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Aula de Sociologia das Organizações

Aula ministrada pelo prof. Diogo Antunes, para o curso de administração da AVM Faculdade Integrada
by

Diogo Silva

on 27 March 2013

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Transcript of Aula de Sociologia das Organizações

Consumption Production Distribution Research
Design
Sales The Product Sociologia Sociologia das Organizações das Organizações Resources Karl Polanyi Embededdness Os mercados e a economia estão enraizados na sociedade Surgimento das organizações modernas Surgimento
da
Sociologia Divisão
do
trabalho Durkheim Weber Principais obras:
- Da divisão do trabalho social (1893)
- O Suicídio
- Regras do método sociológico Foi um dos primeiros a identificar
os efeitos da divisão do trabalho
sobre a sociedade Trecho de Marx e Engels (Manifesto...)
"Dos servos da Idade Média nasceram os moradores dos burgos, das primeiras cidades; deles saíram os primeiros elementos da burguesia" "A descoberta da América, a circunavegação da África, abriram um novo campo de ação à burguesia nascente. Os mercados das Índias Orientais e da China, o intercâmbio com as colônias, o aumento dos meios de troca e das mercadorias deram ao comércio, à navegação e à indústria, um impulso jamais conhecido antes." "O modo de exploração feudal ou corporativo da indústria existente até então não mais atendia às necessidades que aumentavam com o crescimento dos novos mercados. A manufatura tomou o seu lugar. Os mestres-artesãos foram suplantados pela pequena burguesia industrial; a divisão do trabalho entre as diversas corporações desapareceu diante da divisão do trabalho dentro de cada oficina." As cidades e as organizações crescem, mas o modo de exploração do trabalho nas fábricas (mais-valia), a urbanização não planejada, a mudança no ritmo de vida e nos valores, e a ausência de políticas para a melhoria do bem-estar geram conflitos e revoltas, contexto de surgimento da sociologia. Karl Marx Comte Diante dos problemas observados na sua época, Comte propôs que a sociedade fosse estudada a fim de se identificar as suas leis e o seu funcionamento, de modo a acelerar o seu progresso. Sociologia como física social. Positivismo: método científico + princípios morais Dois estágios das sociedades Sociologia deveria estudar os fatos sociais:
"maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo e dotadas de um poder coercitivo em virtude do qual se impõem a ele"
A sociedade não é a mera soma dos indivíduos Solidariedade mecânica O aumento das necessidades de consumo, impulsionadas pelo aumento do comércio e pelas revoluções industriais, levou a uma necessidade de aumento da produção material, para o qual a solução encontrada foi a divisão do trabalho, com a especialização dos trabalhadores em produtos e etapas de produção diferentes. O aumento da produtividade se origina da organização do trabalho Baixa divisão do trabalho Alta divisão do trabalho Solidariedade orgânica Coesão através do pensamento coletivo Coesão através da interdependência + Individualismo Segundo Richard Hall, Weber foi um dos primeiros pensadores a estudar as organizações, com ênfase nas organizações públicas. Também foi um dos primeiros a definir o que é organização: "uma relação social que é fechada ou limita a admissão de novos membros por meio de regras, até o ponto em que sua ordem seja imposta pela ação de indivíduos específicos que ocupam essa função usual de um chefe ou superior e, usualmente, também uma equipe administrativa" Materialismo Histórico: Base econômica -> Base social Investigou como fatores culturais influenciam
os movimentos da sociedade
- A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo Weber desenvolveu a ideia de que as organizações deveriam funcionar como uma burocracia racional e eficiente, com critérios como:
- Definição clara das competências dos funcionários
- Especialização
- Hierarquia
- Critérios de admissão e progressão
- Coesão entre os membros Foco maior nos indivíduos como atores sociais
que agem a partir da ação de outros membros da sociedade. -> Ação social Embora a existência de normas bem definidas
