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Horizonte e Nevoeiro

Trabalho realizado por: Diogo Nº7 João P. Nº11 Jorge Nº12 Zé Diogo Nº 15
by

Jorge Leal

on 16 March 2012

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Transcript of Horizonte e Nevoeiro

Linha severa da longínqua costa -

Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta

Em árvores onde o Longe nada tinha;

Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:

E, no desembarcar, há aves, flores,

Onde era só, de longe a abstracta linha. Ó mar anterior a nós, teus medos

Tinham coral e praias e arvoredos.

Desvendadas a noite e a cerração,

As tormentas passadas e o mistério,

Abria em flor o Longe, e o Sul sidério

'Splendia sobre as naus da iniciação.
O sonho é ver as formas invisíveis

Da distância imprecisa, e, com sensíveis

Movimentos da esp´rança e da vontade,

Buscar na linha fria do horizonte

A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte -

Os beijos merecidos da Verdade. "Horizonte" O título "Horizonte" evoca um espaço longínquo que se procura alcançar, a eterna procura dos mundos por descobrir.
O horizonte é símbolo do indefinido, do longe, do mistério, do desconhecido ou do objectivo a atingir. Através da apóstrofe o sujeito poético dirige-se ao mar desconhecido, ainda não descoberto/navegado. Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,

define com perfil e ser

este fulgor baço da terra

que é Portugal a entristecer –

brilho sem luz e sem arder,

como o que o fogo-fátuo encerra. "Nevoeiro" Nesta primeira estrofe encontramos uma oposição implícita. A oposição refere o mar anterior aos Descobrimentos portugueses ("medos", "noite", "cerração", "tormentas", "mistério" - substantivos que contêm a ideia de desconhecido, que remetem para a face oculta da realidade)... Ninguém sabe que coisa quere.

Ninguém conhece que alma tem,

nem o que é mal nem o que é bem.

(Que ância distante perto chora?)

Tudo é incerto e derradeiro.

Tudo é disperso, nada é inteiro.

Ó Portugal, hoje és nevoeiro...


É a Hora!

Valete,Fratres. ... e refere o mar posterior a esse feito ("coral e praias e arvoredos", "Desvendadas", "Abria", "´Splendia" - palavras que contêm a ideia de descoberta). A expressão "naus da iniciação" é uma referência às naus portuguesas que abriram novos caminhos e deram início a um novo tempo. Esta estrofe é essencialmente descritiva. Essa descrição é feita por aproximações sucessivas, de um plano mais afastado para planos mais próximos: [Ao longe] a "Linha severa da longínqua costa" (o horizonte);
[Ao perto] "Quando a nau se aproxima, ergue-se a encosta / Em árvores"; "Mais perto", ouvem-se os "sons" e percebem-se as "cores"; "no desembarcar" vêem-se "aves, flores". O título "Nevoeiro" realça uma sensação de incerteza, de indefinição que é sentida durante o poema, ("Tudo é incerto e derradeiro./ Tudo é disperso, nada é inteiro./ Ó Portugal, hoje és nevoeiro..."). O poema aponta para um tom geral de tristeza e melancolia, marcado por palavras e expressões de negatividade, caracterizando a situação de crise em Portugal a vários níveis: Este poema mostra-nos que é o sonho que, movido pela esperança e pela vontade, desperta no homem o desejo de conhecer, de procurar a verdade. Nestes versos é reforçada a passagem do abstracto ao concreto. Essa passagem é reforçada pela acumulação, de nomes concretos, precedidos de artigos definidos: "A árvore" (renovação, vida em evolução), "a praia" (liberdade, os novos horizontes mais amplos), "a flor" (amor e harmonia), a ave (mundo divino), "a fonte" (origem da vida). O sujeito poético, apresenta uma definição poética de sonho:
O sonho é ver o invisível, isto é, ver para lá do que os nossos olhos alcançam; é procurar alcançar o que está mais além; o sonho é alcançar/aceder à Verdade, sendo que esta conquista constitui o prémio de quem por ela se esforça. De salientar, aqui, o uso do presente do indicativo - "é" - que confere, a estes versos, um carácter intemporal. O poeta pretende realçar, com a aproximação dos navegadores ao destino, (destino este que antes fora uma linha fria do horizonte) a procura de valores espirituais durante os descobrimentos.
O poeta baseia-se nesses valores espirituais, para realizar uma busca à verdade. Crise política crise de unidade Crise de Identidade Crise de indefenição Crise de valores O sujeito poético usa a anáfora para intensificar a ideia de negatividade. Valete,Fratres ("Felicidades, irmãos!","Coragem, irmãos")-evocação dos irmãos rosa-cruz, (associação secreta, que alguns consideram surgida na Alemanha por volta de 1614 com a intenção de renovação da igreja romana e da sociedade) o poeta usa essa expressão no sentido de renovar a sociedade portuguesa. Simbolo da Ordem de Rosa-Cruz Depois do nevoeiro, vem a luz que permitirá encontrar o caminho certo...
O futuro - "É a hora!" de traçar novos rumos, de tomar a iniciativa e de cumprir a missão que nos foi confiada (lutar pelo engrandecimento da pátria).
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