Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Untitled Prezi

No description
by

sziegfrield winiarsk

on 15 August 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Untitled Prezi

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
CENTRO DE HUMANIDADES
CURSO DE LETRAS
DEPARTAMENTO DE LETRAS VERNÁCULAS
DISCIPLINA: PRAGMÁTICA
DOCENTE:
Profa. Ms. Sayonara Costa
DISCENTES:
Gilvan Linhares, Joquebede Pena, Larisse Gonçalves, Leandro Vidal, Marcelo Costa
Constativos e Performativos
Constativos: são aqueles que descrevem ou relatam um estado de coisas, e que, por isto, se submetem ao critério de verificabilidade, podem ser rotulados de verdadeiros ou falsos. Na prática, são os enunciados comumente denominados de afirmações, descrições ou relatos.

O ato locucionário é a própria enunciação de cada elemento linguístico que compõe a frase;

Searle distingue cinco grandes categorias de atos de linguagem:

Os representativos – mostram a crença do locutor quanto à verdade de uma proposição: afirmar, dizer, asseverar;
A TEORIA DOS ATOS DE FALA
-A Teoria dos Atos de Fala surgiu no interior da Filosofia da Linguagem, no início dos anos sessenta, tendo sido, posteriormente apropriada pela Pragmática.

-Procurava explicar os diversos tipos de ações humanas que se realizam através da linguagem.

-A ideia principal defendida por Austin era: dizer é transmitir informações, mas é também (e, sobretudo,) uma forma de agir sobre o interlocutor e sobre o mundo circundante.

-Até então os linguistas e os filósofos, de modo geral, pensavam que as afirmações serviam apenas para descrever um estado de coisas, e, portanto, eram verdadeiras ou falsas.


-Austin põe em xeque essa visão descritiva da língua, mostrando que certas afirmações não servem para descrever nada, mas sim para realizar ações.
Performativos: são enunciados que não descrevem, não relatam, nem constatam absolutamente nada, e, portanto, não se submetem ao critério de verificabilidade. Mais precisamente, são enunciados que, quando proferidos na primeira pessoa do singular do presente do indicativo, na forma afirmativa e na voz ativa, realizam uma ação. Nesse sentido, dizer algo é fazer algo. São esses tipos de enunciados que constituem o maior foco de interesse de Austin.


-É preciso observar, porém, que o simples fato de proferir um enunciado performativo não garante a sua realização. Um enunciado performativo pronunciado em circunstâncias inadequadas não é falso nem verdadeiro, mas sim nulo, sem efeito
Aos critérios que precisam ser satisfeitos para que um enunciado performativo seja
bem-sucedido, Austin denominou condições de felicidades:


· O falante deve ter autoridade para executar o ato;

· As circunstancias em que as palavras são proferidas devem ser apropriadas


- Nem todo enunciado performativo tem verbo na primeira pessoa do singular do presente do indicativo na forma afirmativa e na voz ativa: proibido fumar, vocês todos estão convidados à festa.


- Nem todo enunciado na primeira pessoa do singular do presente do indicativo na forma afirmativa e na voz ativa é performativo: eu jogo futebol, eu estudo inglês, eu sou um estudante.


- Austin passa a propor a distinção de performativo explicito (para enunciados com performatividade explicita): eu o ordeno que você saia; e performativo implícito (para enunciados sem performatividade explícita: saia! Corra!


- Ao concluir que todos os enunciados são performativos, porque, no momento em que são enunciados, realizam algum tipo de ação, Austin retoma o problema em novas bases, e identifica três atos simultâneos que se realizam em cada enunciado: o locucionário, o ilocucionário e o perlocucionário.


O ato ilocucionário é o ato que se realiza na linguagem;
O PRINCÍPIO COOPERATIVO
As Máximas Conversacionais de Grice

Para Grice, quando dois indivíduos estão dialogando, existem leis implícitas que regem o ato comunicativo. Segundo Grice, mesmo de forma inconsciente, os interlocutores traduzem a mensagem linguística de acordo com certas normas comuns que caracterizam um sistema cooperativo entre eles, para que as informações possam ser trocadas o mais univocamente possível. Grice chama esse conjunto de regras de “princípio de cooperação”.

Segundo o princípio de cooperação, um falante deve fazer com que sua contribuição seja tão informativa quanto exigida na etapa na qual ela ocorre, pelo fim ou direção aceitos na troca conversacional em que se está envolvido.


A noção de implicatura oferece uma saída para certos dilemas, pois nos permite afirmar que as expressões das línguas naturais realmente tendem a ter sentidos simples, estáveis, unitários, mas que sobre esse núcleo semântico estável há muitas vezes uma camada pragmática instável, ligada ao contexto - isto é, um conjunto de implicaturas, Levinson

Implicatura Não Convencional
- Conversacionais
As implicaturas conversacionais expressam princípios gerais de ação racional em situações de cooperação, respeitando um conjunto de máximas divididas em quatro categorias:

1. A máxima da Quantidade


(i) faça com que a sua contribuição seja tão
informativa quanto for exigido para os propósitos correntes da conversação.


