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Felicidade clandestina

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by

Lisbela Cardoso

on 21 September 2016

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Transcript of Felicidade clandestina

Exercícios:
Felicidade clandestina
CLARICE LISPECTOR
Características da obra clariciana:
• Prosa introspectiva
• Universo feminino
• Linguagem insólita e metafórica
• Existencialismo
• Temática social
• Linguagem simples
Biografia:
Conto
Felicidade Clandestina
Miopia Progressiva
Restos do carnaval
O grande passeio
Come, meu filho
Perdoando Deus
Cem anos de perdão
•Narrado em 3ª pessoa (onisciente);
•Personagens: Menina ruiva, cachorro e dona;
•Menina sofria por ser a única ruiva em uma cidade de morenos (“Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária”.);
•Sentia-se injustiçada por não ser a dona do cão, pois crera que viera ao mundo para ser dona do basset (“Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária.”);
•Paixão efêmera/ Uso de cores vermelhas ligado a paixão;
•Não podiam ficar juntos, pois eram “comprometidos”;

Tentação
_ Não fala tanto, come.
_ Mas você está olhando desse jeito para mim, mas não é para eu comer, é porque você está gostando muito de mim, adivinhei ou errei?
_ Adivinhou. Come, Paulinho.
_ Você só pensa nisso. Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece.


Nasceu na Ucrania em 10/12/1920
• Mudou-se para o Brasil em 1922 e foi morar com a tia em Maceio
• Em 1925 muda-se para a cidade do Recife, onde Clarice passa sua infância.
• Com 9 anos perde a mãe.
• Em 1937 muda-se com a família para o Rio de Janeiro.
• Ingressa no curso de Direito
• Com 19 anos publica seu primeiro conto "Triunfo" no semanário Pan
• Em 1943 forma-se em Direito e casa-se com o amigo de turma Maury Gurgel Valente.
• Nesse mesmo ano estreou na literatura com o romance "Perto do Coração Selvagem", recebendo o Prêmio Graça Aranha
• Clarice Lispector acompanha seu marido em viagens de carreira. Morou na Inglaterra, Estados Unidos e Suíça.
• Em 1948 nasce seu primeiro filho. E em 1953 o segundo.
• Em 1959 Clarice se separa do marido e retorna ao Rio de Janeiro.
• Em 1960 lança "Laços de Família", livro de contos, que recebe o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro.
• Em 1961 publica "A Maçã no Escuro" pelo qual recebe o prêmio de melhor livro do ano




• Clarice Lispector sofre várias queimaduras no corpo e na mão direita, quando dorme com um cigarro aceso, em 1966
• Em 1969 recebeu o prêmio do X Concurso Literário Nacional de Brasília.
• Clarice Lispector, escreveu "Hora da Estrela" em 1977 e conquistou os maiores prêmios do festival de cinema de Brasília.
• 1977: Morreu.
• Epifania
• Metalinguagem
• Elipse
• Fluxo de consciência
• Monologo interior
• Intimismo
Resumo:
Depois da chegada da velhice e da perda do marido e dos filhos, Mocinha se tornou uma mulher solitária. Perambulou de casa em casa, até se instalar, sem saber exatamente porque, em um quarto de fundos no bairro Botafogo. Um dia, a família que a hospedava resolveu enviá-la para a casa de Arnaldo, um dos filhos, que ficava em Petrópolis. Levaram-na até lá e a deixaram na esquina da residência. Mocinha aguardou por horas a chegada do proprietário, que, no entanto, recusou-se a recebê-la e, entregando-lhe algum dinheiro, ordenou que voltasse de ônibus para o Rio. Mocinha, no entanto, distanciou-se do caminho da rodoviária, resolvida a dar um passeio. Em certo momento “encostou a cabeça no tronco [de uma] árvore e morreu”.

O ovo e a galinha
•Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?( […] Quanto a quem veio antes, foi o ovo que achou a galinha. A galinha não foi sequer chamada. A galinha é diretamente uma escolhida.)