propicie uma melhor organização da sociedade, os indivíduos podem acabar se tornando meros cumpridores de regras, perdendo autonomia. Os meios se transformam em fins. Assim como a sociologia, as organizações modernas têm origem na revolução industrial, com a criação das fábricas, que agrupavam diversos indivíduos com diversas funções para a produção de bens. A sociologia das organizações surge para estudar como fatos sociais interferem nas organizações e vice-versa. O estudo das organizações surgiu no fim do século 19, com tentativas de racionalizar a produção Evolução das Organizações Crescimento das oficinas medievais, junto à expansão do comércio e das cidades Seculos
18 e 19 Surgimento das fábricas, divisão do trabalho, consolidação das organizações modernas Séculos
13 a 17 Início da administração com
a introdução da organização científica do trabalho por Taylor/Ford 1910
1920 O toyotismo e a escola neoclássica promovem uma revisão das técnicas de produção Começa uma revisão na divisão do trabalho especializada. Flexibilização do trabalho. Org. como rede 1990
2000 Idade antiga e média Mas qual é o conceito de organização? "Organização é uma coletividade com uma fronteira relativamente identificável, uma ordem normativa (regras), níveis de autoridade (hierarquia), sistemas de comunicação e sistemas de coordenação dos membros (procedimentos); essa coletividade existe em uma base relativamente contínua, está inserida em um ambiente e toma parte de atividades que normalmente se encontram relacionadas a um conjunto de metas; as atividades acarretam consequências para os membros da organização, para a própria organização e para a sociedade." (Richard Hall: Organizações... P.30) Exército e Igreja,
as primeiras organizações 1970 Quatro objetivos
centrais... Observar os significados e funções dos papéis profissionais, as expectativas e normas de comportamento coletivo nos diferentes tipos de empresas, do mesmo modo como entender os diferentes tipos de papéis dentro de uma mesma organização Compreender, de modo sistemático, a flexibilidade da estrutura das organizações de trabalho e como esta se relaciona com os papéis desempenhados no ambiente de trabalho Preocupar-se com as relações de poder, de unidade e de coletividade nas empresas identificando possíveis pontos de tensões e conflitos no interior das mesmas Estudar as causas, o desenvolvimento, as leis e a possibilidade de regulamentação dos conflitos empresariais Fases 1. Organização Científica do trabalho Henry Fayol Frederic Taylor Mais focada no aprimoramento das organizações e menos nos seus efeitos sociais Administração científica
Foco nas tarefas e no chão de fábrica
Eficiência
Estímulos econômicos Princípios da administração científica de Taylor Críticas:
-Pouca atenção ao fator humano;
- Superespecialização;
- Abordagem incompleta da organização Fonte: Chiavenato (Iniciação à TO) Parte do todo (organizações) para as partes (departamentos).
Ênfase na estrutura organizacional
Departamentalização
Princípios semelhantes à burocracia de Weber Divisão do trabalho
Autoridade e responsabilidade
Disciplina
Unidade de comando
Unidade de direção
Subordinação interesses individuais aos gerais
Estabilidade
Espírito de equipe... 2. Escola das Relações Humanas Mayo, Roethlisberger, Dickson Ênfase no fator humano (dos processos p/ as pessoas)
Eficiência condicionada às relações humanas, formais e informais, que se estabelecem dentro das organizações
Experimento Hawthorne -> Separação de grupos p/ avaliar a influência das condições do ambiente de trabalho
Conclusões: as relações sociais influenciaram muito mais 1. Nível de produção resultante da integração social: depende mais das normas do grupo social e menos de condições físicas ou fisiológicas (p.38)
2. Comportamento social dos empregados: o comportamento do indivíduo se apoia fortemente no grupo ao qual pertence. Como diria Weber, o trabalho é uma ação social
3. Recompensas e sanções sociais: comportamento condicionado às normas sociais do grupo. Produtividade se alinha conforme expectativas mútuas. (p.43-44) 4. Grupos informais: a empresa não é só composta de grupos formais, mas também de grupos informais que devem receber a mesma atenção; (p.57)
5. Apesar de agir baseado em regras coletivas, o indivíduo possui personalidade própria, que influencia o comportamento de outros indivíduos. Nesse sentido, vale ter em conta as relações de poder e liderança
6. Conteúdo do cargo: a troca de funções, mesmo que cause alguma perda de produtividade, tende a elevar o moral dos trabalhadores (p.58) Grupo social: toda reunião de duas ou mais pessoas que se associam e interagem por um objetivo comum. Normas sociais: regras de condutas estabelecidas socialmente, que conduzem, controlam e orientam o comportamento.
