências.
A estrutura em realce pode ser

a
complicação
(digamos, uma ameaça),
o
desfecho
(digamos, um apelo à ação) ou
a
resolução
(digamos, uma situação de satisfação).

Narrativas criam empatia e nos projetam para outros espaços e tempos, guiam a formação e a reconstrução da nossa memória e nos equipam com um “eu” autobiográfico.

Elas nos permitem operar no mundo sensivelmente e são fundamentais para construirmos sentidos acerca de nós mesmos.
A descrição de ações humanas precisa ser:

1. Refinada o suficiente para capturar a ampla variedade de eventos e interações possíveis;

2. Sensível o suficiente para se adaptar a um ambiente dinâmico e incerto;

3. Motivada cognitivamente a fim de que humanos possam compreender o texto;

4. Passível de reelaboração para que novos domínios possam se apropriar do que já existe, mas sem alterar os primitivos básicos (compromisso de Lakoff – generalização).


Simulação do frame TRANSAÇÃO-COMERCIAL, a execução em destaque está relacionada ao esquema-X PAGAR, correspondente ao evento TRANSFERÊNCIA-DE-POSSE.
Quais estruturas compõem narrativas e como podemos estudá-las cientificamente?
Eventos têm uma estrutura semântica de
frame



Frames
são estruturas constituídas de
entidades
que desempenham funções (
papéis
).

A relação
tem frame
é um
tipo de ligação
em que
um evento individual
pode apresentar
vários
frames
e
um
frame
único
pode participar de
vários eventos
.

Frames
possibilitam
inferências
sobre
participantes
,
papéis
e
pressuposições
(Chang et al 2002).
Frames
são indexados por
itens linguísticos
:

ENTIDADE: ex.:
substâncias
como
água
,
objetos concretos
como
árvore
,
objetos/ substâncias abstratas
como
liberdade
,
coleção de objetos
como
polícia
,
objetos holísticos
como
natureza
.
PROPRIEDADE: ex.:
azul
ou
forte
RELAÇÃO: ex.:
entre
e
e
PROCESSO: ex.:
correr
ou
dar
ESTADO: ex.: o estado de
ser forte
ou o estado em que
X está entre Y e Z
(CURSO DE) EVENTOS: ex.:
eventos simples
como
X fechou a porta
e
cursos de eventos
como
construir uma casa
.

A estrutura refinada dos eventos é composta por

Estados-chave
(
fases
: ativado, preparado, em andamento, concluído, suspenso, cancelado e parado).

Grafo-dirigido de transições
(parcialmente ordenado) que indica as
possíveis trajetórias de evolução entre esses estados-chave
(
transições
: preparar, iniciar, interromper, terminar, cancelar, repetir, prosseguir e recomeçar).

Cada uma dessas
transições
pode ser
atômica
,
cronometrada
,
estocástica
ou
hierárquica
(com uma estrutura de evento incorporada recursivamente). Cada ramificação na evolução de um evento fornece uma alternativa potencial (variante) para o cenário real.
O
aspecto verbal
(a estrutura temporal dos eventos) distingue eventos:

pontuais (Romário chutou a bola)
durativos (Está chovendo)
télicos (limites temporais definidos: sentar, cair)
atélicos (limites temporais não definidos: jogar, olhar)
periódicos (Acordar)
aperiódicos (Comprar)
controláveis (Escrever)
incontroláveis (Cair)
reversíveis (Descer)
irreversíveis (Tropeçar)
balísticos (ir)
contínuos (deslizar)

Cada tipo de evento se relaciona a
uma estrutura interna específica
que se baseia em um
conjunto de processos primitivos
e
constructos de controle
(sequência, concorrência, escolha, condições etc.).

Esses primitivos especificam uma
ordenação de execução parcial
sobre sub-eventos.
Eventos compostos
podem ser percebidos em
diferentes graus de detalhamentos
usando-se operações de
ampliação
(zoom-in) e
redução
(zoom-out).
Relações entre eventos
A estrutura de um evento básico
Um evento básico é composto por:


um conjunto de
inputs
,
outputs
, precondições, efeitos (diretos e indiretos) e


um conjunto de exigências de recursos (consumir, produzir, compartilhar e bloquear).