•Vários significados para o “ovo”, como:
Ovo =vida=Deus / Galinha=humanidade, (A galinha ama ovo, logo a humanidade ama Deus);

•Ovo=inspiração para escrita/ Galinha=própria Clarice (“O ovo é um dom”, logo a escrita é um dom, certamente presente em Clarice Lispector

Ovo= “em-si”/ Galinha(homem)= “para-si”: Em Clarice, a presença do "em-si" traduz-se pela visão do ovo. Este "é perfeito", "invisível a olho nu", "um dom". Assim como o ente (a narradora/galinha) é incapaz de apreendê-lo, ela sabe que é impossível entendê-lo. Pleno de si mesmo, "é isento da compreensão que fere". Sendo, para Sartre, "uma imanência que não se pode realizar, uma afirmação que não pode agir, porque é empastado de si mesmo", o "em-si" do ovo manifesta por uma "grandiosidade que vem da grandeza de não poder, que se irradia como um não querer".
•Principal Analogia: Sartre (Teoria do Existencialismo)=>
Olho o ovo com um só olhar. Imediatamente percebo que não se pode estar vendo um ovo. [...] Ver o ovo é impossível: o ovo é supervisível como há sons supersônicos. Ninguém é capaz de ver o ovo. O cão vê o ovo? Só as máquinas vêem o ovo. O guindaste vê o ovo. - Quando eu era antiga um ovo pousou no meu ombro. - O amor pelo ovo também não se sente. [...] Você é perfeito, ovo. Você é branco. [...] Ao ovo dedico a nação chinesa. O ovo é uma coisa suspensa. Nunca pousou. Quando pousa, não foi ele quem pousou. [...]
Amizade Sincera
• “Nossa amizade era tão insolúvel como a soma de dois números: inútil querer desenvolver para mais de um momento a certeza de que dois e três são cinco.”

• “Sabíamos que não nos veríamos mais, senão por acaso. Mais que isso: que não queríamos nos rever. E sabíamos também que éramos amigos. Amigos sinceros.”

O narrador conheceu um colega de escola no último ano de estudo.
Desde então, tornaram-se amigos inseparáveis.
A partir de certo momento, os assuntos começaram a faltar.
A família do narrador mudou-se para São Paulo. A convite do outro, dividiram o mesmo apartamento
A solidão de um ao lado do outro era incômoda demais.
Questão com a Prefeitura assumiu cuidar de toda a documentação exigida. No fim do dia, os dois tinham assunto, pois exageravam as palavras no comentário de detalhes de pouca importância.
Resolvida a questão com a Prefeitura, os dois arrumaram falsas justificativas de viajarem para estar com as respectivas famílias.
Por ocasião de umas férias, separaram-se, sabendo que era para sempre, embora soubessem igualmente que continuavam amigos sinceros.
• “Lembrou-se de coisas que dias antes juraria nunca terem existido. A começar pelo filho atropelado, morto debaixo de um bonde no Maranhão [...] Lembrou-se de Maria Rosa [...] lembrou-se do marido”.

• “Quando lhe perguntam o nome, dizia com voz purificada pela fraqueza e por longuíssimos anos de boa educação: Mocinha.”

• “[...] mas viu a si própria com blusas claras e cabelos compridos”

• “Mas a sede voltou-lhe, queimando a garganta”

• “Então, como estava cansada, a velha encostou a cabeça no tronco da árvore e morreu”

Ocorre em Recife

Personagens:
Uma menina(-má) "gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados"
A narradora- "imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres"

"Tive então um sentimento de que nunca ouvi falar. Por puro carinho, eu me senti a mãe de Deus, que era a Terra, o mundo. Por puro carinho, mesmo, sem nenhuma prepotência ou glória, sem o menor senso de superioridade ou igualdade, eu era por carinho a mãe do que existe.
E foi quando quase pisei num enorme rato morto. "
Ocorre em Recife.

Mostra o amadurecimento da protagonista em torno de uma "magia" que é retratada com a fantasia de "rosa". Fantasia = Mocidade

“pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma”
(PUC-PR) Felicidade Clandestina reúne 25 contos que tematizam a adolescência, a infância e a família de Clarice Lispector. Sobre essa obra, marque a alternativa correta.

I. São contos muito diferentes do resto da obra da autora, que nunca usa sua vida como referência para a ficção.
II. O cotidiano, sempre presente em sua obra, nesses contos é deixado de lado, para que se trate apenas do aspecto tecnológico.
III. A epifania, constante da obra de Clarice Lispector, nesse livro está ausente, porque as personagens têm plena consciência de tudo.
IV. As personagens feminina são, na maioria, meninas, que passam pelo processo de amadurecimento e se tornam adulta.
V. As cenas descritas são comuns, mas não apresentam detalhes.

a) Somente a alternativa IV está correta.
b) As alternativas I e II estão corretas.
c) As alternativas IV e V estão corretas.
d) Somente a alternativa II está correta.
e) Todas as alternativas estão corretas.
“...do fundo de meu coração, eu queria aquela rosa para mim. Eu queria, ah como eu queria.”

