Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

As Meninas (Lygia Fagundes Telles)

No description
by

Susana de Andrade

on 21 January 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of As Meninas (Lygia Fagundes Telles)

As Meninas (Lygia Fagundes Telles)
Publicado em 1973;

Pensionato religioso;

Lorena, Ana Clara e Lia;

Monólogos e diálogos perpassados por fatos, memória e imaginação;

As três meninas são narradoras.

“As meninas foi escrito quando o Brasil sofria a repressão mais feroz da ditadura militar. Por isto o romance se deixa contaminar, em maior grau, pelas preocupações políticas e sociais. Há mesmo relato de tortura a pessoa inocente, cena comum na época da repressão política.” (LUCAS, 1990, p. 73)
A ditadura é o foco principal?
Política, sexo, dinheiro, drogas são os assuntos base do romance. A autora parece explorar a consciência afetada pelo medo, pela droga, pela insegurança, pela ambição, pelo desejo, etc. (LUCAS, 1990)
O medo...
“Lião está com medo. Ana Clara também posa de indiferente mas se não toma tranqüilizante recomeça naquele delírio ambulatório.” (TELLES, 1985, p.17)

“Se eu não falasse tanto em fazer amor, se Ana Clara não falasse tanto em enriquecer, se Lião não falasse noite e dia em revolução.” (TELLES, 1985, p.104)
Lorena Vaz Leme
(1,3,5,7,9 e 11 )
Como foi a infância ?

Como é a família ?

Aspectos físicos.

Aspectos psicológicos.

Como é o dia a dia ?

Ana Clara Conceição
(2, 4 e 8)
A infância

“Minha infância é inteira feita de cheiros” (TELLES, 1985, p.34)

A miséria e a mãe

“Não dá não dá ela repetia mostrando o dinheiro que não dava enrolado na mão. Mas dar mesmo até que ela deu bastante. Pra meu gosto até que ela deu demais. Uma corja de piolhentos pedindo e ela dando. O mais importante foi o Doutor Algodãozinho.” (TELLES, 1985, p.30)

Estupro

Cão Lulu
A linguagem

“Agarrou-se na colher e ainda uma vez voltou à tona e juntou as patas e pedi pelo amor de Deus que não não. Por que está gritando assim minha menininha. Não grita que não pode estar doendo tanto só mais um pouquinho de paciência quieta. Quieta. A sopa está pronta! gritei e o motor da broca ligado pra disfarçar o grito porque a preta do lenço já batia na porta nem vi a cara mas adivinhei que era ela.” (TELLES, 1985, p. 35)
A personalidade

“Ana, a Deprimente. Deprimida e deprimente. Os amantes. As angústias.” (TELLES, 1985, p.56)

Curso de psicologia
Beleza
Fantasias/mentiras = ANA TURVA
“[...] como me procura e faz confissões, eu podia ficar com a impressão de que sei tudo a respeito dela. Mas sei mesmo? Como vou separar a realidade da invenção?” (p.130)
Sexo
Tempo
Inveja
A ambição

Riqueza
O noivo
Renoir

“Agora quero dourados, anjos, coisas ricas. Pintura bem quadrada, isto é o que eu quero, isto é que eu quero que abstracionismo já tive. Na realidade a miséria é abstrata.” (TELLES, 1985, p.73)
Drogas

“Vai mal Ana Turva. De manhã já está dopada. E faz dívidas feito doida, tem cobrador aos montes no portão. As freirinhas estão em pânico. E esse namorado dela, o traficante...” (TELLES, 1985, p.23)

“ E Ana Clara? As coisas que tomava seriam para substituir o casaco de onça? O Jaguar? E se fosse simplesmente porque não conheceu o sol, a infância, Deus.” (TELLES, 1985, p. 58)
A morte

“Conversou, riu, chorou, aqueles delírios, alguma coisa lúcida no meio, ah, como é que eu podia saber?! Viu Deus, da outra vez também viu... Chamou Madre Alix, o namorado, achou que ele estava preso, acalmei-a. Pediu uísque, prometi que dava no chá. Pediu a bolsa, dei a bolsa. Depois pediu minha mão, a última coisa que pediu foi minha mão, queria segurar minha mão.” (
TELLES, 1985,
p.247)
Referências
Contexto histórico
O romance, narrado sob três óticas distintas, tem como pano de fundo um período político extremamente desassossegado, a ditadura militar no Brasil, em 1964.
A autora entrelaça a busca de realizações próprias de cada personagem com a luta por liberdade de expressão de uma nação.
Lia de Melo Shultz
( 6, 10 e 12)
Apelido: Lião

“Dialeto” político.