Sanções sociais: reconhecimento positivo ou negativo sobre um comportamento diante das normas sociais Juntamente com os valores sociais, a liderança e os símbolos, mantêm unidos os grupos sociais O líder comanda, orienta, transmite ideias e valores ao grupo. Há diversas formas de liderança e podem haver vários líderes em um grupo. Grupos informais são grupos que surgem espontaneamente, com normas tácitas, no qual a participação dos indivíduos se dá por simpatia e antipatia, e as relações de autoridade são em função do prestígio. A Escola das Relações Humanas modificou as organizações e a sua administração, introduzindo questões importantes até hoje, como a noção de motivação e a necessidade da comunicação. 3. Organizações e sistemas Organizações como sistemas dentro do sistema social
As organizações dependem dos indivíduos para funcionar, deve então haver um equilíbrio entre a dinâmica das organizações e a personalidade de seus integrantes
As organizações tem objetivos e esses objetivos devem estar em linha com os valores da sociedade que as rodeia, para que a organização mantenha sua funcionalidade interna e externa
Assim como as pessoas tomam papéis sociais, as organizações também devem ter esses papéis
Privilegia o equilíbrio interno e externo das organizações, sempre com a ideia de sistemas funcionais Selznick, Parsons Argyris e a psicologia social A organização é um todo cujas partes devem estar integradas
Objetivos comuns
Colaboração
Importância das inter-relações
Nenhuma parte dirige sozinha o todo Modelo sistêmico da organização Toda a equipe
deve compartilhar os objetivos da organização para que haja um movimento uniforme Financeiro Recursos Humanos Administrativo Operacional Esta corrente se opõe aos estudos clássicos das organizações, que utilizam sistêmas mecânicos de gestão (organizações como máquinas artificiais). Para a corrente sistêmica, as organizações devem ser tratadas como sistemas orgânicos, o que enfatiza:
o relacionamento entre as pessoas
a confiança,
a interdependência,
a responsabilidade compartilhada,
participação,
tomada de decisão descentralizada,
a solução dos conflitos através de negociação. Para isso, mudar a estrutura organizacional ou o clima organizacional não é suficiente para mudar a organização, é necessário mudar sua cultura organizacional Muda a estrutura organizacional, mas não muda a cultura organizacional. A gestão da firma ainda é encarada de uma forma de cima para baixo, embora considere-se o bem-estar dos funcionários. Firma paternalista (grande família) Conjunto de crenças, valores, costumes, regras, técnicas e tradições a serem compartilhados pelos membros de uma organização. Sistema de significados que todos os membros de uma organização compartilham e que distingue essa organização das demais. 1960 -> 1930 -> 1930 -> A organização do século XXI Atualmente, há uma desconstrução dessas estruturas nas empresas da vanguarda tecnológica de produtos e serviços
A sociologia das organizações foi desenvolvida para a economia industrial e precisa ser revista com o advento da economia da informação
Os sistemas centrados em cargos se mostram fragilizados diante do momento altamente dinâmico
Gestão por competências: capacitações são o ponto de sustentação das empresas
Homeworking
Responsabilidade socioambiental A cultura organizacional influencia o sucesso e o fracasso das organizações
Ex: Flexibilidade versus rigidez As organizações que se consolidam no mercado e atingem o sucesso estão adotando culturas não somente flexíveis, mas, acima de tudo, solidárias a acomodar as diferenças sociais e culturais de seus funcionários, principalmente quando atuam no mercado de várias partes do mundo Ideia de trabalho como vocação, e de lucro como recompensa divina pelo esforço e não como atividade gananciosa, mundana... 1. Ela está tornando o trabalho cada vez menos físico e cada vez mais mental. A atividade humana está deixando de ser repetitiva e imitativa para ser cada vez mais singular, criativa e inovadora. As pessoas deixaram de ser fornecedoras de mão-de-obra para serem alçadas à categoria de forncedoras de conhecimento e de competências, como parceiros da organização (e não como empregados submetidos a um contrato formal de trabalho) 2. As pessoas estão deixando de ser meras commodities nas organizações e assumindo seu caráter pessoal e singular, em função das diferenças individuais. Antes, as tradicionais práticas de lidar com as pessoas eram padronizadas e estereotipadas afim de garantir homogeneidade de comportamento. Era o velho modelo burocrático. Hoje, pelo contrário, as diferenças individuais estão sendo realçadas e incentivadas. As pessoas estão deixando de ser meros recursos produtivos para serem o capital humano da organização. 