“...havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheirá-la até sentir a vista escura de tanta tonteira de perfume.”

“ E então nós duas pálidas, eu e a rosa, corremos literalmente para longe da casa.
O que é que fazia eu com a rosa? Fazia isso: ela era minha.”
O momento auge dessa história é o "desencantamento",
ou seja, de moça/rosa ela volta a ser aquela simples menina.
"E então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.
(UFU - 2014) Mariana Colasanti, na orelha de Felicidade clandestina, cita um comentário de Clarice Lispector sobre a questão dos gêneros neste livro: “Vamos falar a verdade: isto aqui não é crônica coisa nenhuma. Isto é apenas. Não entra em gêneros. Gêneros não me interessam.”
LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

-> Explique os procedimentos narrativos que fazem com que os textos de Felicidade clandestina não se limitem às configurações tradicionais dos gêneros literários e sejam definidos pela autora por uma denominação genérica: “Isto é apenas”.
“Ladrão de rosas e pitangas têm cem anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens”
"de pétalas grossas e
aveludadas, com vários entretons de rosa-chá. No centro dela a cor se concentrava mais e seu coração quase parecia vermelho."
(PUC-PR) O conto “Felicidade Clandestina”, que dá título ao livro da Clarice Lispector, apresenta características da obra da autora. Assinale a alternativa que as contém.

a) A prosa intimista, a mulher em conflito com a vida, as relações pessoais de amor e ódio, a religiosidade, a representação da vida cultural urbana e a sedução da palavra
escrita.
b) A prosa intimista, as personagens femininas, a narração em primeira pessoa, as reflexões metaficcionais, a representação da vida cultural urbana e a sedução da palavra escrita.
c) A linguagem rebuscada, os finais imprevisíveis, a maldade humana, a narração em primeira pessoa e a prosa intimista.
d) O regionalismo carioca, os conflitos familiares, a consciência da efemeridade da vida, a metaficção e a intertextualidade.
e) As mulheres em conflito, a religiosidade, a representação da vida urbana, a sedução da palavra escrita, as reflexões metaficcionais e a narração em terceira pessoa.
A narradora, diferente da sua colega, possui o prazer pela leitura
"Tortura chinesa": anúncio do livro - As reinações de Narizinho.
"Plano diabólico"
"pelo tempo que a menina quiser"
Sentimento "clandestino que era a felicidade": "fingia que não o tinha só para depois ter o susto de o ter"
"Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante."
Narrado em 3ª pessoa

Um menino considerado inteligente e astuto, desenvolvia o bom convívio entre os familiares através de suas frases, e quando ele não era o centro das atenções os familiares desentendiam-se.
Adquiriu o hábito de pestanejar e franzir o nariz, deslocando o óculos.
Professora Lisbela
"dia inteiro" na casa da prima (sem filhos)
Como serei julgado por ela? Inteligente, bem comportado, dócil, palhaço, triste...
Recebimento do menino de forma natural
Brincadeira não consumada pela prima; decidindo-se brincar de "não ser julgado"
Percepção do amor puro; um amor de desejo irrealizável
Seu estilo intimista, introspectivo, vasculha e pesquisa o ser humano buscando entender o que significa “estar no mundo”, o que se passa no íntimo das pessoas e, principalmente no íntimo da mulher.
Ela mesma afirma: “não tem pessoas que cosem para fora? Eu coso para dentro.”

Resumo:

A narradora descreve a filha de um livreiro. Trata-se de uma menina gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados, com talento para a crueldade. Apesar de ter muitos livros, não lê. A narradora, entretanto, adora ler. A menina sardenta então diz que emprestaria o livro As Reinações de Narizinho, se a narradora fosse buscá-lo na casa.
A narradora vai. Mas a dona do livro diz que o emprestou a outra menina. A partir daí, diariamente a narradora vai à casa da menina, na esperança de conseguir o livro que tanto quer ler, mas sempre há uma desculpa. Um dia, a mãe da menina de cabelos ruivos percebe a contínua presença da outra menina e vai à frente da casa. Lá, descobre a filha que tem: egoísta e cruel, pois o livro nunca saíra de casa. A narradora o recebe e o usufrui aos poucos, como quem não quer gastar a felicidade. Sua relação com o livro mais parece a de uma mulher com seu amante.


