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Durkheim, Emile. O Suicídio

"O Suicídio" de Émile Durkheim. Por Alisson Soares, Doutorando em Sociologia pela UFMG.
by

Alisson Soares

on 18 September 2018

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Transcript of Durkheim, Emile. O Suicídio

O Suicídio. 1897
Émile Durkheim

Por: Alisson Soares
Uma das obras mais importantes da sociologia mundial
Tenta sistematicamente encontrar
as causas de taxas sociais para o suicídio
Não pretende uma inventário completo de todas as causas do suicídio, somente as causas das
taxas sociais
Vai excluindo explicações não sociológicas para as taxas sociais de suicídio...
...como o alcoolismo, a loucura, o clima, a geografia, as causas psicológicas
“Cada sociedade está predisposta a fornecer um contingente determinado de mortes voluntárias. Essa predisposição pode, pois, ser objeto de estudo especial e que pertence à sociologia. É esse estudo que vamos empreender”.
Apesar de algumas de suas conclusões não se sustentarem hoje em dia, este estudo continua sendo um exemplo de rigor metodológico, como mostra o texto de José Albertino Rodrigues, p.24-26.
“Cada sociedade está predisposta a fornecer um contingente determinado de mortes voluntárias. Essa predisposição pode, pois, ser objeto de estudo especial e que pertence à sociologia. É esse estudo que vamos empreender”.
Exclusão de fatores não sociais
como loucura, alcoolismo, raça, clima
Loucura
Alcoolismo
(Suicídio,p.63)
(Suicídio,p.67)
Alcoolismo
Visão geral da obra
Causas "Sociais" do Suicídio
ver à partir de 01:30
Não é exatamentes as causas sociais que atuaram em um indivíduo em um caso específico de suicídio, como os videos anteriores, que a sociologia procura explicar
O ator americano Freddie Prinze, ficou conhecido através da série da NBC ‘Chico and the Man’. Suicidou-se com um tiro na cabeça e, em sua carta de suicídio escreveu: “Tenho de acabar com isto. Já não resta esperança. Vou ficar em paz. Ninguém teve nada a ver com isto, a decisão foi totalmente minha.”

"Se um dia eu me suicidar, não chorem, foi apenas decisão minha, foi apenas uma opção de vida..."

"No se culpe a nadie de mi muerte. Me quito la vida porque dos días más que viviese sería mucho martirio"
Causas não-sociais do suicídio?
Não seria o suicídio um ato de suprema liberdade,e portanto, livre de quaisquer influências sociais?
9. Suicídio: Definição do Problema.
10.Suicídio Egoísta
11.Suicídio Altruísta
12.Suicídio Anômico
13. Relações entre o suicídio e outros fenômenos sociais
p.107: intenção: não é fazer um inventário completo de todas as causas do suicídio. Teorias psicológicas podem explicar somente porque tal ou qual indivíduo isolado se mata, mas não explica as
taxas sociais
de suicídio.
Após discorrer sobre o suicídio entre animais e entre loucos, e de ressaltar que estes não tem intenção no seu suicídio (trecho este ausente nesta versão do texto), Durkheim chega então à definição de suicídio (p.103) .
“Não há nada no mundo a que se tenha mais direito do que dispor da própria vida e pessoa”
Schopenhauer
"Coloquei a vida num declive: basta um empurrãozinho. Prestai um pouco de atenção e vereis como é breve e ligeiro o caminho que leva à liberdade.[...]A isso que se chama morrer, esse instante em que a alma se separa do corpo"
Sêneca
Explicado pela Psicologia?
p.106: “Cada sociedade tem, pois, a cada momento de sua história, uma atitude definida face ao suicídio... Chamamos a esse dado taxa de mortalidade-suicídio própria da sociedade considerada...pois essa permanência seria inexplicável se ela não se ligasse a um conjunto de características distintas, solidárias umas às outras”

“Cada sociedade está predisposta a fornecer um contingente determinado de mortes voluntárias. Essa predisposição pode, pois, ser objeto de estudo especial e que pertence à sociologia. É esse estudo que vamos empreender”.
“O suicídio varia na razão inversa do grau de integração dos grupos sociais que o indivíduo faz parte”. (p.108. Durkheim)
Por que “egoísta”?

