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Untitled Prezi

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by

Vinicius Bezerra

on 18 November 2013

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Transcript of Untitled Prezi

Região e comportamento regional
Decoro moral: os requisitos morais são fins em si mesmos


Decoro instrumental: os requisitos instrumentais não são fins em si mesmos


Não existe diferença, de forma necessária, quantitativa e qualitativamente, entre regras de decoro que regem o comportamento nas diferentes regiões.
Região dos fundos ou dos bastidores: lugar onde fatos que poderiam desacreditar a impressão incentivada pelo ator podem aparecer sem prejuizo para sua apresnetacao.
Região e comportamento regional
Pauline Barreto e Vinícius Bezerra
Região: qualquer lugar que seja delimitado de alguma forma por barreiras à percepção.
Polidez: maneira pela qual um ator trata a plateia enquanto está empenhado em falar com ela ou num intercâmbio de gestos que seja substituto da fala.

Decoro: padrões que dizem respeito ao modo como o ator se comporta enquanto está ao alcance visual ou auditivo da plateia, mas não necessaramente empenhado em conversar com ela.
Maneira ....... polidez
Aparência....... decoro
Pode-se também notar que embora o comportamento decoroso possa tomar a forma de demonstração de respeito pela região e pelo cenário em que alguém se encontra, tal demonstração pode, sem dúvida, ser motivada pelo desejo de impressionar favoravelmente a plateia, evitar sanções, etc. pag. 103
Região de fachada: surge a partir
da escolha de uma representação
particular como ponto de referência.
Região dos fundos: lugar onde fatos que poderiam desacreditar a impressão incentivada pelo ator podem aparecer sem prejuízo para sua apresentação.
Fachada é o equipamento expressivo de tipo padronizado intencional ou inconscientemente empregado pelo indivíduo durante a sua apresentação. pag. 29
Índice do caráter etológico das reflexões de Goffman
Aparência:Estímulos que funcionam no momento para os revelar o status social do ator.

Maneira: Estímulos que funcionam no momento para nos informar sobre o papel de interação que o ator espera desempenhar na situação que se aproxima.
Finalmente dever-se-ia notar que os requisitos do decoro são ecologicamente mais penetrantes que os de polidez. Uma plateia pode submeter toda uma região de fachada a uma inspeção contínua, no que diz respeito ao decoro, mas enquanto está empenhada nisso, nenhum ator, ou somente poucos poderão estar obrigados a falar com a plateia, e, por conseguinte, a demonstrar polidez. Os atores podem deixar de se expressar, mas não conseguirão evitar emissão de impressões. pag 103
Uma representação implicará em apenas um foco de atenção por parte do ator e da plateia.
Muitas representações porém abrangem como partes constituintes círculos ou aglomerados de interação verbal. pag. 101
Transmissão de informação: ações verbais conscientes.

Emissão de informação: ações não-verbais inconscientes
Formas de decoro:

