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intervenção farmaceutica 2015

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by

esperança silva

on 12 October 2016

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Transcript of intervenção farmaceutica 2015

Os cuidados com a pele são uma das áreas de intervenção farmacêutica por excelência.

Na farmácia encontram-se profissionais que prestam toda a informação sobre causas, consequências, tratamento e prevenção das reações da pele
ACONSELHAMENTO FARMACÊUTICO
A Pele
É o
maior órgão
do corpo humano
É o primeiro a contactar com todas as agressões externas
É complexo
Funciona como um “escudo” protetor da sobrevivência humana

Quanto > a espessura da pele e o seu conteúdo em melanina, > a proteção natural

Qualidades fundamentais:
elasticidade,
capacidade de eliminar o calor,
permeabilidade seletiva

índice
Exposição solar
- protecção solar e cancro

Dermatoses na criança
- dermatite da fralda, crosta lactea, pediculose

ECZEMA
- atopico , seborreico, de contacto

Infecções bacterianas
- a acne, rosacea

Infecções virais
- herpes, exantemas virais

Infecções fungicas
- onicomicoses, pé de atleta , caspa, candidiases

Calos e calosidades
Picadas de insectos
Psoriase
19 , 22 e 26 outubro 2015
Intervenção farmacêutica
molusco contagioso
“Dermatite irritativa primária da área das fraldas”,
A Pele do bebé
eczema atópico
A acne não surge devido
a falta de hgiene
Os
pontos negros
não são sujidade acumulada nem as “borbulhas” provêm de
falta de higiene
. A cor negra resulta de
restos das células e melanina
(o pigmento que dá cor à pele) que se acumulam no folículo piloso.
Aliás, não se deve agredir a pele com limpezas muito agressivas e frequentes (não mais do que 2 x dia), porque podem agravar a acne.
Deve-se usar produtos de limpeza e/ou maquilhagem não comedogénicos e sem óleo (oil-free), que não provoquem irritação cutanea
No início da puberdade, ocorre um
aumento da atividade hormonal
, que influencia o funcionamento das glândulas sebáceas da tua pele. Estas começam a produzir
mais sebo
,
aumentam de tamanho
e o
canal pilossebáceo
não consegue expulsar esse sebo, que se
acumula
, formando os
comedões
. Se os microrganismos, presentes na pele, conseguirem alojar-se nesses locais, desencadeando uma inflamação, surgem, então, as
pápulas
e as
pústulas
. Finalmente, se estas se romperem, surgem os
nódulos
, agravando a inflamação

A acne não melhora com a luz solar
.
O facto de a pele parecer mais uniforme deve-se ao bronzeado, que tem um efeito de camuflagem.
Deve-se recorrer a
protetores solares sem óleo (oil-free)
adequados ao tipo e cor de pele, para evitar irritações cutâneas provocadas pela exposição solar

A acne é uma doença da pele, que
aparece geralmente na
adolescência.
No entanto, poderá surgir em
qualquer etapa da vida.
É caracterizada pela presença de
comedões abertos
( "pontos negros"),
comedões fechados
("pontos brancos"),
numa fase mais crítica, de

pápulas
(borbulhas vermelhas),

pústulas
(borbulhas com pus),
nódulos
e
quistos
(pequenos inchaços) e
cicatrizes
, lesões que são já mais visíveis.
Localiza-se geralmente na
face
,
mas também surge no
tronco
(sobretudo no dorso), no
pescoço
e nos
braços
.
Em geral, são necessários, no mínimo,
três meses para tratar a acne, mas é importante prolongar o tratamento durante mais tempo –
a chamada
terapêutica de manutenção
– para que a acne não volte a surgir

É usual dizer-se que o chocolate provoca “borbulhas” ou que os fritos, a fast-food e os frutos secos agravam a acne.
Na verdade, não há estudos científicos que comprovem estas ou outras teorias relacionadas com o impacto da alimentação na acne.
No entanto, se determinados alimentos agravam a acne, devem ser evitados

Durante a adolescência a acne
aumenta devido
ao aumento da produção de hormonas
A exposição ao sol piora a acne
A acne pode aparecer
em qualquer etapa da vida
O tratamento da acne
deve ser precoce, a fim de
prevenir o aparecimento de cicatrizes
Alimentos gordurosos, como batatas fritas, pizas e chocolates
não aumentam a acne
A Acne
Dermatite de contacto
Infecções fungicas
Antes de um ano de idade, o eczema atópico afecta as zonas convexas (faces, testa).


Depois de um ano de idade, localiza-se frequentemente nas pregas (pescoço, cotovelos, atrás dos joelhos, debaixo dos braços).





No adulto, se a dermatite persistir, o rosto, o pescoço e as mãos são as zonas mais atingidas
A dermatite atópica (ou eczema atópico) é uma
doença inflamatória crónica
da pele associada a
prurido intenso
.
Pode surgir em todas as faixas etárias, mas é mais frequente durante a
infância
.
É uma patologia cada vez mais frequente, especialmente nos países industrializados.

São as principais

causas da doença
:
Uma deficiência na barreira cutânea,
o sistema imunitário fragilizado,
a predisposição genética e
os fatores ambientais

Esta patologia caracteriza-se pelo aparecimento de episódios agudos (flare-ups) e períodos de remissão ao longo do tempo, afetando a
qualidade de vida
dos doentes .

Os
sintomas
mais comuns são
pele seca e prurido,
mas quando há um flare-up , podem surgir áreas vermelhas ou erupções cutâneas na
face
, no interior dos
cotovelos
e atrás dos
joelhos
.
Os doentes com dermatite atópica geralmente sofrem também de
reações alérgicas,
infeções bacterianas e virais,
febre do feno
e
asma.

Como tratar?

Atualmente não existe cura para a doença, existe sim um controlo dos sintomas através do uso de
cremes e loções, fototerapia e tratamento sistémico
.
Os hidratantes são um complemento fundamental na gestão da doença.
Evitar
fatores desencadeantes
como
alergenos,
stress emocional,
sudorese e
infeções pode prevenir crises.
A
onicomicose
é uma doença cada vez mais comum, responsável por
20%
de todas as doenças das unhas.
Ocorre quase exclusivamente em
adultos
e 1 em cada 2 pessoas tem mais do que
70 anos
de idade.
Assim, o risco de vir a desenvolver onicomicoses aumenta com a idade.
A onicomicose é uma infeção das unhas provocada por
fungos
.
Os sintomas da infeção variam consoante o tipo de fungo envolvido, sendo que o
espessamento e alteração da cor
da unha são os sintomas mais comuns.

As onicomicoses podem afetar tanto as unhas das
mãos
como as dos
pés
, no entanto, as unhas dos pés são mais propensas ao desenvolvimento desta patologia.

O
crescimento mais lento
das unhas dos pés, pode ser um fator facilitador para o estabelecimento dos fungos e causar uma infeção.

Os fungos normalmente desenvolvem-se em
ambientes quentes e húmidos:
os sapatos fechados e de plástico são ambientes ideais para o desenvolvimento destes organismos.

Andar descalço em balneários
também aumenta o risco de infeção.
Existem outros fatores que favorecem o aparecimento de onicomicoses:
cortar as unhas muito rentes,
partilhar sapatos e
instrumentos de corte e cuidado das unhas,
não proteger as mãos com luvas durante os trabalhos de limpeza e jardinagem, entre outros.
As onicomicoses classificam-se consoante o grau de destruição da unha, o tipo de fungo infetante e o local na unha onde se encontra a infeção
superficial distal
- forma + comum, com discromia do bordo distal da unha, hiperqueratose subungueal e onicolise a medida que a infecção avança
superficial proximal
- opacidade esbranquiçada no prato ungueal proximal (doentes com sida)
superficial branca
- placas branco-amareladas. friaveis em qualquer local do prato ungueal
candidiasica -
inflamação da pele à volta da unha que se torna dolorosa, com pus (panaríceo) e secundariamente a parte lateral da unha fica acastanhada e separada da pele
Fatores de risco

Idade:
O risco de desenvolvimento de onicomicoses aumenta com a idade, devido ao facto do crescimento das unhas ser cada vez mais lento, de existirem deformações anatómicas, problemas circulatórios e por vezes higiene incorreta.

Circulação sanguínea periférica:
Pessoas com má circulação sanguínea periférica são mais suscetíveis ao aparecimento de infeções fúngicas.

Diabetes:
A diabetes tem vários efeitos ao nível do sistema circulatório, o que aumenta o risco de aparecimento de onicomicoses.

Psoríase:
As onicomicoses são bastante comuns em pessoas com psoríase, pois têm as unhas mais espessas.

Desporto:
Alguns desportos podem aumentar o risco de aparecimento de uma infeção fúngica.
Nadadore
s, por exemplo, têm mais propensão para desenvolver onicomicoses pelo contacto com ambientes húmidos e quentes. O mesmo se passa com os jogadores de
ténis ou squash
, pelos traumatismos que os movimentos de parar e arrancar provocam nos pés.

Imunodeficiência
: Um sistema imunitário enfraquecido aumenta o risco de desenvolvimento de onicomicoses.

Genética:
Não foi identificado nenhum gene responsável pelas onicomicoses, no entanto, estudos revelaram que a probabilidade de desenvolver onicomicoses é maior se houver uma história familiar da patologia
Conselhos
Os
hábitos de limpeza
são um aspeto importante no tratamento da acne.
A melhor forma de limpar a pele é usar uma
loção de limpeza suave
, não comedogénica, não mais do que
2 x dia
. (Manha/noite, depois de praticar exercicio).