Eventos são
ancorados
num
espaço
e num
tempo
e apresentam uma
duração.

CAUSA/ ORIGEM
: o que causou a ação, qual a origem da ação?
João
empurrou a
mesa
para a cozinha.

RESULTADO/ PRODUTO
: qual a consequência da ação, o que a ação produziu?
João
escreveu um
artigo
.

DIREÇÃO/PROPÓSITO:
qual a intenção da ação ou para onde ela é direcionada?
João
chutou a
bola
no
gol
.

NECESSIDADES
(de AGENTE, INSTRUMENTO, PROCESSO, PACIENTE). Quais as exigências para que a ação seja realizada?
João
assassinou um
homem
a
facadas
.

OBJETO/ TEMA
: entidade que sofre a ação, mas não muda seu estado.
O menino entregou o
livro
à professora.
AGENTE/ATOR/EXPERIENCIADOR (em PERCEPÇÃO, COGNIÇÃO, EMOÇÃO ou diferentes tipos de AÇÃO/MOVIMENTO): que realiza a ação deliberadamente.
João
olhou
o cardápio.
João
imaginou
a cena.
João
se alegrou
com o presente.
João
pegou
a pá.
João
andou
até a rua.

POTENCIAL (de AGENTE, INSTRUMENTO ou PROCESSO tais como DISPOSIÇÕES): qual a capacidade de realização, de execução, da ação?
O
motorista
me levou ao supermercado.
O
motociclista
me levou ao supermercado.
Feriu-se com a
agulha
.
Feriu-se com uma
folha de papel
.
Ele
pedalou
até a escola.
Ele
caminhou
até a escola.
Ele
saltitou
até a escola.

• RECURSO (AGENTE do recurso, FONTE do recurso): que meios, instrumentos, o agente prototipicamente dispõe para atingir seu propósito? Qual é a fonte desse recurso?
O
professor avaliou
as redações.
Ela pegou
água no açude
.
PACIENTE (pode se tornar AGENTE): sofre a ação e muda seu estado
João machucou o
homem
, que
foi prontamente atendido
pelo SAMU e
pediu
um copo d’água.

INSTRUMENTO: o que se usa para se realizar uma ação?
João machucou o homem com uma
faca
.

MANEIRA: de que modo a ação é executada?
João esfaqueou
rapidamente
o homem.
João esfaqueou o homem
com a precisão de um cirurgião
.

ENTORNO [SURROUNDING] (FÍSICO, SOCIAL, GENÉRICO e INESPECÍFICO): onde, em que contexto, a ação ocorre?
João esfaqueou um homem
na esquina
.
João esfaqueou um homem
no casamento
.
João esfaqueou um homem
numa esquina
.
João esfaqueou um homem.

Uma teoria detalhada de relações entre eventos possibilita a ativação, desativação ou modificação de relações sequenciais e simultâneas.

Exemplos incluem relações de interrupção, início, retomada, cancelamento, aborto ou término.
Estrutura temporal e trajetórias de evolução detalhadas dos eventos
Perspectivação dos eventos
Processos primitivos
menino
corre
é
forte
moreno
viajou
LIGAÇÕES ENTRE ENTIDADES
(DENTRO DE ESTADOS OU PROCESSOS)
DO EVENTO
estados-chave
Simulação do
frame
TRANSAÇÃO-COMERCIAL, a execução em destaque está relacionada ao esquema-X PAGAR, correspondente ao evento TRANSFERÊNCIA-DE-POSSE.
O chimpanzé comeu a banana
O chimpanzé descascou delicadamente a banana e mordiscou-a graciosamente. Em seguida, meteu-a por completo na boca e, depois de muito esforço, engoliu-a.