“Fugiu” da Bahia para se desprender dos pais.

Cursa Ciências Sociais.


Participa de um grupo militante.

Apaixona-se por Miguel, integrante do grupo, que é preso.

Sempre pede auxílio financeiro à Lorena para custear o “aparelho”.

Planeja fugir para o exterior.

Uso de expressões: “entende”, “não sei explicar”.

“Quando Ana Clara pega no copo, levanta o dedinho mínimo, finuras de motorista de caminhão em festa de casamento mas Lião agarra tudo com dedos e unhas, quer dizer, com as zonas onde deviam estar as unhas. Melhor mesmo roer todas, imagine se podia pensar sequer em cortá-las. Voltei aos cordões: mas por que só eles estão limpos? Ela parou de falar e ficou me olhando com ar de quem se perdeu no mato e deu uma enorme volta e de repente descobriu que estava de novo no mesmo lugar. Sentou-se no tapete e apanhou um cigarro. Rodou-o entre os dedos. "Meus amigos estão todos presos, eu mesma posso ser presa saindo daqui — começou com brandura. — Manuela está intentada como louca e Jaguaribe está morto. Então você se preocupa com o cordão da minha alpargata." (TELLES,
1973,
p. 117)
“a vida precisa da morte para viver” (TELLES, 1973, p. 108)
Narrativa

A polifonia

“pressupõe uma multiplicidade de vozes plenivalentes nos limites de uma obra”. (BAKHTIN, 2005, p.35).


“cada personagem funciona como ser autônomo, exprimindo sua própria mundividência, pouco importa coincida ela ou não com a ideologia própria do autor da obra; a polifonia ocorre quando cada personagem fala com a sua própria voz, expressando seu pensamento particular, de tal modo que existindo nas personagens, existirão nas posturas ideológicas.” (LOPES, 2003, p. 74)
Críticas


“Que beleza, que força, que matéria viva e lancinante."
(Carlos Drummond de Andrade)


"Lygia Fagundes Telles tem realmente algo da delicadeza atmosférica de uma Katherine Mansfield. A diferença é apenas a seguinte: ela também sabe escrever romance e As meninas é mesmo um romance de alta categoria."
(Otto Maria Carpeaux)
BEZERRA, A. G. R. Questão de convivência: uma leitura de As Meninas, de Lygia Fagundes Telles. In:
Colóquio Internacional Cidadania Cultural: Jovens nos espaços públicos e institutucionais da modernidade
, V, 2011, Campina Grande. Anais, Campina Grande, EDUEPB, p. 8. Disponível em: <http://pos-graduacao.ascom.uepb.edu.br/ppgli/?wpfb_dl=199>. Acesso em: 19 jan. 2014.

Companhia das Letras.
As Meninas.
Disponível em: <http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12765>. Acesso em: 19 jan. 2013.

FRANCO JUNIOR, A.; OLIANI, N. G.
As meninas: entre o universo de Lygia Fagundes Telles e o universo das representações femininas.
Disponível em: http://www.academia.edu/4281499/As_meninas_entre_o_universo_de_Lygia_Fagundes_Telles_e_o_universo_das_representacoes_femininas. Acesso em: 19 jan. 2014.

LUCAS, F. A ficção giratória de Lygia Fagundes Telles. Santa Catarina: Travessia, 1990. p. 60-77. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/travessia/article/view/17317/15886> Acesso em: 05 jan. 2014.

TELLES, L. F.
As Meninas
. 16ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.

TELLES, L. F.
As Meninas
. São Paulo: Nova Fronteira, 1973.



“Livro tão belo quanto inquietante — vivo e corajoso testemunho de um tempo com suas perplexidades, suas paixões, sua atmosfera cotidiana de tensão e suspense como se a sorte da própria condição humana estivesse em jogo. [...] As meninas representa, sem dúvida, a experiência mais alta de Lygia Fagundes Telles como ficcionista e vem situar-lhe o nome, em definitivo, na primeira linha dos nossos autores modernos.” (GOMES, 2009, p. 296)
Full transcript