Além disso, alguns
medicamentos
para o tratamento da acne não devem ser usados com produtos de limpeza
abrasivos ou exfoliantes
.
Embora a bactéria P. acnes seja um dos fatores desencadeadores da acne, os sabões rotulados com ação antibacteriana não ajudam ao tratamento.
Estes
sabões
normalmente não afectam a
P. acnes no poro
(onde causa problemas), mas apenas na superficie da pele.

◾Durante o tratamento da acne, a pele pode ficar bastante seca. Para além da limpeza, é essencial utilizar um
creme hidratante não-comedogénico
evitando produtos oleosos ​​que podem obstruir os poros.

◾Cuidados ao barbear: antes de aplicar o creme de barbear, suavizar a barba com água .
Passe a lâmina suavemente somente quando necessário.
◾Escolha cuidadosamente a sua
maquilhagem
. Esta deve ser: não comedogénica e não-oleosa.

Proteja-se do so
l. Muitos medicamentos para o tratamento da acne são fotosensibilizantes.
◾Não esprema borbulhas ou pontos negros, pois o risco de aparecimento de
cicatrizes e manchas
aumenta.

etiologia viral
- provocado por Poxvirus
clínica
- papulas perladas, umbilicadas,
distribuição
- face, tronco, area anogenital
transmissão por contacto directo ou objectos infectados
nas crianças muito comum nas piscinas

tratar logo no inicio pois alastra facilmente ( novas lesões por autoinoculação).
tratamento
: curetagem, crioterapia, imiquimod creme 5% 3xsemana
Pediculose
Infecções virais
Nas crianças, o
eczema atópico
, é certamente a doença mais frequente até à idade escolar.
Estas crianças têm uma pele
muito seca
com
muita comichão
e nela surgem manchas vermelhas, ásperas, com escamas ou crostas, em particular na
face
nos bebés mais pequenos ou nas
dobras
dos cotovelos e joelhos.
Nas crianças com mais de 1 ou 2 anos pode também surgir nos
lábios, pálpebras, nos punhos, dedos das mãos e tornozelos.

Estas crianças necessitam de cuidados especiais de
hidratação
da pele e
medidas de higiene
para evitar secar mais a pele.
Podem ainda necessitar de tratamentos locais com
cortisona
ou outros medicamentos


A prevalência aumenta com os antecedentes familiares (se um dos pais tiver a doença, a criança tem um risco de
50%
) ; pelo que existe uma predisposição genética.

A prevalência também aumenta com o meio ambiente, as alterações do estilo de vida, o aumento da higiene nas nossas sociedades (doença mais frequente nos países industrializados).
Crosta lactea
O Eczema seborreico é uma doença da pele dependente das hormonas sexuais e que portanto só existe no recém-nascido, porque recebe hormonas da mãe.

No recém-nascido manifesta-se pela chamada “crosta de leite” acumulação de
escamas oleosas
aderentes ao couro cabeludo e, nas formas mais extensas, também nas pregas da face, pescoço, das axilas e da área das fraldas.
A pele fica vermelha e com escamas gordurosas mas causa
pouca comichão
.
Surge na 1ª semana após o nascimento e regride espontaneamente até aos 4-5 meses.

tratamento
Aplicar vaselina liquida ou óleo de amêndoas doces (Óleo emoliente) nas lesões, amolecimento das crostas e remoção cuidadosa após alguns minutos. Aplicar fluidos especificos da DS e deixar ficar.
Em seguida fazer uma lavagem com um champô suave
Emulsão com ácido salicílico, situações mais exacerbadas

Todos os bebés deveriam manter-se fora do alcance da
luz solar directa
Um bebé pode apanhar queimaduras solares em período muito pequenos, de 10 a 15 minutos, mesmo nos dias nublados.
A primeira barreira de defesa deveria ser a
roupa.
Nos dias quentes, o bebé deve vestir – se com roupa leve de algodão que lhe cubra os braços e as pernas.
Certifique-se de que ele usa um
chapéu
sempre que sair.
Tente evitar sair quando os raios solares estão mais fortes, ou seja, entre as 11 da manhã e as 5 da tarde

A radiação ultra violeta não vem apenas “de cima”, vem de todos os lados e, mesmo debaixo de um guarda-sol, estamos expostos ao equivalente a
30% da Radiação UV directa
.
Ou seja,
3 horas
à sombra de um guarda-sol, equivale a cerca de
1 hora ao sol

http://prezi.com/i_qzbxw_z1gl/present/?auth_key=my6hyfo&follow=qpviyimkpvfc&kw=present-i_qzbxw_z1gl&rc=ref-141984493
A pele das crianças tem características diferentes das dos adultos e merecem cuidados especiais. Além disso, por terem a imunidade ainda em desenvolvimento, estão mais suscetíveis a alguns tipos de infecção
É o
maior órgão do corpo
, evita as perdas de líquido e protege-o do meio ambiente.

(pele com menos espessura e menor gordura subcutânea)
Devido ao seu elevado teor de água e ao facto de não ter estado exposta à radiação ultravioleta do sol,
a pele dos bebés é suave e flexível.
Embora seja comum que a pele do bebé pareça estar a escamar durante as primeiras semanas de vida, isto deve-se simplesmente à passagem do meio ambiente líquido do útero para um meio ambiente gasoso do mundo exterior.
Esta escamação desaparecerá rapidamente e o bebé voltará a ter uma pele com um aspeto suave e saudável.
Portanto, não há necessidade de encher o recém-nascido de creme!
Não dar banhos em excesso pois podem originar irritação e diminuir as defesas da pele –
banho rápido ou um enxaguamento
A hidratação apos o banho com
hidratante suave
sem perfume sem corantes – proteção contra os agressores químicos e infeciosos
Mude as fraldas frequentemente.
Utilize fraldas descartáveis super-absorventes
A cada mudança, lavar o rabinho do bebé com água tépida e liquido de lavagem suave, sem corante e aditivos
Evite usar toalhetes (álcool, perfume)
Limpar a pele com suavidade – toalha macia –
Limpar sem esfregar e com toque suaves
Especial atenção às pregas (maior humidade)
Evitar usar pó de talco
pele bem limpa e seca nas dobras e pregas
Aplique uma camada fina de creme de
óxido de zinco
ou pasta de agua sobre as pequenas nádegas do bebé como uma protecção extra contra a humidade.

Deixe todos os dias o bebé sem a fralda durante algum tempo.
Deixar a pele respirar –
quanto mais tempo sem fralda melhor

No adulto a dermatite seborreica surge especialmente em zonas abundantes em glândulas sebáceas (cabeça e a parte superior do tronco).
Em muitos casos surge no couro cabeludo, provocando a descamação habitualmente designada por “caspa”.
No entanto, além do couro cabeludo, envolve outras partes do corpo ricas em pelos (sobrancelhas, bigode, barba) ou as pregas do corpo (nas pregas da face em redor do nariz ou orelhas, nas axilas, virilhas, sulco internadegueiro), provocando
vermelhidão, borbulhas, descamação oleosa e prurido
.

A dermatite seborreica é mais frequente em pessoas com pele oleosa, onde o fungo do género Malassezia pode contribuir para o agravar da reacção inflamatória.
Surge, na maior parte dos casos, de forma espontânea, podendo, no entanto, ser potenciada por vários factores, como o stress, o cansaço físico e as alterações climatéricas.
Pode ser particularmente exuberante em indivíduos com SIDA ou com Doença de Parkinson.
Dermatite seborreica
tratamento TÓPICO
Lavar a pele com produtos não agressivos, sem sabão ou essências
Secar bem a pele depois do banho, minimizando a força e a fricção durante a secagem

Aplicar creme ou gel DS
Corticosteroides
: Não aplicar corticóide na face – risco de Taquifilaxia – risco de rosácea/dermite perioral (eritema, atrofia, telangiectasias)
Antifúngicos (cetoconazol 2% 1xdia, ciclopirox olamina) e inibidores tópicos da calcineurina (tacrolímus 0,1%, pimecrolímus 1% 2xdia)
Frisolac, Nizoral, Tedol, Mycoster, Elidel, Protopic
Casos graves:
tratamento sistemico
Itraconazol
Isotretinoína 0,1mg/kg após uma refeição com alimentos ricos em lípidos
Fototerapia UVB no caso de DS refractária
Clinica
Pityrosporum ovale/ M. furfur
com eritema ligeiro a moderado,
com infiltrado inflamatório ligeiro,
crostas espessas e descamativas
Limites bem demarcados
Não é uma doença das gl. sebáceas
Lesões amarelas
O Sol e o bébé
A principal
manifestação clínica
é o
prurido
nos locais afectados (parte posterior e lateral da cabeça), juntamente com vermelhidão e pequenas pápulas nos locais das picadas ou crostas secundárias ao coçar e a infecção da pele.

O
diagnóstico
de pediculose faz-se pela visualização do parasita vivo e/ou das lêndeas (ovos colados ao cabelo).
A distância das lêndeas à raiz do cabelo evidencia a duração da infestação.

A
transmissão
ocorre por contacto directo cabeça a cabeça, ou pelo contacto com roupas, chapeus, escovas/pentes contaminadas.

A chave para um
tratamento
eficaz é o tratamento do doente infectado e de todos os seus contactos.
Além disso, está recomendada a lavagem a altas temperaturas (a mais de 60ºC) da
roupa
do doente e da roupa de
cama
e de
banho
.