Partes e participantes
específicos de um evento composto podem ser
focalizados
,
perfilados
e
enquadrados
(
framed
).
O professor retirou-se da sala irritado.
O professor de Química foi o único que se opôs a minha proposta.
Os meninos do fundo estavam fazendo ruídos estranhos com o objeto que haviam encontrado no pátio.
leu e saiu
ela estudou enquanto Renato estava se divertindo.
ou ele canta ou ele dança
Caminhei até o escritório.
Ele empurrou o bandido que, ao se levantar, apontou a arma, atirou, mas não o acertou. Se tivesse acertado, ele teria ficado gravemente ferido.
Dimensões da estrutura da narrativa


O estudo científico da narrativa necessita de cinco aspectos da estrutura narrativa: As dimensões da estrutura de narrativas básicas (eventos); os princípios composicionais que regem como essas narrativas básicas são combinadas na estruturação de narrativas complexas (roteiros); as metáforas conceituais que projetam estruturas de narrativas básicas em muitos temas - desde contos de fadas a histórias de detetive, a política, a histórias de descobertas científicas etc.; os princípios da pragmática linguística que regem como narrativas complexas são contadas no contexto.


Fábulas e histórias normalmente tem moral. Nós vemos isso abertamente em uma dúzia de fábulas de Esopo. Sua moral é um jeito de compreender o mundo e guia a moral e a vida prática.

Dimensão 1
Sistemas morais e guias para viver
As fábulas de Esopo são todas metafóricas, nomeadamente sobre animais, mas de fato sobre pessoas. A metáfora fundamental é que CARACTERÍSTICAS HUMANAS SÃO INSTINTOS ANIMAIS, e a particularidade das fábulas é que humanos agem como animais, mas com visão, humanos podem fazer escolhas para mudar suas circunstâncias, enquanto animais não podem.
A forma mais básica de moralidade diz respeito à promoção do bem-estar, ao impedimento e à prevenção de danos experienciais ao outro.

Parte do que se entende por bem-estar é ser saudável em vez de doente, rico em vez de pobre, forte em vez de frágil, feliz em vez de triste, revoltado ou doente, realizado em vez de frustrado, limpo em vez de sujo, bonito em vez de feio, experienciar o belo em vez do feio, movimentar-se na luz e não no escuro e conseguir manter-se em pé de modo a não cair.

O oposto disso constitui formas de dano. Ações imorais, por sua vez, são aquelas que privam alguém da saúde, riqueza, felicidade, força, liberdade, segurança, beleza e assim por diante.
A contabilidade financeira busca o equilíbrio financeiro por meio do lançamento da movimentação de perdas e ganhos de riquezas.

A contabilidade moral busca o equilíbrio moral por meio do lançamento da movimentação de perdas e ganhos de bem-estar.
Seus princípios morais são formas de entender o mundo e guias tanto de vida moral quanto prática.
A metáfora fundamental das fábulas é CARACTERÍSTICAS HUMANAS SÃO INSTINTOS ANIMAIS.

Narrativas apresentam uma dimensão moral.

Sistemas de Moral
estruturam
sistemas de narrativas
, levando as narrativas a fornecerem
orientações sobre como viver:
vilões devem ser punidos, heróis recompensados, o herói deve obter sucesso, tragédias resultam em danos para o protagonista e assim por diante.

A metáfora conceitual é fundamental para a constituição dos sistemas morais e para a projeção de narrativas em situações cotidianas.

Dimensão 3
Estrutura de Plot Global
Um plot é uma
cadeia de acontecimentos
.

Narrativas têm uma estrutura organizacional de alto nível que, em casos típicos, é a seguinte:

Papéis de plot genérico (p. ex., Protagonista, Antagonista, Confidentes).

Fundo

Complicação

Evento principal (p. ex., um evento de cambalear, testar, avaliar, decidir e outros)

Clímax (isso é, a resolução)

Consequência

Moral (explícita ou não).

NARRATIVAS
:
EVENTOS E PROCESSOS

Um plano de fundo, papeis do Plot genérico (p. ex., Protagonista e Antagonista), complicação, desfecho, resolução e consequência.

Elementos diversos do
frame
são ordenados de forma linear na lógica conceptual do Plot.

