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Viagens na minha terra by Elisa Olimpio

de Almeida Garret, livro cobrado em vestibulares.
by

Elisa Olimpio

on 14 September 2013

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Transcript of Viagens na minha terra by Elisa Olimpio

Envolve muito a História de Portugal (Revolução Liberal), conta um Romance (entre Carlos e Joaninha) e apresenta críticas pessoais do autor em relação à situação da Sociedade e Política portuguesas da época (seculo XIX), a partir de uma viagem que Garrett faz de Lisboa até Santarém (seguindo o rio Tejo acima).
Viagens na minha terra
Obra de entendimento complexo - vocabulário difícil, muitas referências históricas e intertextualidade com obras de Homero, Camões, Shakespeare e outros
Para entender os conflitos pelos quais o autor se depara, e que são a base de toda a sua crítica e tese, é primordial compreender a fase Histórica que Portugal vivencia na época descrita – A Revolução Liberal.

Por isso, vamos ao contexto histórico
Publicado em 1846, o próprio autor diz em sua narrativa que o livro não se enquadra nos princípios estilísticos e temática românticos (apenas a narrativa da Menina dos Rouxinóis é exceção - estoria trágica de amor).


Almeida Garret
Em 1825, Almeida Garret tem publicado o poema "Camões". A data é apenas uma referência cronológica, porque a produção de textos românticos só começa a partir de 1836, quando a consolidação da revolução liberal facilita a penetração da ideias românticas, vindas da França e da Inglaterra, em Portugal.
(Abaurre, Abaurre e Pontara)
João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett (Porto, 4 de fevereiro de 1799 — Lisboa, 9 de dezembro de 1854)
Poesias
Retrato de Vênus (1821)
Camões (1825)
D. Branca (1826)
Adozinda (1828)
Lírica de João Mínimo (1829)
Romanceiro (1843 – 1851)
Flores sem Frutos (1845)
Folhas Caídas (1853)

Teatro
Catão (1822)
Mérope (1841)
Um Auto de Gil Vicente (1842)
D. Filipa de Vilhena (1846)
O Alfageme de Santarém (1842)
Frei Luís de Sousa (1844)

Prosa de Ficção
Arco de Santana (1829)
Viagens na Minha Terra (1846)

Prosa Doutrinária
Da Educação (1829)
O que existe de comum nessas obras é o enfoque na história nacional e uma naturalidade dos diálogos numa época em que os enredos privilegiavam a Antiguidade Clássica. A espontaneidade e a simplicidade também se fazem presentes nas coletâneas.
Diferentes análises das obras enfatizam aspectos híbridos, como literatura de viagens, novela sentimental, memória autobiográfica, ensaio sociológico-político, diário íntimo e prosa de ficção.
(Oscar D'Ambrosio)
1820
1830
Ideias Liberais
As ideias liberais surgiram em oposição à monarquia absoluta, ao mercantilismo, e às diversas formas de ortodoxia religiosa e clericalismo. Isso levou o clero a declarar que a a revolução era “inimiga do trono e do altar”.
Patriotismo
Em Portugal, o patriotismo identificava -se com o anti-liberalismo e tradicionalismo católico, assim qualquer tendência progressista era considerada como anti-nacional.
Conservadores x Liberais
Nesta época havia uma disputa politico-ideológica entre os Conservadores (Absolutistas) e os Liberais (Constitucionais) que foi antecedida por uma grande crise (invasões francesas napoleônicas e crise do colonialismo no Brasil o qual fora elevado a condição de Reino Unido a Portugal após a Vinda da Família Real).
Vitória dos Liberais
A situação portuguesa se agrava e, em 1830, culminou com uma Guerra Civil (pela reação Monárquica Absolutista que não aceitava as restrições ao poder régio) em que opunham-se Partido Constitucionalista (liderado pela Rainha D.ª Maria II e o Imperador D. Pedro I) e o Partido Tradicionalista (liderado por D. Miguel I), terminando com a vitória Liberal.
Almeida Garrett aparece na obra em primeira pessoa, como narrador participante (relata seu ponto de vista, opiniões, suas experiências ao visitar pontos históricos das cidades portuguesas como Igrejas, ruínas, túmulos de personalidades famosas e santos, entre outros).
O Livro apresenta elementos originais e inovadores para o período, sendo considerado um marco para a posterior prosa moderna portuguesa, como Eça de Queiros fará. Isso deve-se`a mistura de estilos e linguagem (ora clássica ora popular, ora jornalística ora dramática), ressaltando a vivacidade de expressões e imagens, e pelo tom oralizante do narrador.
O autor faz
digressões
(divagações sobre, ou não, o tema que vinha discutindo) sobre vários temas , criando analogias e reflexões que enriquecem e dão originalidade à obra.
Mais características da Obra
Trecho do Cap 11 (digressão)
O coração humano é como o estômago humano, não pode estar vazio, precisa de alimento sempre: são e generoso só as afeições lho podem dar; o ódio, a inveja e toda a outra paixão má é estímulo que só irrita mas não sustenta. Se a razão e a moral nos mandam abster destas paixões, se as quimeras filosóficas, ou outras, nos vedarem aquelas, que alimento dareis ao coração, que há de ele fazer?
Abster - Conter, deter, submeter
Quimera - Criação absurda da imaginação; fantasia, utopia, sonho. Coisa impossível, irrealizável, absurdo.
Crítica ao modo de produção da Literatura Romântica
Trecho do Cap V: “Sim, leitor benévolo, e por esta ocasião vou te explicar como nós hoje em dia fazemos a nossa literatura. Já não me importa guardar segredo; depois desta desgraça não me importa já nada. Saberás pois, ó leitor, como nós outros fazemos o que te fazemos ler.