São várias as opções farmacológicas de tratamento disponíveis: loção e champos - 2 aplicações com um intervalo de 7 dias, para prevenir a sobrevivência de alguns ovos após a primeira aplicação

. (stop piolhos, paranix, quitoso, nix, limov,itax)
permetrina, dimeticone

A
remoção mecânica
dos piolhos e das lêndeas deve ser realizada em simultâneo com este. Para isso, pode-se utilizar um
pente especial
de dentes finos nos cabelos húmidos, de forma
bissemanal
durante 2 semanas.
Epidemiologia
Forma infantil é autolimitada e ocorre nos Primeiros 3 meses de vida
Forma adulta é crónica: 2-5% população
Pico de incidência 40/60 anos
Homens mais afectados que as mulheres
Maior incidência: HIV+(85%), Dça Parkinson (adulto)
As áreas convexas da área genital ficam
vermelhas
e i
rritadas
enquanto que o fundo das pregas é poupando.
Não se sabe ao certo quantos bebés sofrem deste incómodo, mas estima-se que atinja entre 25 a 65% das crianças.
A incidência máxima ocorre entre os 6 e os 12 meses de idade

É causada pela
humidade
, a
fricção
e o contacto com irritantes químicos e biológicos, como a urina e as fezes.
No seu conjunto estes agentes comprometem a barreira cutânea e tornam a pele vulnerável a agentes infecciosos oportunistas, nomeadamente pelo fungo saprófita das mucosas, a
Cândida albicans
. Neste caso, a vermelhidão estende-se frequentemente ao fundo das pregas que ficam também vermelhas e brilhantes.

Geralmente as dermatites das fraldas resolvem-se ao fim de 2 a 3 dias, sem complicações.
Cuidado primordial lavagem das mãos do cuidador
A prevenção e
tratamento
passam pelo uso de
fraldas
de tamanho adequado, superabsorventes, que devem ser frequentemente mudadas.
A
limpeza cutânea
deve ser suave, sem fricção, e devem ser evitados produtos irritatantes (álcool, antisépticos ou perfume).
O uso de emolientes ou
pastas protectoras
após cada muda de fralda, reduzem a maceração e o contacto com irritantes, e auxiliam a cicatrização

Preparações em pó, como o pó de talco, são completamente desaconselhadas pelo risco de inalação respiratória.
Em caso de complicação da dermatite das fraldas pode ser necessário recorrer ao uso de medicamentos de uso tópico,
A acne é uma situação muito frequente, que atinge cerca de
80%
dos jovens também pode afetar a população adulta, especialmente mulheres com idades entre os 30 e os 40 anos
(35%)
.

A acne é uma
doença inflamatória crónica
dos folículos pilossebáceos da
face, pescoço e região anterior e posterior do tronco.

Caracteriza-se pelo aparecimento de
comedões abertos
(pontos negros) ou
comedões fechados
(pontos brancos internos),
pápulas
(borbulhas vermelhas),
pústulas
(borbulhas com pus) e, nas suas formas mais graves,
abcessos, quistos e cicatrizes
.

É uma doença causada por diversos factores entre eles factores
genéticos
(determinantes da precocidade e intensidade da acne), raciais e
ambientais
(climas quentes e húmidos favorecem o seu aparecimento).

As lesões surgem em regra na adolescência, atingem ambos os sexos, tendo uma maior prevalência dos
14 aos 17
anos no sexo feminino, e dos
16 aos 19
no sexo masculino.
Nalguns casos, nomeadamente se houver desregulação hormonal, a acne pode persistir além destas idades.

A acne pode ter um
impacto negativo na qualidade de vida do
jovem e merece, em particular nestes casos, uma intervenção mais activa.
Apesar de não se tratar de uma doença grave, a acne pode ser
desfigurante
, pelo que se impõe um acompanhamento precoce e adequado, com a finalidade de evitar a sua progressão para estádios mais avançados, e, assim evitar, eventuais cicatrizes inestéticas definitivas.
As lesões de acne surgem na sequência da
obstrução dos folículos pilossebáceos,
consequência do aumento da
produção e secreção
sebácea (dependente das hormonas sexuais masculinas) e da
hiperqueratinização
com obstrução do folículo pilossebáceo; consequentemente, há
infecção bacteriana
(sendo o microorganismo implicado o Propionibacterium acnes) e gera-se uma resposta inflamatória e imunológica à presença do microrganismo e de alguns produtos modificados do sebo.
Tratamento
Tratamento
Existem vários medicamentos
tópicos
(cremes ou fórmulas de aplicação na pele) e
sistémicos
(comprimidos) e outros tratamentos adequados para o tratamento da acne, mas existem indicações precisas de cada tratamento para cada tipo de acne.

Assim, o tratamento da acne deve ser adequado a cada caso específico, tendo em conta o tipo de
manifestações clínicas
e a sua
intensidade
, bem como o impacto da acne na qualidade de vida do jovem e a existência ou não de contraindicações ou limitações ao uso de determinados fármacos.

•o
microbioma
do paciente com acne é diferente da pele normal, com o predomínio de estirpes patogénicas do Propionibacterium Acnes (bactéria naturalmente presente na pele que provoca a inflamação);
•o P.acnes adquire o seu
potencial patogénico
no interior da glândula sebácea formando um
microbiofilme
, que lhe permite aderir fortemente à glândula sebácea, proliferar mais rapidamente e constituir agregados de bactérias mais agressivas.



Retinóides orais


A isotretinoína oral atua sobre os 4 fatores envolvidos na patogénese da acne.
É utilizada nos
casos mais graves
de acne, ou nos casos em que outros tratamentos causam recidivas ou não conseguem evitar o aparecimento de cicatrizes.
Mulheres que tomam isotretinoína oral não podem estar grávidas nem engravidar no início nem durante o tratamento e um mês após a interrupção do mesmo, pois este medicamento pode causar
malformações
no feto.

Opções de tratamento


Retinóides tópicos:
Tretinoina,isotretinoina ou adapaleno
isotrex, ketrel,locacid,retinA, differin

Os retinóides tópicos são derivados da vitamina A.
Estes medicamentos, apesar de melhorarem a acne, podem também irritar a pele, especialmente durante as primeiras semanas de uso.
Os retinóides tópicos podem ser usados ​​como tratamento inicial e como terapia de manutenção de longo prazo.
Alguns retinóides tópicos podem ser encontrados em combinação com outros agentes tópicos (por exemplo, com o peróxido de benzoílo).
epiduo
,



Peróxido de benzoílo

benzac5, benzac wash5, eclaran5, peroxiben, benoxygel, panoxyl wash

O peróxido de benzoílo é um agente antimicrobiano, ou seja, pode matar as bactérias, nomeadamente a P. acnes, de uma forma rápida e eficaz.
Ao contrário dos antibióticos, as bactérias
não têm sido capazes de se tornar resistentes
ao peróxido de benzoílo, evitando o desenvolvimento de resistências bacterianas na população.



Antibióticos tópicos eritromicina,clindamicina
aknemycin,clinac,eryfluid dalacin T,

Os antibióticos tópicos são capazes de matar bactérias, incluindo a P. acnes, e são também capazes de reduzir a inflamação na pele.
Ao contrário do peróxido de benzoílo, o uso de antibióticos está limitado pela existência
crescente de bactérias resistentes.

Normalmente, associa-se o tratamento com AB tópicos a outros medicamentos, como o peróxido de benzoílo, para reduzir o aparecimento de resistências
duac



Antibióticos orais tetraciclina,doxiciclina,minociclina,eritromicina
cipancin,minocin,minotrex,actidox,periostat,vibramicina

Os antibióticos orais são antibacterianos e anti-inflamatórios e são tomados como comprimidos ou cápsulas, sendo utilizados nas formas mais graves de acne.
.
Hormonas/Terapêutica antiandrogénica
acetato de ciproterona e etinilestradiol

Estes tratamentos são opções para mulheres com disfunções hormonais ou formas de acne mais grave

As dermatites de contacto alérgicas apresentam-se sob diversos aspectos dependendo do
alergénio
e do
local
e
forma
como este contacta com a pele.

Os principais alergénios são
os metais,
medicamentos tópicos,
perfumes e outros cosméticos e
os produtos profissionais.

Mas os alergénios são muitos e variados, sendo frequentemente detectadas novas substâncias capazes de causar alergia de contacto.

Uma das situações mais frequentes e que afecta
mais de 20% dos jovens em Portugal é a alergia ao metal níquel:
ocorre, por exemplo, na
orelha
pelo contacto com brincos de fantasia (não de ouro),
junto ao umbigo
pelo contacto com o botão das calças de ganga ou fivela do cinto, ou no
punho
pele fivela da correia do relógio
Os eczemas de contacto são frequentes e representam a principal forma de alergia da pele ao
contacto com substâncias do exterior.

Surgem no
local de contacto
com o alergénio, por vezes desenham mesmo a
área de contacto
, e manifestam-se por
comichão, vermelhidão e borbulhas
, algumas com
conteúdo líquido
formando
pequenas bolhas de água
, ou pequenas
feridas e crostas
na pele


É importante referir que estas reacções não são imediatas;
surgem, no mínimo,
1 ou 2 dias após o contacto
e
não ocorrem pela primeira vez que se contacta com a substância;
são habitualmente
necessárias várias exposições
até o indivíduo se tornar alérgico..


Nem todas as dermatites de contacto representam uma verdadeira alergia. Algumas podem resultar da
“irritação”
da pele pelo contacto repetido com
detergentes, champôs
e outras substâncias que agridem e alteram a estrutura protectora do estrato córneo da epiderme.

Estas dermatites
irritativas ou traumáticas
envolvem habitualmente as
mãos
que ficam secas, ásperas, por vezes com fissuras na pele que causam mais ardor do que comichão.
Ocorrem no pessoal da saúde, cabeleireiras, pessoal de limpeza, da restauração, sendo por vezes facilitada quando à tarefa profissional se associa uma actividade doméstica extra (nascimento de um filho com contacto mais repetido com detergentes e líquidos de higiene).