Esses elementos podem ser ordenados de diferentes formas.
Este se encaixa na estrutura do Plot global com conteúdo mais específico: Um tipo de Plot, Papéis do Plot (p. ex., Herói, Vilão e Vítima), uma sequência de Plots e reações emocionais convencionais. Exemplos: Tragédia; Comédia; uma história de herói, uma história de amor, um mistério, uma aventura, ascensão e queda, uma história de sucesso, uma narrativa de desenvolvimento, superação de falhas ou males internos; o mito da origem.

O Tipo de Plot inclui uma
Estrutura Moral
: o vilão deve ser punido, o herói deve ser recompensado, o herói pobre deve se tonar bem-sucedido, a tragédia deve resultar em dano ao protagonista etc. A natureza da Estrutura Moral depende da visão e dos princípios de moral que são adotados em uma cultura.
Mãe e irmãs crueis; o herói problemático ou infeliz; o herói improvável; o herói imperfeito, o homem comum, o órfão; o ajudante; pobres que ficam ricos; o cálice sagrado; uma arma mágica ou secreta; o interesse romântico; o vilão malvado; o capanga cruel (o ajudante do vilão); o ajudante bondoso; o palhaço; o visionário; o dominador; o governante (rei, pai, chefe); o mentor; o amigos fieis; o traidor; a prostituta bondosa; o interesseiro etc.
Conjunção; modificação de subplots; subplots que preenchem papéis do plot; plots de concorrentes que se mesclam; iterações; o plot dentro do plot.
Narrativa com determinados tipos de estrutura, como em Cinderela; Davi e Golias; Jesus; Michal Jackson etc..
De acordo com o ponto de vista, por ex., a escolha da personagem (com quem você se identifica); o plano de fundo etc.
Por ex.: uma instituição que se comporta como um homem pobre que se tornou bem-sucedido; o ataque a um ditador vilão de um país nocivo por um país heroico.
8. Forma de superfície
Dimensão 4
Esquemas de Plot
Plots específicos
preenchem a estrutura geral de plot
de uma narrativa com
conteúdo mais específico
. Os exemplos incluem:

Tragédia, comédia, história de herói, de amor, de detetive, de perseguição, de ascensão e queda, de sucesso, de desenvolvimento, o mito da origem, o resgate etc.

Cada plot específico tem eventos específicos que preenchem as partes da estrutura do plot global; tem que ter um
fundo
(Era uma vez, na eleição de 2014, uma
complicação
(um deputado sem financiamento de empresas concorreu com um deputado da bancada rural), um
evento principal
(o dia da eleição).

Cada plot específico tem papéis de plot, p. ex., herói, vilão, vítima, herói em perseguição, o cálice sagrado do herói, dificuldades ao longo do caminho.

Reações emocionais convencionais para cada plot de evento específico; p. ex., raiva da ação do vilão, ansiedade e receio do encontro do herói com o vilão, alívio e alegria na vitória do herói, satisfação com a consequência.

Dimensão 5
Estrutura do tema (Motif)
Narrativas são normalmente usadas para compreender e descrever a vida de alguém.


Esta ideia foi um lugar comum na psicoterapia desde a descrição do complexo de Édipo de Freud.


Um exemplo recente é o livro de Collette Dowling, o Complexo de Cinderela. Lá ela descreve uma metáfora baseada na estrutura do conto de fadas Cinderela. Cinderela é bonita, boa de coração, esperta e trabalha pesado, mas é oprimida pela situação em que se encontra. Ela é uma criança adotiva oprimida por uma madrasta má e duas irmãs adotivas. Ela não pode escapar da sua situação por conta própria. Ela tem de ser salva por um homem – o príncipe.

Na narrativa da Cinderela que Downling descreve, uma mulher boa de coração, atraente e talentosa vê a si mesma como Cinderela, em situações opressivas, esperando pelo príncipe chegar. Essas pessoas vivem suas vidas pela narrativa da Cinderela.
Narrativas clássicas podem ser aplicadas metaforicamente à vida ou em situações, frequentemente desconhecidas.

Há é o que o estudioso de folclore Stith Thomson chamou de “motifs” (temas). Nossa cultura tem um grande número de temas, a figura de Cinderela é apenas uma, outra é o diabo, incorporando o próprio mal, para atrair pessoas moralmente direcionadas para fazer coisas imorais ao custo de suas almas imortais.