Trata-se de um romance, de um drama — cuidas que vamos estudar a história, a natureza, os monumentos, as pinturas, os sepulcros, os edifícios, as memórias da época? Não seja pateta, senhor leitor, nem cuide que nós o somos. Desenhar caracteres e situações do vivo na natureza, colori-los das cores verdadeiras da história… isso é trabalho difícil, longo, delicado, exige um estudo, um talento, e sobretudo um tato!…
Observa-se o diálogo intenso que o autor trava com seus leitores (esse traço sera retomado por, nada mais nada menos que, Machado de Assis no Realismo Brasileiro)
Trecho do Cap. 3, cita Shakespeare e Cervantes

"There are more things in heaven and earth, Horatio. Than are dreamt of in your philosophy.”
A ciência deste século é uma grandessíssima tola.
E, como tal. presunçosa e cheia de orgulho dos néscios.
(...) Mas aqui é que me aparece uma incoerência inexplicável. A sociedade é materialista; e a literatura, que é a expressão da sociedade, é toda excessivamente e absurdamente e despropositadamente espiritualista! Sancho rei de fato, Quixote rei de direito.
Intertextualidade
Há duas narrativas contadas numa só.
Dividido em 49 capítulos, o livro narra a viagem verídica que o autor fez até Santarém a convite de seu amigo Passos Manuel.
Não se trata de uma viagem simplesmente turística, em que somente a contemplação da beleza é descrita. Mas de um relato de viagem em que o autor tece diversos comentários sobre a situação em que Portugal se encontra, quanto a: riqueza, progresso, literatura, política, modéstia, guerra, clero, amor etc.
A segunda narrativa inicia quando o autor chega a Santarém e passa a contar a paixão vivenciada entre o casal de primos Carlos e Joaninha. Joaninha – a menina dos rouxinóis – representa perfeitamente a imagem da mulher romântica: seus olhos são verdes, é integra, pura e fiel a seu amor (Carlos)
Escapismo, evasão, subjetivismo, individualismo, sonho, imaginação, melancolia:

"Minha avó, julguei-a cúmplice no crime; ela só o era no pecado. ..... tudo para mim eram impressões de nunca sentida e inexplicável tristeza, Ficava-me a alma ..."

Idealização da Pátria - nacionalismo:

"“Cá estamos num dos mais lindos e deliciosos sítios da terra: o vale de Santarém, pátria dos rouxinóis e das madressilvas, cinta de faias belas e de loureiros viçosos. Disto é que não tem Paris, nem França, nem terra alguma do Ocidente senão a nossa terra, e vale bem por tantas, tantas coisas que nos faltam.” (CAP. IX)
Idealização da mulher = angelical

"Menina dos Rouxinóis", "o tipo da gentileza, o ideal da espiritualidade", "admirável discordância", olhos "verdes-verdes, puros e brilhantes como esmeraldas do mais subido quilate".
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