Estas dermatites irritativas previnem-se e tratam-se evitando o contacto directo com estes agentes e aplicando
vários cremes protectores
.
:As esteticistas que manipulam os
acrilatos
das unhas de gel e, ocasionalmente as clientes, podem sofrer de dermatite das mãos e em redor das unhas;

as cabeleireiras e os indivíduos que pintam o cabelo, fazem alergia às
tintas do cabelo
que na cabeleireira se manifesta nas mãos mas
no indivíduo que pinta o cabelo pode dar apenas comichão ou situações mais graves com inchaço da fronte e pavilhões auriculares ou toda a face ou bolhas no couro cabeludo e que deitam uma “aguadilha”,

as crianças e jovens que pintam
tatuagem temporárias
na pele, neste caso mesmo num só contacto, podem desenvolver alergias e contacto graves e que deixam marcar para toda a vida – nesta tatuagem, dita de Henna, usam as tintas do cabelo em doses altas para pintar a pele e
estas crianças podem tornar-se alérgicas não só à tinta do cabelo mas também a produtos com estrutura química semelhante tais como
corantes do vestuário, anestésicos locais e outros medicamentos como as sulfamidas
.

Há ainda dermatites de contacto causadas por perfumes, cremes cosméticos,
plantas
, materiais de vestuário e calçado, medicamentos aplicados na pele, entre muitas outras…

A dermatite de contacto é também a doença profissional mais frequente, ainda não a mais grave, mas obriga a grandes perdas de dias de trabalho, a mudanças de profissão com consequente reinvestimento na formação profissional … tudo isto quando muito se pode prevenir.
Os testes para estas alergias de pele são os
Testes Epicutâneos ou Provas de Contacto
e não os testes das “picadas” habitualmente feitos pelos alergologistas e pneumologistas (que tratam a asma ou a rinite alérgica).
Para estes testes aplicam-se nas costas do paciente, uma espécie de selos (adesivos com os alergénios) e observa-se a pele ao fim de 2 dias para ver a quais alergénios a pele reage.


O tratamento passa pela evicção do ou dos alergénios detectados e, quando necessário, na utilização de
cortisona
em cremes/pomadas ou em comprimidos.

Procurar a identificação do agente causal
Evicção
do agente causal/ agente agressor
Utilizar luvas (ecz. nas mãos) e ou vestuário de
protecção
sempre que possível
Aplicar um creme
isolante
e reparador.
Emoliente diário
Corticoterapia tópica/sistémica
Imunomoduladores tópicos
Antibióticos tópicos : gentamicina, ác. Fusídico
Anti-histamínicos sistémicos - sedativo anti-prurido


clínica
A manifestação mais comum do pé-de-atleta é a
descamação e fissuras
(comummente chamadas “gretas”) nos espaços entre os dedos dos pés e por vezes também por baixo destes.
Esta descamação pode depois espalhar-se para a planta dos pés quase sem vermelhidão e, mais raramente, ou associar-se a pequeninas bolhas com água ou pus na planta dos pés, neste caso já acompanhadas de vermelhidão.
Pode haver comichão ou mesmo sensação de ardor ou dor se as fissuras estiverem presentes.
A transpiração aumentada dos pés é uma queixa frequente e que pode facilitar o aparecimento das lesões.

É importante tratar o pé-de-atleta para prevenir possíveis complicações, como por exemplo infecções da pele provocadas por bactérias, que penetram através das fissuras entre os dedos.

tinea pedis
O
“pé-de-atleta”,
é causada por fungos da família dos dermatófitos.
Trata-se de uma afecção bastante comum em todo o mundo.
É mais comum nos meses de
Verão
e também nos climas tropicais e subtropicais,
assim como em
comunidades fechadas
(como equipas de atletas ou organizações militares).
A incidência do pé-de-atleta é também maior em pessoas que usam
calçado
fechado e em indivíduos que frequentam
piscinas e chuveiros públicos
.

Trata-se de uma infecção transmitida habitualmente de pessoa a pessoa,
quer através do
contacto directo
,
quer através do
solo
ou
de
objectos
contaminados,
uma vez que os fungos causadores têm a capacidade de sobreviver nestes ambientes, sobretudo se houver condições óptimas de
calor e humidade
.
tratamento
O tratamento pode consistir apenas na aplicação de
cremes antifúngicos,
ou associar-se também a comprimidos.
A prevenção das recorrências da doença não é fácil, uma vez que os fungos podem sobreviver no solo ou nas roupas, e transmitir-se entre pessoas.
É importante controlar a humidade dos pés;
usar calçado arejado sempre que possível;
evitar andar descalço em balneários, piscinas, etc.,
evitar partilhar vestuário, toalhas ou outros objectos de uso pessoal.

O pé-de-atleta pode acompanhar-se de micoses das unhas dos pés, e das virilhas.
Estas manifestam-se por uma vermelhidão que forma um bordo com um ou vários círculos que partem das virilhas para a face interna das coxas e, mais raramente, para as nádegas e parte do abdómen.

Nas crianças podem atingir o couro cabeludo e, muitas vezes, por contacto com um cão ou gato mal cuidado, a criança aparece com várias lesões em anel vermelho e a descamar, seja na face, braços ou tronco, anéis que crescem centrifugamente a partir do local onde o fungo entrou na pele.
TRATAMENTO
Ainda não dispomos duma “arma “ eficaz que elimine o vírus definitivamente. O Herpes simples no entanto e na grande maioria dos casos, cura por si e evolui sem problemas, sendo muitas vezes suficientes apenas medidas de desinfecção local.

Existem antivirais para
aplicação local
(cremes) que podem diminuir os sintomas e acelerar a cura das lesões.
Aciclovir 5xdia durante 5 dias
Zovirax®, Aciclosina®, Cicloviral®, Divicil®, Hermix-Sofex®, Herpex®
Penciclovir Fenivir, Tromantadina Viru-merz
Aplicado logo aos primeiros sinais/sintomas, mesmo sem erupção
Não devem ser aplicados se já existirem vesículas abertas
Rx adv. Sensação de queimadura e picadas transitórios, risco ecz. contacto
CI. Hipersensibilidade, gravidez e aleitamento

Nos casos mais graves, quando as recorrências são muito frequentes e em situações especiais, poderá haver necessidade de recorrer a
antivirais sistémicos
(comprimidos ou injectáveis)
aciclovir ou valaciclovir
zov, valtrex,crotax,valavir 200mg/5xdia ou 400mg /3xdia ou 1g/2xdia 7 a 10 dias
O
herpes
é uma infecção muito comum da pele e mucosas causada pelo vírus herpes simples.

Há 2 tipos:
o vírus herpes simples tipo-1 é o responsável pela maioria dos casos do chamado
herpes labial

vírus herpes simples tipo-2 é o principal responsável pelo
herpes genital
.

O vírus herpes simples afecta grande parte da população mundial em todo o mundo e o homem é o seu reservatório natural.
Actualmente pensa-se que quase
90%
dos adultos tenha tido contacto com o vírus.

O contágio com o vírus herpes tipo 1 é feito na maioria dos
casos na infância
e a maior parte das vezes estas infecções são assintomáticas isto é passam despercebidas.
O vírus tipo 1 transmite-se pela
saliva e
através de
secreções
contaminadas.
A transmissão do vírus tipo 2 é feita por
contacto sexua
l e ocorre principalmente a partir da puberdade.
Recentemente têm surgido mais casos de herpes genital provocados pelo vírus herpes tipo -1 devido à prática de sexo oro-genital.
Pode haver
transmissão
do vírus mesmo quando não há l
esões visíveis
o que contribui para a dificuldade na prevenção desta afecção.
Quando uma pessoa é infectada com o vírus herpes simples, esta infecção mantém-se para toda a vida.
primo infecção
infecção inicial no local de contágio
fase de latência
o vírus multiplica-se e vai-se alojar numas estruturas nervosas da vizinhança onde se mantém como que adormecido, num estado pouco infeccioso
recorrência
Após um período de tempo variável, pode voltar a migrar para a pele dando origem à recorrência.
Depois de cada recorrência há novamente regresso á fase de latência e assim sucessivamente.
Caracteristicamente as infecções pelo vírus herpes decorrem em 3 fases:
As lesões provocadas pelo vírus herpes tipo-1 são mais frequentes nos
lábios e boca
mas podem surgir noutros locais: na pele à volta dos lábios, no nariz e nas regiões malares (bochechas).
Nas crianças manifesta-se muitas vezes na
mucosa ora
l
(gengivo-estomatite
) e orofaringe.

O Herpes genital é semelhante ao herpes labial mas geralmente mais exuberante. No homem as primo-infecções são mais frequentes na glande e prepúcio e podem ser muito dolorosas. O mesmo se passa na mulher em que podem ocorrer lesões na vulva, vagina e áreas próximas podendo ser acompanhadas de outros sintomas como dor e dificuldade em urinar e “íngua”. As recorrências são comuns nas
nádegas.
Na gravidez pode raramente ocorrer transmissão da doença ao bebé, se houver uma primo-infecção de herpes genital na altura do parto e isso poderá ser motivo para realização de cesariana.


Não se sabe ao certo porque é que o vírus volta a estar activo mas sabe-se que há
vários estímulos
que podem desencadear um novo episódio:
situações de stress (todos que sofrem desta afecção têm a experiência que o herpes surge nas alturas menos adequadas…!),
quando se tem febre,
após uma exposição solar,
na altura da menstruação,
por traumatismo local ou
por imunossupressão

Num
primeiro episódio
de Herpes labial é costume haver sintomas iniciais (pródromos) como
febre,
falta de forças,
sensação de ardor e picada,
formigueiro,

uns dias antes de aparecimento na pele de
pequenas
vesículas ou “bolhinhas” de água agrupadas

sobre uma mancha avermelhada
acompanhadas de prurido (comichão);
estas podem tornar-se mais amareladas,
acabam por romper dando lugar a
crostas e pequenas feridas
que
acabam por cicatrizar em 2 a 3 semanas, sem deixar marca.