Na literatura, há Fausto e O diabo e Daniel Webster. Na vida real, o tema diabo, um vilão de maldade pura, tem sido usado, de Hittler a Saddam Hussein.
Um tema favorito é o herói com uma falha fatal que o ameaça a, ou faz, lidar com um trágico fim.

Aquiles é o caso clássico: o mais forte, bravo, mais bonito guerreiro grego, cujo corpo é invulnerável exceto por seu calcanhar. Ele vence batalha após batalha, até uma batalha crucial ele é atingido no calcanhar com uma flecha e morre.

A versão moderna é o Superman, que é vulnerável só a Kryptonita, que os vilões almejam possuir.

A falha fatal normalmente aparece no curso de uma perseguição heroica – para derrotar os troianos e resgatar Helena de volta para a Grécia ou para livrar Metrópolis de criminosos.
Tipos convencionais bem conhecidos preenchendo papeis de plots, descritos extensivamente em termos de motif incluem o pai e/ou irmão cruel; o herói imperfeito, o homem comum, o oprimido, o parceiro, a arma secreta ou mágica; um interesse romântico, um traidor (um Judas); o Mal e por aí vai.

Tais escolhas frequentemente vem na base de plots mais específicos. O Mal tenta tomar a alma imortal de alguém em troca de atender certos desejos. A mãe e irmãs cruéis frequentemente vem acompanhadas de uma virtuosa, mas oprimida Cinderala que é salva por um príncipe que reconhece sua beleza e bondade. O oprimido é um herói bondoso que precisa competir com um vilão muito mais poderoso.

Dimensão 6
Variações de narrativa
Narrativas podem variar o ponto de vista, a escolha do protagonista (com que vc se identifica), escolha de uma fim alternativo, paródias etc.


A narrativa pode ser estruturada por variação a partir de narrativas mais tradicionais (por exemplo, a perspectiva da bruxa, do bandido etc.)
Composição do Plot
Princípio

Narrativas complexas são compostas de narrativas elementares.


Subnarrativas conjugadas convencionalmente
, p. ex., o cavaleiro que passa por várias casas do zodíaco até chegar à casa de Athena; o atleta que primeiro perde uma corrida menor, aprende sua lição e vence a corrida seguinte; o herói que, na busca do Cálice Sagrado, derrota uma série de obstáculos. Cada subnarrativa é parte de uma sequencia.

Subplots de modificação
. Na narrativa da Guerra do Vietnan, a história da publicação dos papeis do pentágono é um subplot de modificação, parte da história de como o publico se virou contra a guerra. Subplots de modificação podem desempenhar um papel em um plot maior ou ser usado para exemplificar as característica de um herói, vilão ou vítima.

Subplots em competição.
Uma competição pode ser compreendida através de narrativas elementares concorrentes, onde o herói de uma é o vilão da outra. A narrativa global pode ter alguém como o herói conquistador, com os dois subplots convergindo para o evento principal, a competição do herói e o vilão.

Subplots de motivação
: um subplot que pode motivar o plot principal por reportar alguma vilania o que conduz a uma vingança.

Subplot de antecipação
: um subplot precedente pode ter a mesma estrutura do plot principal, mas com personagens menores. Ou o subplot pode exemplificar a ameaça ao herói no plot. Isso fornece uma ideia de como narrativas complexas se fundamentam em narrativas elementares.

Os princípios composicionais mais típicos
As escolhas do léxico e do arranjo gramatical.

7. Projeções metafóricas
6. Variações pragmáticas
5. Tipos de Histórias
4. Padrões de
Composição de Plots
3. Estrutura de Motif (elementos recorrentes ainda mais específicos para preenchimento dos papeis de um Plot)
2. Tipo de Plot
1. Estrutura de um Plot Global
MORALIDADE É CONTABILIDADE
TRANSAÇÕES MORAIS SÃO TRANSAÇÕES FINANCEIRAS
duqueph@gmail.com
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