Análise

A menina do conto que dá título ao livro Felicidade Clandestina se regozija com o prazer que sente em usufruir da leitura, tratando-o como “aquela coisa clandestina que era a felicidade”. Assim, a felicidade se associa ao estranhamento, como um sentimento com o qual não se está acostumado. Nos contos de Clarice, de uma forma geral, as personagens experimentam a felicidade, mas jamais fazem isso de maneira banal. Por isso, a felicidade existe, mas clandestinamente, fora das fronteiras da normalidade.

Alguns dos traços mais característicos do estilo da autora estão presentes nos contos de Felicidade Clandestina: a profusão de imagens estranhas, as reflexões metalinguísticas e o teor autobiográfico de muitas narrativas.

Assim como ocorre com a protagonista do conto, a felicidade vem de uma iluminação a respeito do mundo, um conhecimento que se adquire de forma inusitada. É o que se costuma chamar de epifania, uma revelação mística comumente associada à obra de Clarice Lispector.

Análise:
Um dos textos mais estranhos da autora. Trata-se de uma reflexão em torno da existência e do significado do ovo, para além do que se associa à comida. Mas vai muito além, assumindo o sentido de um questionamento em torno dos limites da linguagem e de seu esforço de nomeação do que simplesmente existe. Na tentativa filosófica de desvelar o ser do ovo, o texto trata também da galinha e de sua relação com o ovo.
Resumo: Um menino míope dizia certas coisas que eram consideradas inteligentes pelos familiares. No entanto, esse juízo nem sempre ocorria e a instabilidade dessa opinião o exasperava. Certa vez, convidado para passar o dia com uma prima solitária cujo maior sonho era ter um filho, imaginou que ali poderia construir uma identidade para si. Ao se perceber amado como um filho desejado e impossível, sentiu uma irresistível atração pela paixão pura e simples. A partir disso, passou a ver o mundo com mais clareza e a acreditar que os óculos o atrapalhavam. Desde então, sempre que se via diante da confusão do mundo, tirava os óculos e “fitava o interlocutor com uma fixidez reverberada de cego”.
Análise:
No conto “Miopia progressiva”, o narrador relata: “Uma vez ou outra, na sua extraordinária calma de óculos, acontecia dentro dele algo brilhante e um pouco convulsivo como uma inspiração”. Trata-se da perfeita tradução do processo epifânico, conforme ele costuma se manifestar nos contos da autora. Quase sempre, tais momentos acionam um processo de autoconhecimento, que transforma a vida das personagens em alguma medida.
Clarice Lispector é a mais importante escritora brasileira. Desde que começou a publicar periodicamente na imprensa, nos anos 1960, tornou-se conhecida, ganhando uma legião de admiradores, intrigados e envolvidos por suas frases enigmáticas e por suas imagens surpreendentes.
Contexto
Felicidade Clandestina é um livro antológico, já que muitos de seus contos mereceriam figurar em qualquer seleção de exemplares perfeitos da forma narrativa do conto, como “Felicidade clandestina”, “O grande passeio”, “A legião estrangeira”, “Os obedientes”, “Os desastres de Sofia”, “Menino a bico de pena”, “A quinta história” – sem falar em “O ovo e a galinha”, narrativa que transgride as fronteiras entre os gêneros.


importância do livro
Publicado em 1971, Felicidade Clandestina trata da vida carioca nos anos 1950-1960, durante os quais a cidade do Rio de Janeiro oscila entre um processo de urbanização acelerada e a persistência de certos hábitos provincianos.
Período histórico
Resumo:
A narradora recorda um carnaval de sua infância, no Recife, marcada pela debilidade física da mãe. Deixavam-na ficar até às onze horas da noite em frente ao sobrado onde morava com a família, com um saco de confete e um lança-perfume nas mãos. Era seu carnaval. No carnaval dos seus oito anos, a mãe de uma amiga aproveitou os restos da fantasia de rosa feita para a filha e fez uma para ela. No entanto, no momento de festejar, a saúde debilitada da mãe piorou, a família se agitou e ela foi convocada para ir até à farmácia comprar remédios. Quando tudo se acalmou, ela pôde ir até a frente do sobrado. Um menino de doze anos passou e cobriu seus cabelos de confete, como se jogasse água sobre uma rosa.