Nos

episódios mais exuberantes

pode também haver uma inflamação dum gânglio submaxilar
Entra-se depois na
fase de latência
e ao fim de algum tempo podem voltar a aparecer lesões próximo das do episódio inicial.
Temos então o
herpes recorrente
. Aqui as lesões são menos exuberantes, dão menos incómodo e têm menor duração, geralmente curam em 3 a 7 dias.
Com o
avançar da idade
os episódios de herpes recorrente tendem a diminuir de intensidade e de frequência.


conselhos
Essencialmente é necessário alertar para a
contaminação de terceiros
, mas também para a
auto contaminação
.

O ato de tocar na vesícula, que dá comichão, e depois tocar noutros locais da face e nos olhos, pode levar a um alastramento


Beijar
Partilhar copos ou outros objetos pessoais que possam transportar o vírus (lâminas de barbear, toalhas, pratos, talheres, batons)
Ao Tocar nas lesões – deve lavar as mãos de seguida – risco de alastramento a outras zonas do corpo
Ingerir alimentos ou sumos ácidos
Usar guardanapos ou lenços de tecido


O eczema atópico designa as manifestações inflamatórias cutâneas e recidivantes associadas à atopia.
Trata-se de uma dermatose crónica pruriginosa e inflamatória, que evolui por crises

Trata-se de uma doença multifactorial complexa, que associa 2 tipos de anomalias:
uma alteração da barreira epidérmica (défice de filagrina) que torna a pele seca e anormalmente sensível a todas as agressões,
uma tendência para as sensibilizações aos alérgenos com IgE.

O eczema atópico começa na maioria dos casos durante os primeiros três meses de vida.

Primeiro, surgem placas vermelhas, em seguida cobrem-se de pequenas vesículas, com ressumação, seguida de crostas. Um tratamento rápido da doença permite evitar as complicações (por exemplo, sobreinfecção com estafilococo áureo).
A crise de eczema necessita de um
tratamento rápido
Os
corticóides
,
aplicados unicamente nas zonas inflamatórias, aliviam rapidamente a inflamação.
Um tratamento bem observado desde o início permite ao paciente sentir muito rapidamente uma melhora da sua qualidade de vida.
Durante o período de remissão (de acalmia)
A secura cutânea (
xerose
) é quase constante e frequentemente associada a prurido
A aplicação dos produtos
emolientes
é indispensável para reconstruir a pele e diminuir a secura

As crises tornam-se cada vez menos intensas e frequentes (sobretudo se houver um tratamento adequado).
O eczema melhora frequentemente após os 5- 6 anos de idade.
Por vezes, o eczema atópico pode ter uma recrudescência na adolescência, por ocasião de
conflitos psicoafectivos ou de stress
.
Na idade adulta, a pele é normal ou seca, embora mais frequentemente sensível aos alergénios. As crises são ainda possíveis durante os períodos de
stress.
tratamento topico
Corticóides tópicos
Potência depende da localização/infiltração da lesão - baixa a moderada
Aplicação diária,
período de tempo limitado, com desmame (atrofia cutânea,ef.sistémicos)

Tracrolimus e pimecrolimus tópicos
em crianças com mais de 2 anos
A segurança destes fármacos está sob vigilância da FDA e EMEA
VANTAGEM: estes fármacos tratam e previnem

tratamento diario continuado
Agentes de limpeza suaves
Aplicação diária de emolientes tópicos

utilização de suplementos alimentares com vitamina E
tratamento sistemico
Corticoterapia
: ciclos curtos com desmame progressivo
Ciclosporina e outros i
munomoduladores
Anti-histamínicos
– efeito sedativo
(
Hidroxizina - Atarax®, Clemastina - Tavegyl®, Oxotomida - Tinset®
)

Antibióticos
– se sobreinfecção

Fototerapia


Encontrar uma alternativa à coceira

100% das pessoas que sofrem de eczema coçam-se

A coceira é a consequência da comichão provocada pelas patologias.
Consequências: arranhões, riscos de sobreinfecção e espessamento da pele
(liquenificação).
A necessidade imperiosa de se coçar induz um círculo vicioso.

O que é preciso saber:
Quanto menos arranho a pele, menos me dá comichão.
Quanto menos coço, menos tenho comichão.

As causas da comichão:
A secura da pele.
O hábito de coçar.
O stress.

Não serve de nada dizer a uma criança: “Pára de te coçar”.
Esta observação pode desesperá-la e dar-lhe ainda mais vontade de se coçar.
Por isso, é necessário encontrar uma alternativa para a coceira!

Eis algumas alternativas
A
hidratação
: previne e alivia a comichão.


A água termal
: efectuar pulverizações prolongadas ou aplicar compressas impregnadas com água termal - em seguida, aplicar um produto emoliente.

O
frio:
“anestesia” a comichão.
Colocar o spray de água termal no frigorífico.
Pulverizar a água termal, em seguida, arejar para aumentar a sensação de frescura.
Pode utilizar “sacos de gelo” tendo o cuidado de envolvê-los num pano para evitar o contacto directo com a pele.
Pode também utilizar seixos lisos, roletes de madeira…

Em caso de comichão nocturna, pensar em aplicar um produto emoliente antes do deitar e prever um spray de água termal e um creme hidratante na mesa-de-cabeceira.

Conselhos
ROSACEA
É uma doença de pele comum que se caracteriza por uma
vermelhidão
que inicia no
centro da face
, progredindo gradualmente para as
maçãs do rosto, testa e queixo
. A sua causa exacta é ainda desconhecida.

As
mulheres
têm rosácea mais frequentemente do que os homens. Adultos de pele clara entre os
30 e 50 anos
são os mais afectados, mas também pode ocorrer em homens ou mulheres de qualquer idade e até em crianças.

As doenças que mais se assemelham à rosácea e que também podem coexistir são a
acne
e a
dermatite seborreica
e o
lúpus eritematoso
, com a mancha da face em borboleta.
Como reconhecer a rosácea

O sintomas iniciais são:
tendência para corar facilmente (rubor facial) e/ou
intolerância a cosméticos,
ao Sol ou
ao calor.

A esta fase, que pode durar meses ou anos, segue-se uma
fase de vermelhidão persistente,
de aparecimento de pequenos vasos na superfície da pele, vulgarmente designada
cuperose,
e
progressivamente surgem minúsculas “borbulhas” rosadas,
algumas delas com pús, em cima ou à volta das áreas vermelhas.

Ao contrário da acne, não se observam comedões (“pontos negros”)
.

Em casos avançados,
a inflamação crónica e
o aumento de volume das glândulas sebáceas
causam deformação do nariz designada
rinofima,
que é muito mais frequente nos homens.

Embora o nariz seja o local mais frequente, também pode ocorrer raramente na testa, maçãs do rosto e orelhas.
Algumas pessoas com rosácea têm envolvimento ocular, traduzido por vermelhidão, sensação de ardor e/ou de corpo estranho no olho (rosácea oftálmica).
TRATAMENTO

Os tratamentos disponíveis visam o seu controlo e não a sua cura.
A auto-medicação está contraindicada porque muitos cosméticos e medicamentos podem piorar o problema.

É o caso dos corticóides que, podendo produzir inicialmente uma falsa sensação de alívio da vermelhidão, na realidade agravam a rosácea, sendo mesmo uma das suas causas (rosácea cortisónica).

As medidas que previnem as crises de rubor facial são as que estão ao alcance do doente:

Dieta
: não há uma dieta específica.
O doente deve conhecer os alimentos que lhe provocam rubor, que são em geral os alimentos condimentados, as bebidas quentes, a cafeína e as bebidas alcoólicas.
É comum associar-se a rosácea ao alcoolismo, o que é incorrecto. Pessoas que não têm hábitos alcoólicos podem ter uma rosácea tão ou mais grave do que as que os têm.

Evitar ambientes excessivamente quentes ou frios ou poluídos

Evitar cosméticos irritantes (alguns sabões, cremes, etc)

Efectuar uma boa protecção solar (evitar exposição nas horas de maior calor, usar chapéu e protector solar com índice de protecção igual ou superior a 15)

O Dermatologista geralmente recomenda um tratamento combinado, adequado à fase em que se encontra a doença e ao tipo de pele do doente.
Este pode ser exclusivamente tópico (aplicação na pele de cremes ou geles) ou associado a tratamento por via oral.

Estas medidas melhoram significativamente a maioria dos sintomas, excepto a tendência para ruborizar e a vermelhidão persistente, que aliviam apenas parcialmente.

Antibióticos.
Usualmente, pequenas doses são tudo o que é necessário. A rosácea responde à terapia dentro de poucos dias. Os fármacos têm que ser tomados a longo prazo para manter o controle. São de prescrição médica obrigatória.
Medicações Tópicas
. Nenhuma é muito eficaz e a rosácea é melhor tratada sistemicamente. Entretanto, o
metronidazol
numa concentração de 1% numa base adequada pode ser benéfico.
Metroderme, Rosiced, Rodermil, Dumozol
Igualmente, um creme de enxofre começando a 1% e aumentando gradualmente, constitui uma preparação consagrada pelo tempo.
Ambos os tratamentos são razoáveis, especialmente na gravidez, altura em que a maioria dos antibióticos estão contra-indicados.