(ii) não faça com que a sua contribuição seja mais informativa do que é exigido.


2. A máxima de Qualidade


Supermáxima: tente fazer com que a sua contribuição seja verdadeira.


(i) não diga aquilo que acredita ser falso.


(ii) não diga coisas para as quais você carece de evidências adequadas.


3. A máxima de Relevância


Supermáxima: faça com que sua contribuição seja relevante.


4. A máxima de Modo


Supermáxima: seja claro.


(i) evite obscuridade de expressão.


(ii) evite a ambiguidade.


(iii) seja breve.


(iv) seja ordenado.
Não-conversacionais


(expressões e gestos, em geral usadas em contextos específicos) esse tipo de implicatura não interessa a Grice)


As implicaturas contribuem para a construção do sentido das seguintes formas:

a) ela parece oferecer algumas explicações funcionais significativas dos fatos linguísticos;
b) ela dá uma explicação até certo ponto explícita do quanto é possível querer dizer mais do que efetivamente é dito;
c) parece provável que essa noção traga simplificações substanciais na estrutura e no contexto das descrições semânticas;
d) parece ser simplesmente essencial para que vários fatos básicos a respeito da língua sejam explicados adequadamente.

O ato perlocucionário é o ato de causar no público, por meio da enunciação da sentença, sendo tais efeitos contingentes às circunstâncias da enunciação. Pode ser realizado com o objetivo, intenção ou propósito de gerar essa consequência.


Os diretivos – tentam levar o alocutário a fazer algo: ordenar, pedir, mandar;

Os comissivos – comprometem o locutor com uma ação futura: prometer, garantir;

Os expressivos – expressam sentimentos: desculpar, agradecer, dar boas vindas;

Os declarativos – produzem uma situação externa nova: batizar, demitir, condenar.


Para Searle enunciar uma sentença é executar um ato proposicional e um ato ilocucional.

- Ato de fala é direto, quando realizado por meio de formas linguísticas especializadas, isto é, típicas daquele tipo de ato.

- Ato de fala é indireto (ou derivado), quando realizado indiretamente, isto é, por meio de formas linguísticas típicas de outro tipo de ato.

O principal mecanismo interpretativo que intervém na decodificação dos atos de fala indiretos são as célebres máximas conversacionais do linguista Paul Grice. Quanto menos convencionalizado é um ato de fala indireto, mais ele necessita do contexto para esclarecer seu valor ilocutório.

O conceito de ato de fala indireto (Searle, 1979) pode nos oferecer elementos para isso, ao mostrar que os atos de fala são, em sua maior parte, indiretos ou implícitos, e isso ocorre simplesmente porque não é necessário que sejam explícitos.

Funcionam basicamente através de elementos contextuais e de pressupostos compartilhados por falante e ouvinte enquanto participantes do mesmo jogo de linguagem e, desse modo, familiarizados com as crenças, hábitos e práticas um do outro. Uma análise de casos deste tipo deve, portanto, levar necessariamente em conta o caráter dialógico da troca linguística realizada assim como os elementos contextuais compartilhados, o que vai além daquilo que é proferido explicitamente, isto é, além dos elementos estritamente linguísticos. O ato total pode se projetar no futuro, se considerarmos seus efeitos e consequências, assim como pode depender de fatores do passado remoto, se levarmos em conta seus pressupostos.


Porém, há muitos atos de fala indiretos que são realizados de modo indireto porque, por diversas razões, devem permanecer indiretos, porque não podem ter sua força ilocucionária explicitada, caso contrário fracassariam ou seriam malsucedidos. A ironia e a insinuação são exemplos disso.
Segundo Esteves, a ironia apresenta uma “estreita relação entre o dito espirituoso, o gracejo humorado, e o sarcasmo quase cínico, numa relação íntima com o humor, por isso há um empolamento multiplicativo do argumentável”. Portanto, é na ambiguidade irônica que se cria inúmeras possibilidades de contrastar sentidos, criando efeitos diversos para aquilo que se quer negar.
“Noel Coward, escritor e ator inglês, encontrou uma novelista americana, Edna Farber, que usava uma roupa de homem: – Você quase parece um homem! – disse-lhe ele. – Você também. - respondeu-lhe ela.”

De acordo com Kerbrat-Orecchioni, a ironia acontece na seguinte circunstância: quando existe um único significante ao qual se atribuem dois níveis semânticos e/ou pragmáticos, os quais são hierarquizados como sentido literal (conotado) primeiro e sentido derivado (denotado) segundo.    
Full transcript