Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Análise do Poema

No description
by

Inês Rocha

on 7 June 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Análise do Poema

Abílio Manuel Guerra Junqueiro nasceu no Freixo de Espada à Cinta a 15 de setembro de 1850 e morreu em Lisboa a 7 de julho de 1923.
Foi alto funcionário administrativo, político, deputado, jornalista, escritor e poeta.
Foi o poeta mais popular da sua época e o mais típico representante da chamada "Escola Nova".
Guerra Junqueiro
Análise Temática
O sujeito poético recorda o seu passado com saudade, a sua infância e o lar feliz onde viveu. Relembra a sua ama que simboliza o carinho e o amor que não voltou a encontrar. Um passado onde tudo era perfeito, onde os sonhos existiam. Compara o presente com tudo o que já viveu, todas as deceções que sofreu no passado e fica triste por ter um dia deixado "o amado lar", a sua casa.
Regresso ao Lar
Ai, há quantos anos que eu parti chorando
deste meu saudoso, carinhoso lar!...
Foi há vinte?... Há trinta?... Nem eu sei já quando!...
Minha velha ama, que me estás fitando,
canta-me cantigas para me eu lembrar!...

Dei a volta ao mundo, dei a volta à vida...
Só achei enganos, decepções, pesar...
Oh, a ingénua alma tão desiludida!...
Minha velha ama, com a voz dorida.
canta-me cantigas de me adormentar!...

Trago de amargura o coração desfeito...
Vê que fundas mágoas no embaciado olhar!
Nunca eu saíra do meu ninho estreito!...
Minha velha ama, que me deste o peito,
canta-me cantigas para me embalar!...


de Guerra Junqueiro
Análise do Poema "Regresso ao Lar"
Pôs-me Deus outrora no frouxel do ninho
pedrarias de astros, gemas de luar...
Tudo me roubaram, vê, pelo caminho!...
Minha velha ama, sou um pobrezinho...
Canta-me cantigas de fazer chorar!...

Como antigamente, no regaço amado
(Venho morto, morto!...), deixa-me deitar!
Ai o teu menino como está mudado!
Minha velha ama, como está mudado!
Canta-lhe cantigas de dormir, sonhar!...

Canta-me cantigas manso, muito manso...
tristes, muito tristes, como à noite o mar...
Canta-me cantigas para ver se alcanço
que a minha alma durma, tenha paz, descanso,
quando a morte, em breve, ma vier buscar!
Guerra Junqueiro, in 'Os Simples'
Análise temática
O tema do poema é a tristeza e a saudade.
Análise estilistica
"Só achei
enganos, decepções, pesar
..."
Enumeração
"Trago de amargura o
coração desfeito
..."
"Vê que fundas mágoas no
embaciado olhar
!"
Metáfora
"Tristes, muito tristes,

como
à noite o mar
..."
Comparação
Análise Formal
Ai, há quantos anos que eu parti chorando
deste meu saudoso, carinhoso l
ar
!...
Foi há vinte?... Há trinta?... Nem eu sei já qu
ando
!...
Minha velha ama, que me estás fit
ando
,
canta-me cantigas para me eu lembr
ar
!...

Dei a volta ao mundo, dei a volta à vida...
Só achei enganos, decepções, pes
ar
...
Oh, a ingénua alma tão desilud
ida
!...
Minha velha ama, com a voz dor
ida
.
canta-me cantigas de me adorment
ar
!...

Trago de amargura o coração desfeito...
Vê que fundas mágoas no embaciado olh
ar
!
Nunca eu saíra do meu ninho estr
eito
!...
Minha velha ama, que me deste o p
eito
,
canta-me cantigas para me embal
ar
!...
A
A
B
B
A
A
A
A
C
C
D
D
Pôs-me Deus outrora no frouxel do ninho
pedrarias de astros, gemas de lu
ar
...
Tudo me roubaram, vê, pelo cam
inho
!...
Minha velha ama, sou um pobrez
inho
...
Canta-me cantigas de fazer chor
ar
!...

Como antigamente, no regaço amado
(Venho morto, morto!...), deixa-me deit
ar
!
Ai o teu menino como está mud
ado
!
Minha velha ama, como está mud
ado
!
Canta-lhe cantigas de dormir, sonh
ar
!...

Canta-me cantigas manso, muito manso...
tristes, muito tristes, como à noite o m
ar
...
Canta-me cantigas para ver se alc
anço

que a minha alma durma, tenha paz, desc
anso
,
quando a morte, em breve, ma vier busc
ar
!
A
A
A
A
A
A
E
E
F
F
G
G
R
I
M
A

E
M
P
A
R
E
L
H
A
D
A
Análise Formal
Este poema tem 6 estrofes, cada uma quintilha (5 versos).

A métrica deste poema é irregular.
"Ai, há quantos anos que eu parti chorando/
deste meu saudoso, carinhoso lar!... "
12
11
Trabalho realizado por:
-> Inês Rocha, nº11, 8ºG
Full transcript