Unhas frágeis e quebradiças
são também uma queixa frequente, sobretudo ao nível das mãos e nas pessoas que recebem com assiduidade cuidados de manicura ou que têm as mãos frequentemente envolvidas em humidade e detergentes no seu trabalho. Mas podem ser identificados e eliminados os factores que provocam ou agravam as alterações das unhas:

Corrigir a carência de ferro, desequilíbrios hormonais e perturbações circulatórias;
Evitar
molha
r muitas vezes as mãos e os químicos que dissolvem os lípidos intercelulares (cimentos, solventes, sal, ácidos, anilinas, açúcar).
Nas profissões mais expostas, usar
luvas
duplas de protecção (luvas de algodão sob luvas impermeáveis);
Não devem ser usados regularmente alguns procedimentos cosméticos, como a remoção do verniz com acetona, o “amolecimento” das cutículas com soluções alcalinas ou a aplicação de endurecedores à base de resina de formaldeído.
O uso generoso de
cremes emolientes
, sobretudo após a lavagem das mãos é uma boa rotina preventiva.

A maioria dos problemas das unhas pode ser eficazmente resolvido, pelo que é aconselhável consultar o Dermatologista quando estes surgem. Nos casos em que não é possível uma cura médica ou cirúrgica, pode-se recorrer à camuflagem através da cosmética. O verniz opaco ou as unhas artificiais podem ser aplicados mesmo sobre uma unha lesada, mas podem também ser causa de dano ungueal.
As unhas “de gel” podem dar alterações duradouras ou definitivas das unhas, sobretudo na remoção intempestiva das unhas acrílicas. Ainda, tanto os acrilatos das unhas de gel como, mais raramente, a resina dos vernizes podem ocasionar alergia ou dermatite de contacto alérgica à volta das unhas ou nas áreas onde “mexemos” com as unhas (pálpebras, lábios, mento, ouvidos).

Zona, Herpes zoster ou “Cobrão”


É uma doença frequente, já que
10 a 20%
da população terá zona em alguma altura da vida.
É provocada pelo
mesmo vírus da varicela.
Após a infecção inicial (que se manifesta pela varicela) o vírus aloja-se em gânglios nervosos, permanecendo aí inactivado para sempre ou pode reactivar-se mais tarde originando doença (que se traduz pela zona).

Esta reactivação é mais frequente em doentes com
idade avançada
(apos os 50 anos) ou que estejam imunodeprimidos, ou seja, com o sistema imunitário debilitado, como são exemplo os doentes transplantados,
a fazer quimioterapia, com linfomas e leucemias ou SIDA.


Ao contrário da
varicela
em que as
borbulhas se generalizam por toda a pele
, na zona as borbulhas ficam limitadas a uma área (dermátomo) que corresponde ao
território de um nervo sensoria
l (ou seja, uma “faixa” de pele que corre ao longo das costelas, do braço, da coxa e perna ou, na cabeça, só na fronte, ou nas maçãs do rosto ou mais abaixo junto ao ângulo do maxilar) e só de um lado do corpo.
Nos dias antecedentes ao aparecimento das lesões na pele os doentes poderão queixar-se de
dor, ardor e formigueiro
s nesse local, o que pode levar a confusões diagnósticas com cólicas renais, infecções urinárias ou hérnias discais.

Surgem posteriormente, nessa área, vários grupos dispersos de lesões em “cacho” ou “ramo de flor”, constituídas por borbulhas pequenas com líquido (
vesículas
) sobre uma
área avermelhada
. Ao fim de alguns dias as borbulhas podem juntar-se em bolhas de líquido maiores e ganhar pus, rompem e transformam-se em
crostas
mais secas. A zona pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas é mais frequente no tronco (ao longo de 2 ou 3 costelas) ou na face (fronte e têmporas).

Tipicamente só atinge um dos lados do corpo e as borbulhas param mesmo na linha média do corpo. Em casos raros, em doentes imunodeprimidos, pode disseminar-se. Em rezas populares ainda se veicula o medo: “Eu te rezo cobrão (…) Não ajuntes o rabo com a cabeça” sugerindo a hipótese de a zona afectar os 2 lados do corpo, o que habitualmente traduz uma doença grave que lhe está subjacente.


Psoriase
doenças comuns na infancia
Exantema subito ou 6ª doença
doença pes mãos e boca
varicela -
rubeola
sarampo
5º doença ou eritema infeccioso
molusco contagioso
verrugas virais :vulgares, planas, plantares e venereas (condilomas)

Escarlatina - infecção pelo estreptococo do grupo A que é caracterizada por amigdalite e faringite.
A psoríase é uma doença crónica e inflamatória que pode afetar a pele, articulações e unhas. As causas da psoríase não são totalmente compreendidas e atualmente, são objeto de investigação. A psoríase está associada a um funcionamento anormal do sistema imunitário e ainda a uma renovação das células da pele em excesso (sete vezes mais depressa do que na pele normal). As células da pele acumulam-se muito rapidamente na sua superfície, formando as chamadas placas psoriáticas . Estas placas causam prurido, descamação e por vezes são dolorosas.

As lesões da psoríase geralmente aparecem nas zonas onde existem articulações (cotovelos, joelhos), no couro cabeludo e na região lombar, no entanto, podem surgir em qualquer parte do corpo . Existem muitos tratamentos disponíveis que podem ajudar a aliviar os sintomas e a melhorar a qualidade de vida dos doentes.



Fatos importantes
◾A psoríase não é contagiosa
◾A psoríase pode-se desenvolver entre os 15 e os 20 anos ou mais tarde entre os 50 e os 60 anos. Aproximadamente 75% dos doentes desenvolvem esta patologia antes dos 40 anos
◾A gravidade dos sintomas varia de pessoa para pessoa, assim como a sua apresentação clínica e resposta ao tratamento

Sintomas

Os sintomas da psoríase variam de pessoa para pessoa, e podem incluir:
◾Manchas vermelhas na pele com tamanho variável (placas psoriáticas)
◾Prurido, comichão e descamação
◾Lesões no corpo
◾Psoríase nas unhas e nas articulações

Psoríase do couro cabeludo

A caspa e a psoríase do couro cabeludo podem ser difíceis de distinguir. Ambas são condições comuns que afetam o couro cabeludo e podem apresentar sintomas semelhantes (por exemplo, prurido, vermelhidão e descamação).

Seguidamente, apresentam-se as diferenças entre a caspa e a psoríase do couro cabeludo:

Psoríase do couro cabeludo:
◾Placas maiores
◾Mais espessas
◾Acinzentadas (prateadas)
◾Em maior quantidade

Caspa:
◾Placas menores
◾Mais finas
◾Amareladas
◾Em menor quantidade


Gravidade da doença

As lesões da psoríase podem variar desde pontos isolados em certas partes do corpo até grandes erupções que cobrem áreas mais extensas e são mais difíceis de tratar. Cerca de 20% dos casos de psoríase são moderados a graves.


Diagnóstico

O dermatologista ou outro profissional de saúde diagnostica a psoríase através dos seus sinais e sintomas , examinando toda a superfície da pele . Pode ser necessária uma biópsia de pele para ajudar a diferenciar entre a psoríase e outras doenças.


Qualidade de vida

A psoríase tem consequências tanto físicas como emocionais. Estudos têm demonstrado que pessoas com psoríase têm uma menor qualidade de vida e uma menor autoestima relativamente às pessoas que não têm esta patologia. As pessoas com psoríase podem sentir-se estigmatizadas, o que pode resultar no isolamento. Em geral, o impacto físico e emocional nas pessoas com psoríase é semelhante ao provocado por doenças do coração, cancro ou diabetes Mrowietz 2009

Causas

As causas da psoríase ainda não são totalmente conhecidas. O consenso que existe hoje é de que o sistema imunitário, a genética e o meio ambiente (o stress, tempo frio, etc) são fatores que desempenham papéis importantes no desenvolvimento desta patologia. Como resultado, há inflamação acompanhada por um excesso de produção de células da pele. As células na camada superior da pele são normalmente eliminadas a cada 28 a 30 dias. Em quadros clínicos de psoríase, este período está reduzido para 3 a 6 dias.


◾Pelo menos 10 % da população herda um ou mais genes que criam uma predisposição para a psoríase
◾No entanto , apenas 2 a 3% da população desenvolve a doença

Acredita-se que, para uma pessoa desenvolver psoríase, tem que ter uma combinação de genes responsáveis pela patologia e ser exposto a factores desencadeantes.




Fatores desencadeantes

A psoríase caracteriza-se pelo aparecimento de episódios agudos (flare-ups) e períodos de remissão, sendo que algumas pessoas podem não ter sintomas durante semanas ou meses. Alguns fatores da vida diária podem piorar os sintomas da psoríase, que podem variar de pessoa para pessoa.

Os fatores que podem desencadear a psoríase incluem:


Infeção


Stress


Baixas temperaturas e humidade


Agressões da pele




Fatores de risco


Predisposição

genética

O factor de risco mais importante para o aparecimento da psoríase é ter uma história familiar da doença. 1 em cada 3 doentes com psoríase tem um parente próximo com psoríase.


Outras condições médicas

As pessoas com HIV são mais propensas a desenvolver psoríase do que as pessoas com um sistema imunitário saudável.
Crianças e adultos jovens com infecções recorrentes na garganta por estreptococos também são um grupo de risco.


Stress

O stress pode afetar o sistema imunitário e pode aumentar o risco de desenvolvimento ou agravamento da psoríase.


Obesidade

O excesso de peso aumenta o risco de aparecimento da psoríase. Além disso, as placas desenvolvem-se frequentemente nas dobras da pele.