Simulação de trabalho


Simulação de ociosidade
Pode ser definida como o lugar, relativo a uma dada representação, onde a impressão incentivada pela encenação é sabidamente contradita como coisa natural.
Comumente, a região de fundos de uma representação fica localizada numa extremidade de onde ela está sendo apresentada, ficando separada por uma divisão e passagens protegidas.
O controle dos bastidores desempenha papel significativo no processo de “controle de trabalho”, pelo qual os indivíduos tentam se premunir contra as exigências deterministas que os cercam. (p. 108)
Há um aspecto periclitante na falta de controle do acesso à região dos fundos por parte dos atores
A região dos fundos é fechada à plateia.
São ações protetoras o controle da região de fachada e da região dos fundos. São técnicas defensivas de manipulação da impressão; pag. 210
Elaboração da face
De acordo com Goffman (1980), em qualquer interação social, entendida como um lugar de risco, os interactantes adotam linhas de conduta, ou seja, atos verbais e nãoverbais através dos quais expressam sua visão da situação e, conseqüentemente, sua avaliação dos participantes e de si mesmo.
Face: “valor social positivo que uma pessoa efetivamente reclama para si mesma através daquilo que os outros presumem ser a linha por ela tomada durante um contato específico. A face é, assim, uma imagem do self delineada em termos de atributos sociais aprovados”.
"...para que a comunicação seja estabelecida com harmonia, postula-se que as faces devem ser preservadas."
Goffman constrói, assim, o conceito de elaboração da face, que seriam “as ações através das quais uma pessoa é capaz de tornar qualquer coisa que esteja fazendo consistente com a face. Esta elaboração serve para contrabalançar “incidentes” – isto é, eventos cujas implicações simbólicas efetivas ameaçam a face”.
Dadas, então, as várias formas pelas quais a atividade na cozinha contradiz a impressão criada na região do hotel usada pelos hóspedes, pode-se perceber por que as portas de comuncação da cozinha com as outras partes do hotel eram um constante ponto nevrálgico na organização do trabalho. As garçonetes queriam mantê-las abertas para faclilitar o transporte das bandejas de cá para lá, informarem-se se os hóspedes estavam prontos, ou não, para o serviço que estava para lhes ser apresentado e conservar, tanto quanto possível, o contato com as pessoas com quem tinham de trabalhar. Desde que as moças representavam um papel de criadas diante dos hóspedes, achavam que não tinham muito a perder pelo fato de serem observadas por eles em seu próprio meio, quanda davam uma olhada à cozinha, ao vê-las passar pelas portas abertas. Os gerentes, por outro lado, queriam manter a porta fechada, de modo que o papel de classe média que lhes era atribuído pelos hóspedes não ficasse desacreditado pela revelação de seus hábitos na cozinha. Dificilmente se passava um dia sem que essas portas fossem fechadas raivosamente e raivosamente empurradas.
Um exemplo final das dificuldades de bastidores pode ser citado, referente às contingências de ser uma pessoa exaltada pelos outros. Há pessoas que podem se tornar de tal modo veneradas, que a única aparência condizente com elas é estar no meio de uma comitiva ou de uma cerimônia. Seria julgado impróprio aparecerem diante de outras pessoas em qualquer contexto, pois estes aparecimentos informais poderiam desacreditar os atributos mágicos que lhes são conferidos. (p. 113)
Uma das ocasiões mais interessantes para observar o controle da impressão é o momento em que um ator deixa a região dos fundos e entra no local em que o público se encontra, ou quando volta daí, pois nesses momentos pode-se apreender perfeitamente o vestir e o despir do personagem. (p. 114)
Embora exista a tend~encia de uma região ser identificada como de fachada ou de fundo de uma representação com a qual esteja regularmente ligada, há ainda muitas regiões que funcionam numa ocasião e em certo sentido como região de fachada, e em outra ocasião e em outro sentido como região de fundo. (p. 118)
Ao usar um estilo de bastidores, os indivíduos podem transformar qualquer região numa região de fundo. (p. 121)
Não se deve esperar que as situações concretas forneçam exemplos puros de conduta formal ou informal.
Assim, numa situação concreta podemos esperar a predominância de um estilo ou de outro, com alguns sentimentos de culpa ou dúvida referentes à combinação ou equilíbrio real que é alcançado entre os dois estilos. (p. 121)
Ao dizer que os atores agem de maneira relativamente informal, familiar e descontraída quando estão bastidores em atitude vigilante durante a representação, não se deve pensar que as coisas agradáveis e interpessoais da vida estão sempre reservadas aos bastidores, enquanto a suspeita, a pretensão e a demonstração de autoridade são próprias das atividades da região de fachada. (p. 123)
Frequentemente espera-se dos que trabalham nos bastidores a realização de padrões técnicos, enquanto os que trabalham na região da fachada realizarão padrões expressivos.
Aspectos como divisão do trabalho e estética arquitetônica são influenciados pela relação região de fachada - região dos fundos
Dados os valores de uma determinada sociedade, é evidente que o caráter de bastidor de certos lugares é introduzido neles de modo material, e que, em relação às áreas adjacentes, tais lugares são inevitavelmente regiões de fundo. Em nossa sociedade a arte dos decoradores geralmente faz isso para nós, reservando cores escuras e alvenaria de tijolos às partes de serviço dos edifícios, e reboco branco para as partes da frente.
Existe um tipo de "memória funcional" da região de fachada, que se conserva mesmo que uma representação associada à mesma não esteja sendo executada.
Multifunção regional: exemplo do escritório
Como as regiões do fundo estão ordinariamente fora do alcance dos membros do público, é aí que se pode esperar que a familiaridade recíproca determine o tom do intercâmbio social. Igualmente, é na região da fachada que podemos esperar a predominância do tom de formalidade.
A pessoa pode sentir-se obrigada, quando nos bastidores, a agir fora do seu personagem de uma forma familiar e isto pode chegar a ser uma pose maior do que a representação à qual destinava a trazer relaxamento.
Região de “o lado de fora”
Uma terceira região, residual, a saber, todos os lugares que não sejam os dois já identificados. Tal região poderia ser chamada de “o lado de fora”.
Quando um ator se vê diante de uma plateia para a qual o espetáculo nao tinha sido preparado, pode-se dizer que essa plateia vai estar mais sensível ao que o ator emite como impressao do que à impressão transmitida
Limitações à falta de formalismo nos bastidores:
1 – controle da impressão em meio aos membros da equipe:
2 – Sustentação do ânimo no seio da equipe;
3 – Divisões sociais fundamentais: etárias, sexuais, étnicas, etc.
Controle das impressões nos casos em que um estranho surge numa plateia para uma apresentação que não lhe era devida
Questionamento: é possível identificar máscara e face?
Conclusão: neste capítulo Goffman evidenciou a importância da constituição dos diferentes tipos de região como loci das interações humanas. Mostrou, ou tentou mostrar, as íntimas relações que se estabelecem, por meio de dinâmicas psico-sociais de complexidade variável, entre os três tipos de região e as representações executadas pelos atores e pela presença da plateia.

Aplicando uma concitualização oriunda da utilização da metáfora INTERAÇÕES HUMANAS SÃO PEÇAS TEATRAIS ou A VIDA (INTERAÇÕES HUMANAS) É UM TEATRO, Goffman propõe uma noção útil e eficaz, embora talvez sub-explorada, ou não completamente desenvolvida, que guarda possíveis relações com outros conceitos importantes na economia da obra do autor, como a de território.

Neste capítulo, o autor abre espaço para um aprofundamento teórico sobre aspectos mais específicos das interações humanas, tais como a manipulação, os “faux pas”e os papeis discrepantes, que serão devidamente explorados nos capítulos seguintes.
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