“o ego individual se afirma demasiadamente sobre o ego social...resulta de uma individualização desmensurada”(p.109. Durkheim)

“correntes de depressão e desencanto, que não emanam de qualquer indivíduo em particular, mas que exprimem o estado de desagregação em que se encontra a sociedade. O que elas traduzem é o relaxamento dos laços sociais”. (idem, p.110)
“Assim, no próprio momento em que ele se libertou inteiramente do meio social, ele sofre ainda sua influência... Se nesse caso se afrouxa o laço que liga o homem à vida, é que o laço que o liga à própria sociedade se relaxou”. (DURKHEIM, p.111)
Variação do suicídio com relação ao contato com a vida pública entre velhos, crianças, mulheres e homens. (DURKHEIM, p.111-112)
(O Suicídio. p.257)
Já se disse que o suicídio era desconhecido nas sociedades inferiores. Ali não existe o Suicídio do tipo egoísta, mas existe outro tipo: o suicídio altruísta
No suicídio altruísta, se a pessoa que "deve morrer continuar viva:
116. “Porque se uns e outros renunciam à vida, é porque existe qualquer coisa que eles amam mais que a si mesmos”.
115. Suicídio altruísta também é encontrado na civilizações modernas.
Ex.Exército
Definição provisória:
Existem suicídios devido ao excesso de laços, bem como devido ao afrouxamento destes laços.
Suicídio Hoje
Crescimento econômico rápido já não causa aumento de suicídios
“Assim, não é verdade que a atividade humana possa ser livre de todo freio... O que o homem tem de característico é que o freio ao qual está submetido não é físico, mas moral, isto é, social”. p. 117
p.117 §3. Efeito dos desastres econômicos
118. Efeito da prosperidade econômica no suicídio.
p.119. Países pobres e imunidade ao suicídio anômico.
Em sociedades onde o estado de anomia é constante, ele é normal. ( p.119)

120. “Entretanto, essas disposições são tão arraigadas que a sociedade acostuma a considerá-las normais. Repete-se constantemente da natureza do homem ser um eterno descontente, de ir sempre à frente sem tréguas e sem repouso, em direção a um fim indeterminado.”
121, §1. Porque no mundo econômico que está o apogeu deste tipo de suicídio, isto é, entre industriais e comerciais.
122. Diferenças suicídios egoísta e anômico
Ex.:
Este capítulo trata da relação entre:
suicídio e sexo (p.124),
idade (p.125),
temperatura (p.126),
mas principalmente, tenta estabelecer como suicídio e homicídio variam, ora em conjunto, ora paralelamente, e tenta estabelecer as causas disto.

p.129. refutação da tese de que detentos tem maior inclinação ao suicídio.

130. como homicídio e suicídio estão correlacionados, na França, Prússia, Saxe, Bélgica

131.§2. Tal correlação, ainda que verdadeira, representa a minoria dos casos. Durkheim enumera então 6 exemplos onde suicídio e homicídios variam na relação inversa.

1º ex. França.
p.134. 2º. “Existe mesmo uma regra geral de que onde o homicídio é muito desenvolvido, confere uma espécie de imunidade contra o suicídio”. Ex. Espanha, Irlanda e Itália.
3º influência da guerra

p. 135. §2. Influência das crises políticas

p. 136. 4º) Influência urbano/rural; 5º Catolicismo


p.137. Influência da vida familiar
(O SUICÍDIO, p.23)
Exercícios:
contexto geral do suicídio (pré-Durkheim)
Trecho do filme: Cartas de Iwo Jima
Referências Bibliográficas:
DURKHEIM, Émile. O suicídio: estudo de sociologia. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 513 p. (Coleção tópicos)
DURKHEIM, Émile; RODRIGUES, Jose Albertino. Emile Durkheim: Sociologia. 5.ed. São Paulo: Ática, 1990. 208p

Para saber sobre como diferentes filósofos pensaram o suicídio, ver
http://www.ufmg.br/boletim/bol1636/8.shtml
ou
PUENTE, Fernando Rey. Os filósofos e o suicídio. Editora UFMG. 193 páginas