Fumo e álcool

Fumar e consumir álcool aumenta o risco de desenvolvimento ou agravamento da psoríase


Até se formar a crosta, as
vesículas contêm o vírus
, daí que o contacto directo com as lesões por pessoas susceptíveis (crianças que ainda não tenham tido varicela, imunodeprimidos e grávidas) possa originar
varicela
.

complicações principais

Em doentes imunodeprimidos ou com mais idade as complicações podem ser mais graves. O aparecimento de numerosas vesículas fora do dermátomo, sobretudo nas primeiras horas, é um sinal de alarme para uma possível disseminação do vírus. A localização da zona na parte superior da face pode acompanhar-se por uma
lesão do nervo oftálmico
, e por isso o doente deve ser observado por um oftalmologista, de maneira a detectar precocemente alterações e a evitar complicações oculares graves. Uma complicação tardia que atinge alguns doentes, é a
nevralgia pós-herpética
,nph) definida como a
dor
que persiste mais de 4 semanas nas áreas afectadas, após a cicatrização das lesões cutâneas, que pode mesmo ser incapacitante e durar meses a anos
Amitriptilina
25mg/dia ao deitar, diminuir frequencia e intensidade
Gabapentina
300mg/dia a 3xdia nph intensa e persistente

tratamento;
Quanto mais cedo se iniciar o tratamento (o ideal será nas primeiras 72 horas após o início das lesões) com medicamentos por via oral (
antivíricos
),
aciclovir
800mg 5xdia 7 a 10 dias ou
valaciclovir
1g 3xdia 7 dias
mais eficaz se torna a redução da dor e das lesões.
O alívio da dor com
analgésicos
é fundamental, bem como manter a
pele limpa
para
evitar infecções
. (solução de sulfato de zinco 1 a 2%)
No que se refere à dor tardia estão disponíveis várias armas terapêuticas, que incluem medicamentos orais e de aplicação tópica.



o vestuário :
Evitar agasalhar demasiado as crianças (a transpiração favorece a comichão).
Preferir vestuário de
algodão
, de toque macio (evitar os tecidos sintéticos e a

, que geralmente
dão comichão).
Utilizar um detergente normal mas enxaguar bem.
Evitar estender a
roupa no exterior
durante os períodos de polinização.

a casa :
Não sobreaquecer o quarto.
Arejar tanto no Verão como no Inverno.
Evitar os
alérgenos potenciais
: pó, pêlos de animais, ácaros…
Evitar as alcatifas, as almofadas e os edredões de penas.
Evitar no meio envolvente: gatos, cães, coelhos, hamsters…
Em todos os casos, evitar o tabaco…
o sol :
Frequentemente, melhora espontaneamente no Verão.
Por vezes, má tolerância (comichão devido à transpiração) por isso, cuidado!!

o mar :
Sem problemas (excepto em caso de lesões exsudativas, que ardem).
Em seguida, lavar-se bem porque o sal provoca uma sensação de repuxar da pele.

as unhas
:
Cortar bem as unhas para evitar as escoriações ao coçar a pele.

o desporto :
Sem problemas, desde que não se transpire excessivamente, mas tomar sempre um duche depois
do esforço e aplicar em seguida um produto emoliente para evitar o prurido.
a piscina :
Sem problemas, mas tomar um duche e aplicar um produto emoliente em seguida.
Caso necessário, é possível aplicar um creme de barreira.
A higiene
Temperatura da água entre 32 e 34 ° (o calor aumenta a secura da pele e reactiva a inflamação).
Um duche de 5 minutos todos os dias (o calcário seca a pele, o cloro irrita a pele).
Fechar a torneira durante o duche (a pele fica menos tempo em contacto com a água).
Para os adeptos do banho e para as crianças: acrescentar um produto emoliente líquido no banho para neutralizar a dureza da água. 10 a 15 minutos no máximo, para não ficar demasiado tempo em contacto com a água urbana.
Lavar-se com produtos
sem sabão
(gel ou sabonete dermatológico), pois o PH é mais próximo do
PH da pele e isso não acentua a secura cutânea.
Lavar o corpo com as mãos (mais higiénico do que uma esponja).
Lavar o cabelo com champôs dermatológicos suaves ou de uso frequente.
Limpar a cara suavemente.
Não utilizar algodão para evitar esfregar e logo, irritar a pele.
Emulsionar o produto de limpeza com a ponta dos dedos.
Retirar o excesso com um lenço de papel ou remover com água.
Terminar pulverizando água termal, secar com toques leves, sem esfregar, para não reactivar o prurido


pitiriase versicolor
provocada pelo pityrorosporum ovale (malassezia furfur ou p. orbiculare) constituinte da flora cutanea das areas seborreicas

fungo dimorfico que sob as condições apropriadas -
calor, humidade, imunosupressao
- passa da forma de levedura saprofita para a forma de micelio parasitaria

clinica.
maculas hipo ou hiperpigmentadas, com descamação fina e furfurácea, localizadas preferencialmente nas areas pré-esternal e interescapular, podendo estender-se as regioes cervical, abdomen, extremidades proximais

tratamento
base lavante com
cetoconazol
ou sulfureto de selenio
antifungico topico creme/loção (area atingida)
casos resistentes, recorrentes ou mais extensos - utz antifungicos sistemicos. simultaneamente com os topicos.

cetoconazol 200mg/dia 1 semana
itraconazol 200mg/dia 1 a 2 semanas ou 400mg/dia 1 semana
fluconazol 150mg/dia 3 a 4 semanas
As infecções fúngicas das unhas curam-se, habitualmente, com
comprimidos antifúngicos
utilizados de forma prolongada, podendo a remoção da zona parasitada por corte ou abrasão com limas bem como o uso de alguns vernizes antifúngicos potenciar o efeito do tratamento sistémico.
Após completar a terapêutica, há que esperar os meses necessários para o crescimento normal da unha.
utz de
vernizes antifungicos
: como forma de tratamento isolado, está recomendada nos casos com contraindicação para antifungicos sistemicos ou
onicomicoses distais
em fase inicial, durante varios meses

a sua aplicação associada a terapeutica sistémica é vantajosa e aconselhavel

amorolfine
solução 1 a 2 x semana
ciclopirox
verniz tds os dias

terbinafina
250mg/dia 1 semana 6semanas maos 12semanas pes
itraconazol
200mg/dia ou 400mg/dia 1 semana por mes 8s maos 12s pes
fluconazol
150mg a 300mg/semana 12 a 24 semanas
vacinação- grupos de risco
varicela

transmissão por via respiratória ou contacto directo
o contagio é efectivo durante todo um periodo que antecede o aparecimento das lesões até a sua cicatrização

clinica
exantema pruriginoso com aparecimento sucessivo de pápulas, vesiculas, pustulas, crostas, e lesões cicatriciais, que podem coexistir
face, mucosas, e couro cabeludo, sendo poupado as palmas e as plantas

tratamento sistémico
aciclovir
20mg/kg 4xdia 5 dias
adulto 800mg 5xdia 7 dias
valaciclovir 1g 3xdia 7 dias

as 24h apos o inicio das lesoes diminui carga viral / gravidade da infecção (complicação frequente a sobreinfecção bacteriana)
antihistaminicos sistemicos
antipireticos

Prevenção - vacina

tratamento topico
Limpeza antiseptica - Ducray diasepty
alivio do prurido com loção ou creme com calamina (benaderma, uriage pruriced)
banho de imersão com aveia (aveeno)


http://www.
bioderma
.com/pt
http://www.
uriage.
com/PT/pt
http://www.sanintergrupo.pt/loja/
svr
http://www.
isdin
.com/es
http://www.
laroche-posay
.pt
http://www.eau-thermale-
avene.
pt/
http://www.pierrefabre.pt/dermo-cosmetique-gama-
aderma
.html
http://www.pierrefabre.pt/dermo-cosmetique-gama-
ducray
.html
http://www.
ifc
-portugal.com/

Picadas de insectos
pulga
A sua picada provoca uma lesão
papulo eritematosa
,
frequentemente centrada por um
ponto hemorrágico
,
numa zona edemaciada.
Geralmente, as pápulas encontram-se em fila, mostrando o
“caminho” seguido pela pulga.
O
prurido intenso
pode levar a lesões de coceira secundária.
Há indivíduos que são relativamente imunes à picada da pulga, enquanto outros reagem com uma urticária papular.

As picadas do homem por pulgas próprias de outros hospedeiros, são raras, podendo no entanto transmitir doenças importantes;
é o caso da peste bubónica (peste negra) e do tifo murino, transmitidas pela pulga do rato.
A pulga do Homem não tem grande especificidade de hospedeiro, podendo infestar mais de uma espécie.
A postura destes insetos faz-se frequentemente
nas camas

tratamento
A aplicação de uma loção calmante de
calamina ou de zinco,
alivia os sintomas, nos casos habituais.
A
desinfestação
faz-se com medidas higiénicas simples.
A ingestão oral de doses altas de vitamina B1 parece ter uma
acção repelente
sobre as pulgas.

Usar compressas de
água fria
nas 6 horas seguintes ao contacto reduzirá o
inchaço e o prurido;
Depois de passadas 6 horas, aplicar compressa
s mornas
que podem aliviar a
dor e o inchaço;
Aconselhar a consulta médica se:
Não melhorar dentro de 2 ou 3 dias;
A área afectada se tornar vermelha, quente, sensível e inchada fora do local da picada;
Tiver temperatura superior a 38ºC
Tiver sintomas de reação alérgica, tais como respiração sibilante ou dificultada, dor no peito, desmaio, erupção na pele com manchas vermelhas, com prurido, náuseas, vómitos, caibras abdominais ou diarreia;

Evitar roupas ásperas e irritantes, especialmente lã, sobre a área afectada;
Evitar sabões muito perfumados ou detergentes agressivos;
Depois do banho, aplicar um protector cutâneo na área afectada;
Tomar banho com água fria (nunca água quente) durante 10 a 20 min;
Evitar coçar a área afectada, manter as unhas curtas e limadas, para não causar possíveis lesões na área afectada, se se coçar;

A picada de
mosquitos e melgas
pode provocar urticária papular, no local da picada, que é acompanhada de
prurido intenso
.