3. O trabalho está deixando de ser individualizado, solitário e isolado para se transformar em uma atividade social, grupal, solidária e conjunta. Enquanto os cargos estão passando por uma total redefinição, as equipes estão cada vez mais em voga. A velha abordagem artesiana de divisão do trabalho e especialização já deu o que tinha que dar. Hoje, ao invés de dividir, separar e isolar, tornou-se importante juntar e integrar para obter efeito sinergístico e multiplicador. As pessoas trabalham melhor e mais satisfeitas quando o fazem juntas. Equipes, células de produção, times, trabalho em conjunto, compartilhamento, participação, solidariedade, consenso, decisão em equipe, empowerment, autogerenciamento, multifuncionalidade, polivalência: essas estão sendo as palavras de ordem nas organizações. 4. Hoje, não se trata apenas de atrair e reter talentos na organização. Possuir talentos é apenas a parte vestibular da questão. O mais importante é o que fazer para que os talentos sejam aplicados de maneira produtiva e rentável no sentido de obter elevados retornos desse precioso capital humano. Talentos são os meios indispensáveis para que a organização consiga competitividade e sustentabilidade em um mundo dinâmico e mutável. 5. O papel dos dirigentes e gerentes está mudando rapidamente. Eles estão se transformando em líderes democráticos e incentivadores. O tradicional papel gerencial de pensar e comandar pessoas foi bom para uma época que já passou, a era industrial. O comando autocrático e impositivo de um lado e a obediência cega de outro funcionaram bem em uma época de manutenção do status quo, na qual a mudança era lenta e contínua. Hoje, os gerentes funionam como líderes e coaches. Lidar com pessoas tornou-se uma responsabilidade de linha e uma função de staff. 6. O desenvolvimento de pessoas transforma-se em uma preocupação presente na organização inteira. A gestão do conhecimento e das competências, a criação de universidades corporativas e a transformação das empresas em organizações de aprendizagem são decorrências típicas dessa transformação. Tudo isso para encarar a mudança e a incerteza que cercam o mundo das organizações. Cada executivo passou a se inserir no esforço conjunto de desenvolver continuamente o talento humano: aumentar e aplicar o capital humano passou a ser uma obsessão das organizações competitivas e sustentáveis. E isso passou a ser totalmente descentralizado por toda a organização. 1. Maior conectabilidade: o PC, o celular e a multimídia juntos permitem o trabalho em grupo e as estações de trabalho, proporcionando o teletrabalho por meio do qual as pessoas trabalham juntas, apesar de fisicamente distantes. É o contato a qualquer hora e em qualquer lugar.
2. Menor tempo: os processos e as comunicações se tornam móveis, flexíveis, rápidos e diretos permitindo maior tempo de dedicação ao cliente e a aspectos mais importantes. Instantaneidade constitui a nova dimensão temporal provocada pela TI.
3. Escritórios sofrem redução de tamanho. Arquivos eletrônicos acabam com a necessidade de arquivos físicos. Surgem os escritórios e as empresas virtuais, dispensando prédios e reduzindo despesas fixas. Miniaturização, portabilidade e virtualidade constituem a nova dimensão espacial provocada pela TI. O conceito de burocracia para Weber é bem diferente do que ficou popularmente conhecido como burocracia. Para Weber, burocracia é uma estrutura organizativa caracterizada por regras e procedimentos explícitos e regularizados, divisão de responsabilidades e especialização do trabalho, hierarquia e relações impessoais. Em princípio, o termo pode referir-se a qualquer tipo de organização (empresas privadas, públicas, sociais, com ou sem fins lucrativos). Aspectos da organização do séc. XXI
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