Reino da Saxônia
1806-1918
Religião
Instrução
Sexo e estado civil
Crises Políticas
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2011/04/110426_felicidade_suicidio_mv.shtml
138. Taxas de Homicídios e de suicídios ora coexistem, ora se excluem. Como explicar? R.:“A única maneira de conciliá-los é admitir que existem diferentes espécies de suicídios, dentre os quais uns têm certo parentesco com o homicídio, enquanto outros se excluem”. Desenvolvimento do argumento nas p.139-141

141. Conclusão

142,§4- p.143. Os sentimentos que temos pelos nossos semelhantes seria uma extensão de sentimentos egoístas ou seriam independentes?
(O Suicídio, p.285)
“Com efeito, no caso de desastres economicos, produz-se uma espécie de desorganização que lança bruscamente certos indivíduos numa situação inferior à que eles ocupavam até então. É preciso pois que eles reduzam suas exigências, que restrinjam suas necessidades, que aprendam a conter-se cada vez mais. Todos os frutos da ação social estão perdidos naquilo que os concerne; sua educação moral deve se refazer. Ora, não é em um instante que a sociedade pode levá-los a essa vida nova e fazer exercer sobre eles esse acréscimo de contenção a que não estão acostumados.”
Durkheim. p.117-8
A pergunta fundamental da obra é a mesma de outras obras de Durkheim:
"quais são os laços sociais que unem os indivíduos entre si?"
Em uma carta ao sobrinho, Marcel Mauss, Durkheim mostrava ceticismo na repercussão da obra:
"Tenho a impressão, fimdada ou não, pouco importa, de que meu Suicídio será como um golpe de espada na água. Sinto que se forma de novo a mesma resistência doutrinária que acreditava haver feito recuar um pouco. Recebi uma carta ridícula de Sorel; Bouglé, que eu cria se encaminhar para meu lado, continua a borboletear. A carta de Simiand é muito hermética. Lapie parece mais decidido e muito franco. Minha verdadeira ambição é a de ver alguns jovens de valor, como esses, não me seguir servilmente, mas utilizar claramente meus resultados; a impressão contrária fundada sobre os fatos precedentes me é penosa. É possível que eu exagere, e que esteja equivocado. O futuro decidirá. Digo-lhe de meu sentimento atual."
DURKHEIM, apud CARDIM, Carlos Henrique. Prefácio. in DURKHEIM, E. O Suicídio. Martins Fontes. p.XXV

"O
método sociológico
, tal como o empregamos, baseia-se inteiramente no princípio fundamental de que os fatos sociais devem ser estudados como
coisas
, ou seja, como realidades exteriores ao indivíduo. Não há preceito que nos tenha sido mais contestado; não há outro, no entanto, que seja mais fundamental. Pois, enfim, para que a sociologia seja possível, é preciso antes de mais nada que ela tenha um objeto, e que esse objeto seja só dela. É preciso que ela tenha uma realidade a conhecer, e que essa realidade não caiba a outras ciências." (DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.5)
Metodologia

Segundo Aron:
1) definição do fenômeno
2) refutação de interpretações anteriores
3) explicação propriamente sociológica dos fenômenos

"Ao vermos que
cada povo
tem uma
taxa de suicídios
que lhe é pessoal, que essa taxa é mais constante do que a da moralidade geral, que, se ela evolui, é segundo um coeficiente de aceleração próprio a cada sociedade, que as variações pelas quais ela passa nos diferentes momentos do dia, do mês, do ano não fazem mais do que reproduzir o ritmo da vida social; ao constatarmos que o
casamento, o divórcio, a família, a sociedade religiosa, o exército, etc.,
a afetam segundo leis definidas das quais algumas podem até ser expressas sob forma numérica, renunciaremos a ver nesses estados e nessas instituições arranjos ideológicos sem virtudes e sem eficácia."
(DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.6)
Suicídio Fatalista
Se opõe ao suicídio anômico
Definição
Exemplos
Relevância
"resulta de um excesso de regulamentação, aquele cometido pelos indivíduos cujo futuro está ímplacavelmente barrado, cujas paixões são violentamente reprimidas por uma disciplina opressiva."

(DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.353)
"É o suicídio dos homens casados muito jovens,
da mulher casada sem filhos
É a esse tipo que pertencem os suicídios de escravos, que se diz serem freqüentes em certas condições
"
(DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.353)
"Para completar, deveríamos portanto constituir um quarto tipo de suicídio. Mas ele tem tão pouca ímportância hoje e, além dos casos que acabamos de citar, é tão dificil encontrar exemplos, que nos parece inútil nos deter nele. Contudo, pode ser que tenha interesse histórico"
(DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.353)
Tipos de suicídios altruísta:
suicídio altruísta obrigatório
Definição
Exemplos
suicídio altruísta facultativo
Definição
Exemplos
suicídio altruísta agudo
Definição
Exemplos
"Não há suicídios cujo caráter altruísta seja mais marcado. Em todos esses casos, com efeito, vemos o indivíduo aspirar a se despojar de seu ser pessoal para mergulhar nessa outra coisa, que ele vê como sua verdadeira essência. Pouco importa o nome que lhe dê, é nela, e apenas nela, que ele acredita existir, e é para existir que ele se inclina tão energicamente a se confundir com ela. Portanto, é porque o indivíduo se considera como não tendo existência própria. A impessoalidade, aqui, é levada a seu máximo; é o altruísmo em estado agudo." (DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.280)
"dever-se-á entender por essa palavra que eles são menos expressamente exigidos pela sociedade do que quando são estritamente obrigatórios. Essas duas variedades são tão intimamente aparentadas que é até impossível marcar o ponto em que uma começa e a outra termina." (DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.278)
I. Suicídios de homens que chegam ao limiar da velhice ou são afetados por doenças.
2. Suicídios de mulheres por ocasião da morte do marido.
3. Suicídios de clientes ou servidores por ocasião da morte de seus chefes.