Resumo:
Relata a conversa de uma criança, Paulinho, com o pai ou mãe, na hora da refeição. Paulinho relata suas experiências, sua forma de ver o mundo, é prolixo. O adulto é sucinto e objetivo e quer que o filho coma e não fale.

Resumo:
A narradora relata um passeio por Copacabana, satisfeita com a criação divina. Contudo, ao se deparar com um rato morto, cujo corpo quase pisou, revoltou-se contra Deus, perguntando porquê tinha acontecido aquilo justamente quando ela se sentia em paz com ele. Por vingança, resolve escrever o relato, para estragar a reputação de Deus. No entanto, ela mesma se contesta, afirmando que sua atitude supõe um determinado Deus, inventado por ela.
Refletindo-se sobre si e sua vida, seus “talvez” e suas certezas, percebe que inventou “Deus” como ser contrário a ela. Então percebe que se ela não quiser a si mesma, a vida não fará sentido e enquanto “eu inventar Deus, Ele não existe.”
Resumo:
Recordação de episódio infantil, no qual a narradora, com a ajuda de uma amiga, invadiu um jardim e roubou uma rosa. Depois da primeira empreitada bem sucedida, vieram outras, sempre com a ajuda da amiga vigilante. O gesto estendeu-se também às pitangas saborosas escondidas por entre as folhagens de uma sebe, pois elas mesmas, maduras, pedem para serem colhidas, “em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.”

Resumo:
Sofia conta como, com nove anos, tornara-se o suplício do professor. Ela o irritava, provocava-o, mas queria o seu bem, embora se sentisse odiada por ele. Ela não suportava vê-lo contendo-se para não expulsá-la da classe. Não gostava de estudar, as alegrias dos dias a ocupavam.

Um dia tiveram que fazer uma composição a partir de um relato do professor. Ela foi a primeira a terminar. Queria exibir-se, mas tirou de dentro de si um final avesso à história ouvida.

Durante o recreio voltou à sala para pegar algo e viu-se só ante ao professor. Agora, sem a turma, sentia-se intimidada, ainda mais quando o professor a interpelou sobre o final do seu texto cujo conteúdo mencionava um tesouro inesperado. Ela pensou que conseguiria enganar o professor, pois inventava aquilo, e o mestre a olhava com um sorriso, dizendo-lhe que ela era uma menina engraçada. Finalmente ela conseguiu livrar-se da situação e saiu correndo pelo pátio até cansar, a cabeça não entendendo bem o que se passara. Por fim, compreendeu. Apesar de tudo o que fizera ao professor, ele percebeu a individualidade dela e reconheceu nela sua qualidade. Quando ela se deu conta disso, sentiu-se pela primeira vez, amada.


OS DESASTRES DE SOFIA
A criada
Eremita tinha dezenove anos e era empregada. Embora vez ou outra respondesse de forma ríspida, no geral era quieta e introvertida, mergulhada em seu próprio mundo, de cuja riqueza ela não desconfiava.
O conto relata uma cena em família, quando um inseto “esperança” pousa na parede, os filhos vêem e exclamam. Descreve-se, então, a fragilidade do inseto, sua sutileza, lerdeza, incompetência... Como se falassem da outra esperança. Impedem que uma aranha coma o inseto e tudo termina com a reflexão da mãe, a narradora, que sentiu uma vez uma esperança pousando em seu braço e não soube o que fazer. Era como se uma flor nascera em sua pele, mas depois não lembra o que aconteceu.

Uma esperança
Uma História de Tanto Amor
Resumo:
Uma menina, apaixonada por galinhas, tinha duas delas: Pedrina e Petronilha. Cuidava delas com dedicação e carinho, conseguindo remédios quando estavam doentes. Certa ocasião, durante uma ausência sua, os parentes comeram Petronilha. Sobrou-lhe Pedrina, que, pouco tempo depois, morreu de velha. Já mais crescida, a menina ganhou outra galinha, Eponina.

A mãe, porém, lhe disse que quando se comem os bichos, eles se incorporam a nós e ficam mais parecidos com a gente.

Quando Eponina morreu, a menina já compreendia que esse era o destino de todas as galinhas e por isso comeu-a com voracidade.

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