A picada de
abelha e vespa
pode desencadear urticária local ou disseminado por todo o corpo e provocar
choque anafilático.

tratamento
Antissépticos
Os antissépticos são aplicados nas superfícies cutâneas, mucosas e em feridas infetadas, para destruir microrganismos ou impedir a sua reprodução.
A aplicação tópica destas substâncias pode eventualmente irritar a pele e as mucosas causando dermatites ou reações alérgicas. A sua absorção acarreta toxicidade sistémica.
Os mais utilizados são as loções e
tinturas de iodopovidona, clorohexidina, Brometo de cetrimónio e triclosan.
Anti-histamínicos
Aliviam a dor e o prurido por depressão dos recetores cutâneos da histamina.
A sua ação situa-se entre os medicamentos anti-inflamatórios e os sedantes.
Os mais utilizados são o
maleato de dimetindeno, cloridrato de prometazina, clemastina, cloridrato de difenidramina.
Administram-se em xaropes, comprimidos e localmente sob a forma de creme ou gele.
A
calamina
também é utilizada na forma de loção ou creme, para alívio do prurido, embora não seja anti-histamínico.
Na administração sistémica, a sonolência é um dos efeitos adversos a considerar (atenção à condução de automóveis), bem como secura das mucosas, perturbações visuais e retenção urinária.
Observa-se um efeito aditivo com o álcool e outros medicamentos que “diminuem a atividade” do sistema nervoso central.
Na aplicação local, podem surgir fenómenos de sensibilidade cutânea e mesmo fotossensibilidade.
A gravidade das reações adversas varia com o tipo de fármaco e com o indivíduo.
Anestésicos Locais
A anestesia local é procurada pela aplicação tópica na pele ou nas mucosas de:
Lidocaína
, em geleia, pomada e spray
Cinchocaína,
em pomada a 1%
Fenol,
que deprime os recetores sensoriais cutâneos. Deve ser aplicado 3 a 4 vezes ao dia na concentração de 0,5 a 1,5% em adultos e crianças com mais de 2 anos. Não deve ser aplicado em áreas extensas nem em oclusão
A dermatite que pode ocorrer não é resultado de alergia ao anestésico local, mas é causada pelo contacto frequente, pelo que o doente deve ser prevenido quanto ao seu uso continuado.
Anti-infecciosos de Uso Local
O mais utilizado é a
bacitracina,
antibiótico que é activo sobre algumas bactérias.
Utiliza-se só ou em associação com outros antibacterianos, em regra na forma de pomada.
A gentamicina, cuja ação é sobreponível em relação à bacitracina, possui vantagem de atuar também sobre as bactérias mais resistentes. Deve no entanto evitar-se o seu uso, por forma a prevenir o aparecimento de resistências bacterianas.
O sal sódico do
ácido fusídico
é utilizado como antibacteriano, na forma de pomada.
Repelente de Insectos
Os repelentes de insectos são substâncias químicas utilizadas para manter os insectos afastados das áreas onde se aplicam.
Alguns repelentes são voláteis. Os
óleos de citronela, de cedro e de eucalipto
, são usados como repelentes de insectos, no entanto, estudos demonstram que são relativamente ineficazes.
Devem possuir um odor inofensivo, proteger durante algumas horas, serem eficazes para uma grande variedade de insectos, em todas as condições climatéricas e ter aspecto e textura agradáveis.
O melhor repelente é o
N-dietil-m-toluamida.
Não se deve usar em crianças com menos de 2 anos. Estão comercializadas preparações contendo éster etílico do ácido 3-(N-N-butil-N-acetil), aminopropiónico–
EBAA
em concentrações a 20% para adultos e 10% para crianças.
Não devem ser utilizadas por asmáticos.
Por vezes são usados em misturas.
Não devem ser ingeridos pois podem ser tóxicos; devem ser cuidadosamente usados em redor dos olhos, pois podem causar ardor.
Quando aplicados na pele lesada ou nas membranas mucosas, causam dor aguda.

mosquitos e melgas, pulgas e piolhos,
abelhas e vespas, carraças e acaros
A
abelha
possui um aparelho de veneno, do qual fazem parte duas glândulas tubulares ácidas, ligadas a um depósito de veneno e uma glândula de secreção alcalina, ligada diretamente à base do ferrão farpado.
Após a picada, o aparelho de veneno permanece na ferida, destacando-se da abelha. Graças à musculatura própria do saco do veneno, este é injetado na ferida durante cerca de 20 min.
A
abelha
fica privada do ferrão, e juntamente com ele, da extremidade do abdómen, e parte das suas vísceras, morrendo geralmente após a picada.
Os constituintes do veneno da abelha não contribuem diretamente para o choque anafilático, mas tornam possível a penetração dos antigénios do veneno em circulação, após a picada.
A quantidade de veneno injetada por uma só abelha apenas coloca em risco a vida de um indivíduo se determinar uma
reação anafilática.
No entanto, a picada múltipla, por um enxame, inocula uma quantidade apreciável de veneno, podendo causar reações potencialmente mortais, independente de qualquer fenómeno imunológico.

Inicia-se a
remoção do ferrão
, com uma pinça antes de todo o veneno ter sido injetado, o que demora cerca de 2 a 3 min.

O saco não deve ser apertado, não de deve esfregar, arranhar ou apertar o local picado, porque aumenta a quantidade de veneno injetado.

Depois de retirar o
ferrão deve ser aplicado um antisséptico
no local.

A aplicação local de
gelo
, alivia a dor e atrasa a absorção do veneno, reduzindo também o edema e a comichão.
Para neutralizar a fração tóxica do veneno, que é ácida, podem aplicar-se compressas embebidas em solução de
amónia
ou bicarbonato.

Caso a dor persista, pode administrar-se um
analgésico
sistémico.

Se um indivíduo
não alérgico
é picado por uma abelha, há
dor
intensa e formação de uma
pápula branca
rodeada por uma zona eritematosa, formando-se posteriormente
edema local.

Este quadro desaparece ao fim de 1 a 2 dias.

Se a vítima
for alérgica
ao veneno de abelha, a picada desperta uma reação variável, que pode ir de acentuação da reação local (edema, eritema), até reações sistémicas graves: urticária generalizada, reação asmática ou até choque anafilático, que felizmente é raro, surgindo entre
15 a 20 min após a picada.

A reação alérgica local é a mais frequente das reações alérgicas, e é definida como uma pápula de diâmetro superior a 5 cm, em que persiste por mais de 24h.
Também pode surgir uma reação de hipersensibilidade retardada, pelo 10º dia após a picada.
As picadas da região buco-faríngea são particularmente perigosas por o edema local poder obstruir as vias respiratórias (se a abelha é aspirada ou deglutida), originando uma autêntica
emergência médico-cirúrgica.

Pé de atleta
infecção fungica das unhas
Para
renovar a unha
dos dedos da mão ou do pé são necessários cerca de
6 e 12 meses
, respectivamente, mas num adulto com problemas de circulação pode ser ainda demorado.

As unhas respondem de modo relativamente monótono às agressões e uma alteração da unha como uma
mancha branca
ou
amarela
ou uma depressão pode ter causas muito diferentes.

Nem todas as alterações das unhas são fúngicas.

As unhas sofrem quando a
pele à sua volta está doente (psoríase ou eczema),
por traumatismos crónicos e repetidos (o calçado apertado, um tique de roer ou “massacrar” a unha pode torná-la grossa e amarelada),
por traumatismos agudos (movimentos intempestivos no desporto, um hematoma após “entalar” o dedo numa porta podem mesmo descolar a unha da pele)
alguns tumores da pele ou do osso podem afectar as unhas (exostose subungueal) e
algumas doenças internas afectam o crescimento da unha (anemia grave, alterações de tiroide).

As infecções não são, portanto, a principal causa de alterações, mas alguns fungos afectam particularmente as unhas.

Nas mãos,
é mais frequente a infecção por leveduras do género Cândida, A imersão prolongada das mãos em água e a diabetes é um factor facilitador deste tipo de infecções.

Nos pés
são os dermatófitos que causam as infecções das unhas ou onicomicoses.
Estas surgem muitas vezes pela frequência de locais
quentes e húmidos
(saunas, piscinas) com os pés descalços e o uso de calçado pouco arejado no Verão.
Nestes casos não há dor, mas as unhas ficam com áreas de
coloração amarelo acastanhada
, tornam-se
mais grossas e podem esfarelar-se.
– infecção nos pés
Usar sapatos ou chinelos quando toma banho na banheira ou duche,
Lavar bem a banheira após o banho
Trocar de meias todos os dias,
Usar meias de algodão,
Meias lavadas a altas temperaturas
Aplicar o pó antifúngico nas meias e no interior dos sapatos para prevenir reinfecção

Manter os pés secos
Usar antitranspirantes nos pés
Usar sapatos que permitam a respiração – evitar o uso de ténis
Aplicar o creme antifúngico, 2-3 vezes ao dia, massajando durante 7 dias

CLOTRIMAZOL
Canesten®, Candid®, Micolysin®, Pan-Fungex®, Lotremine
Rx adv. Irritação dérmica ocasional
Evite aplicar sobre feridas abertas – spray
Evite o contacto com os olhos e feridas – pó
Não recomendado no primeiro trimestre da gravidez
Cumpra o tratamento ainda que sinta melhoras
Aplicar 2 vezes dia, durante 4 semanas

TERBINAFINA 1%
Lamisil 1
Só necessita de uma aplicação
Forma-se uma película protectora transparente
Em ambos os pés
Permite a libertação rápida da substância activa, que inicia de imediato a sua actividade
Continua a actuar em reservatório nas camadas superficiais da pel
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