"em todos esses casos, se o homem se mata, não é porque se arroga o direito, mas, o que é bem diferente, porque tem o dever. Quando falta a essa obrigação, é punido com a desonra e também, na maioria das vezes, por castigos religiosos." (DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.272)
"Tito Lívio, César, Valério Máximo nos falam, não sem espanto mesclado de admiração, da tranqüilidade com que os
bárbaros da Gália e da Germânia
se matavam. Havia
celtas
que aceitavam se deixar matar por vinho ou por dinheiro. Outros se dispunham a não recuar nem diante das chamas do incêndio nem diante dos vagalhões do mar. Os viajantes modernos observaram práticas semelhantes em uma infinidade de sociedades inferiores.
Na
Polinésia
, uma ligeira ofensa muitas vezes é suficiente para decidir um homem ao suicídio. O mesmo acontece entre os
índios da América do Norte
; basta uma briga conjugal ou um gesto de ciúme para que um homem ou uma mulher se matem.
Entre os
dacotah
, entre os creek, a menor decepção leva freqüentemente a resoluções desesperadas.
Sabe-se da facilidade com que os
japoneses
abrem seu ventre pela razão mais insignificante. Conta-se até que eles praticam uma espécie de duelo estranho em que os adversários lutam, não usando a habilidade de se atingirem mutuamente, mas a destreza de abrir seus ventres com as próprias mãos.
Fatos análogos são assinalados na
China
, na Cochinchina, no Tibete e no reino do Sião." (p.276-7)
"Em todos esses casos, o homem se mata sem ser expressamente forçado a se matar. No entanto, esses suicídios não têm natureza diferente do suicídio obrigatório. Embora não os imponha formalmente, o opinião pública não deixa de lhes ser favorável. Então, como é uma virtude, e até a virtude por excelência, não ter apego à existência, louva-se aquele que renuncia a ela diante da menor solicitação das circunstâncias ou até por simples bravata. Um prêmio social está, assim, ligado ao suicídio, que por isso mesmo é incentivado, e a recusa dessa recompensa tem, embora em menor grau, os mesmos efeitos que um castigo propriamente dito." 276
"Era preciso que a morte fosse imposta pela sociedade como um dever
ou que algum ponto de honra estivesse em jogo, ou ainda que algum acontecimento desagradável acabasse por depreciar a existência aos olhos da vítima.
Mas às vezes o indivíduo se sacrifica unicamente pela alegria do sacrifício, porque a renúncia, em si e sem razão especial, é considerada louvável. "
(DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.278)
"A Índia é a terra clássica desses tipos de suicídios. Já sob influência do bramanismo, o hindu se matava facilmente. As leis de Manu, na verdade, só recomendam o suicídio sob certas reservas. É preciso que o homem já tenha chegado a uma certa idade, que tenha deixado pelo menos um filho. Mas, preenchidas essas condições, não tem o que fazer da vida. 'O brâmane que se desapegou de seu corpo por uma das práticas empregadas pelos grandes santos, isento de pesar e de medo, é admitido com honra na morada de Brama.'25 Embora muitas vezes se tenha acusado o budismo de ter levado esse princípio a suas mais extremas conseqüências e erigido o suicídio em prática religiosa, na realidade ele mais o condenou. Sem dúvida, o budismo ensinava que o supremo desejável era anular-se no Nirvana; mas essa suspensão do ser pode e deve ser obtida já nesta vida e não há necessidade de manobras violentas para realizá-la." (DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.278)
"No hinduísmo, o costume de buscar a morte nas águas do Ganges ou de outros rios sagrados era muito difundido. As inscrições nos mostram reis e ministros se preparando para terminar assim seus dias28 , e afirma-se que no início do século essas superstições ainda não haviam desaparecido completamente. Entre os bhils, havia um rochedo de cujo topo as pessoas se precipitavam por piedade, por devoção a Shiva 30; em 1822, um oficial ainda assistiu a um desses sacrifícios." (DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.279)
"Charlevoix já observara rios do mesmo gênero no
Japão
. Diz ele: 'Nada é mais comum do que ver, ao longo das costas do mar, barcas cheias de fanáticos que se precipitam na água carregados de pedras, ou que furam suas barcas e se deixam submergir aos poucos, cantando louvores a seus ídolos. Um grande número de espectadores os acompanham com o olhar e exaltam ao céu seu valor e, antesque desapareçam, pedem-lhes a bênção. Os sectários de Amida fazem-se encerrar e murar dentro de cavernas, onde mal têm espaço para ficar sentados e onde só podem respirar por um respiradouro. Lá, deixam-se morrer de fome, tranqüilamente. Outros sobem ao topo de rochedos muito altos, em que há minas de enxofre de onde, de vez em quando, saem chamas. Não cessam de invocar seus deuses, suplicam-lhes que aceitem o sacrificio de sua vida e pedem que se elevem algumas daquelas chamas. Quando aparece uma, vêem-na como um indício do consentimento dos deuses e se jogam de cabeça no fundo dos abismos ... A memória desses pretensos mártires é grandemente venerada." (DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.279-280)
"É fato conhecido que as crises econômicas têm uma influência agravante sobre a propensão ao suicídio. " (DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.303)
Ex:
"Em Viena, em 1873, eclode uma crise financeira que atinge seu máximo em 1874; imediatamente, o número de suicídios se eleva. De 141 em 1872, eles sobem para 153 em 1873 e para 216 em 1874, com um aumento de 51% com relação a 1872 e de 41% com relação a 1873. A prova de que essa catástrofe é a única causa desse crescimento é o fato de ele ser sensível sobretudo no momento em que a crise chegou ao estado agudo, ou seja, durante os quatro primeiros meses de 1874. De 1º de janeiro a 30 de abril, 48 suicídios haviam sido contados em 1871,44 em 1872,43 em 1873; houve 73 em 1874. O aumento é de 70%. A mesma crise que eclodiu na mesma época em Frankfurt-am-Main produziu os mesmos efeitos. Nos anos precedentes a 1874, lá cometiam-se em média 22 suicídios por ano; em 1874, houve 32, ou seja, 45% a mais"

(DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.303-4)
craque que se produziu na Bolsa de Paris no inverno de 1882
"O suicídio egoísta e o homicídio decorrem, pois, de causas antagônicas, e, por conseguinte, é impossível que um possa se desenvolver à vontade onde outro é próspero."
(DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. p.) (p.464)
"o suicídio altruísta e o homicídio podem caminhar paralelamente" (p.464)
"Quando se é treinado para desprezar a própria existência, não se pode estimar muito a dos outros"

(DURKHEIM, E. O Suicídio. São Paulo: Martins Fontes. (p.464)
"talvez estimule o homicídio simples"
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