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ECONOMIA BRASILEIRA: PLANOS ORTODOXOS E HETERODOXOS

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by

Fernanda Mota

on 1 June 2015

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ECONOMIA BRASILEIRA: PLANOS ORTODOXOS E HETERODOXOS
A condução da política econômica da Nova República elegeu o combate inflacionário como meta principal. Uma série de planos econômicos para combater a inflação foram criados.
Dentre os planos estão presentes aqueles adeptos da ortodaxia e da heterodaxia.

Ortodaxia:
De acordo com o pensamento ortodoxo, a inflação é decorrente do processo de emissão monetária devido aos déficts públicos, o que eleva a demanda e força a alta de preços. Assim, para combater a inflação, deve-se estancar a emissão de moeda, o que só pode ser conseguido com a retração da demanda quer do setor privado, pela elevação de impostos, quer do setor público, pela queda nos gastos públicos. Assim, o combate inflacionário é conseguido mediante uma política recessiva

Heterodaxia:
Para eles a inflação não decorre de excesso de demanda provocado pela emissão monetária. A emissão monetária é vista como uma ocorrência da inflação, não como causa. Assim, a inflação poderia ser combatida sem o apelo ao controle da demanda, isto é, não haveria necessidade de uma política recessiva. O congelamento de preços e salários é um tipo de medida (política de renda) característica dessa corrente.
A experiência e o fracasso do Plano Cruzado deixaram algumas sequelas importantes. O lançamento do Cruzado II, uma semana após as eleições, jogou a opinião pública contra o governo. Quando o Ministro Bresser assumiu, sinalizou rumo a ortodaxia, entretanto se dizia simpatizante da heterodaxia.
O Plano Bresser de 1987 continha elementos das duas categorias. Não tinha por objetivo a inflação zero nem eliminar a
indexação
(correção monetária de preços, salários, câmbio e ativos financeiros), apenas deter a aceleração inflacionária e evitar a hiperinflação, promovendo um choque deflacionário com a retirada do gatilho e a redução do déficit público. Para resolver a crise momentânea, recorria-se ao congelamento e á desvalorização cambial, não se resolvendo os problemas de longo prazo.
Plano Verão:
O Ministro Mailson rejeitou a ideia de choques heterodoxos. Adotou o congelamento dos empréstimos ao setor público, contenção salarial e a redução no prazo de recolhimento dos impostos. Também tinha elementos ortodoxos e heterodoxos. Do lado ortodoxo a visão era conter a demanda pela diminuição dos gastos públicos e da elevação de taxas de juros, procurando evitar uma fuga dos ativos financeiros. Do lado heterodoxo visava promover a desindexação da economia sem a predeterminação de novas regras.

Governo Collor:
A experiência proporcionada pelos diversos planos heterodoxos do governo Sarney originaram no governo uma reforma monetária, administrativa e fiscal e no congelamento de preços de desindexação dos salários em relação a última inflação.
A ausência de choques e novos planos entre 1991 e 1994 junto com uma melhoria nas contas públicas e um aumento significativo da indexação da economia, fizeram com que a inflação retomasse um caráter inercial.
Ao longo de 1993 e 1994 o fluxo de capitais para a economia brasileira cresceu significativamente e levou a um aumento das reservas.
OBRIGADA
Em 1985 houve uma homogeneidade muito grande no ministério político. O Ministro da Fazenda Francisco Dornelles era adepto dos meios ortodoxos no combate a inflação. Já o Ministro do Planejamento João Sayd defendia os choques heterodoxos.
O Ministro Dornelles adotou uma série de medidas de controle monetário-creditício, mas pouco tempo depois a inflação voltou a crescer.
Em seguida, o novo ministro que se mostrava contra medidas ortodoxas se apoiou em duas novas correntes que surgiram para explicar a inflação brasileira: Inercialistas e pós-Keynesianos: Da união dessas correntes nasceu o Plano Cruzado.
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